Girls – 1ª Temporada (2012)


Have you not seen Rent?
Please, I’ve seen it like 12 times. That’s basically why I moved to NY.

Nunca consegui me conectar com Sex & The City e mesmo anos depois com Gossip Girl, algo mais da minha “faixa etária”, não havia encontrado uma série que falava tão diretamente a mim. O que conecta estas duas? A vida glamorosa e as aventuras amorosas na Big City, New York. Manhattan é o imaginário da cidade que nunca para, aquele caldeirão cultural, social e econômico, porém o que há realmente por trás deste “American Way of Life”?

Dois anos atrás a HBO tentou emplacar How To Make It In America, com o lindinho do Bryan Greenberg como protagonista, porém mesmo mostrando o “jeitinho norte americano” de sobreviver na cidade de pedra do Tio Sam, os rapazes não conseguiram segurar por muito tempo, o que culminou ao cancelamento após a segunda temporada.

Eis então que uma tal de Lena Dunham, natural de NYC, emerge com uma criação inesperada, que sem dúvida alguma a tiraria do ostracismo do anonimato. Lena apresenta através da HBO, a série chamada Girls, que a olhos comuns, parece ter uma proposta parecida com HTMIIA, mas é aí que surgem as diferenças entre as duas produções. Lena além de criar a série, produz e atua como protagonista, o que torna a comédia mais acessível, por assim dizer.

Como toda produção do canal, temos que nos entregar de mente aberta e sem preconceitos – True Blood foi assim comigo no inicio – e desta vez, mesmo com um piloto odd demais, resolvi dar uma chance a Hannah, Marnie, sua melhor amiga, Jenna, a amiga inglesa e Shoshanna, prima de Jenna.

Temos aqui um quarteto, assim como Carrie, Miranda, Sam e Charlotte, porém diferente dos trinta e poucos anos das aventuras amorosas destas, Girls apresenta um quarteto de vinte e poucos anos, que pela primeira vez acredito na TV, mostra a crise desta geração, seja ela na ótica amorosa quanto na profissional. As garotas sexys de NY que me desculpem, mas encontrei finalmente meu Quarteto Fantástico e se não tão fantástico assim, pelo menos me trouxe total identificação, cada uma a sua forma, personalidade e atitude.

“Enjoy going through life as yourself.”

Essa frase define bem o sentido da série, mas antes mesmo de esboçar cada personagem, vale relembrar que por tradição uma família americana cujo filho/filha completa 18 anos tende a “liberá-lo” ao mundo, seja quando este muda para outra cidade para estudar ou para trabalhar. O que importa é que este adolescente é obrigado a encarar o mundo, pelo menos na teoria. Aqueles que nascem em berço de ouro ou tem uma criação que lhe dê condições aceitáveis pode usufruir com tranquilidade o respaldo dos pais, mas há aqueles que precisam uma hora ou outra, alçar o próprio voo.

A protagonista Hannah é uma personagem de fácil conexão: 24 anos, recém-formada a dois em Literatura, desconfortável com seu sobrepeso; sonhadora, que vive com sua melhor amiga num apartamento minúsculo no Brooklin e sonha claro em ser escritora. A única aparição do núcleo totalmente adulto da série é com seus pais e é estes que resolvem marcar um jantar com a filha, o que estaria longe de ser um encontro pra matar as saudades.

“You know what the weirdest part about having a job is? You have to be there everyday, even on the days you don’t feel like it.”

Também sou filha única, mas comecei a trabalhar aos dezenove anos, então não consigo imaginar o que é receber mesada ou simplesmente ser mantida pelos meus pais, claro ainda vivo com eles e não tenho ainda condições de morar sozinha, mas o simples fato de por vezes ter que recorrer, estando empregada, já me enfurece, imagine no caso de Hannah que nunca trabalhou e que depende dos papais pra pagar as noitadas e o aluguel que divide com sua melhor amiga Marnie.

“Why is everyone struggling in New York? Why don’t we all just move here and start the revolution?”

Marnie é tão oposta a Hannah que a dinâmica entre as duas torna-se o pulmão da série. Unidas desde a faculdade, as melhores amigas tem uma relação por vezes difícil de nomear. Marnie vive um monótono relacionamento de mais de quatro anos com Charlie, além de um trabalho tão monótono quanto. Mesmo dona de uma beleza que a assemelha com uma jovem Brooke Shields, é das garotas a mais “presa a si”, principalmente por seguir sempre um “padrão” e tentar planejar  e controlar tudo.

 “He’s like so busy respecting me you know that he looks right past me and everything that I need from him.”

Enquanto Marnie vive um relacionamento sem graça, quase como um lual sem fogueira; Hannah experimenta com Adam o que podemos chamar de “relacionamento autodestrutivo”, no qual se submete a bizarrices sexuais, sem esquecer-se do fato de seu “excêntrico parceiro” nunca sair de seu imundo apartamento.

Se achávamos que Adam seria único problema de Hannah, o destino estava pra lhe entregar de bandeja duas novidades que mudariam sua vida. Após realizar um exame de DST, descobre ter contraído HPV (Transmissão do Papiloma Vírus Humano), doença feminina, que caso não seja tratada, a mulher pode perder o útero, pois se desenvolve como uma espécie de câncer. Depois de ofender Adam acusando-o de ter transmitido a doença, pensa na única pessoa com que manteve relação, seu ex-namorado Elijah. O reencontro dos dois é hilário, pois a partir do momento que o rapaz surge no bar usando um cachecol fashion junto a sua bolsa de couro estilo carteiro dizendo Huellow, tudo nele grita G-A-Y. Em alguns flashbacks de uma das festas da faculdade, descobrimos como Marnie conheceu Charlie e como era o relacionamento de Hannah com Elijah, o que grita novamente que ela realmente esteve muito cega para não processar o G Factor do rapaz.

Tentando não aparentar que isto a incomoda, Marnie tenta agir normalmente, mesmo que tenha que carregar as despesas do apartamento em suas costas e mesmo quando Hannah finalmente encontra um trabalho, esta encara os assédios de seu patrão bigodudo e após ouvir os conselhos espirituais e despojados de Jenna, faz a pior investida ao insinuar ao chefe, tentando comprovar que ele realmente queria “fuck her”.  Hannah Banana, bad bad call.

“I didn’t lose my job, I gave it away.”

Hannah tem o hábito de escrever tudo numa espécie de diário, porém esta não parece se importar em opinar sobre a vida dos outros, principalmente a respeito do relacionamento de Marnie com Charlie. Ray que estava no apartamento junto com ele, desconbre a existência do tal livrinho e lê coisas que magoariam de fato seu melhor amigo e é a partir desta leitura indiscreta que temos um dos momentos mais engraçados e digamos que tenso entre as melhores amigas: Charlie e Ray tem uma banda e durante uma pequena apresentação num bar local, resolvem apresentar uma nova canção, esta que foi criada a partir da inspiração tirada do diário de Hannah. O clima já tenso entre o casal piora e claro a situação não fica nada boa para a autora.

 “That isn’t fun for me, being the uptight girl. I hate it.”

Aqui fica claro um dos motivos delas serem melhores amigas: são extremamente egoístas e o reflexo de seus respectivos relacionamentos dita todo o ritmo da temporada. Charlie realmente parece ser um bom rapaz, mas acaba por destoar totalmente de Marnie e o que ocorre no incidente “Hannah’s Diary Song” o faz se afastar. Num famoso “só damos valor quando perdemos”, a Mini Shields faz o inimaginável: veste seu melhor vestido e vai atrás dele em seu apartamento, considerando que durante todo o tempo que namoraram, nunca tinha ido até lá.

Num famoso “dei, agora percebi que não vou mais”, enche-o de esperanças em melhorias daqui pra frente entre eles, mas após transarem, Marnie percebe que não pode mais ficar junto dele, ou seja, mesmo naquela situação delicada, ela fica com o coração de Charlie em suas mãos, afinal há tempos a dinâmica entre eles não funciona da maneira com que ela gostaria. Combo triplo de “selfish” com “uptight” e “control freak” pra você querida.

Uma das coisas que me fizeram estranhar a série logo de inicio foi o relacionamento bizarro de Hannah e Adam, porém percebemos que a personalidade do “original man” é puramente retratada através da ótica da protagonista, até mesmo a imagem que ela criara para suas amigas não o favorecia. Apesar dos costumes e comportamentos estranhos, Adam foi uma das personagens que mais saiu de sua zona de conforto e isto começou a acontecer graças ao primeiro confronto que Hannah teve com ele, quando ela tenta se libertar desta relação  “use e abuse”.

“I just want someone who wants to hang out all the time, thinks I’m the best person in the world, and wants to have sex with only me.”

Antes da grande reviravolta, o divisor de águas pra eles como “casal” e até mesmo pra Hannah, se dá quando ela tem de viajar pra casa dos pais pois havia prometido comemorar o aniversário de 30 anos deles (Creepy), mas a visita também servira como uma oportunidade de pedir dinheiro para cobrir o aluguel, contando que nem mesmo Marnie dá conta das despesas do apartamento.

Nomeio “Welcome to the Bushwick a.k.a. the Crackcident” como o melhor episódio da temporada, pois é nele que descobrimos realmente quem Adam é. Hannah o encontra junto com um grupo de amigos excêntricos, onde um deles sem querer deixar escapar que ele faz parte do grupo AA, ou seja, foi durante bom tempo de sua vida dependente.  Chocada com tal revelação, o rapaz pela primeira vez joga na cara de Hannah que pra ela saber de algo tão intimo a ele, teria que demonstrar interesse, algo que nunca fez afinal tudo que eles têm se resume a ela reclamar da vida, falar de si e claro, transar sempre quando ela bater a sua porta.

Mostrando um desajuste sentimental tremendo, enquanto Marnie entra em deprê por Charlie tê-la superado após poucas semanas com um alguém que parece ser compatível a ele, Hannah e Adam após uma calorosa discussão na noite da festa, firmam-se como namorados, algo estranho de visualizar, mas é a partir deste momento que o excêntrico cara que senta no trono e bebe leite ao mesmo tempo se sobressai, ganhando destaque, mostrando sua real personalidade, esta que muito foi silenciada pela centralizadora parceira sexual e que é agora, sua namorada.

Tomando cada vez mais espaço em sua vida, Hannah descobre hábitos diferentes e até atividades nas quais Adam se dedicava, entre estas, caminhadas matinais e teatro, não teatro propriamente, mas produções independentes, algo como aqueles excêntricos monólogos.

Enquanto vive a fase de lua de mel com Adam, Hannah mostra-se cada vez mais despreocupada com sua vida profissional, assim o inevitável acontece. Incomodada com a presença constante de Adam no apartamento e ao fato de não contribuir em nada financeiramente, Marnie puxa uma chocante discussão. Num festival de ofensas, desabafa tudo que esteve entalado durante anos, sem considerar a quão cansada está da personalidade egoísta e presunçosa. Elas acabam por ser uma extensão da personalidade da outra e se a principio pareciam diferentes, é com esta discussão que fica claro que elas pensam exatamente da mesma forma a respeito uma da outra, ou seja, são mais parecidas do que imaginariam. Rompe-se então a maior parceria de “Girls”.

You don’t have a plan.

I think maybe that’s a good thing for me.

Fechando as outras duas pontas do quadrado, estão Jenna, a inglesa – sempre há de ter uma pitada de humor negro – que ressurge em NYC com um proposito até então misterioso, tão misterioso quanto sua intoxicante personalidade. Tão destoante, seu jeito hippie despojado bate de frente com a de sua prima Shoshanna, – como destruir com sua filha dando um nome destes – a mais nova de todas, com 22 anos, totalmente tensa, hiperativa e encanada com o fato de ser virgem. E se dizem que Marnie é Brooke Shields, dizem que Jenna é a Bridget Bardot da nova geração.

Jenna por fim revela que acredita estar grávida e é quando esta revela a todas que agendou um aborto, o destino uni novamente estas quatro jovens, mesmo que no fim a própria não compareça ao procedimento, pois estava ocupada sendo “espontânea” no banheiro de um bar com um rapaz que acaba de conhecer.

Dona de um espirito livr carrega o lema das Girls: “All The Adventorus Woman Do”. A inglesa tentando se manter na grande cidade, consegue um trabalho temporário como babá, mas é evidente que seu jeito meio “alto” a faz perder de vista as duas garotas no playground, o que  acaba por aproximá-la de Jeff, o pai das pequenas, um homem em crise de idade e desempregado, que obviamente interpreta erroneamente os sinais dela.

“I’m attracted to everyone when I first meet them.”

Apesar de não muito envolvida na trama de Hannah e Marnie, Jenna acaba por se aproximar de Marnie e é a inglesa que consegue soltar o espirito amarrado da Mini Shields, principalmente após seu estado vegetativo pós-Charlie. Vivendo intensamente o lema aventureiro, as duas saem pra beber e acabam conhecendo Thomas, um ricaço esquisito que chama a atenção de Marnie, afinal esta tenta adotar uma filosofia menos tensa e regrada, mas o comportamento do figurão chega a ser mais tenso e regrado do que o dela própria. Jurando que teria o melhor ménage de sua vida, Thomas vira telespectador da troca de saliva entre as duas, algo que serve puramente para mostrar Marnie “libertando-se de si mesma”, não que estas propriamente virariam um casal.

Shoshanna apesar de ser a rapariga que aparece menos, teve um de seus melhores momentos durante a louca festa em Bushwick, local onde conhece Ray, melhor amigo de Charlie e este vira  babá de Shosha, pois esta acabou por fumar crack sem saber. A junção dos dois surte uma das cenas mais engraçadas da série: o pobre magrelo a correr atrás da “altíssima”, mas o mais excêntrico deste duo é quando Ray rendido pela corrida noturna recebe uma massagem na região pélvica, que segundo Shosha é “nada erótica”.

“She Did” marca é o series finale e gira em torno de uma misteriosa festa que uni todas as personagens. O clima estranho entre as BFF’s pesa o ar e agora com o apartamento vago, Hannah busca preencher o vazio deixado por Marnie, que provisoriamente está na casa de Shosha.

Jenna é pra lá de imprevisível, mas alguém imaginou que o motivo da festa seria o casamento dela com Thomas? Sim, aquele mesmo ricaço com síndrome de produtor musical de “mash-ups” que surtou com simples fato de terem derrubado vinho em seu tapete, sem contar que Jenna deixou evidente quanto o odiou. Mesmo sem entender quando eles realmente se reencontraram, Thomas diz que desde que ganhara uma “segunda chance” de conhecê-la, sabia que havia encontrado a mulher de sua vida.

 “I thought to myself, if I ever met that crazy bitch again, I’d make her my wife.”

Indignada com o estilo e as escolhas de suas amigas, Shosha acaba recebendo conforto de Ray, este que ficou encantado com o peculiar jeito dela desde o incidente com o crack e a massagem não sexual. O grande tabu da vida da moça é desfeito e é Ray com toda a paciência do mundo que tira dela seu bem mais precioso como garota.

It doesn’t hurt.
Good because I haven’t done anything yet.

Hannah pode ser nomeada a com menos bom senso de todas, mas considerando a construção da personagem, conseguimos compreendê-la de certa forma. Após perder sua melhor amiga, parece esforçar-se, mesmo sem perceber, em perder Adam, este que se entregou ao relacionamento e quando se oferece a dividir o apartamento com ela, percebe o desnível entre eles. A gordinha desajeitada é o tipo de pessoa que convida o ex-namorado gay que lhe passou HPV pra ser seu novo roomate. Hannah Banana enfia o pé na jaca novamente, restando somente contemplar o sol em companhia de uma fatia de bolo de casamento, já que perdera até sua bolsa, graças ao cochilo que deu no metrô.

“Is this the game? You chase me like I’m in the f**king Beatles for six months, and then when I finally get comfortable with things you wanna shrug?”

Com exceção de Shosha que finalmente conseguiu encontrar alguém compatível, ainda mais pra dividir este momento, as demais se encontram numa fase mais delicada do que quando iniciaram a temporada. Marnie terá que criar uma nova filosofia de vida, considerando que seu “antigo eu” começou a lhe incomodar, fato que precisou também deixar sua melhor amiga pra trás pra conseguir dar tal passo.

Jenna mesmo sendo a mais impulsiva de todas, não passa credibilidade alguma que senti algo verdadeiro por Thomas, não tirando a possibilidade de que quando a vermos novamente, ela estará divorciada. Já Hannah, desde o primeiro momento em que a conhecemos, vimos  seu mundo cair, desde perder o apoio financeiro de seus pais, a descobrir sobre sua doença sexualmente transmissível, o afastamento de sua melhor amiga e por fim, o rompimento com o namorado que talvez nunca imaginou que chamaria de seu, deixando a ela somente uma mudança radical, caso queira naturalmente.

E foi assim que me vi, episódio por episódio, totalmente apegada a esta quatros garotas e confesso que não imaginei que ao fim da temporada já pediria por mais. Elogiada pela critica, Girls pode vir a ser a grande surpresa do ano e com este encerramento momentâneo – HBO garantiu uma segunda temporada – deixa claro que ainda pode existir tramas acessíveis com personagens bem naquele jeito “gente como a gente”. Está longe de ser a melhor comédia ou drama, mas é real, sem aqueles trejeitos e maneirismos, tornando-se acessível e recomendável.

Artigo escrito por: Mary Barros

11 thoughts on “Girls – 1ª Temporada (2012)

  1. Hanna é minha queridinha *-*
    Pra mim, um seriado completamente diferente e cheio de coisas ao mesmo tempo boas e ruins, Girls foi uma tremenda surpresa!!!
    Louco pela 2ª Temp. ;D

  2. Excelente review para uma excelente comédia…

    Mas não sei se devo chamar Girls de uma comédia, me sentia cada vez mais para baixo após conferir um episódio da série, que por sinal mostrou com uma ótima realidade as frustações, os medos e os receios de toda uma geração.

    Uma das grandes etsréias do ano, sem dúvida.

    Atts

    • Tks my dear!
      Pois é, a trama é tão peculiar que não ganha mto genero televisivo, tem momentos que me remetem mto a frustação e o desespero de ter esta idade e todas as limitações que temos em vários campos da vida.

      Amei amei a série e tenho mtas esperanças pra Season 2, espero que mantenha

      Bjs

    • Exato, isso que cativa!
      Eu tb pendo um pouco pra Marnie como preferida, mas me divirto muito com a Shosha.

      Bom Season 2 só ano que vem né, por volta de maio/junho.

      Abs

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