Suits (2×02) – The Choice


Antes de começar o jogo é necessário conferir as peças.

Com o retorno confirmado de Daniel Hardman, o temível, uma guerra entre os sócios fundadores da firma é iminente. Com a tensão do campo de batalha se formando  aos poucos, nossos protagonistas passam pela fase de tentar arrecadar o maior numero de aliados e testar a lealdade daqueles que já estão próximos, uma tarefa muito mais perigosa do que parece a primeira vista.

Uma das cenas pré-créditos mostra que Daniel está disposto a adentrar na firma de forma completamente antagônica, ao reformar o escritório sem consultar a sócia. Louis aparece para relembrar o dilema que se instala entre todos na pirâmide da Pearson-Hardman: Que lado ficar? É um momento muito tenso, tenso o suficiente para revelar as personalidades dos personagens e mostrar que elas podem ser inimigos implacáveis.  Repare como a ironia de Harvey está muito mais ofensiva que de costume, pois é como ele tende a lidar com a agressividade que ele vê a sua volta. O mesmo acontece com todos os outros personagens, deixando sua marca na forma de lidar com a tensão criada pelo Hardman, o Voldemort de atual de Suits.

O grande trunfo do caso da semana foi conseguir focar na forma como Harvey  é visto pelos seus companheiros de firma e pela própria Jéssica. É fato que a personalidade de Harvey poder ser tão magnética quanto desagradável e vários personagens de dentro ou fora de Pearson-Hardman já devem ter sido vitimados pela necessidade de controle e ego inflado que o nosso co-protagonista ostenta. Jéssica pede que Harvey consiga o apoio de outro advogado da firma para quando as coisas começarem a ficar feias, mas ele não só toma à dianteira do caso, como também encontra uma forma alternativa de resolver. O problema é que ao fazê-lo Harvey desobedece uma ordem direta de Jéssica, tornando inevitável questionar se ele será capaz de cumpri-las no momento em que a coisa realmente apertar. Apesar do fim do episódio mostra que Harvey está do lado da chefa, não se sabe até que ponto ele será capaz de ceder em nome dela.

No plot protagonizado por Mike, ele decide engrenar seu romance com a Rachel, o que já era mais que na hora. A tensão entre os dois personagens veio crescendo exponencialmente durante toda a primeira temporada e já era difícil crer que as coisas continuariam sem se concretizar por muito tempo, ainda mais com a saída da Jenny do páreo. Toda evolução do plot foi bem legal, os diálogos foram muito divertidos, mostrando os principio de relação e como Mike e Rachel tinham todo um desejo contido. Infelizmente, a consciência do Mike começou a pesar e ele não poderia continuar com ela sem contar a verdade, o que foi proibido pelo Harvey. O relacionamento entre a Rachel e Mike poderia ter rendido mais alguns episódios, tornando mais dramático o fato de ele ter de acabar.

Tanto a personalidade controladora de Harvey, quanto a honestidade de Mike são pontos fracos que podem ser atacados no decorrer da guerra que rapidamente se forma dentro da Pearson-Hardman. Estou muito empolgado com o cenário que Suits vem montando para sua temporada, pois, como Harvey (citando “Apocalipse Now” ) eu também “Adoro o cheiro de Napalm pela manhã”.

P.S: Donna é incrível! SEMPRE!

P.S 2: Muito bom não terem mostrado Daniel durante todo o episódio, só mostrando a influencia que ele exerce.

Artigo escrito por: Murillo Martins

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