True Love (1×02) – Paul


Segunda regra que não deve ser quebrada jamais: trair.

Temos mais um caso de trair ou não trair a pessoa que ama. Dessa vez, conhecemos a história de Paul e Michelle. Eles são um casal bem pacato, possuem um filho ainda bebê e mal se olham. O casamento parece bem desgastado, pois a sensação de vazio é aparente nas feições de Paul que está infeliz. Isso fica bem presente na abertura do episódio. Sua esposa é distante, nem fala com ele, gasta parte do tempo com a criança e não dá a devida atenção ao marido bastante frustrado com as limitações emocionais de seu lar.

Vemos aqui aquele típico casal que não tem nada a acrescentar um ao outro e que não aguenta mais conviver juntos. Também vemos aquela motivação que a maioria das pessoas utiliza para justificarem seus momentos de fraqueza e enfiar o pé na jaca: a falta de atenção do/a companheiro/a. A carência propriamente dita, seguida da sensação de viver sozinho dentro de casa mesmo tento um marido ou uma esposa para compartilhar os assuntos do dia a dia. Paul cobra Michelle pela sua ausência no casamento desde que o bebê nasceu. Ela coloca a culpa na responsabilidade de cuidar do filho e ele está inconformado por ser tratado como um Zé ninguém. Eles conflitam por estarem exaustos demais para lutar um pelo o outro, por não saberem mais como agir dentro da relação. Isso quebra qualquer respeito pela relação na visão de Paul e se manter naquele quadro onde só ele vê as falhas é insustentável. Se a mulher não dá assistência, outra dará e ele tem isso bem claro na mente.

Eis que ele conhece Stella. Toda vez que Paul vai ao trabalho ele a vê no ponto de ônibus e eles ficam apenas na troca de olhares. Confesso que desacreditei com o fato dele estacionar o carro para esperar o ônibus dela passar para acenar na direção dela, feliz da vida. Ao contrário da história de Nick que teve todo um background, que justificou de certa forma seus motivos para trair a esposa, nos deparamos com o verdadeiro e duvidoso ditado, o famoso amor à primeira vista. Bom, para os céticos como eu, o início da trama entre Paul e Stella foi bem forçado e esquisito. Uma coisa é você ver a pessoa pela primeira vez, se sentir atraído e pronto para trocar algumas ideias, conviver por certo tempo para ter uma parcial certeza de que é isso que você quer, nem que seja por alguns dias e se apaixonar. Outra coisa é você ver a pessoa uma única vez (nesse caso todos os dias), deixar uma anotação na calçada para a lady do ponto de ônibus (no momento de desespero) e partir para os finalmentes, sem saber quem a pessoa realmente é. Pois é, foi isso o que Paul fez.

Quando digo que amor à primeira vista é algo surreal é porque é. Paul agiu como um desesperado por não receber atenção da esposa. Ao assistir a esses dois episódios de True Love, percebo mais uma vez que as pessoas perdem o cérebro quando resolvem trair e romper o voto de fidelidade antes de trocar as alianças no dia do casamento. É o teste de vida para você saber se está com a pessoa certa. Isso vale também para qualquer outra forma de relacionamento. Ninguém está a salvo e em alerta para evitar que algo assim aconteça. Por esse e outros motivos que não irei me casar (risos internos!). Paul se rende a emoção e supre a carência que Michelle trouxe para sua vida nos braços da desconhecida Stella. Vemos um homem agir movido as suas necessidades pessoais mais ínfimas, sendo que ele poderia entender melhor o lado da mulher com quem convive diariamente e lutar com ela para salvar o que construíram. Claro, não é fácil você estar com uma pessoa e ela não te dar atenção. No século em que vivemos, as regras são bem diferentes e “deu mole, perdeu a vez”, virou hit do estilo de vida da maioria das pessoas. Mas tem aquele risco de quebrar a cara e achei ótimo que isso tenha acontecido com Paul.

Stella não passava de uma trambiqueira. Ela é aquela mulher que encontra um homem infeliz, o ilude e dá o bote. A desconhecida tinha uma suposta mãe endividada e era sua fonte de preocupação principal que a empacava de iniciar um relacionamento sério com Paul. Cego pela ilusão do amor perfeito, ele a ajuda a exterminar a dívida e a deixa partir para contar a boa nova para a mãe. O que ele não esperava, e eu imaginava, é que ela simplesmente agiria como uma 171 e sairia da cidade com o dinheiro para nunca mais voltar. Na tentativa do tonto descobrir se ela estaria bem, a donzela do ponto de ônibus foi mais esperta e cancelou o número de celular, o único contato entre eles. Desesperado, ele decide fazer outra burrada que é ir embora e deixar Michelle com o bebê.

Michelle o expulsa de casa depois de saber da verdade, mas volta atrás. Sim, eu fiquei muito revoltada com isso. Ela pedir para ele ficar foi inaceitável, mas vai entender os verdadeiros sentimentos que ela tem por ele. Paul não tem receio em dizer que dormiu com Stella e que largaria tudo para ir atrás dela. Mais uma vez, não há nenhum pingo de consideração com a companheira que tem que levar a dor da traição nas costas. O final da história eu deixei por conta dos xingamentos que percorreram meu cérebro. Paul disse que ama Stella. Tendo oportunidade de ficar na própria casa, ele afirma que ama Michelle e ela diz a bendita frase de volta. Caros, inicia-se o processo de uma relação doentia e que, provavelmente, terminará bem rapidinho.

Essa história de True Love não foi tão interessante quanto a anterior, mas assistimos nesses dois episódios diferentes formas de traição. Teve aquela motivada por uma razão que soava justa e outra movida pela carência. Os dois homens abraçaram a ideia de se entregarem para outras mulheres, ignorando a vida que construíram e que jamais poderiam ter mais uma vez. O mais preocupante é que as esposas perdoam com muita facilidade seus maridos. A premissa da série é “mostrar” o quanto vale o amor verdadeiro e se ele resiste a tudo, mas nesse caso Michelle passou por uma situação bastante humilhante. Aceitar Paul de volta reforçou a humilhação. Pelo tempo da série, a atitude é justificável, mas será que todos os relacionamentos estão propícios a darem tão certo, a ponto de todos perdoarem uns aos outros depois de uma pulada de cerca? Não sei não.

Artigo escrito por: Stefs Lima

3 thoughts on “True Love (1×02) – Paul

  1. Assisti todos ontem person, claro pulando coisas aqui e ali, mas os dois primeiros são bem isto né, mulheres CORNA MANSA sem amor próprio!

    Tb não sei não, este “Paul” foi um que não vi além dos dois minutos iniciais, mas os demais até que gostei, com direito ao Docktah, a Rose e minha querida do Downton Abbey, que faz papel de corna do Docktah😄

    • Eu SABIA que reconhecia aquela atriz de algum lugar, mas tava com MUITA preguiça de sacar que ela era de DA HUAHAUHAUHAUHAAUHUAH É fofa a série, mas meio surreal demais, acho que grito NOPE TOO LOVE pq né? Só Cristina Yang me entenderia.

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