Bunheads (1×02) – For Fanny


Apesar das piadas internas, achei esse episódio bastante emocionante. Confirma-se a morte de Hubbell devido ao acidente de carro que ele sofreu e o impasse entre Fanny e Michelle voltou a vir à tona. Quem estava crente que as duas mulheres ficariam unidas para elaborar o funeral do falecido, se enganou. O fator distancia mais as duas, mas nada se comparado ao momento do qual elas se conheceram pela primeira vez. Divididas entre o luto e preferências religiosas, ambas vivem o luto pelo mesmo homem de maneiras bem distintas.

Fanny está em negação. Ela não consegue enxergar que seu único filho morreu e, de maneira indireta, tenta refletir isso nas costas de Michelle. A professora de dança tenta seguir os passos do budismo para fazer um memorial a Hubbell, mas acaba enlouquecendo todos os envolvidos. Ela ganha o status de maluca quando começa a organizar a “festa” em cima da lembrança do falecido com direito a presença de 500 pessoas, guardanapos de Dalai Lama, música budista, um monge entre outras coisas absurdas. O luto de Fanny é mais constrangedor do que útil, pois ela não sabe lidar com o que sente. O fator primordial que a impulsionou a agir feito uma doida varrida foi a necessidade de ferir de todas as formas os sentimentos de Michelle. Por não confiar nela, a viúva é proibida de participar dos preparativos do “funeral” e tem seu coração partido quando a sogra dá preferência à Truly, a suposta alma gêmea de Hubbell. Entre inúmeros conflitos internos, Fanny desmorona e causa o pânico tanto em Michelle quanto das alunas do balé.

A petulante Sasha aproveita o momento funéreo para levar as amigas para o “mau” caminho. A adolescente utiliza a morte de Hubbell para comover os professores e ser liberada das aulas. Ela carrega as amigas para fora da escola e, juntas, o grupo passa à tarde no cinema. O quarteto principal da série começa a demonstrar suas diferenças de personalidade que são bastante divertidas. Boo é a mais sensata do grupo e acredito que ela vai bater de frente com Sasha no futuro, na questão da bolsa de estudos de balé e conseguir ser uma bunhead. Eu torço bastante por ela, pois ganhou minha simpatia desde o piloto. Enquanto a tempestade parece não querer se dissipar de Paradise, Sasha cai na real sobre seus erros e resolve fazer alguma coisa para ajudar sua tutora. Michelle é a opção, a mulher que a cidade ainda exclui depois da morte de Hubbell.

Michelle duela consigo mesma da mesma maneira que Fanny. O problema é que ela se sente culpada pelo acidente e se sente insegura por ser vista como um peixe fora d’água. Entre todas as pessoas, ela é a única deslocada por não conhecer Hubbell o suficiente, nem Fanny, nem ninguém da cidade. As pessoas do lugar continuam a desprezá-la, algo meio Zoe de Hart of Dixie. A mulher ainda gera todos os tipos de diferentes boatos sobre seu caráter, mas ninguém leva seu luto a sério, sentimento esse muito intenso. Sem muitas opções, ela volta a honrar o papel de menina da cidade grande e afoga os problemas na bebida. Achei bacana ela ter enfrentado Fanny e ter se imposto como esposa de Hubbell, mesmo tendo curtido a relação por apenas 24 horas. Michelle invadiu o quadrado de Fanny com unhas e dentes porque por mais que ela seja a esposa que surgiu do nada e por ser ex-dançarina em Las Vegas, ela também se viu no direito em participar do memorial. A ajuda de Sasha e das outras garotas do balé não poderia ser pertinente, o que colabora de certa forma para a novata se ajustar e ganhar a simpatia da população.

A cena mais linda, sem sombra de dúvidas, é a da dança em homenagem a Hubbell. Eu sou apaixonada por balé e, quando me dá vontade, culpo minha mãe por não ter insistido nisso (algo que rende boas piadas internas até hoje). Ela disse que comecei a chorar na fila para inscrição, algo que eu teria me estapeado se lembrasse. Para superar o trauma, segui os recitais da minha irmã mais nova e quis arrancar os cabelos porque ela não quis mais dançar. Mas tudo bem! Por ser uma manteiga derretida de primeira, me emocionei bastante com a cena, com a delicadeza das futuras bunheads, os traços e gestos, a gentileza. Tudo isso em um momento bem propício. Com dublê ou sem dublê, as meninas do grupo possuem extremo carisma, até Sasha desconsiderando seus momentos de chatice. Essa parte do episódio firma a verdadeira proposta da série, onde todas as coisas ruins do mundo se resolvem e se dissipam com alguns passos de dança.

As coisas poderiam ficar melhores entre Michelle e Fanny, mas a pacificação cai por terra. A bailarina e a professora entre garrafas de cerveja entram em trégua mais uma vez. Fanny até a aceita como nora e ignora o que fez com ela durante sua tentativa frustrada de realizar o memorial para o filho. Contudo, Michelle não vai ser bem recebida tão cedo, pois Hubbell fez a grande burrada em deixar todos os seus bens para ela. Ainda há dúvidas de que mãe e esposa voltarão a se odiar?

De Las Vegas para Paradise, eis que Michelle terá que lidar com mais uma onda de ódio de Fanny e dos moradores da cidade, sem ter como se defender novamente.

Artigo escrito po: Stefs Lima

2 thoughts on “Bunheads (1×02) – For Fanny

  1. Com este episódio fique mais apaixonada pela série. Gosto muito da Michelle, de Fanny e do quarteto de raparigas. Gosto muito da actuação de Sasha, apesar da personalidade de menina rica e mimada gosto muito dela pois ao contrário do que pensava não é nada irritante. A Boo não me chama tanta atenção sinceramente, não me derreto facilmente pelas meninas boazinhas, mas gostei muito de a ver dançar em conjunto com Sasha. Acho graça que a lourinha que me faça lembrar a actriz Megan que faz de Ivy Lynn em Smash, e a Melanie com as suas saídas parvas diverte-me, faz-me lembrar um pouco a Brittany de Glee.
    E mesmo não tendo uma grande paixão por Ballet a cena final comoveu-me, muito bonita mesmo…
    E por fim, tenho de dizer que adorei o genérico também!
    Uma boa série para esta época de verão!

    • Eu gosto das garotas malvadas, mas com um bom motivo UHAHAUHHUA não fui com a cara da Sasha e o novo episódio só me deixou mais emburrada com ela. Mas pela trama que ela vai receber, talvez, eu sinta alguma afinidade com ela mais tarde. Eu gosto da Boo, apesar que o nome dela rima com “boba”, algo que ela é realmente é por ser mto ingênua. Eu quero que a história das outras meninas se revele, pois estou bastanteeeee curiosaaaa!

      A Michelle é adorável, né? Não consigo segurar o riso quando ela aparece. Ela pode não falar nada, e eu simplesmente estou rindo. As expressões dela são ÓTIMAS!

      Eu chorei litros com a cena da dança e acho que choraria bem fácil novamente.

      Beijão.

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