So You Think You Can Dance (9×04) – Salt Lake City


Salt Lake City encerrou as audições da Season 9, porém antes disto venho aqui parabenizar minha querida Cat Deeley por seu prêmio como Best Host no Critics Choice TV Awards, prêmio este que dividiu com Tom Bergeron do Dancing With The Stars. Bom saber que a critica reconhece seu brilhantismo, jogo de cintura e principalmente, seu charme e simplicidade ao conduzir o programa desde 2004.

A um episódio a nos separar da Vegas Week, a ultima cidade da temporada trás uma leva de talentos de cair o queixo, principalmente no quesito Ballroom, estilo que não havia tido muito destaque ainda, principalmente a considerar ser o gênero de especialidade de Mary Murphy. Juntando a ela e Nigel, Adam Shankman retorna ao painel de jurados, por sinal o saltitante coreografo/produtor recentemente colhe os louros de seu recém trabalho como diretor em Rock of Ages, aclamado musical da Broadway que ganha sua versão hollywdiana.

Dando o start mais caliente de todos, deixando os demais competidores a terem que suar pra igualar ou fazer melhor, conhecemos Witney Carson, uma aparente menina estilo barbie com sorriso metálico. Quando a garota revela que dança Ballroom desde os oito anos de idade meu queixo caiu, afinal a olhos comuns ela pode não parecer corresponder ao estilo, porém quando pisa no palco parece que toda aquela feição de menina do papai fica de fora e o que é apresentado é uma mulher sexy, confiante e profissional.

Foi como se ela entrasse numa máquina e saísse outra pessoa, o que deixou todos extremamente impressionados. Como não se recordar de Anya (Season 3) e Chelsey (Season 4), assim fica meu voto aqui pra a Pequena Grande Mulher Witney Carson  pra representá-las nesta temporada.

Outra que representa o estilo, mesmo que com uma qualidade inferior a Witney, é Lindsay Arnold, cuja longevidade de suas pernas e a classe a fazem praticamente voar durante sua rotina de Ballroom. Temos ai duas fortes candidatas, mas resta saber como irão se sair em Vegas nos demais estilos exigidos.

Cada edição temos a personalidade excêntrica da vez, mas no caso de Lynn Gravatt vai além dos padrões já vistos, afinal a ex-engenheira espacial acredita que recebe energias e motivações de vida de uma constelação, além claro do poder que recebe de três divindades, estas que a produção do programa satiriza serem Nigel, Mary e Adam respectivamente. Outro que também possui uma conexão, mas neste caso animalesca é Gene Lonardo, um curioso jovem que faria com que Sonya Tayeh engolisse sua cabeça para preparar uma performance para ele. Claro que o engolir serve de analogia a sua coreografia, que simboliza o ataque predatório de um casal de gafanhotos, onde ao final, o macho tem sua cabeça arrancada pela fêmea.

Duas candidatas me conquistaram completamente, talvez por trazerem elementos diferentes à competição. Como não se desmanchar ao som de “I Cant Make You Love”? E foi com esta bela canção que Dee Tomasetta, a italiana super-protegida por sua familia essencialmente masculina se apresentou, encantando a todos com suas extensões e sua beleza tanto física como em sua dança. A segunda é Mariah Spears, por incrível que pareça uma “Blonde Krumper Girl”.  Provavelmente ela deve sofrer certo preconceito, afinal raramente vemos garotas, ainda mais brancas, a se aventuram nesta tão dura e impactante vertente do hip-hop. E não é que esta ao ganhar uma chance na coreografia, surpreende ao lado de um parceiro? Ansiosa pra ver as duas em Vegas e  por que não no Top 20, não é mesmo?

 Iniciando o segundo dia em SLC, tivemos alguns retornos de competidores, entre eles Adrian Lee, um maravilhoso dançarino contemporâneo que infelizmente fora cortado durante a revelação do Top 20 da Season 7. Mary Murphy na época foi a sua casa para entregar a triste noticia, fato este que o impactou tanto que o fez escolher nunca mais se aplicar para o reality. A alergia a SYTYCD durou um ano, porém quando assistiu a Season 8 pela tv, refletiu que esta é sua paixão e que mesmo a contrariar sua família, resolveu candidatar-se novamente, provando que amadureceu e que desta vez não está disposto a deixar seu sonho escapar. Um salve pra escolha musical, pois nada como “Try A Little Renderness” para embalar uma bela e original rotina.

Dareian Kujawa, um belo e exótico havaiano também se destaca, dando musicalidade em toda sua performance, além de parecer possuir uma personalidade honesta e empática. E por fim aquele que mais emocionou a todos, nem tanto com sua habilidade, mas com sua história e bagagem de vida. Leroy Martinez é o exemplo de que o meio em que vive e cresce não precisa moldar sua personalidade e que sua dedicação  social e humanitária em sua comunidade reflete quão importante e confortante a dança pode ser na vida de um jovem.

Sabendo que foi o hip-hop que o salvou de seu destino, este negativo como o de todos os membros de sua família, a inspiração e motivação que ele deixa a todos ali presentes é o seu diferencial e mesmo não conseguindo ser aprovado, sem duvida provou que ainda pode haver positividade num ambiente nada favorável.

E que venha a Vegas Week….


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