Falling Skies – 1ª Temporada (2011)


Uma das maiores decepções do ano passado. Sim, este fora o título que muitos deram após a conclusão da temporada de estréia de Falling Skies, ou até mesmo após alguns episódios da mesma. Mas será que a série é tão ruim a ponto de ser considerada uma das maiores decepções? Não, a série não é completamente ruim, mas decepção nunca significou ser ruim e sim estar abaixo das expectativas criadas. Ai sim Falling Skies se encaixa, prometeu demais e pouco ofereceu.

 A série segue o mesmo ritmo de Terra Nova e Alcatraz, porém fora a única destas que conseguiu uma nova temporada. Produzida por Spielberg e com um elenco até respeitável, a série prometia ser uma das grandes produções de 2011 e prometera renovar as histórias dos embates entre humanos e aliens. Uma das promessas a série cumprira, fora definitivamente uma grande produção, porém a renovação, que é o que realmente interessa, nunca chegara a aparecer e o que tivemos fora apenas uma série e não ‘A Série’ como esta prometera ser.

 Seria injusto vim aqui e ficar apenas por reclamar dos diversos defeitos que a temporada de estréia nos apresentou. A série apresentou, a meu ver, algumas coisas bacanas no decorrer de seu percurso. Sim, falhou bruscamente em vários quesitos, mas também houve os seus acertos. A temporada iniciou-se de uma forma interessante, lembro de ter adorado o piloto quando o conferi pela primeira vez, porém no terceiro a série já mostrou sinais de que estava se perdendo e assim continuou até o final da temporada.

 Umas das escolhas mais sábias da série fora a escalação de Noah Wyle para interpretar Tom. Vamos ser sincero, Tom não é dos melhores personagens, porém ainda assim é o melhor que a série nos oferece e a atuação de Wyle faz as coisas ficarem bem mais confortável.

 O maior achado da série é a mitologia que esta cria. Falling Skies não soube desenvolver seus personagens humanos, mas a espécie de alien apresentada pela série fora um atrativo. Desde os Skitters até os estranhos seres mais semelhantes aos humanos mostrados nos episódio finais da temporada, tudo conseguia gerar um interesse espontâneo, principalmente quando descobrimos que os Skitters são as crianças que foram submetidas ao controle dos aliens.

 Como já disse mais acima no texto, a produção é um dos pontos fortes da série. Os cenários estão espaçosos. A direção é precisa e os efeitos visuais estão bons, principalmente o visual dos monstros. A série mantivera uma produção de alto nível no decorrer da temporada, mas como já fará dito anteriormente, não procuramos apenas efeitos visuais, queremos história. E é precisamente neste ponto que a série mais pecou.

 

Os aliens são extremamente interessantes, porém suas participações e o desenvolvimento de sua mitologia ficaram restritos a poucos momentos. Na tentativa de captar o espírito de sobrevivência que The Walking Dead obteve êxito em explorar, Falling Skies se perde e acaba por desmoronar tudo de bom que poderia nos apresentar.

 Os personagens apresentam um desenvolvimento quase nulo, a ação é posta de lado para serem trabalhadas tramas desinteressantes e entediantes, o roteiro é pobre e apresenta diálogos fracos e momentos de tensão que não conseguem transmitir tal sensação ao telespectador. Enfim, a lentidão no desenvolvimento da série, a falta de personagens interessantes e o excesso de personagens irritantes acabaram por prejudicam imensamente o progresso e a qualidade da temporada. Sim, são erros que podem vir a ser consertados na segunda temporada, porém a série não nos deu esperança alguma de que tais podem ser reparados.

 Enfim, a primeira temporada de Falling Skies esteve longe de mostrar a qualidade que estávamos a espera, porém isso não a torna uma série ruim. Sim, fora decepcionante, mas não precisamente ruim. A grande maioria dos erros da série podem ser reparadas, basta uma boa vontade da produção e da equipe de roteiristas. Não é a grande série que prometeu ser, mas ainda assim consegue ser um bom entretenimento em uma época que pouca coisa com de qualidade surge na telinha.

 

Artigo preparado por: Well Fernandes

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