The Glee Project (2×01) – Individuality


Sei que muitos irão se perguntar: “Como a Glee Mamma posta o Season Premiere de TGP e não publica o Season Finale de Glee”. A resposta é simples: bloqueio emocional e criativo, pois sei que a partir do momento que dizer “Goodbye”, Glee nunca mais será a mesma coisa para mim e nunca mais sentirei o mesmo, pode soar dramático demais, mas esta é a justificativa por minha demora a colocar no ar o review.

Quando este rosto acima toma conta de sua telinha, uma coisa é certa: The Glee Project Is Black, bitches!!!  Ai que saudades estava destes chapeuzinhos ou boininhas e de sua caneta frenética a ser apertada em frações de segundos. Se estas com este ser a sua frente, com certeza espere para ser julgado e lembre-se que se a crítica for dura, não haverá vaselina que alivie.

Jurei pelo meu título de Glee Mamma que nã0 me deixaria mergulhar tanto no Glee Universe, pelo menos até saber o que reserva a nós a Season 4, mas cá estou eu a encarar mais uma leva de Glee Wannabes, porém contrário ao ano passado onde poucos três ou quatro se salvaram, desta vez o nível dos competidores, tanto masculinos quanto femininos está bem mais elevado, então acredito que será mais suportável acompanhá-los, mesmo a saber que a promessa de “Just One Winner & 7 Episodes Arc” não irá se cumprir totalmente, afinal considerando o desfecho da Season 1, Titia Murphy irá confabular novas regras aos 47 minutos do segundo tempo.

Diferente também da temporada de estréia, este ano o TGP traz uma série de competidores que preenchem arquétipos, afinal dizer esteriótipos soaria um pouco duro. Li um comentário de uma garota no tumblr que me fez refletir qual é a real proposta deste reality show gleekiano: criar personagens com uma dimensão.

Entendemos por 1+1 que nada melhor para Ryan e sua trupi do que um competidor que já venha com sua bagagem e seu jeito “Unique” de ser para “inspirá-los a escrever”, porém quando se prende a uma só faceta, seja por ser cego, transgênero, gay, cadeirante ou cantor a somente seis meses, abre-se precedentes para cometer os mesmos erros. Enfim, a filosofia de Glee trata-se da inclusão, mas a tematização até de personalidades senão conduzida de maneira envolvente e sincera, só será mais um momento de  “Propaganda Social Gratuita”, como fizeram com temas como Suicídio e Violência Doméstica na última temporada, sem contar com as tematizações da Season 2.

Este ano ao invés de doze, teremos quatorze aspirantes a Gleek, sendo eles Abraham, o oriental cheio de atitude; Ali, a enérgica cadeirante; Aylin, a flertante turca; Blake, o malhado charmoso; Charlie, o entusiasta que luta contra síndrome de deficit de atenção e leves tendências a altismo; Dani, a andrógena compositora; Lily, a bela gordinha; Mario, o adorável deficiente visual; Maxfield, o charmoso caipira que começou a cantar faz seis meses; Michael, o nerd amante de matemática; Nellie, a artística; Shanna, a diva em treinamento; Taryn, que nunca fizera uma audição em sua vida  e por fim Tyler, o transgênero cheio de joy.

Podendo ou não preencher um papel relevante ou não a sociedade, o Top 14 serão coordenados novamente por coreografo Zach Woodle, diretor de elenco Robert Ulrich e a treinadora vocal Nikki Anders, que está bem gravida do Mr. Adam Anders, a mente musical de Glee. Após receberem a canção desafio “Born This Way”, o grande desafio realmente será chegar nu acordo de quem cantará o que e como será a coreografia na sala de coral, ainda mais considerando que serão julgados por um mentor convidado. Tirando a sorte na pedra, papel e tesoura, a democracia reina entre os aspirantes e estes estão prontos para liberarem sua “Individualidade”, já que esta é a tarefa da semana. O destaque aqui vai para Charlie, que usa de sua agitação para aflorar seu espírito nato de liderança, algo que ao meu olhar já o fez ganhar pontos, porém poderá lhe trazer problemas futuros, pois o ser humano não sabe diferenciar o jeito mandão do jeito bem direcionado.

Visando aumentar a audiência de um canal que notoriamente ninguém assiste (David Latterman ironizou Lea Michele durante a entrevista que dera em seu programa), eis que a produção coloca a estrela #1 de Glee como a primeira mentora convidada, o que leva os 14 competidores ao delirio, afinal não é todo dia que se tem a oportunidade de estar cara a cara com Ms. Lea Michele.

Como se já não bastasse a pressão, terão que se apresentar para Robert como de costume e também para a Titia Gazela, que naturalmente veio olhar de perto seu maior orgulho e mais rentável talento. Amores declarados a parte pra essa linda, eis que a turminha faz sua parte numa performance bem artificial poderia dizer, pois foi impressão minha ou estavam dublando?

Lea acaba elogiando a beleza e habilidade vocal de Lily, o quanto Dani é visualmente interessante e segura de quem é; o quanto admira Mario com sua determinação e confiança pra se portar e por fim Shanna, que capta a atenção, fazendo-a ganhar o desafio da semana, além de ter o direito a um “face to face” com Ms. Michele. Se existe alguém apropriado pra lhe dar conselhos, este alguém é Lea, dando-lhe a confiança necessária, apesar que Shanna parece ter a sua dose por si só, mas mesmo assim é bom ver que com trabalho duro e 200% de dedicação pode chegar longe, algo que colocou Lea aonde está atualmente, transformando-a cada vez mais num talento único que sobressai a própria série a qual faz parte.

O processo de coreografia com Zach se inicia e o que mais pena é Tyler, tudo isto devido a sua difícil fase de transição, afinal nos ultimos meses sofreu uma severa mudança hormonal, sem considerar que seu físico e psicológico, que antes adaptado a portar-se como uma garota, tem de entender agora que é um garoto. De longe é o competidor mais fraco, porém sua história de vida é tão comovente e interessante que poderá durar bastante no programa, mas realmente espero que o processo o ajude a enfrentar toda esta barra, fazendo-o evoluir artisticamente. Nikki sofre algumas decepções quando os competidores começam a entrar em seu estúdio, principalmente Maxfield que tem uma voz country sonora porém seus nervos o fazem balançar, assim como Aylin, que teve uma das audições mais apimentadas, porém não conseguiu transmitir isto no momento em que pisara na TGP House.

Inusitavelmente, a produção sempre escolhe uma canção rock & roll e desta vez é a animada “Here I Go Again” do Whitesnake que os colocara em prova pela primeira vez, com destaque para Shanna que ganhara o primeiro desafio do TGP. Maxfield durante as gravações continua a perder-se, assim como Taryn e Aylin que estão desconexas com a proposta do video-clipe e até mesmo com suas próprias personalidades, considerando que parecem deixar pra trás quem realmente são, isto por que o tema é individualidade.

Por outro lado Blake mostra-se extremamente confortável com as câmeras, assim como Lily e claro Shanna, que faz por merecer os holofotes desta semana. Reconheço sim que ela é de fato a “competidora a ser batida”, mas algo me diz que logo logo veremos suas caras de fora, pois sabemos reconhecer uma Diva, não é mesmo?

De antemão já tenho meus favoritos, que são Nellie, Charlie, Ali, Lily, Blake e apesar dos exageros, Abraham, digo isto por que existe algo nele que me cativa, mesmo sendo exagerado e meio puxa saco boa parte do tempo. Outro que tem um grande e comovente momento é Mario, cujo espírito elevado e o lindo sorriso iluminam o ambiente, sem contar na conexão que cria com Zach quando este se esforça para tentar andar com a vareta de deficiente visual.

O grande momento chega e após nove serem salvos, ficam para trás Maxfield, Aylin e Tyler, os três que mais tiveram dificuldade sejam na coreografia, no estúdio ou nas gravações do videoclipe. As escolhas musicais, com excessão de Maxfield que foi a única acertada com “You Always on My Mind”, foram um total erro, a começar por entregar “Without You” para Aylin, sabendo que nunca em milhões de anos conseguiria fazer nem ao menos 30% do que Lea fez durante o lindo solo de Rachel na Season 3, – o Troll Murphy ainda fala que foi impossível não comparar – depois veio o pobre Tyler que teve a árdua responsabilidade de cantar o clássico dos Jackson 5, “ABC”, o que nitidamente lhe trouxe dificuldade devido a sua mudança de timbre vocal e etc.

Considerando que Aylin e Tyler tem personalidades muito mais apelativas e interessantes, Maxfield é o eliminado da vez, porém tratando-se de sua recente saída do ármario musical, terá muito que aprender daqui pra frente, principalmente se quiser se tornar um novo talento country de Nashville.

Keep Holding Onnnnnnn…..

Artigo preparado por: Mary Barros

4 thoughts on “The Glee Project (2×01) – Individuality

  1. Review SENSACIONAL! Basicamente escreveu aqui o que REALMENTE devia ser dito! Inclusive, parece que tirou da minha mente os pensamentos a respeito do Tyler e tudo mais rs
    Só achei que faltou algum comentário sobre a Lily e sua estranha bipolaridade, que vacila entre o choro de emoção por ter sido elogiada pela Lea e a vontade de arrebentar a cara dos outros por ter perdido o desafio rs Mas a review está excelente, na boa!

  2. Acho que esta temporada de TGP será bem mais interessante do qua a anterior.

    Achei bem amis facíl aceitar as decisões de Murphy após este explicar mais detalhadamente o que procura nos participantes de TGP, explicação que fora infinitamente superior a dada na temporada anterior.

    Achei justa a eliminação de Maxfiels, porém se Tyler tivesse ido embora não iria me importar, Aylin já é bem mais interessante que os outros dois…

    Desde já não suporto Dani…

    Atts

  3. Hey Mary vc me mata viu, entendi agora o pq da demora da review de Glee rsrs
    E concordo plenamente rs *-*

    Finalmente The Glee Project voltou \o/
    Gostei muito dos personagens, e ver Lea assim me matou!!! Ainda mais com a música da minha linda GaGa kkkk🙂

    Achei a eliminação INJUSTA SIM! Não aguento ouvir a voz do Tyler u.u’, muita sacanagem, só por toda historinha, que ele não foi embora, mega injusto!
    Não sei ainda quais são meus preferidos, mas já sei que odeio Tyler (:

    Beijoooooooos❤

  4. Eu tambem demorei 2 semanas para ver o final da Season pelos mesmos motivos.

    Agora vamos ao project:
    Achei que os participantes sao muito mais interessantes que os do ano passado, e ate agora ainda não tenho nenhum que odeie, como aconteceu na season passada.
    Foi preciso ler a review para perceber que Dani era uma rapariga … sem comentarios

    Ate agora os que me agradaram Ali; Aylin; Charlie; Lily ; Blake; Mario, Michael, Shanna
    Os que nao me agradam tanto : Dani; Tyler; Nellie

    Mas ainda é muito cedo, eles são muitos e não dá para ver muito tempo de cada. A Shanna e o Mario vão se tornar numas divas.

    Se eles são assim tao bons porque escolher 1 e não escolher logo 2 ou 3 para o New directions?

    Vou tentar aguentar até ao final da temporada desta vez, isto se o Ryan acertar nas escolhas e nao deixar ficar os inervantes

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