One Tree Hill (9×13) – One Tree Hill (Series Finale)


One Tree Hill encerrou sua jornada dia 04 de abril e desde então venho enrolado para escrever o series finale. A resposta para tal? Medo de encarar que tudo acabou e que este será meu último contato “inédito” com a série, mas também ocorreu o famoso “empurrando com a barriga”.

Considerando que minha coluna especial ficara perdida no limbo do Portal Séries, eis aqui que escolhi meu depoimento/agradecimento final a série, este que exemplifica tudo que sinto a respeito de One Tree Hill:

“Por vezes uma história nos conecta tanto que esquecemos que somos meros telespectadores perante o espetáculo a nossa frente. Embarcamos tão intensamente nestas memórias, que as recriamos em nossa mente como se fossem nossas. Buscamos respostas em cada um dos ensinamentos, como um aprendiz a seguir seu mestre. Exigimos mais e mais e por vezes nos esquecemos que errar é uma das dádivas mais eminentes. E por fim, nos rendemos a saudade, sentimento ao qual mais me conecto e identifico. Saudade para alguns é sinônimo de tristeza, pelo contrário, é aquilo que nos mantem de pé, vivo e radiante, por sentir falta de alguém ou de algo é imprescindível, pois é isto que te faz humano. One Tree Hill é saudade, só pelo fato de que irá deixar nossas telinhas neste inicio de ano, mas sua saudade é aquela que preserva, que fica guardadinha dentro de nossa mente, alma e principalmente, nosso coração.

Obrigada Nathan, Brooke, Lucas, Peyton e Haley por estes incríveis anos a acompanhá-los. Obrigada as demais personagens que movimentaram seus mundos de maneira tão peculiar e marcante. Obrigada Mark por criar esta joia rara, eternizada para sempre como uma das melhores séries do gênero. Obrigada pelo misto de amor e ódio que compartilhei ao final de suas temporadas e principalmente, obrigada por nunca me fazer desistir de jogar basquete na Rivercourt e também, por nunca me permitir desistir de mim mesma, apesar de todas as adversidades encontradas no caminho. Se Lucas disse que um dia que Brooke mudaria o mundo, sem dúvida One Tree Hill mudou o meu.”

Resolvi começar pelo fim pois é assim que me sinto, mas voltando ao começo e por mais que seja a dor do adeus, foi prazeroso acompanhar a jornada destas tão próximas e semelhantes a nós personagens. A cada dez fãs de One Tree Hill, dez irão dizer a mesma coisa que os uni: identificação. O evoluir, amadurecer e deixar-se crescer frente a um mundo de possibilidades sempre foi a batida que deu vida a série e isto manteve-se até o último suspiro, este que para muitos, inclusive para eu mesma demorou a concluir, mas hoje vejo que o despedir veio no momento certo para todos, por maior que sejam as tentativas da CW em esgotar seus programas.

“It’s the oldest story in the world. One day you’re seventeen and planning for someday. And then quietly and without you ever really noticing, someday is today. And that someday is yesterday. And this is your life. We spend so much time wanting, pursuing, wishing – but ambition is good, chasing things with integrity is good, dreaming. If you had a friend you knew you’d never see again, what would you say? If you could do one last thing for someone you love, what would it be? Say it, do it. Don’t wait. Nothing lasts forever.

Make a wish, place it in your heart. Anything you want, everything you want. Do you have it? Good, now believe it can come true. You never know where the next miracle is going to come from, the next memory, the next smile, the next wish come true. But, if you believe that it’s right around the corner, and you open your heart and mind to the possiblity of it, to the certainty of it, you just might get the thing you wished for. The world is full of magic, you just have to believe in it. So make your wish, do you have it? Good. Now believe in it with all your heart.”

Essa passagem foi reutilizada como uma espécie de tributo a mudança de fase, da vida jovem a adulta e esta narração foi colocada mais uma vez nesta nova mudança, pois se antes os vimos deixar o High School a caminho das responsabilidades da vida adulta, agora aqueles que ali perduraram, conseguirão viver suas vidas com aquela sensação de dever cumprido e principalmente, bem vivido, mesmo perante as tempestades e vendavais que atravessarão nesta longa jornada.

Este episódio nada mais serve do que uma forma de cada personagem concluir sua vida e principalmente mostrar a nós o próximo passo a ser seguido. A interligação de cada personagem ou casal junto a comemoração de aniversário de dez anos do TRIC foi o que dera tom a todo este novo caminhar, pois para vivermos o presente e vislumbrarmos o futuro, precisamos apreciar e respeitar o passado. E é assim que o inicio do adeus finalmente bate a nossas portas….

Millie & Mouth

Este casal tomou forma quando Millie veio de NYC junto com Brooke para abrir a filial da C’s Over B’s e desde então em meio a muitas idas e vindas e até mesmo recaídas, acabou encontrando seu porto seguro em Mouth, a personagem mais adorável de toda a série na minha opinião. Mouth sempre serviu como o alicerce de Tree Hill e foi ele que sempre acreditou que com dedicação naquilo que acreditas, tudo é possível e como mesmo disse:

“What and How You Do Matters”

Após recuperar sua velha forma física, sinal de sua auto-estima e o apoio incondicional de sua amada, Mouth é surpreendido com um cheque de 500 mil dólares deixados por ninguém menos que Dan Scott. O grande vilão da série deixa sua marca de alguma forma e será de responsabilidade do maior amante da cidade e dos esportes desviar este dinheiro para o local correto, este que seu coração irá lhe dar a resposta. Seguindo o rumo certo com seu próprio programa de esportes, enquanto Millie toca o Morning Show ao lado de Skills, Mouth através de um belo e nostálgico discurso revela a criação da “Edward-Scott Memorial Scholarship Program”, um programa que ajudara jovens a encontrarem seu caminho através do amor ao esporte, além de servir como uma analogia as duas pessoas aos quais Mouth se inspira, deixando assim o passado para trás em prol de construir um futuro digno.

Chase & Chris

Essa dupla aqui sem dúvida deu o que falar nesta temporada, alias acredito que a volta de Chris Keller trouxe um tempero diferente e irreverente a série, principalmente para dar “graça” novamente a personagem mais fraca: Chase. A interação dos dois inicialmente se deu devido a aproximação de Chris com Alex, porém com o desaparecimento desta que seguiu sua carreira na música, os dois passaram mais tempos juntos, desde o fato de dividirem a mesma mulher sem ao menos saberem.

O modo operante deste duo parece funcionar pra eles, pois mais uma vez eles operam juntos no próximo alvo feminino, sendo que suas flechas pretendem atingir o alvo das “Hot Ninja Robot Twins”, algo que por fim até conseguem, pelo menos no quesito de arrancar um sorriso das misteriosas estagiárias da gravadora.

Keller teve imensa participação no resgate de Nathan e foi seu retorno pós-sequestro que provou quão divertida sua presença é em Tree Hill. Acreditando piamente que ainda corria risco nas mãos dos criminosos, o cantor reaparece disfarçado, mas é o seu verdadeiro e novo eu que tem destaque, muito mais que sua barba e bigode falso. Se formos lembrar que este fora o pivô para a maior separação amorosa da série, entre Nathan e Haley, agora vemos quanto amadureceu, mesmo que alguns traços de sua personalidade ainda se mantenham fortes.

O cantor teve dois grandes momentos com o casal que tanto tentou separar. Belo e sincero fora o gesto de Nathan em recuperar a primeiro violão de Chris Keller, violão este que ironicamente se chama Haley James. Qualquer mudança de comportamento e também de interação é possível, até mesmo para aqueles que pareciam imutáveis. Uma coisa que não muda e nem precisa mudar é o talento de Keller e é ao som da enérgica “Loaded Gun” que impressiona a todos, inclusive a olheira musical que estava ali em busca de novos talentos, afinal como não gritar em sua presença.

“It’s been all downhill from then, right?”

Quinn & Clay & Logan

Esse trio tornou-se uma das joias preciosas da série, trazendo um pouco daquele sentimento que Jamie trazia quando interagia com os adultos e é assim que Logan cresce, mesmo que por poucos episódios. O filhote senti-se cada vez mais a vontade na presença de Clay e Quinn e desde que ajudara no pedido de casamento nerd no episódio anterior, tudo fica evidente em que esta nova familia terá finalmente seu final feliz.

Durante toda a sétima temporada relutei e muito com suas personagens, porém o casal revitalizou-se em meados da oitava e esta temporada final foi sem dúvida sua melhor. Mesmo com o pouco desenvolvimento de Quinn como individuo, foi seu papel ao lado de Clay que a tornou uma grande força neste núcleo, principalmente sua maturidade em digerir e adaptar-se ao fato de que seu grande amor é pai de um adorável pequeno garoto.

“You’re already my dad, Dad”

Apesar da grande mudança na vida de Logan, Clay se mostra seguro em querer de volta seu filho e com o apoio de Quinn vão ao cartório para tornar o sonho realidade. Mesmo soando como um conto de fadas devido a facilidade do momento, Clay, Quinn e Logan aguardam o grande momento de suas vidas e é neste tempo de espera que Quinn abraça seu lado mulher e mãe ao revelar que poderiam aproveitar pra se casarem. Deixando a grande festa com os convidados de lado, tudo que querem está ali um no outro, neste sentimento verdadeiro cujo sorriso contagia qualquer um, então além de selarem a união do matrimônio, selam o sagrado laço da família.

“I just want to be your wife before we adopted our son”

Jamie

Pequeno Grande Jamie Scott. Uma das grandes revelações da nova fase de OTH, pois fora ele que deu o toque especial na mudança drástica que a série sofreu após o final de sua quarta temporada. O primogênito dos Scott carrega a grande responsabilidade de seu nome, porém é sua paixão pelo basquete que abre portas e paralelos para o que realmente simboliza Tree Hill.

A admiração que este senti pelo pai foi a maneira que a trama conseguiu em diferenciar a criação que Dan deu a Nathan, ou seja, toda a pressão e transferência depositada sob o filho, foram canalizadas de maneira positiva quando Nathan tornou-se pai pela primeira vez. A conversa que eles tem na quadra Rivercourt mostra exatamente isto e até mesmo as piadinhas “Kidnapped Scotts” mostram o quanto a relação deles se fortaleceu, algo como um respeito mútuo.

“Find what makes you happy. Play for you, not anybody else”

Mamma Scott carregou com alma e coração toda a familia e Jamie sem dúvida herdou em seu coração toda a bondade e inteligencia de sua mãe. Em mais um momento nostálgico que a capsula do tempo nos transporta, Haley leva seu pequeno grande homem para o telhado do Karen’s Café e naquele mesmo local secreto que dividiu histórias, pedidos e esperanças ao lado de seu melhor amigo, o Tio Lucas de Jamie, abre a caixa na qual desde sua infância guardara seus sonhos, este que em suma conseguira realizar, entre eles ficar com Nathan e ter dois filhos maravilhosos. A simbologia da passagem de um legado é um dos ritos mais importantes para membros da mesma família e é com a sensação de que sua vida agora é tudo que um dia desejou, que a eterna tutora nerd de Tree Hill dá o papel e a caneta para que seu filho rabisque seu primeiro pedido, este claro que envolve quebrar o record de seu pai no basquete.

Haley & Nathan

Como falar de Naley? O casal central que cultivou, regou e renovou ao longo destes anos esta união que deu um novo significado gramatical as palavras “Always & Forever”. One Tree Hill mudou e muito nestas nove temporadas, porém um casal manteve-se – mesmo que a duras penas  – juntos.

Nathan e Haley são o exemplo claro que o amor muda pra melhor, o amor fortalece, o amor entrega e o amor eleva o corpo, a alma e principalmente o coração. Sempre me vi através de Nathan e seu jeito mártir, que fez, faz e fará tudo que estiver ao seu alcance para proteger aqueles que ama e convive. Já Haley, é a alma de Tree Hill e foi sua batalha e crença em seu grande amor e na vida que construiriam juntos que tornaram muito do hoje possível.

“You gave me a amazing life”

Foram os momentos duros e dilacerantes que os fizeram quem eles são, mas a vida também lhe trouxe muitas alegrias, entre elas as principais: Jamie e Lygia, que são a personificação pura e consumada do que sentem um pelo outro. O momento em que celebram a luz de velas e até mesmo a bela cena na qual brincam juntos na chuva, só prova que por vezes o “Happy Ending” demora pra chegar, mas quando chegas, é extremamente compensador.

Brooke & Julian

Pessoalmente a despedida mais dolorosa leva o nome de minha personagem favorita: Brooke Penelope Davis Baker. Qualquer fã de One Tree Hill reconhece que fora ela em grande parte a responsável por manter a chama de One Tree Hill acessa e que se sua grande amiga Haley Scott é a alma, Brooke é o coração que bate forte e pulsa. Ela é aquele tipo de personagem que é impossível torcer contra, então digo aqui que me tornei uma “Cherrio 4 B. Davis” desde o primeiro momento que bati o olho naquela insinuosa garota no High School, que no fundo no fundo somente queria amar e ser amada, principalmente com uma familia a chamar de sua.

“However you got there, whatever it tok, you made it and i’m so in love with the girl you became”

Julian tornou-se desde sua aparição uma das maiores dadivas, aquela brisa de ar novo que tanto a série precisou e foi quando sua metade juntou-se a metade de Brooke que a magia do cinema aconteceu. O amante nerd cinéfilo encontrou aquilo que lhe faltava, assim como a estilista com coração do tamanho do mundo. E quando este cineasta e esta estilista disseram “I Do”, o conto de fadas da garota que visualmente parecia ser a mais superficial, tornou-se realidade.

A produção da série baseada no livro de Lucas continua a todo vapor, retratando os corredores do colégio e cada canto da vida de Tree Hill, porém o mais emocionante deles foi quando Brooke adentra na replica do quarto de sua melhor amiga Peyton Sawyer, aquele esconderijo artístico repleto de discos de vinil e frases marcantes.

Aos poucos vimos a vida dar a Brooke aquilo que ela tanto desejou, seja seu perfeito casamento em seguida ao tão sonhado e concretizado sonho de ser mãe, porém uma das maiores realizações foi resolver-se com seu pais, estes que pela primeira vez agem como verdeiros pais, lado a lado, encarando o novo desafio da empresa familiar, Baker Man. Falando na nova empreitada de moda, eis que a loja será vizinha de esquina de um tal Karen’s Café, ou seja, as melhores amigas serão vizinhas de negócios daqui pra frente. Apesar de pouco interagirem neste episódio, foi realmente gratificante ver o quanto elas amadureceram e contribuíram na vida uma da outra.

“It’ll be our own little corner of the world, you and me”

Fechando o ciclo do casal, eis que Julian concede outro desejo, este que por vezes o faz parecer um gênio da lampada. Após reviver mesmo que na ficção o gostinho de estar próxima a sua primeira casa, Brooke é surpreendida com uma visita pra lá de especial a casa propriamente, porém esta visita nada mais é do que a revelação que a partir de agora preencherão cada espaço daquele local.

“My old house? No, your New Home”

Todos

Todas as personagens se encontram ao fim na casa a qual fora palco de diversos talentos, além de contar diversas histórias. Tric serve como a transição do series finale e mesmo com a presença da banda Blind Pilot e de Bettany e Tyler, é Gavin DeGraw que faz tudo acontecer, comandando a festa até seu grande desfecho. Como não se emocionar com sua linda voz e toda a melodia de suas canções entregues com seu piano. “Belief”  é uma canção marcante que trouxe sentimentos aos fãs da série, pois deu aquele gostinho de inicio que tanto nos fez acreditar e amar OTH.

Mas nenhuma outra poderia fechar esta jornada senão “I Don’t Wanna Be”, música tema, que inclusive colocou Gavin DeGraw no mapa musical. Aqui é o momento de realmente se entregar a realidade de que tudo acabou e mesmo que digam que a série se pendurou nos últimos anos, não foi nada fácil mixar o choro com a tentativa de cantar com cada um deles ali presentes, cujo coro emocionado e arrepiante será eternizado para sempre dentro de mim.

São bexigas de água arremessadas do telhado e o momento de comunhão entre Pais, Mães; Filhos e Amigos dentro do Karen’s Café que me faz chegar ao final dos finais me sentindo a pessoa mais honrada de poder ter vivido mesmo a uma distância fictícia todo essa fórmula de amor, amizade, redenção, cinema, moda, esporte e música.

E se o grande ditado diz que “Tudo Termina em Pizza”, aqui em Tree Hill tudo termina em Basquete e nada mais justo do que Jamie ter seu sonho realizado, pois para além de vestir a iconica camisa 12, ganhou a honraria de bater o recorde de seu pai. Junto a despedida de Nathan, Haley e Brooke ao seus “antigos eu”, cada uma das personagens unem suas vozes para recitar a mais bela passagem da série, esta que coloquei integralmente no inicio da review. E trazendo a música novamente, são os irlandeses do U2 que trazem “One Tree Hill”, canção que qualquer fã da série imaginou ser utilizada um dia e se demoraste nove anos para tal, é como nossa Haley diz ao Jamie:

“There’s only one Tree Hill”

Nota? Recuso-me a dar, pois PERFEITO é pouco….

One thought on “One Tree Hill (9×13) – One Tree Hill (Series Finale)

  1. Emocionante… Fora simplemente um dos episódios mais belos que já vi, encerou esta grande série de uma foram linda. Tive que segurar as lágrimas em diversos momentos.

    Excelente review Mama…

    Atts

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