Revenge (1×22) – Reckoning (Season Finale)


Num aterrorizante cortinas, acompanhamos ao longo deste vinte dois episódios, todo o maquinário sentimental e racional que moveu e motivou a protagonista em busca de sua vingança e que se o desfecho dado a ela não saiu conforme o esperado, tenho que confessar que senti o mesmo ao assistir este finale. Acredito sim na força impactante que fora assisti-lo pela primeira vez, trazendo aquele velho “cair de queixo” que tanto estivemos acostumados a presenciar nesta temporada de estreia, porém precisei rever o episódio e assim perceber alguns erros primários, estes esperados claro considerando os moldes propostos.  O grande incomodo que tive foi relacionado a como certos relacionamentos foram interligados e conduzidos em questão de segundos.

Acho que não me preparei para presenciar a humanidade a flor da pele de Amanda Clarke, afinal este episódio foi o cair da máscara, deixando pra trás a sedenta e quase sanguinária Emily Throne. A protagonista tentou manter-se no salto da racionalidade, algo que sempre teve dificuldade devido à instabilidade de suas emoções, mas que claro, como qualquer ser humano, até para o mais vingativo, foi movida por emoções, estas que serão o divisor de águas daqui pra frente. Mesmo mostrando diferentes facetas, sou muito mais o olhar fulminante e mirabolante da Ms. Thorne aos olhinhos lagrimejantes da Ms. Clarke, talvez porque Emily VanCamp me surpreendeu tanto como “má” que destanciei quase que completo a boa moça que ela sempre veio a interpretar nas séries a qual fez parte.

Antes mesmo de mudar o plano para o cativeiro de Nolan, eis que aqui de vemos anunciar o “The  Oscar Goes To….Ms. Emily Thorne”, pois quão cara de peroba ela foi ao simular uma invasão em sua casa, invasão a qual o único item levado fora o conteúdo confidencial da pasta de seu noivo, sim, aquele conteúdo ao qual o imbecil do Papa Grayson guardou todos estes anos. Que pessoa em sã consciência guarda um dossiê que pode colocá-lo a apodrecer na cadeia? Só no Hamptons mesmo…E claro, quem leva a culpa? O velho de cabelo branco.

Depois de algumas tentativas de contato com seu fiel escudeiro, afinal não conseguiu romper a proteção dos arquivos secretos de Conrad, Emily resolve procurar Nolan em sua casa e lá se depara com um laptop com um video tortura no melhor estilo “Big Brother”. Quando liga para o celular dele, obviamente que o velho bizarro atende, o que a faz revelar sua identidade a alguém fora de seu limitado circulo de “confiança”, batendo assim frente a frente com seu grande inimigo.

“And who are you? Amanda Clarke. You murdered my father. You and I have unfinished business.”

Quão hilário é ouvir o Pappa Grayson chamar a Mamma Grayson de incompetente e estúpida, pois a evidência crucial que ela roubou agora está nas mãos do pior inimigo deles. Sim, foi muito competente e inteligente ao esconder tudo atrás de um quadro, não é mesmo? Disposto a descobrir cada movimento do velho de cabelo branco, Conrad traz sua equipe para mansão e finalmente descobre as escutas e cameras escondidas, estas claro implantadas por Emily na surdina.

Com a posse das evidências guardamos consigo, Emily negocia frente a frente com o ex-policial e acaba cedendo ao seu método, sedando-se com clorofórmio. Obviamente a Lady V acorda acorrentada ao lado de um bem machucado Nolan e assim, disposta a enfrentar o grande demônio que tirou a vida de seu pai, joga um jogo que até parece fácil demais: o faz acreditar que deixaria tudo que compromete Cornad, ele próprio e todos os envolvidos num armário num terminal de ônibus, resumidamente a equação seria Dumb + Dumb = You. E claro que ela pensara em tudo, deixando um grampo/ferro pra libertar as algemas, delegando função ao seu fiel amigo: Nolan deverá entregar as evidências para os federais, enquanto faz aquilo que está destinada a fazer. Será que está destinada mesmo?

A relação entre Emily e Nolan foi sem dúvida a maior constante de toda a série e os momentos divididos entre os dois são memoráveis e mesmo com toda a objetividade da relação, é visível o quanto se importam um com o outro, inclusive quando convence que deve ficar e que o que ele fara dará fim uma vez por todas em tudo aquilo que lutaram nos últimos anos. Neste momento é uma fala em específico de Emily ou neste caso Amanda, que me deixou um pouco com os olhos a revirar de tédio:

“If i don’t make it out of this tell Jack that i love him”

Minha inconformidade não é somente pelo fato de detestar a personagem de Jack e achar que seu envolvimento com a trama é forçado demais, mas é a maneira com que tentaram construir um triângulo amoroso e principalmente a relação dela com Jack. O que atrai em Revenge é a Revenge em si e mesmo sabendo que todo drama tem que ter o lado piegas amoroso, percebe-se que quando tentam desenvolver este aspecto, vira uma novela bem pastelão melosa, perdendo o charme e inteligência que construiu durante este fall season, fazendo-a ganhar o titulo de melhor estréia para muitos amantes de séries. E é em meio a uma trama que tenta se entrelaçar, que abre-se margens pra momentos erroneamente primários de suas personagens.

Falando um pouco dos filhotes Grayson, Charlotte parece estar triloca nas drogas e fingindo ser amigável com Declan e sua nova “namorada”. Enquanto isto, seu irmão mais velho recebe a visita de Jack, este que surge na Global Grayson para devolver o gordo cheque que recebera. Ashley tornou-se uma das personagens mais odiosas da TV atual, alias ela e o Ellis de Smash dariam uma bela dupla, pois eita traiçoeiros de marca maior, que não medem esforços pra chegar ao topo. Agora que ganhara acesso e credibilidade com Conrad, a ex-cachorrinha pessoal de Victoria resolve “abrir o bico” sutilmente dizendo que o noivo precisa conversar com sua noiva, um assunto delicado que envolve Jack naturalmente. Tchan tchan, o que será que ela quis dizer com isto, há?!

Conrad vê que o cerco fechar cada vez mais ao seu redor, o que o faz planejar sua fuga, esta claro que acredita contar com a presença de sua amante Lydia Davis. E será que a lora estaria disposta a viver como fugitiva ao lado do maior criminoso dos Hamptons? Seria ela melhor amiga dos diamantes negros ou de Victoria Grayson ou dela mesma, afinal numa situação destas não dá pra ser muito amigo de alguém. E por fim sabemos que até mesmo a maior das loiras burras concordaria em colaborar com o caso afim de ganhar imunidade ao invés de virar uma fugitiva internacional.

Cumprindo com sua parte do plano, Nolan implanta o arquivo secreto no portal malas do Agente Mc. Gowen e ali distante, num momento que me fez sentir saudades de Alias, Emily entra num Ultimate Fight com o assassino de seu pai. Novamente não consigo processar como um macaco velho, que matou um preso dentro da prisão e esteve envolvido em diversos planos e tramoias, cujos superiores armaram todo a queda do avião – percebemos aqui que a cadeia de hierarquia vai além dos Grayson – pode simplesmente se armar com um bisturi pra atacar uma rapariga que é visivelmente menor que ele. Ok, Ms. Thorne tem a sindrome de Karate Kid e já bem sabemos que o Sr. Takeda a preparou bem, mas soou meio engraçado o confronto de ambos, não?

“You’re a hell of a fighter. You must have gotten that from your mother”

O que realmente importa aqui é o conflito, a crise e o empasse que Emily ou diria Amanda tem quando está a um centímetro de aniquilar de vez seu inimigo, este que no chão, entregue, respira com dificuldade. Um fato aqui chamou bastante atenção: ele conheceu pelo visto a mãe de Amanda ou mais propriamente, conheci um lado dela nunca apresentado, alias nenhum lado, pois pouco se falou da Mrs. Clarke. Os flashbacks de sua infância, com ela e o Mr. Clarke a libertar um passarinho que estava machucado a fizeram relembrar como seu pai enxergava sua alma e toda sua bondade, o que a fez desistir de manchar suas mãos com sangue, o que para ela mostrou que por vezes o olho no olho, dente no dente não se aplica. Será? Acho que ando meio Paola Bracho ultimamente, não tenho perdoado muita bondade, alias como ela diria: “Não guardo rancor, guardo nomes”.

Outra coisa que me incomodou um pouco foi o amadorismo do representante do S.E.C, Mr. McGowen, este que retornou ao Hamptoms após contato da Mamma Grayson e com sua ajuda veem tentando reabrir as investigações e os escândalos que circulam a Global Grayson. Agora que esta em pose de informações que podem dar a resolução merecida ao caso, tudo que resta fazer é levar o dossiê e o testemunho pessoal de Victoria para Washington, mas claro que as coisas não seriam tão fáceis assim, até mesmo a ingenuidade da Rainha a pensar que fora o filho que tivera uma crise de carater que o fizera entregar o arquivo.

Victoria Grayson é o tipo de vilã que nos amamos odiar e é seu lado humano que a torna mais real em meio a todas as tramoias e superficialidades. Seu amor por David Clarke sempre foi transparante, porém todo o histórico por trás e o que ela acabou fazendo por influências externas acabou por fazê-la perder-se em meio a tudo isto, mas é impossível não sentir sua dor quando descobre que Conrad não só armou para seu grande amor, como também encomendou que o matassem na prisão.

“The truth is i’m not really the person that you fell in love with and you’re changing, too.I’m watching you become everything you said you never wanted to be. A Grayson”

Por mais que a história dos dois tenha sido construída passo a passo, seus caminhos eram gritantemente diferentes e seja pela bagagem de vida e responsabilidade que tem a honrar o nome de suas respectivas famílias, Daniel e Amanda no caso, nunca estariam destinados a ficar juntos, apesar de realmente apostar no casal boa parte da temporada. O amor infantil, a conexão animalesca e o sofrimento familiar por outro lado nunca me farão engolir Jack como o seu grande amor, alias nem só isto, Jack por si só já é difícil de aturar. Sendo assim, o casal perfeito rompe o noivado e se despedi após vários altos e baixos como qualquer relacionamento, porém tratando-se deste par, a intensidade era bem maior.

Criando um clima cada vez mais tenso entre eles, Conrad e o ex-policial discutem, porém chegam à conclusão que eles não são inimigos e que sua futura nora é a pessoa que está por trás de tudo, o que o deixa incrédulo. O velho astuto diz a Conrad que ele precisa se preparar para o pior, afinal o agente McGowen tem em mãos tudo que precisa, sem contar que Victoria viajará junto a ele, além de toda a tentativa de convencer Lydia a fazer o mesmo, afinal a imunidade se estende a ex-melhor amiga. O curioso aqui é que desde o episódio anterior, o velho segura e olha fixamente para o porta-retrato, justamente aquele está com a câmera oculta, que claro comprova que ele sabe que Emily os está figiando, o que fica evidente quando ele dá uma piscadela marota.

Daniel tornou-se uma das personagens mais contraditórias dentre todas e mais uma vez vemos o quão manipulável ele pode ser devido a seus sentimentos e decisões, estas que normalmente não toma por si só. Desestruturado após o rompimento com Emily, o primogênito tenta se agarrar na única coisa que lhe resta, seu nome, mas são as tentativas de fazer justiça, concertando os erros do passado, que provocam mais uma calorosa briga entre mãe e filho.

Aqui minha mirabolância foi extrema e após tanto matutar sobre o que Victoria havia dado de presente aos noivos, cheguei a pensar que surrealmente revelaria que sempre soube que ela era Amanda Clarke, porém a revelação do presente trata-se de uma caixa vazia, simbologia ao que achou que retrataria o relacionamento entre a agora ex-nora e seu amado filho. Apesar de genial a simbologia, esperei algo mais impactante, mas enfim fica na minha mente então…

“I knew that your future with Daniel was as empty as that box.”

Realmente acreditando que a paz reinaria nos Hamptons, Nolan ergue a taça  junto a Emily, surpreendendo-se que Ems decidiu abaixar sua guarda, afinal agora que concluiu sua missão, pode viver sua vida sendo ela mesma, a começar por contar a verdade para Jack. E aqui vemos que o amado riquinho Nolan é um fervoroso cupido Jackanda e mesmo a entortar meu nariz, vemos que a Lady V agora está disposta a deixar seu coração falar mais alto, procurando o solitário e esperançoso bartender.

E vamos falar bem a real, estes dez minutos finais foram a personificação da Lei de Murphypara as personagens, pois quando as coisas tem que dar errado, fique tranquilo que elas seguirão o curso natural pra tal, principalmente quando uma segunda temporada depende de certos ganchos e chocantes reviravoltas.

Disposta a abrir seu coração e ser sincera pela primeira vez desde que retornara ao balneário, Emily vai ao encontro de Jack disposta a transformar-se em Amanda novamente, porém todavia entretanto, uma pequena surpresa veem trazida pela cegonha: sua amiga falsária Amanda retornou e com uma companhia em sua barriga, isto mesmo, ao que tudo indica ela engravidou de Jack.

E foi este o momento em que o mundo da verdadeira Amanda Clarke desabou, pois agora sem sua força vingativa motriz para lhe motivar,  deposita sua energia  pela primeira vez em algo que lhe é positivo e saudável por assim dizer e é o seu choro,  tipico de uma jovem com coração despedaçado, que a humaniza, um momento similar ao olhar lagrimejado de Victoria quando descobre a verdade sobre a morte de seu amado. Duas heroínas vilãs que mesmo a utilizar de meios não convencionais e nada corretos, provocam compaixão e empatia, apesar de serem diferentes em essência.

Após uma união inusitada num bate papo entre Daniel e Ashley e uma calorosa discussão entre os Grayson, é com grande prazer que digo quão maestral foi a escolha de “Seven Devils”, do novo cd de Florence & The Machine para concluir a temporada. O impacto e o terror que esta canção transmite não poderia servir melhor para os cinco minutos mais chocantes, dramáticos e apelativos da série.

“Do not do anything revengy until I get there. Got it?””

Emily a contemplar o fogo e sua caixa do infinito com Nolan do outro lado da linha extremamente preocupado; Victoria, Lydia e o agente McGowen a caminho do avião, com destaque a cena em slowmotion da Mamma Grayson a olhar para a escada do avião particular, o que já indicava obviamente o que aconteceria. O famoso antes tarde do que nunca pode até se aplicar para este caso e mesmo tentando fazer justiça a um ato irreversível, Victoria esquece com quem lidava e todos nós sabemos quão longe Conrad está disposto a ir para se livrar da culpa.

E apesar do clichê de final de temporada, o impacto de ver “creepy albino” infiltrado na equipe técnica do avião e Conrad a queimar a foto de sua ex-mulher e de sua amante foi o grande BAAM, provando que uma vez sem escrúpulos, sem escrúpulos até o fim. E digo que o esperado realmente aconteceu e considerando a escura trajetória e o desprezo por parte de sua familia. Charlotte após agir feito uma adolescente humilhando a nova aluna de seu colégio, recebe o maior golpe de sua vida e olha que já recebera bons e fortes neste último ano. Impactada pelo “Breaking News” em sua televisão,a  bastarda vê seu mundo desmoronar de vez quando a repórter anuncia que o avião federal que transportava Victoria Grayson explodiu minutos depois de sua decolagem, ou seja, como diria a banda brasileira Mutantes: “Sabotagem, eu quero que você se f…..”

O desamparo é tanto que após apelar sem sucesso para Declan, Charlotte faz aquilo que estava fadada a fazer: toma um frasco de remédios e contrario ao comportamento auto-destrutivo de antes, duvido que ela sobreviva desta vez, o que ao meu ver daria muito mais dramaticidade a dinâmica da família, pois o peso da responsabilidade recaira sobre Conrad, alias quão horrenda foi a cena dele entrando no quarto a segurar sua bastarda inconsciente. Com duas Grayson na corda bamba, Revenge deixa todos mais arrepiados com a possibilidade da morte de sua antagonista, da grande vilã justiceira, aquela que dá o tom e a classe a série, mas que faz jus ao ditado “Vaso ruim não quebra”, ou seja, mesmo com a notícia do acidente, sabemos que algo acontecera e que nossa Bitch Mamma favorita voltará do mundo dos mortos.

Falando em voltar do mundo dos mortos, outra que vê tudo desabar é Emily, pois todas as evidências que ajudariam a limpar o nome do seu pai estavam naquele avião, mas como um verdadeiro anjo da guarda, alias mais uma bela cena entre a dupla, Nolan veem a seu resgate, revelando que conseguira griptografar o dossiê. O conteudo do vídeo é o mais importa até então, mostrando Victoria em uma conversa com Conrad na qual afirma que a esposa de David Clarke está viva, ou seja, Mamma Clarke ou Mamma Thorne como preferirem, não morreu como tudo indicava.

O bolão pra Season 2 está aberto e as principais apostas seguem a respeito da vida e a morte de Victoria e Charlotte Grayson; a criação de um novo tabuleiro de vingança; a real identidade e paradeiro da mãe de Emily; a gravidez de Amanda e como isto afetara a vida de Jack; o papel de Daniel frente ao desmoronamento de sua família e o envolvimento da American Initiative, esta que carrega em suma a grande responsabilidade pelo acidente, fazendo dos Grayson meros peões neste jogo sujo.

Ansiosos para a setembro? Eu estou e muito…..

Artigo preparado por: Mary Barros

2 thoughts on “Revenge (1×22) – Reckoning (Season Finale)

  1. Adorei esta temporada… Sem dúvida uma das melhores séries que estrearam em 2011… Este episódio foi fenomenal e até arrepios me fez sentir… O que será que vai acontecer daqui para a frente? Ansioso… Sem dúvida

  2. Revenge Rules!!!

    Adorei esta Season Finale, estou cada vez mais envolvido com o trama da nossa linda Ms. Thorne e estou cada vez mais por odiar Daniel, desejo que esta se vingue deste de uma maneira épica!!!

    Mas também não vejo um grande futuro para esta e Jack, o personagem é demasiadamente irritante, combina bem mais com Amanda. O jeito é Emily permanecer sozinha e trazendo o caos para a vida dos Grayson.

    Já minha bela Bitchtoria não pode morrer, ela, junto com Emily, são a alma da série e ainda vejo o dia em que as duas unirão força para derrubar o pobre Conrad.

    Belo Review Mama…

    Atts

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