Smash – 1ª Temporada (2012)


Esta é uma série de drama musical que conta com alguns nomes conhecidos no seu elenco, como Debra Messing, Jack Davenport, Katharine McPhee, Megan Hilty entre outros e na produção destaca-se o nome de Steven Spielberg.
A série, nomeadamente esta primeira temporada, conta-nos a história da produção de um musical sobre Marilyn Monroe e todas as complicações que envolvem a realização deste projecto, desde a escolha do elenco, a angariação de investidores até à aceitação por parte do público de forma a conseguir chegar à famosa Broadway. Em paralelo é-nos mostrado os dramas na vida pessoal de todos os que intervém no musical, a qual é afectada na maior parte das vezes por esse mesmo projecto.

A storyline principal da série centra-se em todas as fases que o musical tem de passar, começando na escolha da actriz principal que representará a famosa Marilyn Monroe e é aqui que surge as duas personagens principais e rivais desta história, Karen Cartwright (Katharine McPhee) e Ivy Lynn (Megan Hilty). Embora acredite que as opiniões se dividam neste caso, pois a história está mesmo feita para tomar partido de uma delas pelo facto de serem duas personalidades tão diferentes, eu acho que na competição entre as duas pela personagem mais interessante da série Ivy ganha com alguma vantagem. Não só porque sempre tive uma tendência em gostar das mais mázinhas e manhosas, mas também porque acho que é a que tem a história mais interessante. Gosto de todo o drama que esta passa por querer ser amada por Derek e da luta que trava entre não querer saber dos meios para atingir o objectivo de ter o papel principal, meio esse que passa essencialmente em destruir a vida de Karen, e ao mesmo tempo sentir-se culpada por tudo o que faz e ir tentando ganhar uma aproximação e amizade da sua rival. Gosto também de toda a insegurança que tem, não só devido à relação que mantém com Derek e onde se sente apenas como um objecto sexual deste, mas também devido a uma infância infeliz onde se sentiu igualmente pouco amada. Um conjunto de coisas que se vão desenvolvendo na vida de Ivy, juntamente com o desenvolvimento de dependência de fármacos mais para o meio da temporada, que a tornam cada vez mais parecida com a personagem que pretendem dar vida. Este paralelismo e semelhança surge e segue até mesmo ao final em que fica a pairar a questão: também irá cometer suicídio ingerindo aquela quantidade toda de comprimidos?

Já Karen é o oposto de Ivy, com uns pais amorosos, uma infância feliz, um namorado que a ama, oportunidades que lhe caem no colo… No entanto à medida que a história se desenvolve e esta começa a entrar cada vez mais no mundo do espectáculo, as complicações começam a surgir na vida de Karen: começam as facadas nas costas de quem tem inveja do seu sucesso e também as discussões com o seu namorado Dev Sundaram (Raza Jaffrey) começam a ser mais frequentes. E é aqui que tenho de dizer que a certo ponto da temporada estas discussões e mais concretamente Dev me começaram a irritar, pois algumas destas discussões me pareceram exageradas e forçadas, apenas desculpas para a relação ir por água abaixo.
Voltando a Karen, todo o drama de menina boazinha não me captou tanto a atenção como Ivy, no entanto tenho a expectativa, desde os últimos episódios da temporada, que poderá se tornar uma personagem mais interessante.

Em paralelo, outras histórias se desenvolvem, como a de Eileen Rand (Anjelica Huston), a produtora do musical, que se encontra a meio de um divórcio de Jerry Rand, com quem trabalhava em parceria na produção de musicais. Ao longo da temporada ela trava uma luta por conseguir sozinha ganhar um lugar como produtora no mundo do espectáculo. Acho esta uma personagem interessante, uma mulher que tem garra para conseguir ultrapassar todos os obstáculos que se lhe colocam à frente, e são os meus momentos preferidos aqueles em que coloca o irritante Ellis Boyd (Jaime Cepero) no seu devido lugar e quando atira o seu Manhattan à cara do ex-marido.

Temos também o realizador do espectáculo, Derek (Jack Davenport), aquele que nem Eileen consegue dobrar pois tudo e todos têm de fazer as coisas da forma que ele quer, e é o típico homem que tenta sempre manipular os sentimentos das mulheres, neste caso as actrizes principais do musical, para conseguir o que quer enquanto isso lhe interessar.

Os escritores do musical são Tom Levitt (Christian Borle) e Julia Houston (Debra Messing), que além de colegas de trabalho, também são os melhores amigos. Adoro a química que é desenvolvida entre estes dois, sendo claro que não é uma química do género amorosa, visto que Tom é homossexual e vai tendo as suas relações amorosas ao longo da temporada, mas são como dois irmãos que se amam e que estão sempre em sintonia. Claro que têm as suas discussões, mas como foi dito num momento da série, são como um casal e acabam sempre por resolver todos os seus problemas.

Não posso deixar de falar também do personagem que de todos é o que mais me irrita e o mais odiado por muita gente, o assistente de Tom, Ellis. Este começa por ser assistente de Tom, mas a partir do momento em que dá a ideia de fazer um musical sobre Marilyn e influenciado pelos amigos, sobe-lhe a ambição à cabeça e começa a tentar subir na vida. Primeiro roubando o caderno de apontamentos da Julia (não cheguei a perceber para quê!) e depois aproximando-se de Eileen e começando a trabalhar como assistente desta. No entanto, não contente com o ser um mero assistente da produtora, o seu objectivo seguinte é ser co-produtor e para isso seduz o agente de Rebecca Duvall (Uma Thurman) para conseguir que a actriz entre no musical. A partir do momento em que consegue, acha, de forma patética, que já sabe tudo o que há para saber sobre a produção de um musical e este foi um dos tais momentos que me deu gozo em ver Eileen a rebaixá-lo. Este podia ser um personagem que poderia, sim, tentar subir na vida, mas podia tentar fazê-lo com classe, com esperteza, o que poderia ser muito mais interessante de assistir. No entanto só o vemos a fazer parvoíce atrás de parvoíce devido ao desespero por ganhar algum crédito, acabando por isso mesmo ficar sem nenhum.

No geral e para explicar a nota que vou dar a toda esta temporada, acho que foi uma boa Pilot Season, introduzindo algumas boas personagens com boas histórias como já fui explicando ao longo do artigo, com uma boa composição musical em que dou destaque para as músicas originais pois achei estas muito mais interessantes de ver e rever relativamente aos covers de músicas já conhecidas, duas fantásticas vozes, e uma boa season finale com uma linda música final e que me deixou curiosa para ver o que virá na segunda temporada.

No entanto, existem algumas coisas que precisam ser melhoradas. Todo o drama da adopção de uma criança por Julia e Frank pareceu-me completamente dispensável, não consegui compreender a necessidade de introduzir isso na história, e ainda para mais foi algo que não voltou a ser falado depois da sessão de leitura da carta para a mãe biológica do futuro filho adoptivo. Claro que todo o processo de adopção ficou estragado quando Julia se envolve com Michael Swift (Will Chase) e o seu marido descobre. Mas nunca mais é falado nem é dada grande importância ao assunto e por isso mesmo todo o drama do inicio era dispensável. Também, como já referi anteriormente, não percebi o porquê de Ellis ter roubado o caderno de apontamentos da Julia. Pareceu-me que se lembraram que poderia dar um desenvolvimento interessante mas depois arrependeram-se. Não acho que estas pontas soltas joguem muito a favor.
Há também todo o drama do adolescente da série, Leo Houston, que já foi falado num artigo traduzido publicado anteriormente aqui na casa, que irritou no começo da temporada na tal fase de “vamos adoptar uma criança” com um sofrimento exagerado sobre a irmã que está à espera na China, e que depois na fase da separação dos seus pais melhora a sua participação um pouco mas não a tornando extremamente interessante ainda assim.
[Spoiler!!] Outro problema que, segundo últimas notícias, já está em processo de melhoramento, é relativo a algumas personagens que apenas voltarão para terminar as suas histórias e depois desaparecerão, sendo estas Ellis Boyd, Dev Sundaram, Frank Houston, e, com alguma pena minha, Michael Swift também.

E vocês, curiosos pelo que virá aí na segunda temporada?

Artigo escrito por: Denise Almeida

2 thoughts on “Smash – 1ª Temporada (2012)

  1. Concordo precisamente com tudo o que dissete, porém minha nota ganharia cinco décimos a mais…

    É muito mais facíl o publico gostar de Ivy pelo fato de que esta foi humanizada de uma forma mais completa que Karen, a Miss Perfection.

    Achei as originals Songs as coisas mais fantásticas da série, são letras excelentes misturadas com ritmos contagiantes e vozes perfeitas. Este fora realmente o diferencial da série.

    Enfim, achei uma boa temporada e estou bem ansioso para quando a série retornar no próximo ano… Que venha a segunda temporada, principalmente agora que sabemos que vários dos personagens mais chatos serão descartados.

    Atts

    • Pois, eu estive uns dias na dúvida se colocava um oito, mas depois pus-me a olhar mais atentamente para os prós e contras que referi e acabei por querer dar um pouco menos.
      Eu depois de ver um episódio dava por mim a ouvir e ouvir as musicas originais. Tb gostei de alguns covers, mas as musicas originais estão fantásticas. Se eles puserem de pé o musical para o público assistir eu gostava de poder ver…

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