Glee (3×21) – Nationals


“I just don’t want it to end. Everything. This whole year. I just wish it could go on forever.”

Tina sempre foi aquele tipo de personagem que nunca abre a boca, mas quando abre, ah espere vir algo emocionante pela frente. E foi sempre assim, seu jeito sensível e chorão sempre rendeu as frases que mais mexiam conosco e o seu momento a bailar com Mike no baile simbolizou isto, alias foi através de sua fala, que me caiu à ficha que este TUDO está ACABANDO e mesmo com promessas de retorno – agora sabemos que todo o elenco fixo retornará, mesmo que não seja para a temporada completa – Glee não será mais o mesmo Glee que nos apaixonamos há exatos três anos atrás. 19 de maio de 2009 foi ao ar o piloto desta série que eu mesma desacreditei que funcionaria para a TV, considerando o formato musical e colorido.

Lembro como se fosse hoje (literalmente) quando me deparei com o post introdutório da série no Portal Séries, onde num breve resumo da trama e de suas personagens percebi que seria paixão a primeira vista àqueles até então denominados perdedores cantantes chamados Rachel, Kurt, Artie, Tina, Mercedes e  os outros contrários a eles até então, Finn, Quinn, Puck e a dupla inseparável Santana e Brittany.

E foi ali, crescendo aos meus olhos que assisti pela primeira vez a série que marcaria pra sempre minha longa jornada viciante e apaixonada pelo mundo das séries. Então antes mesmo de começar esta review, antes mesmo de falar como “Nationals” foi o melhor episódio da temporada até então, gostaria de parabenizar todos os Gleeks mais próximos, a começar pela minha Kiddo, que curiosamente fiquei um bom tempo tentando recordar quando exatamente decidi dar um reply na sua timeline do twitter, porém hoje, nomeio este dia, como dia do teu “registro/batismo”, ou seja, dia 19 de maio, nosso Glee Day, considero que virei tua Mamma. Obrigada por serão tão especial e me faz sentir-me especial.

Parabéns também aos queridos que conheci através do Gleek Out Br, essa equipe querida que tive o prazer de fazer parte por um tempo: Carol Rubs, Tito, the Broadway King, Duds Star, Dê Little Glitter, Thi El Ditador, Juliana Jujubão e o Otavio PPP. Parabenizo duplamente aqueles que estão comigo a um certo tempo aqui, acompanhando cada letrinha destes extensos reviews. Posso não me recordar de todos os nomes que já passaram, mas alguns marcam com suas doces e criticas palavras: a doce Karlitcha Lambs, o empolgado Ander, o queridíssimo Thiago Romão, o atencioso Mauricio, as queridas Ervilhita e Denise e  claro meu Prom Date eterno, meu amigo de Portal e agora Casa de Séries, Mr. Well Fernandes. E uma dupla querida que compartilho surtos em CAPSLOCK, além de diversos gostos em comum, estes por vezes ao contrário: Creepy Twinnie Monique e Lost Bro Reenan. Obrigada a todos por serem tão especiais e me fazerem sentir-me especial.

E não poderia deixar de parabenizar aos verdadeiros Gleeks, ou seja, um abraço e beijo estalado a cada membro do Glee Cast, equipe de produção e técnica, que apesar de nos arrancarem os cabelos quase sempre, mudaram, salvaram e abriram um mundo de alegria (e choro) a  muitos jovens ao redor do mundo, inclusive a Glee Mamma aqui.

Agora chega de sentimentalismos, até por que não quero ser mais responsável por um bando de gleeks egocêntricos a voar por aí, então vamos falar propriamente deste episódio, que veio logo em seguida de seu anterior, como uma estratégia da FOX em manter-se na agenda para o season  finale para o dia 22 de maio. A melhor coisa que fiz foi assisti-los separados, primeiro “Props”  que escrevi a review logo em seguida e somente depois encarei “Nationals”, até por que, conhecendo-me muito bem, sei que esta competição iria me despedaçar, pois traria um misto de mãe orgulhosa misturado com aquela dor de ser o último momento que os veria todos juntos num mesmo palco, buscando mudar seus status de perdedores para vencedores.

Aqueles que tem o hábito de expressar agitação ou empolgação em caixa alta irão me entender, então tudo que poderia dizer neste review seria: JHYHGFTSRFDHJBKMASLOIWHETGRHJFYTHALMBHGBNDWN. Relaxem, para os que não frequentam muito o twitter, é assim que por vezes nos comunicamos quando um episódio ou algo que acontece nos enche de excitação. Claro, seguirei o script de minhas reviews, porém confesso, me sinto extasiada e pela primeira vez, com dificuldades de expressar quão maravilhada fiquei com este episódio, que surrealmente superou “Journey”, algo que nunca achei que ocorreria.

Conforme víamos o New Directions dentro do hotel, com ênfase para Mercedes que resolveu comer comidas extravagantes, pegando uma infecção alimentar, tive que pausar meus olhos sob a tela quando o nome Eric Stoltz surgiu, afinal todos sabem que 10 a cada 10 Gleeks e inclusive o próprio elenco o consideram o melhor e predileto diretor que já passou pela série, fato comprovado que o fez dirigir seis episódios nesta temproada, entre eles, três dos meus favoritos: “The Purple Piano Project”, “Yes/No” e “Prom-Assaurs”.

Recordo-me claramente quando o Aguerra ainda assistia Glee a mil anos atrás e comentava do absurdo que eram os preparativos para as competições, pois nunca dava sentido que o grupo se quer se preparava ou ao menos ensaiava, mudando de direção de uma hora para outra. Desta vez, considerando ser a última, mostraram todo o processo, iniciado em “Props’’, que datava uma semana antes do grande acontecimento do Glee Club. A dedicação, preparação e até mesmo o suporte que Sue dá a Schuester, mesmo que por interesse próprio, foi o que motivou aqueles eternos perdedores a agirem como potenciais vencedores e isto fica claro na linda e calorosa cena onde todos começam a discutir.

Este momento me lembrou claramente as reuniões dos grupos em So You Think You Can Dance e American Idol, onde todos, momentos antes da apresentação, entram em conflito de interesses e egos. Em meio ao ensaio das garotas com a canção da Lady Gaga – Tina e Quinn entrarão pra cobrir Mercedes –  e o número final, que tira Finn do sério quando vê que Puck fica estudando para seu teste de Geografia, tudo parece andar pra trás mais uma vez. Os momentos que antecedem a grande apresentação de suas vidas exige total dedicação de todos e é quando Santana ameaça com seu “Lima Heights Adjacent”  com direito ao clássico dedo apontado – desculpe Cooper mas ela tem os direitos sobre o “Pointing  Your Finger” – que Schue percebe quanto seus pupilos querem vencer, então ao invés de jogarem a culpa e cobranças uns nos outros, que revertam esta força e energia em prol do grupo, concentrando-se na performance. Destaque para o hilário momento onde Rachel ao fundo, bate a cabeça na parede enquanto a Latina surta com todos.

Como não recordar que com excessão do Original 5, Rachel, Kurt, Tina, Mercedes e Artie, todos os demais entraram por motivos diversos e nenhum deles foi por “amor a primeira vista ao Glee Club”. Finn curiosamente teve uma evidência plantada pelo Mr. Schue, “obrigando-o” a ingressar no grupo, já os jogadores de futebol Puck e Mike entraram atrás de Finn, já que este teria que dividir-se entre o jogo e coral. E o melhor aconteceu com as cherrios, Quinn entrara para espionar seu namorado mas também para liderar a Unholy Trinity junto a Santana e Brittany como os olhos e ouvidos de Sue Sylvester, ou seja, nenhum destes novos membros a priore entrara com intenções genuínas, porém foi o trilhar de cada um deles e o amadurecimento que os colocam lado a lado como membros 100% New Directions, junto a aqueles que sempre foram os primeiros underdogs do show choir. O nome do coral não poderia ser outro e chegar a reta final de suas jornadas no High School e também nesta última Nacionais tornou tudo mais real.

Com o jeitão durão de Beiste, o foco de vencedora de Sue e o apoio moral de Emma, Schuester sentisse mais seguro, pois mesmo sendo o mentor, aquele que trilhou passo a passo o caminho junto com seus alunos, o professor tem as mesmas inseguranças e medos de um jovem, ainda mais que coloca todas as expectativas neste momento, sabendo que metade do seu Glee Club não estará mais no McKinley no próximo ano letivo.

A interação e química entre o elenco é tão grande, que por vezes mistura-se o “in character” com “out character” e passam a se comportar como eles mesmos. O reencontro em cena dos Real Life BFF’s, Ms. Lea Michele e Mr. Jonathan Groff rendem outro momento mágico e agora que ele retornou como o treinador durão do Vocal Adrenaline, nada mais justo que dividirem um último momento juntos –  compensando um pouco a embromação de seu retorno durante a Season 2 – antes de se enfrentaram no “Show Choir Hunger Games”, ótima citação de Sue Sylvester por sinal.

“With Monique down for the count, we are entering The Hunger Games of show choir competition without one of our most powerful voices.”

A tensão existente entre os dois desaparece diferente da última Regionals que se enfrentaram diretamente. Desta vez, a trama os coloca frente a frente como duas pessoas maduras que finalmente podem interagir sem nenhuma mágoa ou constrangimento e foi realmente bom ver Rachel conseguir elogiar o talento de Jesse, mesmo sabendo que sua capacidade agora como treinador não será suficiente para derrota-los, o que o faz elogiá-la pela confiança extrema. Finn naturalmente surge em cena pra checar sua Fiancé, mas não trás nenhuma carga pesada, pelo contrário, ganha um “Good for you” por colocar o anel de noivado nos dedos de Rachel e num amigável aperto de mão, seguem caminhos opostos, para se concentrarem nos minutos que antecedem as performances do New Directions e do Vocal Adrenaline.

Com as garotas a retocar a maquiagem, Finn surge empolgadíssimo com um presente de ultima hora para sua amada: um copo. Não conheço muito bem as tradições judaicas e pelo visto o grandalhão também não conseguiu acertar em qual delas quebrar um copo se encaixaria, mas pelo que já vi de casamentos judaicos, sabemos que é tradição quebrar um copo envolto num pano branco. A intenção foi adorável, ainda mais com o script das conquistas que terão até o “Finchel Happy Ever After”. Gosto de ver esse Finn Hudson Berry  – sonho que ele coloque o Berry ao final do seu nome – seguro e se muitos duvidaram da capacidade dele e do próprio Mr. Cory para representam o líder masculino, acho que o que acontece até o final deste episódio, silenciou muitos haters pelo mundão afora. #Proud

Agora me digam se não deu aquela vontade de entrar no “Circle of Life”, o momento do lema “Um por todos e todos por um” e gritar “Newwwwwww Directionsssss”? Finn chama a responsa novamente dando o empurrão necessário a turma foi memorável e tecendo elogios ao mestre, aquele momento iriam dedicar a ele, por tudo que Schuester já fez por cada um ali. Tivemos o retorno do mundo dos mortos da Diva Tots – me surpreende ultimamente como a personagem, rendendo bons momentos, pois a alguns episódios não senti vontade de guardá-la num potinho – graças ao remedinho verde milagroso de Sue, voltou a sua velha forma, exigindo um espaço no circulo, afinal nunca iria perdoá-los se não a tivessem esperado por ela para clamar o Ipe Ipe Uhaaaaaa.

“I have so many steroids running through my body right now I may turn into the Incredible Hulk if you piss me off.”

Para nossa alegria, este episódio, por se tratar da última competição do New Directions como New Directions, foi única e exclusivamente dedicado ao passo a passo até o grande momento que lhes bate a frente e se antes tudo era dividido junto a grandes acontecimentos como o parto de Quinn, os conflitos de interesses e os dramas amorosos das temporadas anteriores, desta vez o foco e energia são destinados àquilo que tanto eles sonharam e nós também também torcemos: a vitória.

“We want to win this for you, Mr. Schue”

Se vocês me seguem no twitter,  por favor usem a hastag #polemica, pois a escolha de jurados deste ano nada mais foi do que um escândalo. Quando as confirmações saíram alguns meses atrás a primeira coisa que pensei foi: “What is wrong with you Glee?”, mas logo pensei: “Ah, é Glee, o que poderia esperar.” As três figuras este ano foram realmente escolhida a dedo, sendo a “Sexta-feira e Todos Os Dias da Semana Muito Louca”, Lindsay Lohan, que dizem as más línguas não trouxe um clima muito bom nos bastidores; o blogueiro mais fofoqueiro da face da terra, Perez Hilton – aquele mesmo que publicou em seu site as fotos “vazadas” da Heather Morris, nossa Britt – e por fim o carismático Rex Lee, conhecido por seu papel na série da HBO, Entourage.

Juro que todo o tipo de emoção bateu durante esta sequência musical, um misto de choro, engasgo, emoção e orgulho que não cabiam dentro e se levara três anos para vermos tanta perfeição num palco só, que assim seja.

Com um figurino de cair o queixo, as Troublettones como já é de costume neste último ano, abrem a rotina cheias de poder ao som daquela que para mim sempre será a melhor canção de Lady Gaga: “Edge of Glory”. Fechando o circuito de singles da cantora nesta temporada, Santana abre o número com Mercedes a seguir no coro e para nossa alegria, com Tina e Quinn a dividir trechos numa combinação perfeita cuja sincronia e coreografia só perdera para o mash-up de Adele, mas fora isto, foi o melhor momento deste adendo de coral. Senão havia gostado de como o coral fora formado inicialmente, digo que o uso posterior trouxe uma vibe diferente ao New Directions, pois sabemos que Amber e Naya  tem uma chama artística diferente que merece ser destacada e o que tornou esta primeira performance mais especial, foi também o destaque as duas do elenco que normalmente não tem ênfase alguma nas competições: Dianna e  Jenna.

“This is your moment. Okay? Three years in the making. Forget about everything else. Take it.”

Encarando a possibilidade da Madame Tibideaux não aparecer para assistir seu solo, Rachel sacode na insegurança, mas novamente seu amado veem ao seu resgaste fazendo-a provar que este é seu momento e que devo agarrá-lo com todas as forças. O slowmotion que a carrega para o palco escuro foi um dos momentos mais arrepiantes e significativos pra série e olha que nada tinha acontecido….. ainda. Ame ou odeie sua personagem, é comprovado que Lea Michele é de fato 1 em 1 milhão, pois é de cair da cadeira, babar, tremer na base e se descabelar de chorar durante toda sua rendição de “It’s All Coming Back To Me Now”.

O talento de Rachel reluz ouro e ninguém poderia em milianos fazer o que ela fez ali. Feito um anjo caído do céu em frente aquela plateia silenciosa, que sem ousar respirar, somente contemplava sua poderosa voz. Como não se emocionar com a transição de sua performance e a maneira como cresce sua confiança e sorriso no rosto quando avista Tia Whoopi sentar-se num lugar vago da plateia, finalmente cedendo a persistência da candidata a NYADA. Realmente tudo estava voltando pra você minha cara e sua chance estava ali a sua frente. Provando que é o “Unique Factor”  e a razão principal do New Directions ainda ser o que é, essa por vezes muito  irritante garota, cresce aos olhos de todos como uma pequena grande mulher experiente e decidida de que seu lugar é nos palcos e que sua energia vital é motivada por seu talento. E sem titubiar, após ecoar sua voz em cada poro do local, recebe mais um “Standing-O” com este solo, tão digno quanto “Don’t Rain On My Parade”, alias ambas canções com um grau de dificuldade  elevadíssimo, mas quanto maior, melhor para a Child Star, não é mesmo? BRAVA!BRAVA!

Se eu achava que o Journey Medley tinha sido o melhor número de grupo do Glee Club até hoje, terei que mudar de opinião, pois minha amada performance da Season 1 perdeu o posto para “Paradise By The Dashboard Light” e aqui, se ainda tinham dúvidas da capacidade dos co-capitães, aqueles que dão a direção após tantas turbulentas marés, acredito que não aprenderam nada ao longo destes anos, principalmente no quesito evolução de um dos dois. Não tinha dúvidas que após o incentivo NYADA, Rachel iria arrasar quarteirões, mas foi o azarrão desengonçado que muitas vezes tropeçou nas próprias pernas que roubou a cena, ganhando o prêmio da Glee Mamma como o MVP do New Directions.

O querido Mr. Finn Hudson que estamos acostumadas existe graças ao vídeo audição a tocar bateria em tapawers enviado pelo Mr. Cory Monteith, fato que comprova que merece estar aonde estar, não só pela excêntrica tentativa de ganhar o papel. Muitos perguntam: “O que esse tiozinho está fazendo aí, se nem sabe cantar?”. Quanto vezes supostos Gleeks já questionaram isto, não é mesmo? Cory tem um F de Finn bem óbvio em sua trajetória de vida e em meio a dificuldades, tombos e incertezas, superou expectativas e digo isto por admirar o esforço, paixão e dedicação que o Mr. Canadian coloca em sua performance, empenho que não merece ser medido por anos de experiência e sim pela capacidade de incorporar e aprender no espaço de tempo que tem. Acredito que ambos, underdogs 4 life, se sobressaíram a si mesmos, desafiando-se dia a dia. Aqueles que conhecem a triste e pesada história do Cory, entendem bem o que estou falando.

O contraste dele com Lea e consequentemente de suas personagens é os faz tão apelativos a mim, apelativo não no sentido literal da palavra e sim que o trabalho e a construção de suas personagens causam impacto toda a vez que os vejo em cena e esta foi o conto de “Paradise By Dashboard Light”, canção que os eleva a outro nível, este que sugou e captou todo tipo de vibração e êxtase aqui dentro. Acredito eu que se tens a oportunidade de contracenar e agora dividir a vida juntos praticamente 100%  com alguém como Lea Michele, sem dúvida aprenderá muito, principalmente no quesito determinação, dedicação e profissionalismo.

Se formos considerar a jornada de Finn desde a Season 1, sabemos que este sempre fora um líder perdido, sem direção muitas das vezes, mas  sempre fora o responsável por laçar e unir o New Directions através de sua expressividade mais característica: a música. Seja quando trouxe “Don’t Stop Belivin” ou a musica da primeira Seletivas, “You Can’t Always Get What You Want” , mesmo em meio a decepções externas, fez o que esteve ao seu alcance pra colocar-los no palco. Desta vez, quase dois anos se passaram e depois de muitos erros e indecisões, seu coração e mente caminham lado a lado e se vimos uma Rachel Berry altamente confiante, Finn Hudson mostra que também pode ser e principalmente, sabe chamar a responsabilidade pra si, provando se antes, em frente ao primeiro desafio eles nem não conseguiriam aquilo que queriam, desta vez darão tudo e muito mais pra concluirem esta jornada como se realmente merecem: VENCENDO!

Como Ray Ray mesmo disse, seu “STOP RIGHT THERE, I GOT KNOW RIGHT NOW” foi uma ordem, pois se já antes seu amado já havia feito meu mundo parar com seu magnetismo e precisão vocal e de dança, tudo dali pra frente foi como sentar-se na primeira fila a contemplar seu grupo favorito de pessoas sendo perfeitamente apaixonantes, sincronizadas e o mais bonito de tudo: extremamente dedicados a acreditar que aquele seria o momento de agarrar o prêmio. Perdi as contas de quantas vezes revi essa cena e a cada vez que faço isto percebo algo diferente, afinal quem não ficaria perdido com tanta coisa acontecendo, tentando captar cada detalhe. Os sorrisos nos lábios e também no olhar de cada um, os pulinhos, rodopios e até mesmo o quarteto GLBT teve seu momento, onde Brittana e Klaine dividem a frente do palco num trecho da canção são inesquecíveis.

Como não perceber o paralelo da canção com a vida e a evolução de Finn e Rachel como o casal principal, onde ela com seu lado mandona sexy tenta colocar na redia o lado hormonal e patetão dele, mas fique tranquila minha cara, Rachel Barbra Berry, pois assim como clama a canção, muito em breve Finn Christopher Hudson a transformara em Mrs. Hudson.

Alex Newell pode não ser o exímio ator, mas sua segunda participação credita-o como o melhor dentre os remanescentes do reality The Glee Project. Wade entra em crise frente a pressão e expectativa colocada sobre sua alter-ego, principalmente por saber que serve de modelo para qualquer criança/jovem que seja diferente como ele é. Kurt e Mercedes libertaram o Divo Hulk interior e somente eles poderiam empurrá-lo na direção correta, afinal mesmo como inimigos na competição, sabem que Unique tem algo que os encanta, aquele “Born This Way” que tanto prezam.

Nunca foi de se questionar a qualidade das apresentações do Vocal Adrenaline e agora que estes tem uma figura central ao peso do grupo, conseguiram colocar o spotlight novamente sob suas cabeças, desde a vergonhosa participação de Charice como Sunshine Corazon. Unique lidera os frenéticos dançarinos ao som de “Starships”, novo hit de Nick Minaj e apesar da canção ser meio chiclete, dá o tom preciso a performance deles, principalmente com tantos rodopios, piruetas, passos de centopeia e o destaque, que fez meu queixo cair: três dos dançarinos a erguer a diva no ar  em posição espacate. Alex me faz sentir-me a pior das mulheres, pois nunca consegui fazer isto nem no chão, sem contar que ele aguenta de salto dançando, o que nunca aguentei  em toda minha vida. #Proud

E pra fechar sua participação e honrando os 30% vintage exigidos para o tema da competição, eis que três máquinas de Pinball surgem no palco para homenagear o clássico musical opera rock do grupo The Who, “Tommy”, com a iconica canção de Elton Jonh, “Pinball Wizard”, que em termos vocais é superior a batida eletrônica da anterior, mas o interessante que ambas se complementam, pois a coreografia de “Starships” foi de deixar todos, inclusive o próprio New Directions, arrepiado.

A grande decisão fica nas mãos deste polêmico grupo de pessoas e mesmo em meio as brigas entre Lindsay e Perez – este ficou twittando e blogando sobre ela durante a performance –  e mesmo com opiniões dividas, é o que a Friday 13 diz que comprova a moral da história:

“I’m here, Perez, because I care about young artists chasing their impossible dreams. I know them. I feel them. I was them. So I’m here to support them unconditionally.”

Surpreendendo com sua hombridade, Jess St. James faz jus a sua participação, inclusive depois de tudo de ruim que fizera com Rachel durante a Season 1, seu momento com a Madame Tibideaux compensou todos os omeletes e mentiras que despejara sobre a cabeça de nossa querida. Tentando relembrá-la que fez um teste para NYADA a dois anos atrás, se coloca a frente da avaliadora não por motivações próprias e sim para elogiar o maior talento existente: o de Rachel Berry. E assinamos embaixo quando diz que se alguém um dia será uma estrela, este alguém é ela e que será uma excelente contribuição para a sua Academia, não havendo um dia sequer de arrepedimento por tê-la escolhido. Selo de Qualidade Jesse Delicia!

Agora o momento de anunciar os vencedores, cujo merecido resultado não considero somente como um momento “Ultima temporada, agora vai ou racha”, mas um momento que aquele grupo de eternas crianças fizeram o melhor para serem os melhores, então nada mais justo do que receber a recompensa por isto. Unique foi contemplado com o titulo de MVP da competição, afinal fora o destaque individual. Aqui já estava a ter um AVC,  perdendo totalmente a noção do mundo externo pois estava assistindo o episódio com fones de ouvido e em meio as lágrimas que corriam no meu resto, gritei descontroladamente um “UHUL, YEAH” quando o host anuncia as seguintes palavras:

“The 2012 National Show Choir Champions from McKinley High in Lima, Ohio, The New Directions”

E ali estavam aquele grupo de losers, que durante anos foram empurrados em armários,  presos dentro de banheiros químicos, tomaram raspadinhas no rosto, foram xingados, humilhados ou que meramente foram condenados por sua simples existência, conseguiram sobressair perante tudo e juntos, como um “Unique Factor” , venceram, o que os permitiu soltar pela primeira vez o grito abafado que os assombrou durante anos. O esforço e dedicação finalmente foram reconhecidos e vê-los erguer aquela taça deu não só a eles, mas a nós que os acompanhamos, o sentido de prazer cumprido, pois essa JOY nunca seria um dever.

As expressões emocionadas de Schue e cada abraço e sorriso deste vasto grupo composto por Rachel, Finn, Kurt, Artie, Mercedes, Tina, Mike, Quinn, Puck, Santana, Brittany, Blaine, Sam, Rory, Sugar e Joe, unidos como um só realizaram o maior sonho de suas vidas e se antes em meio a tantas revoltas e indignações de sempre serem a piada da escola e por vezes um dos outros, agora poderão finalmente provar que “Everybody Loves a Winner”, como mesmo diz a canção.

Qualquer Gleek assistiu esta temporada sem ao menos pensar que o fim estava próximo, porém esta sequência que me fez cair a ficha do que viria pela frente, de que nunca mais as coisas serão as mesmas e é com dor no peito, um vazio tremendo que tento me segurar na falta que esse grupo de desajustados me fará. Sinceramente cheguei nestes últimos dez minutos num estado que talvez nunca fiquei ao assistir um episódio, claro cada episódio me transmite uma sensação diferente e mesmo a emoção se manifesta de maneira diferente.

Ao abrir a porta do McKinley e uma faixa de Parabéns cair sobre suas cabeças em frente a posters com os dizeres “Show Choir Champions”, percebemos que tudo é possível, principalmente quando damos o braço a torcer para reconhecer e ficar feliz pela conquista do outro, mesmo que este outro seja totalmente adverso a vocês. Adversidade e Diversidade sempre foram os temas centrais da série e mesmo que as vezes os roteiristas esqueçam disto, este momento compensou todas as trollagens ao longo do caminho.

Ao som da lindinha “Tongue Tied”, outra canção que tenho certeza fora indicação da Dianna Agron, o New Directions entra acuado com o troféu pelo corredor humano de alunos. Como não se lembrar das cenas dos copos de raspadinha vindo em suas direções, porém desta vez quando dois jogadores de hockey se aproximam deles com os copos e todos automaticamente fecham os olhos e abaixam suas cabeças, são surpreendidos com uma chuva de papeis vermelhos e brancos. Quão incrível foi a edição desta cena, mostrando-os a celebrar a vitória junto a beijos apaixonados entre Finchel, Brittana e Tike, além da chuva de champagnes na sala de coral. Schuester além de ganhar um bolo de parabéns na sala dos professores, finalmente ganha o Free Pass do Hopi Hair de sua TOC Fiancé e após muito esperar, consumam o relacionamento, numa ousadinha cena Wemma.

Kurt recebe um abraço de um jogador, Finn ganha 500 dolares da aposta que fez com o Xitão do Jockey e a mais bonita e merecida cena é quando uma garota da escola pede um autografo para Rachel e esta assina o YearBook, que agora tem uma página dedicada somente a ela. Este mesmo livro no qual seu rosto durante todo o High School fora riscado com bigodes, xifres e palavras ofensivas foi o primeiro de muitos autógrafos e não será a última vez que veremos a estrela, marca registrada de sua personalidade, sendo colocada ao lado de seu nome.

A sala de coral pela primeira vez será preenchida com o maior dos prêmios e quão adorável foi Rachel a carregar o gigante troféu, alias diria que ele a carregava. E ali estavam aquelas dezessete pessoas a contemplar o dourado prêmio e com a musiquinha que tantos nos remete a Season 1, cada rosto feliz e realizado tem seu momento de destaque. Sinceramente já não aguentava mais assistir o episódio e ainda assim que o “pior” estava por vir,  decreto o “Aqui jas a Glee Mamma”.

“What could Figgins want with us? Maybe we’re getting a key to the city”

A realeza do baile apresenta-se a sala do diretor e para além dos agradecimentos por trazer o gordo cheque para os cofres do colégio, Finchel recebe um envelope – mesmo a condenar a ideia do casamento prematuro entre jovens – que achavam ser um bônus para ajudá-los com o casamento, mas não passava de uma nota de dólar. O real pedido é para o New Directions se apresentar num evento especial da escola, evento este que é revelado logo mais como uma premiação a                 ” Teacher of The Year Award” , onde um Schuester feliz da vida ao lado de sua Ex-V Fiancé caminham lado a lado com Sue e sua cartola para o auditório da escola, alias voltei a amar a treinadora como não amava a muito tempo e mesmo ainda me confundindo com suas questões hormonais e etc, acho que esta nova vibe para a personagem trouxe coisas positivas para a trama.

Nada mais justo do que trazer a antiga mentora do Glee Club para abrir a cerimônia, esta que finalmente curtira sua aposentadoria como deve, assim Figgns veem ao palco e para alegria do fandom chamam o “so-called Finchel”. Olha nem quero me prolongar muito já nesta fase final do review, alias nada que falaria aqui soaria melhor do queo  meu amado casal falou a respeito do merecido vencedor, William Schuester:

“There’s a lot of teachers at this school who teacher their students important things like how to drive and fractions, but you teacher your students how to dream. As far i’m concerned there’s nothing more important  than that.”

 “Mr. Schue, when i met you i was just an annoying jewish girl with two gay dads and a very big dream. Today, i stil have two dads, and i’m still jewish, and i’m probably just as annoying but i stand before you headed to NYC come hell or high water and i can honestly say that i couldn’t have done it without you, and i will carry you every step ot the way, so congratulations. No one deserves this more than you. We love you and this is for you”

Por vezes falo que a série poderá com o passar do tempo segurar/prender  o talento de Lea, sendo ela a estrela da série, mas ao ver o choro sincero não só por sua personagem a agradecer tudo que Schue fizera por ela e por todos ali, mas por agradecer quanto Glee mudou sua vida, quanto a girou 180º e digo que não foi somente a de Lea, mas de todos ali, que antes eram somente meros rostos numa multidão de milhares e agora, são únicos e especiais aos olhos de diversos Gleeks que os admiram e seguirão suas carreiras, seja dentro ou fora de Glee. Como protagonista e co-capitã ao lado de seu futuro esposo, deu voz a um sentimento universal que se estende as domínios do McKinley High.

Make a Wish. Dream. Feel. Love. Believe. Fight. Conquer. Take It. 

Como não linkar este ao episódio 1×05, onde o New Directions se apresentava pela primeira vez como um grupo ao som de “Somebody To Love”, a música que assim como “Don’t Stop Belivin” marcou todos os fãs, pois foi ali que a busca do sonho se iniciava, foi ali que tudo começou e estes individuos que buscavam alguém para amá-los, encontraram isto e muito mais com a ajuda de seu mentor, este por vezes atormentado por suas frustações e transferências, mas que nunca deixou que a essência de cada um morresse. Nenhuma outra canção soaria mais sincronizada a suas vidas do que  “We are The Champions”, dando destaque principalmente aos Sêniors. Novamente aqui se prova que acreditar em si e na chance que a vida lhe dá o leva a lugares que nunca imaginaria, então ninguém melhor que você, Cory “Finn Hudson” Monteith para puxar de dentro de seu amago seu melhor momento musical, pois mesmo se tratando de Fred Mercury e o brilhantismo de Queen, fizera jus a este hino, sem contar com os avassaladores vocais de Rachel, além de Puck, Kurt, Santana e até mesmo Quinn que deram voz a este belo cair de cortinas.

Schuester sobe ao palco para abraçar seu alunos e receber o prêmio da noite, mas este conforme Finn disse minutos antes de entrarem no palco das Nationals, não é somente o professor do ano e sim o professor de suas vidas. Qualquer Gleek que se projete minimamente na asérie desejou estar ali naquele palco, de mãos dadas com aquelas emocionadas personagens que recebiam uma a uma o abraço daquele que com carinho os incentivou a sonhar e agarrar as oportunidades, nunca deixando de acreditar.

Relembro aqui uma curiosa cena enquanto tentava cantar em meio ao choro descontrolado: meus pais ao ouvir minha cantoria desengonçada, entraram no meu quarto de mãos dadas cantando a forma deles, com meu cachorro logo atrás assustado com a estranha cena. Claro que com isto, já nem cantei mais e só me entreguei ao belo momento e por mais que nossos pais não entendam nossa conexão com certas coisas que amamos, os meus pelo menos, sempre respeitaram essa “entrega” como eles mesmo dizem, a coisas que me preenchem, emocionam e me motivam a ser melhor.

I’ve paid my dues
Time after time
I’ve done my sentence
But committed no crime

And bad mistakes
I’ve made a few
I’ve had my share of sand
Kicked in my face
But I’ve come through

And we mean I to go on and on and on and on

We are the champions, my friends
And we’ll keep on fighting
‘Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
‘Cause we are the champions of the world

Então encerro este meu penúltimo review do ano com esta música que tem um Jeito tão New Directions de ser.

To Sir With Love, To Glee With Love. 

Congratualions New Directions!

 Pela primeira, em toda a jornada dos meus reviews, não darei nota a um episódio, pois seria pouco colocar somente um DEZ, pois este “Nationals” foi eterno enquanto durou, assim como sua preciosidade.

Artigo preparado por: Mary Barros

10 thoughts on “Glee (3×21) – Nationals

  1. Wow. Não sei o que mais me surpreendeu: você e sua review ou Glee, haha. Acho que sua irritação pelo Sr. Schue está diminuindo, né? Pelo menos, agora, que estamos tão próximos do fim, perdoamos os erros, as trollagens e tudo mais, porque se chegamos a um episódio tão perfeito quanto esse, mesmo com todas as engolidas de sapo que levamos ao longo de três anos, o que nós não podemos enfrentar para poder ver nosso grupo de losers cantar ao menos mais uma vez?!
    Mesmo que eles tenham ganhado as nacionais (finalmente), para mim, SEMPRE serão um grupo de losers. E você sabe, que essa palavra -perdedores- para nós Gleeks nunca será levada ao pé da letra. Glee criou um novo significado para loser e quem de nós hoje não quer ser um?

    Esse episódio foi incrível, tão quanto a performance do Alex. Fiquei surpreendido com Starships. E concordo com o que você disse, porque pensei a mesma coisa: QUE PORR* DE FOLEGO AQUELE CARA TEM? Subiu e desceu das máquinas, pulou e rodou, tudo de salto alto. Fiquei só no repeat com a versão Gleek da música da Minaj que geralmente não me agrada muito… Mas como sempre, Glee também tem esse poder de nos fazer ouvir, e às vezes gostar, de uma música que sempre havíamos nos feito revirar os olhos (vulgo Friday, Baby, etc).

    Achei engraçado o momento dos jurados decidindo o top3. Não gosto da Lindsay e muito menos do Perez, mas eles me agradaram bastante.
    No final das contas, chorei muito durante a penúltima performance. Quando eles chegam na escola. Aquela cena acabou comigo de madrugada. Virei uma manteiga no escuro, hahahaha.

    Acho que sempreeeee foi de todo sonho de quem assiste a série, que um dia eles fossem bem recebidos, bem tratados, reconhecidos pelo talento de cada um deles: quem diria que só bastaria ganhar as nacionais para isso acontecer, hein? As suas palavras dizem tudo:
    “E ali estavam aquele grupo de losers, que durante anos foram empurrados em armários, presos dentro de banheiros químicos, tomaram raspadinhas no rosto, foram xingados, humilhados ou que meramente foram condenados por sua simples existência, conseguiram sobressair perante tudo e juntos, como um “Unique Factor” , venceram, o que os permitiu soltar pela primeira vez o grito abafado que os assombrou durantes as competições seguinte.”

    Achei perfeito e levarei esse quote para o reeeeeeesto da minha vida, querida Mary. Obrigado por estar SEMPRE comigo, me fazendo rir dos apelidinhos que você dá aos personagens (vulgo Sebastião e Xitão do Jockey, hahahaha). Você escreve com tantooooooos feelings que só um Gleek team Berry poderia ter. Admiro muito você!
    Agora é esperar pelo último episódio😦 para nossa infelicidade. Espero que seja tão bom quanto este, afinal essa temporada merece uma finalização digna!

  2. Mary, apesar de acompanhar suas Reviews desde o meio da primeira temporada, nunca antes tinha comentado nenhum de seus posts, nem mesmo como anônimo. Mas depois de tanto ler seus longos devaneios Gleeks (Toda sexta era rotina eu entrar no Portal Série pra ler as suas curtas criticas), e ver que possuo tanto em comum contigo (a paixão por Harry Potter ou Florence and The Machine e obviamente por Glee), tive que deixar minha impressão aqui antes que o Glee como conhecemos acabe.
    Por ter 19 anos e apenas há 2 anos ter terminado o High School, essa sensação, que toma conta de mim quando assisto episódios de glee tão ótimos como esses dois ultimos, é tamanha que chego a esquecer as constante trollagens do titio Murphy, a falta dos 3 C, o esquecimento de Tina, tudo de ruim que a serie possui, e me limito a contemplar a exuberância e a perfeição que glee consegue ter quando quer.
    Contra tudo e todos meus amigos que já abandonaram glee nessa temporada, resolvi continuar esse ardúo caminho, entre altos e baixos, e toda terça (mesmo que com os dois pé atrás) acompanho os inéditos, afinal uma vez gleek, sempre gleek. Chegando ao fim dessa ‘saga’ posso dizer veementemente que glee é capaz de mudar sim a vida dos adolescentes e de pessoas de outras faixas etárias ( a Mamma Gleek manda um oi). Apesar de as vezes soar artificial, clichê e incoerente, quem nunca desejou a determinação de Rachel, o instinto de liderança de Finn, a sinceridade de Santana, a coragem de Kurt, o senso de ‘grupo como um todo’ da Tina, o Diva Power da Mercedes ou a sensação de driblar os obstáculos da vida do seu marido Artie. Ou quem nunca se indentificou com esse clima de Underdogs tão presente na série. Assim sendo, Glee representa o grito de um grupo de pessoas que passam despercebidas aos nossos olhos, que são ‘estranhos’ e ‘diferentes’, mas do qual eu tenho muito orgulho de me encaichar.
    Não falei do episódio em si, pois todos estão cansados de saber que foi ótimo, perfeito, que eu chorei e blá, blá, blá. É tanta coisa que eu gostaria de falar que acaba ficando confuso de escrever. Espero que voce tenha entendido um pouco o que esse episódio e Glee como um todo representa pra mim.
    Por fim gostaria de parabenizar sua forma de escrever, emotiva e contextualizada na medida certa, ja que além do seu olhar de crítico tem tambem seu lado fã, com um pitada de humor ácido que eu tanto adoro. Sem contar que sempre leio os comentários dos seus texto e percebo que voce sintetiza, por meio da sua escrita, tanto pra mim quanto para os outros a verdadeira essência gleek de ser.
    Para Terça-Feira só tenho uma certeza : TEARS ARE GONNA FALL
    Beijos Mary.
    Guilherme Henrique, ou simplesmente o noivo perdido da Lea Michele Sarfati.

  3. Confesso que leio as reviews há pouco tempo. Na época de Michael, vi alguém comentar na timeline sobre e fiquei curiosa. Desde então, sempre que postavas no twitter que saiu review nova eu vinha correndo.
    Estava com expectativas grandes em relação as músicas e as performances, mas não esperava que o roteiro fosse tão espetacular como foi. Foi impossível não ficar emocionada com Lea cantando Céline Dion, com o número cheio de dança das Troubletones e com Paradise By The Dashboard Light, que não tem palavras para descrever a performance. Assisti ao episódio por stream, e quando anunciaram o ND como campeões, gritei abafadamente para não acordar ninguém.
    Tongue Tied e We Are The Champions foram só para me afundar num poço mais profundo de lágrimas, e também de orgulho.
    Terça-feira será difícil.. Depois dela serão meses sem episódios de Glee, meses sem músicas novas, e, meses também sem suas reviews, que já me apeguei.

  4. Um amor pelo desajuste.
    Um amor por aquilo que não é perfeitinho, por aquilo que é cheio de arestas a se aparar.Eu sempre gostei de gente que busca, cai, apanha, erra, porque estas são as pessoas reais, que vivem sem uma rede de proteção para apará-los.Gente que “Still haven’t found what they loking for”.
    Acho que foi esse meu amor por tudo o que é desajustado que me fez amar Glee.Ver jovens como eu fui na época da escola sendo retratados na TV (ok, com aquele dose surreal cheia de glitter, paixão e fantasia que vem adicionada à música).Todo mundo sabia que aquele povo que levava raspadinha na cara chegaria, um dia, ao topo.Porque eles eram incrivelmente talentosos? Talvez.Mas o talento ( apesar de termos neste coral uma estrela de ouro que atende pelo nome de Rachel Berry), sempre fora necessário, mas,mais do que isso, Will Schuester percebeu que tanto diamante bruto precisaria ser lapidado, moldado, aquecido à brasa da vida para a máquina ficar bem azeitada ao ponto de funcionar como na apresentação de Paradise by Dashboard Light, a melhor performance em grupo exibida por Glee até hoje.Porque o desajuste foi se ajustando, porque o que lá fora era diferente, entre eles passou a ser normal, porque o que poderia ser barreira virou trampolim para a vitória.Por muitas vezes, os personagens e o mentor deles se viu mais perdido que cego em tiroteio.Por isso, não pelo beijo Finchel, as Nacionais os escaparam pelos dedos na outra temporada.Para ganhar, já disseram “é preciso 10% inspiração e 90% de transpiração”.A gente viu que eles deram o sangue para que tudo saísse perfeito;as meninas a um passo da glória que merecem em Edge of Glory; Rachel-arrasa-quarteirão-Berry mostrando que um eclipse pode ter nublado seu talento na sua audição para NYADA, mas não há nada que a impeça de estar num palco;e, enfim, o grupo todo juntos, em Paradise[…], com Finn liderando magnificamente nos vocais principais,mostrando que eles não eram mais losers, não porque estavam pela segunda vez consecutiva naquele palco, mas porque tinham vencido, cada um a sua maneira, a si próprios.E, que bom, que o Adrenaline foi também, excelente, porque, óbvio, sabemos que aquilo não era real, mas ver que colocaram candidato tão bom à altura do ND fez com que seu título valesse mais.Mas, daí para a volta da escola, com chuva de papel picado, beijos cinematográficos e champanhe, com Tongue Tied ao fundo, a emoção falou mais alto que tudo.E eu, que achava que me desmancharia em lágriams, chorei,sim, mas principalmente, sorri incontrolavelmente ao vê-los cantando We are the champions.Sabia que eles cantariam quando ganhasse.Sentia que esse momento viria, que eles teriam o momento, e a gente também, de soltar a voz com aqueles personagens e cantar que nós passamos por todos os percalços, mas “we are the champions”.Eu chorei com a sua review, e com certeza vou chorar na da semana que vem, porque este nosso contato já é quase que sagrado kkkk.Mas eu amo este momento que Glee me proporciona uma própria análise de vida.Amo ter feito amigos com o programa.Adoro Lea e Cory, artistas, que, em especial, agigantam ainda mais esta série aos meus olhos.E, ao final do episódio, penso que poderia aparecer esta citação de Fernando Pessoa: “Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
    Beijos, Marikerida

  5. Hey Mary, tudo blz depois desses dois perfeitos eps *—–*?

    Owwn, assim vc me mata! Empolgado Ander(SEMPRE) hehe *.*
    Sou eu que tenho que sempre dizer o quanto eu agradeço por nos propor reviews fabulosas e lindas com gostinho de quero mais, com todo amor, com um sentido diferente que Glee nos dá, bom com tudo que só você pode fazer. =)

    Segui quase a mesma linha que você, vi o eps 20, li sua resenha e comentei. =)
    Ai relaxei bem, esperei 1 dia depois, ai finalmente vi esse 21 e quase morri do coração!!!
    Confesso que por um perfeito eps anterior, eu imaginei esse como um simples eps onde tudo ia ser gostoso de ver e tals, mas ai é que está! Acabei me surpreendendo demais, novamente o roteiro estava impecável e lindo…

    O começo foi tão engraçado, legal e divertido de ver, e ai depois nós pensamos que esse foi o último momento de todos reunidos, ensaiando e “brigando” juntos. =(
    Sei que daqui pra frente, o sentimento que mais vai marcar pra gente vai ser: A Nostalgia! Vivo ela quase todos os dias, por conta de Harry Potter.

    O que falar de Edge Of Glory?! ( Sou muito fã da minha linda GaGa, e quando descobri que iam usar essa canção já fiquei doido) Gostei muito de toda a performance *–*’
    Mas morri com Rachel Berry e sua fantástica voz perfeita!!!! Eu não sabia se sorria ou chorava, foi emoção demais!!! *—*
    Finn me surpreendeu demais, tanto cantando como tb no eps inteiro, não dá Rachel e Finn nasceram um pro outro, são lindos e fodas demais juntos. *-*

    Me surpreendi muito com o Jess, gostei da conversa sincera que ele teve com a Madame Tibideaux! E não tem como, Rachel já conseguiu!!!
    Espero que mostrem toda a cena da Madame dizendo o quanto a Rachel merece. \o/

    Não tem, eu sabia! Desde quando Alex deu vida a Unique, eu sabiaaa que ele/ela não ia me desapontar! Starships foi perfeita demais, e a coreografia :O!
    Mas eu fiquei meio em duvida do premio que ele ganhou, queria que fosse para a Rachel, meu amor fala mais alto😛

    AAAAAH, QUE FODA QUANDO O GRANDE ANUNCIO VEIO A TONA!
    FINALMENTE, FOI BOM DEMAIS, toda a emoção do pessoal. *-*

    Oq foi essa entrada deles na escola carregando seu grande troféu, eu confesso que ja esperava que iamos ter um momento desse UM DIA! Mas não dessa forma, os beijos e tudo mais, foi demais *-*
    São muitos elogios, e oq foi a Rachel recebendo seu primeiro carinho de fã, imagina daqui pra frente. *.*
    Ai caraaaaaaaaaaalho, Rachel é a minha vida, eu sinto coisas por ela que nem mesmo sei explicar, tudo que a envolve, me faz se envolver mais ainda. *-*

    Oq foi esse final, todos parabenizando o Will ao som de ”We are The Champions”, a música se encaixou perfeitamente *-*
    Ele mereceu muito, toda dedicação que ele tem com o grupo, toda atenção, foco, vontade de ensinar a todos, é incrível! Um grande Paizão para eles. (:

    Enfim, são muitos elogios que nem consigo demonstrar aqui, talvez esse seja o comentário mais torto e confuso que acabei fazendo( Desculpe-me por todos esses erros que eu cometo, desde sempre, um dia chego perto do seu nível rs) kkk
    Só sei que o eps de amanhã pode ser um daqueles eps que eu não queria nunca ter visto!
    Nem imagino o que tem pra vir ai, não vejo nada e nem promo, bem raro quando sei de algo antes de ver o eps, não sei se estou ansioso, não sei oq vou sentir, tb não é uma despedida assim como eu pensei que seria, já que o elenco todo volta para sua 4ª temp. notícia que por sinal curti muito, não vou perder minha Rachel kkkkkkk😛

    Novamente, obrigado por essa review mais que review, são palavras escritas de uma maneira tão linda, estou encantado demais hehe😀’
    Agora só falta se preparar para finalizar essa temporada cheia de altos e baixos e surpresas além haha =)
    Mary tu é F. O. D. A.😀
    Beijoooooooos, até o season finale OMG!😛

  6. Linda review Mama… Não sei se derramo lagrimas por causa do episódio ou por causa de suas belas palavras. Não há nada, nem um momento neste episódio que não me fizera sentir a joy, o sentimento de liberdade, a vontade de sonhar, todas as sensações positivas que Glee é capaz de nos transmitir.

    É por momentos e sensações como esta que superamos os devaneios desta série, pois sabemos que esta brilha no momento certeiro e que esta é responsavel por nos trazer emoções que poucas são as séries que são capazes de fazer o mesmo.

    Não há mais nada que eu possa dizer aqui que já não fora colocado de uma forma brilhantemente emocionante, verdadeira e apaixonadas.

    We Are the Champions Mama… WE ARE THE FREAKING CHAMPIONS!!!

    XOXO

  7. Este foi um dos melhores episodios da serie, fenomenal. Tenho medo do que a nova season trará, mas temos que esperar para ver.

  8. A musica da celine dion cantada pela Lea foi perfeita. Tudo foi perfeito, tão perfeito que ate tenho medo.
    A minha personagem preferida continua a ser a Satana, talvez pela sua dupla personalidade, que me faz identificar com ela. Mas a Rachel é a estrela merecida da serie, não é só uma boa voz, mas uma talento completo. E como disseste, sem duvida que irei seguir as suas carreiras ate quando puder.

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