Glee (3×20) – Props


For all those times you stood by me
For all the truth that you made me see
For all the joy you brought to my life
For all the wrong that you made right
For every dream you made come true
For all the love I found in you I’ll be forever thankful baby
You’re the one who held me up
Never let me fall
You’re the one who saw me through, though it all

Domingo celebramos o dia mais importante da vida de qualquer filho/filha, celebramos o Dia das Mães, estas criaturas abençoadas que nos deram e sempre darão um amor além da vida. Fui contemplada com minha mãe, mas também com minha avó, que sempre cumpriu com o papel de segunda mãe, esta que tornou-se um anjo a olhar por mim nos últimos dois anos, então por isto, escolhi “Because You Loved Me” para homenageá-las. E não poderia deixar de começar esta review de maneira diferente, ainda mais considerando a pessoalidade desta data. Glee tem a pontualidade de nos conectar com suas histórias e eu particularmente, sempre tiro algum paralelo com que está acontecendo com minha vida. 

Para todos que ainda acompanham bravamente ou que sobreviveram ao término do Portal Séries, conhecem bem minha pessoalidade, sinceridade e emoção extrema aos escrever estes reviews e dizer que o fim ou o adeus batem as nossas portas na próxima terça-feira me faz recordar quantos momentos especiais, sejam eles bons ou ruins, consegui expressar através das mais de cinco mil caracteres,  tudo aquilo que senti, sem contar com as especiais amizades que fiz e comentários sempre carinhos que recebi. Já disse enumeras vez que não assisto Glee, eu sinto Glee, mesmo sabendo que esta longe de compor o Top 10 ou 20 das melhores séries da atualidade.

Agora o porquê da canção, para além da simbologia materna, esta que tenho o prazer de dizer, mesmo que como uma fake mamma virtual, que também fui contemplada? Seria suspeita a elogiar Celine Dion, alias é praticamente impossível escolher uma canção favorita dentro de suas várias, mas esta em especial serve como uma poesia de agradecimento e este agradecimento não contempla gênero, sexo ou conotações, é universal.

E se pude agradecer minhas duas mães, ontem consegui fazer um outro paralelo durante minha ida ao trabalho, pois é meus caros, minha mente fica produzindo até nos momentos mais aleatórios. Ano passado adquiri um dos melhores e mais emocionantes livros que poderia ter em minha coleção e para um PotterHead verdadeiro, iras entender o por que falo isto. “Dear Mr. Potter” é um livro que reuni cartas de agradecimento e fotos de fãs de todo o mundo e de diferentes idades, cada qual expressando com imensa gratidão quanto Harry, Hermione, Rony, Dumbledore e entre outras personagens, mudaram e muitas vezes salvaram suas vida. Nem preciso dizer como cada depoimento mexeu extremamente comigo, afinal o sentimento de um PotterHead pode ser considerando como algo universal da mesma forma que as canções de Celine. Esta publicação foi uma das ações beneficentes criadas pela Potter Alliance, um grupo solidário composto de fãs, ativistas, nerds, bruxos e trouxas, que juntos usam da maior arma de todas, o amor, para lutar a favor da justiça social. Então se querem saber mais a respeito, é altamente recomendável.

Durante quase doze anos de minha vida, Harry Potter e todo seu universo me ajudou a sobreviver dentro do meu próprio armário debaixo da escada e mesmo que esta seja somente uma metáfora das dificuldades vividas neste período, encontrei a cada virar de páginas destes sete livros, uma maneira de crescer em meio ao mundo duro e mutável a minha frente. Se as portas da realidade pareciam fechadas ou difíceis de transpor, encontrei determinação, força e coragem para sobrepor tais obstáculos. Então se Harry é o Menino Que Sobreviveu, de certa forma sobrevivi ao seu lado.

“Because I Knew You, I Have Been Change For Good”.

Esta chama potteriana que me alimentou por quase doze anos ainda está acessa e se o mundo descobriu o desfecho desta história em 2007, digo que dois anos depois –  nada coincidentemente, daqui exatos dois dias – 19 de maio de 2009 – uma tal série musical de desajustados do canal FOX entraria pela tela do meu computador e ali ficaria presa comigo até o fim. Claro que não existe base de comparação e nem a dimensão dentre os dois universos, mas crio facilmente esta linha, pois além do amor que expresso as minhas mães, Harry Potter e Glee me definem de trás pra frente e de frente pra trás e se sempre serei uma PotterHead de corpo, alma e coração, digo o mesmo como Gleek, pena que não posso te chamar de mãe, não é mesmo Ryan Murphy, mesmo que na prática sejas uma Gazela. E ainda assim, apesar de ter feito um voodo seu ano passado, agradeço por esta sua criação compartilhada com Mr. Brad  Falchuk.

Glee entrou para minha vida praticamente no inicio de minha vida adulta, aquela fase de transição pós-formatura da faculdade, então enquanto muitos adolescentes se viam projetados através dos adolescentes perdedores da série, sempre tive uma visão diferente, talvez um certo conforto ao conseguir aceitar com olhos menos críticos e magoados, minha própria jornada durante o meu High School. Glee abriu meu coração e mesmo que de maneira irreal e fantasiosa em muitas de suas passagens, me fez pertencer, apesar da diferença de idade, a aquela sala de coral, a aquele auditório, aos corredores e salas de aula do McKinley.

Deixarei pra me deprimir por completo com o Goodbye – nome do último episódio desta temporada – e assim tentar celebrar os últimos momentos da série que me fez acreditar e principalmente, que nunca me fez deixar de acreditar que “Being part of something special, make US special” e tenho absoluta certeza que foi esta sensação que “Props” lhe passou, não é mesmo? E se Rachel Barbra Berry fora a responsável por proclamar este grande lema de Glee durante a primeira temporada, eis que ela nos trouxe outro ao final deste…..

Acho que muitos de vocês pensaram: “Como a Mary irá fazer com o review, considerando que é um episódio duplo?”. Pois é meus amados Gleeks, pensando no bem estar dos olhos de vocês e também dos meus dedos que sangrarão de tanto escrever, eis que farei como sempre faço, tratarei como dois episódios separados, o que não deixou de ser, afinal somente foram exibidos em sequência. Então resolvi assistir primeiro este, escrever o review e assim partir para o seguinte, até por que ficaria com um turbilhão de sentimentos e emoções e provavelmente não conseguiria finalizar um review sequer.

Qualquer Gleek que se preze fica extremamente indignado com as trollagens e falta de destaque que nossa querida asiatica Tina Cohen Chang sofre desde o inicio da série e simplesmente saber que este episódio seria em suma maestrado por ela, fez toda a espera valer a pena, pois se existe alguém que merece um episódio temático, este alguém é a nossa ex-gaga-gótica.

Eis a melhor intro de “That’s What You Missed On Glee” de todos os tempos:

“O Glee Club veem ignorando Tina durante todo o ano. Tina não se importara em ser substituida”. Pensando bem, ela meio que foi ignorada ano passado, também. Na verdade, Tina veem sendo ignorada todo este tempo e ela está no New Directions desde sempre. A primeira vez que ela ganhou um solo, insistiu que não era boa o suficiente, forçando o Mr. Schue a dar o solo para Rachel e a cada solo desde então, ela recebe vaias ou começa a chorar descontroladamente. Ninguém nunca reparou que ela mudou seu estilo de punk para gótica para go-go dancer para 60’s Swinging London (modernismo de costumes que estourou em Londres nos anos 60). Ela até mesmo colocou Mike na faculdade e dificilmente ganhou um agradecimento por isto. Muitas vezes as pessoas parecem nem saber seu nome: “Girl Chang, Tina Blowin’ Wang, Asian Horror Movie.”

Esse breve resumo deu inicio a alternativa que os roteiristas encontram em dar atenção a personagem mais desprezada de toda a série e é com um humor pontual, este que naturalmente foi dirigido e elaborado por Ian Brennan (o lado cômico e ácido do trio troll), Glee conseguiu compensar o tempo perdido, mas para além de seu destaque, outras três tramas tomam centro neste bem desenvolvido episódio: preparativos para as Nacionais; a busca por uma segunda chance na NYADA e por fim, o paralelo entre Puck e Beiste. E por incrível que pareça,  desenvolveram suas personagens, fazendo-as interagir com naturalidade umas com as outras, além de dar continuidade a grandes e importantes acontecimentos finais, sejam com o último campeonato para a turma toda ou o futuro de alguns dos Sêniors e não posso esquecer que as músicas funcionaram perfeitamente.

Se antes havia chacoalhado minha amada protagonista para esta dar a volta por cima e abraçar seu destino e seu talento, agora vemos que Rachel voltara a sonhar grande, ainda mais depois de viver um verdadeiro conto de fadas no baile de formatura. A determinação, dedicação e a energia que ela coloca em seu “Broadway Dream” sempre proporcionou os melhores e mais grandiosos momentos na série, pois contrário aos demais, sempre soube quem era e o que queria ser. E nada como a bela balada de Jason Mraz, “I Won’t Give Up” para reforçar isto, que ao contrário de seu último e choroso solo, mostra que algumas estrelas as vezes queimam e podem até cair do céu, mas no caso desta estrela chamada Rachel Barbra Berry, não acontecerá mais, podendo tremer e dar indícios de queda, mas seu destino sempre foi lá no alto, brilhando, enquanto todos nós aqui debaixo, ao lado de Finn Hudson, a contemplamos com admiração e orgulho, principalmente quando a vemos agir como só ela saberia fazer: enchendo a caixa de mensagens e enviando presentes e convite para a Mrs. Tibideaux para convencê-la de assistir o ND se apresentar durante as Nacionais e assim dar-lhe uma segunda chance.

“Just to show you that what happened at my audition was a fluke and that i do have the talent and the ability to study with you next year at NYADA”

Todos os momentos entre Sue, Kurt e Mercedes são preciosos, alias sentia muita falta dos apelidos que a treinadora dava a dupla, que por sinal esta cena mostra que é bom vê-los como amigos de vez em quando, lembrando quem eram juntos, esta nostalgia Kurcedes da Season 1. Preocupada com o monstro que criaram, Sue diz que ambos terão que concertar o colossal erro de libertar Unique, pois este virou a grande arma para o Vocal Adrenaline, colocando St. James como um visionário, mesmo que a ideia tenha partido da treinadora, ideia que ela nega ter participação, claro.

Nunca temos que queixar que os episódios de competições são recheados de grandes acontecimentos reviravoltas, mas nunca nestes três anos –  acho que a maturidade trouxe grandes mudanças a eles – vi Schuester tão centrado e o grupo tão focado e empenhado, com um plano já arquitetado em mente, afinal sabemos que tudo meio que acontecia no improviso e as escolhas musicais nem sempre tinham certo sentido ou desenvolvimento para tal. Desta vez Sue cuidará do número das Troubbletones e Schuester colocara suas energias na clássica canção do Meat Loaf, “Paradise by the Dashboard Light” e claro Rachel Berry fará as honras com a impactante “It’s All Coming Back To Me Now”. Somente para ficar mais claro, o uso da palavra “props” é usado comumente em performances artísticas – anos assistindo So You Think You Can Dance – e nada mais é do que algum diferencial ou acessório ou objeto que potencialize o número musical, principalmente se o número tiver o nível elevado de coreografia. E a saída que a Ex-Evil Coach encontra é dar capacetes de ferro, aqueles mesmo usados em oficinas, para preparar a performance de “What A Feeling”. 

Começa então os questionamentos e contrário ao burburio que normalmente ocorria quando é anunciado mais um solo para Rachel, desta vez quem se pronuncia é Tina, cuja reação revoltada me fez aplaudi-la de pé, afinal após tantos anos a sorrir ou chorar na sala de coral, a asiática, como é conhecida por todos cansou de ficar ao fundo, enquanto Rachel ou até mesmo qualquer outro ganham os solos. Sua inconformidade é a inconformidade do próprio fandom e até mesmo Mike, parece ir contra o “egoismo” da namorada, pois este acredita que este ano tudo deverá ser para os Sêniors, afinal é o último ano deles.

“I’m  a human prop and i’m sick of it and my name is Tina. TINA COHEN CHANG”

Depois que levar uma bronca de asiático #2, é a vez da Drama Queen falar e falar e falar na orelha de Tina, alias quão brilhante é ver Lea e Jenna em cena, o que demorou a acontecer, mas agradeço que tenha sido tão natural e bem feito como foi durante todo “Props” e não uma jogada forçada de tornar Rachel amiga de Quinn, puramente pra agradar o fandom. Com Tinchel, criou-se um paralelo entre a que mais recebe destaque e a que menos recebe. Assim como Mike, afirma que Tina terá sua chance ano que veem, afinal ela é Junior, porém este ano precisam vencer, ainda mais que conta com as Nacionais para abrir a porta fechada para NYADA. Tina cansou de ser uma TEAM PLAYER e ficar em silêncio e  foi emocionante quando relembra que é uma das Glee Club Originals a cantar “Sit Down You’re Rockin’ the Boat”, enquanto Finn e Puck ainda jogavam slushies neles. Quem acompanha spoilers como eu aqui, sei que choraram….

Rachel tenta fazê-la compreender quão exaustivo é ser Rachel Berry todos os dias e isto temos que concordar,  não deve ser nada fácil. Como não rir com ela a falar se Tina tem uma conta no facebook e twitter ou se tem tempo de assistir algum programa na BRAVO, pois o “Berry’s Lifestyle” é cansativo e exige para além de sua malhação matinal, dos cremes e limpezas no rosto que já presenciamos, tem o catálogo de diversos musicais da Broadway memorizado, ainda é capitã de 16 clubes, tem de manter suas notas 3.86 e por fim, para alegria do Finchel Fandom, tem que se empenhar para manter seu B-ancé interessado e fisicamente satisfeito. *linguagem de twitter com o uso de toda as letras em ordem aleatória para demonstrar empolgação seria altamente usado neste momento*

Revoltada com sua função de costureira das Nacionais, Klaine avista Tina a andar pelo shopping carregando diversos panos e claro, mandando sms para Mike enquanto anda. Provando que não ouvira os sábios ensinamentos de Quinn Fabray, o inevitável acontece e ela cai dentro da fonte, batendo sua cabeça. E se antes tudo que queria era um dia de Rachel Berry, eis que o gênio da lampada, mesmo em forma de devaneios de seu desmaio, lhe concede isto.

“OMG, I’m Rachel Berry”

Glee tem a capacidade de nos fazer chorar boa parte das vezes, mas estes primeiros 18 minutos proporcionam momentos raros e únicos de puro riso e se já haviamos achado adorável o surto de febre de Schuester ao imaginá-los pequenos, é a vez de Tina trazer a “Swapped Body Party”  onde encarna Rachel e Kurt e Blaine que estavam ali ao seu lado se transformaram em Finn e Puck respectivamente. Todas as caracterizações foram brilhantes  e o elenco dedicou-se por completo ao interpretar o outro, com destaque para Cory e Mark que foram os mais hilariantes, pois somado a todo o bromance que eles já tem. Suspeitamente a troca que mais que deixou empolgada *linguagem do twitter novamente* foi a do Marido com a Latina e vice-versa, pois todos sabem que shipo McVera (Kevin + Naya) como senão houvesse amanhã e considerando que eles são grandes amigos nos bastidores, só aumentou meu surto ao ver Artie vestido de cherrio com rabo de cavalo e toda a acidez da latina e Santana na cadeira de rodas, toda nerd de óculos e as clássicas luvinhas de direção.

Schue e Sue estão trocados, alias quão bizarramente incrível foi ver Matthew e Jane interpretando um ao outro, com as expressões e o jeito racista e bondoso  de cada um. Joe virou Mike, então Mike estava com dreads e Joe todo estiloso abraçando Tina, abrindo parênteses pra toda intensidade que Lea colocou para interpretar a boa e velha asiática #1 da Season 1. Shippers Fabrevans ou Agronstreet se realizaram novamente mesmo que ao inverso, com Quinn vivendo Sugar, destaque para as caras e bocas perfeitas da Dianna, enquanto Sam fazia as caras de bobalhão de Rory. O Irish encarnou por sua vez o White Chocolate, enquanto sua namorada pra lá de sincera Sugar encarnou Quinn, com um olhar intenso que só a Fabray consegue fazer na sala de coral. A troca mais excêntrica foi entre Mercedes e Brittany, mas foi engraçado ver Amber bancando a lesada, enquanto Heather  representava a Diva Jones com suas gírias.

Agora se Blaine virou Puckerman, trocando o gel pelo moicano e Finn virou Kurt, então…..Kurt usava as roupas xadrez e calças largas de seu irmão, bancando o noivo a dar apoio para sua mulher, insegura após ser convocada para dar uma palhinha de seu solo para as Nacionais. “Make a Wish Tina Cohen Chang” pois seu grande momento como estrela do New Directions surge quando inicia “Because You Loved Me”, a melhor deste episódio.

Para aqueles que duvidaram do talento de Jenna, eis aqui a prova do contrário, pois sabemos que não é qualquer pessoa que conseguiria cantar Celine Dion, a não ser que você se chame Lea “Eu canto até bula de remédios” Michele. Nada mais respeitoso do que ela honrar uma música que naturalmente associariamos como uma das assinaturas pessoais da protagonista. O controle, o brilho e a emoção, mostram que apesar do grande erro em mantê-la em silêncio todos estes anos, fazem deste mais um daqueles momentos especiais e inesquecíveis.

“My First Standing-O”

Se rimos neste primeiro bloco, sem dúvida a parte final do episódio foi feita inteiramente para nos emocionar e principalmente nos preparar – não que haja muita preparação – para o próximo episódio, este que abalará todas as estruturas emocionais de qualquer Gleek. A série costuma nomear os MVP’s e desta vez darei o prêmio a Jenna, mas também merecem os louros Lea (novidade?), Mark e Dot, que entregaram performances estelares, capturando a fundo a essência de suas personagens e principalmente Mark, pois a tempos esquecemos quem é Mr. Noah Puckerman.

Acordando do desmaio, todos voltam as suas verdadeiras formas, tendo que encarar a realidade e o desafio que será mais uma vez bater o Vocal Adrenaline. Usando a famosa tatica de espionagem, Kurt consegue gravar o ensaios do grupo, o que preocupa um pouco Sue e Schuester, afinal o VA é imbativel em termos de sincronia e coreografia, sem contar que agora eles tem o Unique Factor a seu favor chamado Unique.

Outro que mostrou que é um grande TEAM PLAYER foi Noah Puckerman e mesmo perdido e sem rumo a respeito de seu futuro, joga pelo grupo, surpreendendo a todos ao aparecer vestido de mulher, numa tentativa de criar um “Unique Factor”  para o New Directions vencer as Nacionais. E se Santana ficou levemente excitada com seu figurino e Sue horrorizada a achar que estava ali a sua frente irmã de Beiste, Schue se impõe de uma vez por todas a respeito da ideia doentia de Sue contratar anões para dançar com cada membro do ND, desviando o foco para o que realmente importa, preparar seus pupilos para a coreografia de “Paradise by the Dashboard Light”.

Tamanha atitude ousada e como ele diria digna das bolas que tem, Puck vira alvo das piadas do Mullets do Jockey e o feitiço vira contra o feiticeiro quando o jogador arremessa na sua cara dele quão poderoso ele foi um dia e agora nada mais é do que um LIMA LOSER, apelido taxativo muito usado por Puck e Finn, pois ambos sempre temeram ter o potencial para fracassarem para sempre na cidade.

“What’s your plan after graduation? Oh, that’s right, you aren’t graduating”

Puck tenta salvar a unica coisa que lhe resta, sua honra, assim encontra-se com o Chitãozinho do Jockey para uma pancadaria ala McKinley High, cujo perdedor naturalmente mergulharia na lixeira. Numa cena violenta cheia de socos, chutes e os famosos “Go Go Go” dos idiotas que estimulam a violência no colégio, Puck acaba apanhando mais, sendo jogado no lixão, mas antes mesmo de se render, apela para sua faquinha. Como um verdadeiro anjo desajustado, Beiste surge em cena impedindo-o de fazer uma besteira, alias falando dela, se unir Tina e Rachel foi incrivel, digo que o combo Beiste e Puck também fora certeiro.

 O paralelo entre a treinadora e o moicano foi perfeito e conduzido com sutileza, alias como tudo neste episódio. Indignada com a atitude do aluno, Puck acaba desabafando sobre como se senti em ser visto como uma piada, um fracassado e um alguém que não tem nada para se segurar, enquanto todos seguem em frente. E considerando também sua indignação com as dificuldades que sua família passa, sem esquecer do traste que tem como pai, este que o abandonou quando ainda era pequeno.

“You don’t know what it’s like to be worthless, where nothing you do matters. I feel that way everyday of my life”

Certas pessoas por mais que mostrem ter cascas de fortaleza e dureza do lado externo, como Beiste mesmo diz,  o “jeito badass”, por vezes tombam em face do desespero e a falta de perspectiva, principalmente por não saberem qual atitude tomar. Mark Salling foi sobrehumano nesta cena e apesar de parecer um tiozinho a interpretar um adolescente, esta cena rendeu seu melhor momento em todas as temporadas. Arrisco a dizer que arrancou lágrimas dos olhos de muitos Gleeks, ao vermos esta figura que sempre intimidou a todos, chorar em sua mais vulnerável forma, nos braços daquela que assim como ele, também está em pedaços com sua situação familiar e pessoal.

“Nobody thinks anything hurt us, but it does”

 Poderia facilmente me revoltar com “Tudo não se passou de um delirio”, mas foi justamente esta fuga da realidade que fez Tina dar valor a quem ela realmente é e talvez, mesmo que somente pareça uma justificativa furada para tapar o buraco deixado pela falta de atenção a personagem, sua interação/troca com Rachel a fez ouvir o seu verdadeiro eu, aquele que ajuda sempre os demais, caracteristica que a faz a maior TEAM PLAYER dentre todos os losers ali. Lembram-se da linda conversa que ela teve com o Sr. Chang onde ambos conversavam a respeito de sonhos e os desejos tanto dela quando de Mike em seguir a carreira artística, ela como atriz/cantora e ele como dançarino? Pois é a história se repete com tamanha importante, senão diria até maior considerando quem ajudaria.

Eis aqui uma junção de personalidades que dá sentido real as suas motivações, então cruzar os caminhos  da Ms. Berry e Ms. Cohen Chang é em termos comparável com Hummelberry, claro tirando todo o lance “Broadway Twin Freaks” e a grande amizade que construiram. Tina apesar da revolta, admira Rachel e toda a energia e esforço que coloca pra ter seu lugar ao sol, como ela mesmo diz: “It never stops for you, does it?”. Mas é quando Rachel parece conformar-se com o fato de que não ganhara uma segunda chance pela Mrs. Tibideaux, Tina deixa aflorar o melhor de sua personalidade, relembrando da dica que recebera de Tina/Rachel enquanto era Rachel/Tina: ir atrás da recrutadora de uma vez por todas, não aceitando não como resposta. E merecidamente ganha um Free Rachel Berry Hug após se oferecer dirigir atrás da carrasca e temida lenda da NYADA.

Rachel fica surpresa com a atitude, principalmente por que concorda com tudo que Tina disse anteriormente sobre ficar sob sua sombra, mas com maturidade Tina diz que todos tem um papel a cumprir na equação e o dela é este, ajudar, mas acredito no que Rachel diz, sendo o próximo ano o momento de Tina ser a estrela feminina principal do New Directions.

“Please don’t cry”

Ao som de “She’s a Maniac”, canção altamente apropriada para Rachel Berry e o momento de perseguição a Mrs. Tibideaux, as duas conversam ao volante sobre os preparamentos do casamento, este que anda devagar, como deve ser, seguindo o plano de vencer as Nacionais, se formar e após esta etapa de suas vidas, se casariam junto a um rabino em presença dos mais próximos. Como uma boa Drama Queen, claro que iria surtar com a negação e o fato de não ter um plano reserva caso a recrutadora a ignore e é Tina novamente que a faz enxergar tudo com menos intensidade, pois não é dúvida para ninguém que ela nascera sob uma abençoada estrela dourada.

Deixando aflorar a Rachel Berry que amamos e torcemos por, decidi colocar energias positivas naquele momento, acreditando que Carmen irá conceder a chance que tanto merece e com promessas, Ms. Cohen Chang e Ms. Berry nos garantem primeira fileira no primeiro dueto histórico entre elas, mas esta promessa deverá ser cumprida até antes da formatura de Rachel, ok?

Chegando ao destino, eis que Tia Whoopi dá as caras novamente e após ser sincera com um dos candidatos que acaba de se apresentar a ela, vira para trás e como se tivesse saído de um legítimo filme de terror, encontra Rachel Barbra Berry, aquela que deixou 14 mensagens e mandou cestas de cupcakes implorando a ela novamente.

“What makes you think that you are entitled to any more attention than other hundreds of people i see with the same hopes and dreams?”

Tirando as palavras da boca de qualquer TEAM RACHEL BERRY, Tina interfere em meio a indignação de Carmen com a insistência e diz aquilo que claramente resumo quem Rachel Barbra Berry foi, é e sempre será: um pé no saco, mas o que ela quer, consegue e como passou pessoalmente bastante tempo de sua vida resistindo-a por isto, a grande resposta é: Rachel é excepcional, não somente sua voz, mas seu foco e sua direção.

Com tais comoventes palavras, dando o empurrão mais que necessário, Rachel defende seu talento, dizendo que antes de fechar a porta, que lhe dê a chance de cantar novamente. A maneira com que diz que não há nada neste mundo que ela seja tão boa e que não lhe traga tanta JOY e paixão provam a união entre Rachel e seu amor pelo dom que recebera que é cantar e a crença de que não há limites para os sonhos, principalmente quando acreditas que estas destinado a ele. E ver esta pequena grande garota, que dia a dia se transforma numa jovem mulher, agarrar seu sonho com unhas e dentes, mais uma vez traz orgulho ao coração mole da Glee Mamma aqui, então minha cara “Star Full of Joy”, faça-me levantar mais uma vez da minha poltrona para aplaudi-la de pé, como sempre fiz desde o dia 19 de maio de 2009, dia que entrara para minha vida e de muitos por aí fora, para nunca mais sair.

E se muitos achavam que ela havia desistido de tudo e que Finn viria a ser um peso morto em seus sonhos, garante que mesmo não conseguindo agora, NYADA não esquecera seu nome, pois tentará ano que veem e em todos os anos seguintes se for necessário. Fechando com chave de ouro sua conversa com Carmen, diz saber que ela mesma, uma lenda do teatro e da Broadway, tentou por quatro anos, ingressar na Julliard, ou seja….

E olha novamente a continuidade batendo a porta dos roteiristas e se antes fiquei revoltada de terem introduzido a trama de violência doméstica, foi unicamente por acreditar que seria mais um “tema polêmico da semana” que seria deixado de lado, sem desenvolvimento. No momento em que Santana, Mercedes e Brittany vão questionar a treinadora a respeito do por que a viram junto com Cooter, considerando que ela tinha garantido o ter abandonado, Beiste explica que um relacionamento adulto é mais complicado do que elas imaginam. Mesmo assim, as três oferecem a chance dela sair um pouco de circuito, viajando com eles como escudeira nas Nacionais.

Dot foi realmente um achado desde o primeiro momento em que aparecera durante a Season 2 e sua impactante presença em cena rende mais um grande momento para sua Beiste, esta que frente a frente com Cooter, enfrenta seu demômios, estes em forma de promessas e desculpas em vão do marido, que naturalmente não cumpriu com o auto-controle de seu temperamento. Usando a faca falsa de Puck, faz um comparação com seu temor, este que a fez dormir com uma faca da cozinha embaixo de seus travesseiros, todas as noites desde que ele a batera primeira vez. Quando diz que o deixará pra trás, tudo é tão verdadeiro e cru que compensou toda a apelação entregue em “Choke” e quando Cooter esbraveja “Who’s Gonna Love You?”, qualquer pessoa que tem o minimo de amor próprio, eu inclusive fiz isto, disse simultaneamente: “ME”.

“Props” proporcionou aquele velho e bom hábito que Glee tinha em incluir poucas canções num episódio e focar-se unica e exclusivamente em suas personagens e aquilo que elas tem a nos contar e isto que acontece quando Puck começa a cantar “Mean” e é surpreendido com a treinadora a acompanhá-lo na canção pop-country de Taylor Swift, que confesso ter ficado adorável em suas vozes, fechando o ciclo para ambos. O interessante aqui é que Beiste tirou o direito a uma segunda chance para seu marido, enquanto escolheu dar uma segunda chance a Puck, convencendo a professora de Geografia a dar o direito a refazer o teste que o fez reprovar de ano e por mais surreal que seja, quem de nós não ganhou uma segunda chance no colégio? Eu mesma sei por A+B que devo ter passado diversas vezes por conselho de classe em Matemática, matéria que sempre fora meu Karma e Trauma durante toda minha fase escolar.

“Costume Comitte? Sucks”

Castigados por serem os novatos nas Nacionais, Tina lidera o comitê do figurino da competição junto a Sugar, Joe e Rory e enquanto a Aspenger Girl se mostra revoltada com o trabalho braçal e condena Tina por fazer todo o trabalho para Rachel, a team player diz que não se importa, pois sabe que ela está treinando suas cordas vocais até sangrar e diz aquilo que sempre foi a grande verdade: senão fosse pela determinação de Rachel, o New Directions não estaria a caminho de Chicago, então “Show Some Respect”. BRAVA! E a grande lição que aprendera foi que deve jogar pelo time para assim ganhar no futuro, quem sabe estes que estão “condenados” ao comitê do figurino, possam ter suas chances no próximo ano, fazendo parte de um coral que vencera o campeonato Nacional. Podem até trazer o Menino Damião e a Sugar, mas por favor o Teen Jesus é bem dispensável, não?

“It takes a lot of crystals to make something shine”

Com o set-list fechado entre Lady Gaga, Celine Dion e Meat Loaf, um combo musical pra lá de excêntrico por assim dizer, Sue e Schuester recebem a bordo Beiste, que veem de mala e cuia para unir-se a viagem a Chicago. A grandalhona ganha um sincero abraço de sua colega treinadora, quando confessa finalmente ter abandonado o marido.

E num mais adorável e singelo momento, Finn tem uma fala digna de Rachel ao fazer metáforas comparando Tina com um jogador de futebol americano. Enérgica, diz que esta é a última chance deles e que precisam superar todas as expectativas para vencer as Nacionais. Rachel poderia ser facilmente vista como o “Unique Factor”, o que ela é claro, porém seu discurso maduro e a influência da maior team player que eles conhecem, Tina Cohen Chang, a fez perceber que o New Directions não tem uma pessoa somente como diferencial e isto fica mais evidente quando olha ao final do corredor e vê Sam em mais um momento nerd, imitando com suas vozes mais uma cena hollywodiana. Quão especiais e únicos eles são e mesmo com suas diferenças, tornaram-se um grupo que se aceita e que finalmente se deu a chance de conhecer um ao outro. Ousaria completar então, que se antes disseste que fazer parte de algo especial os tornaria especiais, agora para sempre serão nossos desajustados favoritos, este grupo de pessoinhas especialmente únicas.

E se antes Sue queria fazer mal uso a um dos maiores musicais, eis que Tinchel honram como se deve o momento “Flashdance (What A Feeling)”, pagando a promessa que Rachel fez a Tina ao conceder um dueto antes que esta se formasse. Agora entendemos por que Lea falou tanto no twitter de seus momentos com Jenna durante este episódio e realmente a ansiedade por vê-las juntas valeu a pena, provando que Tina é sim a melhor substituta para Rachel na sala do coral ano que veem.

Juntando-se a turma após um animado e saltitante momento, cheio de passinhos em frente ao corredor vazio da escola, as duas embarcam no tradicional ônibus amarelo e a caminho de Chicago, buscam realizar a maior conquista e o grande sonho de suas vidas:

“In a sea full of kids who are just desperately clinging to their own kind, we’re different. We took the time to get to know each other and reach out and accept one other. That’s our “Unique Factor” and that’s what i love about us”

E é isto que eu AMO em você Glee. Obrigada novamente por encher-me com os sonhos e a esperança de suas personagens, estas que a três anos ocupam um lugar VIP em meu coracãozito.

Caros Gleeks, guardem meu lugar na primeira fila, pois Chicago ficará pequena para nosso New Directions…..

Artigo preparado por: Mary Barros

7 thoughts on “Glee (3×20) – Props

  1. O episódio surpreendeu. Esperava mais tempo com as trocas de corpo por causa das stills, mas só os poucos minutos em que trocaram já foi o suficiente para gerar inúmeras gargalhadas. O roteiro foi excelente.
    Das músicas, a única que realmente não me agradou foi Mean, mas o contexto em que foi inserida foi ótimo.
    E, não tem sentimento melhor do que o de “acabou o episódio… Mas agora tem outro!”. O ruim é que este outro episódio, que superou Journey e agora é meu favorito, nos aproxima do final…

  2. OMG OMG!!!
    Olá Mary linda, acabei de ver o eps e estou extasiado!
    Foi realmente PERFEITO!
    E lendo essa magnifica review com tanto amor, dá vontade de chorar de tão digna! *.*

    Adorei ler tudo que vc disse sobre Harry Potter! *—*
    Meus sentimentos por Potter são únicos, e ver o quanto vc escreve com tanto amor tudo isso, é de ficar maluco!
    Amei a frase:”Então se Harry é o Menino Que Sobreviveu, de certa forma sobrevivi ao seu lado.”😀’

    Mas enfim, comentar desse tremendo eps, que trouxe emoções e risadas únicas!!!
    Com uma review perfeita dessa, nem sei por onde começar a comentar rsrs

    Tina, sim Tina, sempre trazendo surpresas memoráveis para Glee, todo seu momento de revoltada, fora aceitável. Gerando diálogos incrível sobre Rachel dizendo o quanto é difícil ser uma Rachel Berry !

    Incríveis, incríveis todas as cenas do pessoal trocados!
    Não tem como não rir de todas trocas e ainda mais de Finn e Puck pqp, eu amei tudo, amei o solo da Tina! Lindo demais!
    Outro momento entre conversa de Tina e Rachel, onde estão trocadas, foi demais *-*

    O mais legal, foi Tina voltando a ser Tina de sempre, impecável só por estar ali com falas dignas!
    Fluiu tão bem Tina e Rachel, elas juntas no carro, me deixava tão feliz. *-*
    Rachel falando do seu casamento e de tudo mais, a cena com a Whoopi foi demais, tudo que Tina disse foi de coração e verdadeiro.
    Ai não dá, eu estou muito feliz com todas as cenas das duas juntas, ainda mais o dueto das duas, foi lindo. *-*

    Outra dupla que marcou muito esse eps, fora Puck e Beiste!!!
    Incrível, como o roteiro foi impecável nesse eps. *–*
    Flui bem demais, são dois personagens super fortes por fora, com um coração bom por dentro, e ver a cena do Puck falando tudo aquilo, e chorando nos braços de Beiste, me fez soltar algumas lágrimas!😥
    Espero muito que ele se forme. (:
    Oq foi ele se vestindo de mulher? Meu, demais pro personagem *–*
    Adorei toda força que ele sempre mostra, às vezes pensamos que ele é um personagem bobo, mas no fundo és muito grande! =)
    Seu dueto de “Mean” com a Beiste foi demaaaais da conta, adoreeei tudo. *—*

    Finalmente Beiste colocou um ponto final no seu relacionamento, não aguentava ver uma personagem forte nessa situação, mais um momento marcante, toda cena dela com o marido foi demais da conta!

    Incrível que a Sue está no meio, e não ficamos puto com ela? Temos que aceitar que ela está em seu maior momento até agora, não é mesmo Mary?
    Apesar de suas piadinhas, tudo está bom demais. Creio que nunca imaginei que ia conseguir achar a personagem aceitável e bem encaixada na história, como ela está agora!
    Todo o preparo que todos tiveram pra ir a Nacionais, está incrível, é um desenvolvimento que a série e seus personagens tiveram, mais que notável!
    Não tem como parar de elogiar o roteiro nesse eps, o jeito que eles fizeram esse eps foi de tirar o chapéu!

    E oq foi esse finalzinho do Finn conversando com a Rachel, elogiando a Tina, e todo o momento do Sam e sua turma… *—-*
    Com certeza Rachel é a “Unique Factor” =)

    Um final de eps bom demais, onde todos estão prontos para detonar na Nacionais!
    Não aguento mais esperar a legenda do 3×21 kkkk, estou a ficar maluco rsrs

    Adorei a forma que tu dividiu os eps, e achei bem melhor assim mesmo. *-*
    Como sempre venho dizendo, amo demais suas reviews, e essa eu senti o quanto vc não assisti Glee e sim O SENTE! *-*

    Estamos juntos aí, indo agora para o finalzinho desse ano que teve lá suas quedas, mas que apesar de tudo isso, foi bom demais acompanhar tudo que ele trouxe…

    Até o próximo 3×21 que estou morrendo de ansiedade hehe’
    Obrigado por tudo isso, novamente e vou ficar repetindo isso sempre, até vc enjoar kkkkk
    Obrigado por me aturar nas suas reviews *.*
    Bjoooos s2

  3. Sabe, a cada dia tá mais difícil comentar uma review.Primeiro, pq vc anda inspiradíssima.E a segundo, é porque o fim da 3ª temp. tá próximo, e dá aquele aperto no peito e na garganta…porque estes desajustados de Lima vão deixar saudade, com as suas raspadinhas, músicas, piadas ácidas,romances desencontrados…
    Well…Tina recebeu, no melhor dos sentidos, tudo aquilo que merecia.A menina cuja voz eu sempre gostei (True Colors e Dog Days Are over são algumas das versões que mais gosto de Glee), FINALMENTE teve direito a se expressar.Claro, foi engraçado ver que, para alguém tão tímida, que gaguejava e se escondia atrás de roupas de vampira, ver aquela sua explosão na sala do coral diante de “mais um solo da perfeita Rachel Berry”.O legal de se ver, porém, foi que Tina é tão leal ao time, tão empenhada em fazer parte de um todo que deve funcionar bem e em sintonia, que, ao invés de sair dizendo que cantava tão ou mais que Rachel, disputar solos com ela, estrebuchar e formar outro coral, ela fez o que alguém com nobreza e bom coração, além de espírito de equipe faz: foi lá e ajudou SUA AMIGA.Bacanésima a interação entre Jenna e Lea, que são Broadway’s friends desde pirralhas…e elas mereciam, aliás, o que foi Flashdance, meu povo?! RIB, pq vcs nos privaram durante tanto tempo de um dueto Tinchel??
    Outro polo muito bem explorado neste ep. foi o que envolveu Puck e Beiste.Os fortes tb choram, sofrem, são inseguros, cantam Taylor Swift, precisam de amigos e de segundas chances.Como não lembrar de mim mesma, no Segundo Sem. da facul, qdo não consegui aprender Fonologia, tirei péssimas notas e fui reprovada?Foi graças a uma amiga que consegui uma nova chance, de fazer um novo teste, e a professora, que entendeu tds as minhas dificuldades na disciplina, que meu histórico até hj é impecável.Puck recebeu sua segunda chance, Beiste deu uma nova chance de ser feliz a si mesma.E, no final, como não ficar orgulhosa desse povo? Eles cresceram, e eu também! É meio assustador constatar isso.E bonito.E satisfatório.falo aqui commo se eles fossem pessoas da vida real, mas, a verdade, é que vivi a vida deles também nestes 3 anos, chorei, ri, cantei, me apaixonei, senti raiva, pena, e com certeza, vou sentir saudades deles e desta fase da mihna vida.
    #HAaaa,a chou que eu não ia comentar a troca de corpos?!
    FOI A COISA MAIS HILÁRIA DESTA TEMPORADA.TENHO QUE FALAR EM CAPS, COMO FARIA A MIA,PQ EU NÃO CONSEGUIA PARAR DE RIR!EU E MINHA IRMÃ OLHÁVAMOS SEM ACREDITAR!!!
    MAS, OS MELHORES “TROCADOS”, FORAM, SEM DÚVIDA, PUCK E FINN COMO KURT E BLAINE (A CARINHA DE APAIXONADOS DOS DOIS, IMPAGÁVEL);SHUE E SUE (RACHEI O BICO);ARTIE E SANTANA ( ELA FEZ ATÉ A MÃOZINHA DELE); KURT E TINA COMO FINN E RACHEL (CHRIS COLFER MACHINHO COMO QDO FICOU C/ A BRITTANY NA 1 SEASON, SOCORRO!), E RACHEL COMO TINA (FICOU TÃO BUNITINHA COM OS OLHOS PINTADOS, KARLA APROVES).
    Enfim, estas foram as antepenúltimas emoções.”Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”, já diz o Rei.

  4. Estes 2 ultimos episidios foram muito bons.
    Achas mesmo que jenna será a substituta da Lea, apostava mais na rapariga do glee project q n me lembro do nome.
    Fiquei admirada da jenna cantar tão bem🙂
    Não acredito que vamos ficar sem a Rachel e sem a Satana, as minhas personagens favoritas.

  5. Episódio realmente muito bom, não há nada que eu precise comentar que tú já não tenhas comentado neste bellíssimo review Mama…

    Só espero que Tina realmente tenha mais destaque na próxima na próxima temporada. Because you Loved Me estava linda e esta mostrou ter um grande poder em sua voz.

    Também mgostei de Puck e Beiste, fora realmente sensacional.

    Mas o melhor fora o delirio de Tina simplesmente fantástico….

    Deixa-eu-me ir, vou ver Nationals agora…

    Atts

  6. Oi Mary!

    A melhor coisa de ler seus artigos, não é tanto quando você descreve o que ocorreu no episódio, mas principalmente pelas suas opiniões, do seu modo pessoal e apaixonado, que tornam seus reviews tão originais, ricos e bonitos. Não seria nem preciso dizer que eu também adorei este! Além disso seu texto também está cada vez melhor!

    Bom, achei o episódio muito bom, engraçado, com boa história, tudo! Ao contrário de você, nunca tive problemas com matemática. Ou física ou química. E como a Tina, eu não costumo me importar em não ser o centro das atenções, aliás acho bem legal quando a gente pode ajudar algum companheiro ou amigo, e poder enxergar no seu sucesso e brilho um tantinho do nosso apoio.

    Por isso achei bem legal a Tina deixar de ser apenas uma figurante, e sim alguém por quem a gente pode torcer, não por pena (que é um sentimento pra lá de barato), mas porque ela voltou a ser uma personagem, às vezes discreta, mas com virtudes únicas. Principalmente num mundo onde “a fama é a coisa mais importante, e ser anônimo é pior do que ser pobre” (rsss…). Nada contra a Rachel, claro, que é a alma e a estrela da série (aliás, a personagem mais dramática e comovente que eu me lembro), mas acho que todos têm sua importância. E isso é uma das coisas que faz a série ser tão especial.

    Está quase no fim, e ainda assim a temporada 4 ainda é um ponto de interrogação na minha cabeça.

    Um abraço!

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