Touch (1×08) – Zone of Exclusion


Novamente optando em apresentar um episódio cujo desenvolvimento central é praticamente nulo, Touch pouco nos traz esta semana, apresenta a mesma equação das semanas anterior sem nada de novo ou realmente importante a acontecer. A série já está por caminhar em direção a reta final de sua temporada e ainda tudo o que sabemos sobre a trama principal que esta pretende apresentar é superficial, Touch está por perder demasiado tempo nas histórias paralelas e sem retorno e esquecendo-se de desenvolver sua trama principal. Ao todo, nesses 40 minutos de episódio, menos de cinco minutos fora reservado para o que realmente nos importa e isso não é um bom sinal.

Não foi um episódio ruim, mas a falta de desenvolvimento acaba por gerar certo desconforto e certa decepção. O pior é que a audiência está por sentir isso, a série está por sofrer pequenas quedas semanal, ficando cada vez mais distante de conseguir uma renovação, e já está por chegar a casa dos 2.0. Enfim, Touch possui todos os elementos para agradar diversos tipos de público, porém está por cometer um erro comum nas mais recentes séries da FOX: o efeito CBS. Terra Nova e Alcatraz ficaram mais preocupados com seus proceduais do que com sua trama principal e todos nós sabemos o que aconteceu com Terra Nova e o que provavelmente irá acontecer com Alcatraz, realmente espero que Touch não tenha o mesmo destino.

A única coisa que merece uma grande atenção neste episódio é Clea. Aliás, esta é a única personagem que mostrou algum desenvolvimento no decorrer destes oito episódios. A suspeita da personagem em relação à Sheri gerou algumas cenas interessantes, porém pouco exploradas, e a saída de Clea do caso Martin/Jake gerou um expectativa para os próximos episódios. Ainda há uma suspeita de que a empresa da ex-cunhada de Martin esteja envolvida na conspiração, porém, como reclamei acima, ainda nos falta diversas informações, nos falta desenvolvimento, para que sejamos capazes de elaborar algum tipo de teoria.

A história da família indiana e a garota francesa fora até interessantes. Porém, fica claro que esta poderia ser muito mais, principalmente com o grande desfecho que esta apresentara, pois, em momento algum, esperava-se que o trafico de crianças estaria envolvida com a mesma. Porém, na tentativa de fechar a trama de uma forma atraente ao telespectador, Touch meteu os pés pela mão e cometeu um pequeno deslize, ao menos acredito que seja isso. Martin precisou encontrar e conversar com o taxista, depois precisou encontrar a testemunha que seria essencial para a conclusão do caso, e ainda assim consegue chegar ao aeroporto mais rápido do que o Dr. Knox que havia saído do taxi, no mínimo, quase duas horas atrás. Enfim, como muitos dizem só em filmes mesmo.

A parte que envolveu os astronautas e o rapaz tagarela que queria um pouco de atenção as suas palavras soltas não acompanhara a dinâmica do restante do episódio e apenas causou certo desconforto pois sabemos que este tempo poderia estar sendo melhor utilizados, ou que esta mesma trama poderia estar sendo desenvolvida de uma forma diferente.

Enfim, Touch não apresentou o seu melhor esta semana e podemos até dizer que este esteve um pouquinho longe de apresentar aquilo que já fora capaz de apresentar em episódios anteriores. Espero, realmente espero, que aquele pequenino, praticamente nulo, desenvolvimento na relação de Jake e Martin seja uma prova de que os próximos episódios serão melhores.

Artigo escrito por: Well Fernandes

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