White Collar (3×16) – Judgment Day


Ms. Holloman: You came in this legal system as a criminal. The question before this board today is: Have you changed?

Neal: I believe I have.

Muitas são as situações do nosso dia-a-dia que nos deixam “presos”, muitas vezes entre a espada e a parede. E em todas essas vezes, não negue caro leitor, nós, humanos, temos a tendência a fugir, a deixar tudo pendente e à espera que ou o tempo ou alguém nos resolva algo para nós impossível. E é neste espaço tão ínfimo entre a espada e a parede que a nossa resposta pode muito bem estar… escondida, camuflada ou até mesmo à frente não tendo nós o discernimento para perceber os sinais, as pistas.

Desde o início da série, Neal Caffrey sempre sonhou em ser um homem livre, alguém que, apesar do passado duro, cru e recheado de eventos criminais, pode refazer a vida, pode namorar, pode ter uma família, pode sonhar em ser um homem novo. E não negará, o caro leitor, que apesar da vida nova que Neal quer ter, os fantasmas do passado não descansarão até eles próprios se tornarem livres, até que tudo o que havia ficado pendente deixe de o estar.

No episódio que marca o fim da terceira temporada, vemos o sonho de Neal ser concretizado. De facto, no episódio anterior, tínhamos sido deixados a pensar em como decorreria esta audiência à qual Caffrey tinha sido convocado. E em nenhum episódio nos foi mostrada uma pista sobre a sua resolução.

Em primeiro lugar, devo assinalar a belíssima presença da sempre maravilhosa Hilarie Burton na pele de Sara Ellis. É igualmente neste episódio que ela e Neal voltam àquela química inigualável trabalhando juntos para reaver o Raphael que Sara andava à procura há imenso tempo.

Investigando todos os papéis de Kramer e numa não tão bem conseguida cena de salto entre dois veículos num teleférico, Neal consegue trazer à Sterling-Bosch o Raphael e no momento em que pensamos que ele seria preso, o chefe de Sara aparece em seu socorro afimando que Neal trabalha para si, na recuperação de artes roubadas.

Dodging a bullet, Kramer volta a não descansar. Ele, no fundo, não quer que Neal vá para a cadeia mas, infelizmente, quere-o preso e sob rédea curta em D.C., a trabalhar na sua unidade. Peter quer ver Neal livre. E o que é que Neal escolhe? Muito por causa da dica de Peter, decide apanhar um avião e fugir dali para fora.

A pergunta permanece: para onde vai Neal agora? Qual o seu destino agora que se encontra sem o seu tracker? Poderíamos andar a supor e chegar a nenhures. De facto, com Neal a fugir, novamente, teremos uma nova abordagem sob as personagens e sobre tudo o que Caffrey deixou para trás. Além disso, veremos uma resolução para toda a história da família de Neal que tem estado presente em quase todos os episódios.

Está o leitor preparado para mais uma temporada de uma das séries criminais mais leves e interessantes? Ébom que esteja. É já em Junho.

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