Grey’s Anatomy (8×20) – The Girl With No Name


Depois de umas merecidas férias, estou de volta a Seatle Grace. Primeiramente agradecer aos meus companheiros que trataram muito bem de me substituir. Voltando a Grey’s estamos a aproximar-nos a passos largos do final de temporada e algumas mudanças estão para chegar. Este episódio abordou isso mesmo, depois de cinco anos os nossos residentes começam a ganhar asas e a procurar um novo ninho. Confesso que fiquei com um aperto no coração de pensar que na próxima época algumas destas personagens poderão não fazer parte da série, mas a evolução requer isso mesmo.

O caso clínico foi bem escolhido, havendo algum paralelismo com o momento que os nossos residentes atravessam, um novo mundo, uma nova realidade, novas pessoas, novos amigos. Holly é uma adolescente que viveu 12 anos em cativeiro, sendo torturada e violentada. A descoberta de uma família que não via à 12 anos, de um mundo que desconhecia é uma dura realidade para Holly que tenta adaptar-se da melhor maneira possível. Nesta difícil tarefa estabelece uma forte ligação com Meredith, ambas conseguem proporcionar-nos óptimos momentos, acho que já algum tempo que não me emocionava com um caso clínico em Grey’s. Quem fica muito emotiva com o caso é Bailey, achei todo o drama um pouco exagerado, portanto a desfecho final não foi surpreendente, mas pelo menos Bailey voltou a ter algum brilhantismo. We miss a velha Nazi, ultimamente tem andado mais envolvida em casos amorosos que a demostrar a Bailey a que estavamos habituados.

Owen também ganha destaque neste episódio, tendo de lidar com o caso mediático e todo o stress e correria que isso implica. Apesar de alguns tropeções, Owen acaba por demonstrar que se tornou num óptimo chefe. Finalmente Cristina e Owen encontram algum equilíbrio na relação de ambos, apesar da separação conseguem finalmente colocar os problemas de lado e apoiarem-se. Achei a decisão acertada, ambos necessitavam de um pouco de paz, Cristina consegue agora focar-se no fundamental, a sua carreira, sem deixar totalmente de lado a relação com Owen, pelo menos para já.

Outro caso emotivo foi o de Webber e Adele, nunca gostei muito da repetição da história do Alzheimer, contudo a abordagem feita acabou por revelar-se certeira e este episódio é prova disso mesmo. No amor há que saber desistir muitas vezes para felicidade da pessoa alheia e foi isso mesmo que Webber fez. Adele apaixona-se por Allan e vive as alegrias de uma paixão inocente, sem malícia, sem consciência da realidade. Webber inicialmente extravasa todo o seu sofrimento, mas no fim acaba por deixar a mulher viver os poucos anos que lhe faltam feliz ao lado do seu novo amado. Webber esteve muito bem neste episódio, conseguindo transformar uma história repetida em óptimos momentos. No fim os residentes seguem rumos diferentes, no entanto a decisão quanto ao futuro continua incerta. Um óptimo episódio de Grey’s lançando assim boas expectativas para o que se espera uma season final bombástica, ou não tivéssemos nós a falar de Shonda Rhimes.

Artigo escrito por: Filipa Silva

One thought on “Grey’s Anatomy (8×20) – The Girl With No Name

  1. Adorei este episódio. Me emocionei muito mesmo…

    Estava com saudade da verdadeira Bailey… E que show de atuação, provavelmente sua Emmy Tape, já que a personagem não fez nada demais nesta temporada.

    Estou muito ansioso por esta Season Finale, tudo inica que as coisas serão mais do que dramáticas e já vou até preparar os lenços…

    Atts

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