Glee (3×16) – Saturday Night Glee-ver


Quão estranho é passar uma terça-feira sem aquele certo desespero e ansiedade para a noite chegar, noite que implica ligar o pc e conectar via streaming o episódio da semana. Pois é, pela primeira vez em três anos de Glee não assisti o episódio, seja online ou no dia seguinte. Sexta-feira precisamente foi quando o vi e sinceramente não esperava lá muito coisa, alias todo o episódio temático acabo por reduzir a zero minhas expectativas, pois se assim me surpreender, pois bem, caso contrário, que assim seja feita minha vontade.

O fim está próximo, alias recentemente me despedi de One Tree Hill e no ano passado tive a maior e mais dolorida das despedidas: Harry Potter. Então de Goodbyes a Mamma aqui entende bem, mas só fico a pensar: “Como ficarei após o dia 22 de maio?”. Desde 2009, Glee compõe um pedaçinho pra lá de especial em minha vida, seja por aquilo que me ensinou e também por pessoas que conheci através, porém o mais importante disto tudo, por maior que sejam as inconstâncias e absurdos da trama, me permitiu um olhar diferente quando me deparo ao espelho e por mais que eu esteja fora da faixa etária daqueles que a assistem, confrontou e confortou muito o que vivi durante meu High School, este que as vezes ainda me assombra quando me recordo.

Sem as lições de moral e temas impactantes da sociedade, este episódio tratou essencialmente de “O que se passa na cabeça de um jovem, meses antes de sua formatura”, ou seja, como este lida com o temido corredor de possibilidades, escolhas e principalmente obrigações da vida adulta. Peter Pan nunca quis amadurecer e acho que no fundo todos nós, mesmo que não conseguimos visualizar, tememos esta fase da vida, uma fase que coloca uma sobrecarga individual tremenda, principalmente quando tem de decidir quem será, podendo acertar na escolha ou errar drasticamente, arrependendo-se logo em seguida.

Deixei explicita minha vontade no review anterior de quanto gostaria de viajar nos sonhos das demais personagens e isto de certa forma foi o foco de tudo e pela primeira vez em muito tempo trouxe um senso de realidade em meio aos devaneios dos criadores. Sabemos que Mike quer ser dançarino, inclusive isto já fora estimulado ao inicio da temporada, sabemos que Quinn apesar de tudo quer e vai para Yale, Puck irá se aventurar em seu negócio de limpeza de piscinas e claro Rachel e Kurt irão viver o “Broadway Dream in NYC”, mas juntamente com Finn, que é o Sênior mais perdido dentre todos, vemos que Santana e Mercedes, apesar do excesso de confiança e arrogância, ainda não deram voz a aquilo que querem, bom até que de certa forma dão, mas nunca viram com seriedade o que seus sonhos implicam.

E assim inicia os “Embalos de Sábado a Noite”, um tributo a Era Disco, onde grande parte desta foi estimulado pelos Bee Gees e naturalmente pelo icônico filme que consagrou o inicio da carreira de John Travolta, mas venho a dizer quem está bem a ser consagrado é Darren Criss, que tento fortemente separar de sua personagem. O episódio abre com ele e seu “You Should Be Dancing”, canção recheada dos tradicionais falsetos dos irmãos Gibbs e claro os passos mágicos de Mike e Brittany, deixando Blaine como o Hobbit a dançar em meio aos gigantes, mas valeu o esforço do Engomadinho em seu 545786723904323 solo nesta temporada. O número serve como uma espécie de estimulo para o tema das Nacionais deste ano, “Vintage” e mesmo tendo certeza que a série irá esquecer disto quando apresentar as canções na competição, abre-se a discussão e claro que Mr. Schue, com sua maestria incapacidade de propor algo por si só, abraça a idéia, esta que bate de frente com a opinião dos membros do ND, afinal como eles mesmo dizem: “DISCO SUCKS”.

“Let’s face it William, you’re out of ideas since Madonna Week”

Parece que Ian Brennan voltou a ter criatividade no quesito Sue Sylvester, pois desde o anterior vemos que a treinadora voltou a sua velha e ácida forma, mesmo que agora esteja a juntar definitivamente as forças para ajudar o New Directions a levar a taça nas Nacionais. Preocupado com a falta de foco e decisões com relação ao futuro de Finn, Santana e Mercedes, Schuester busca conselhos com Sue e é neste momento, após relembrarem o sucesso momentaneo do uso do álbum “Rumours” do Fleetwood Mac no ano anterior, que ela propõe que usem como inspiração o filme que definiu a década de 70, ou seja, “Saturday Night Fever” seria o tema da semana na sala de coral, porém antes disto abriríamos ala para a última aparição de um integrante do The Glee Project, Alex Newell.

Alex apesar de dono de uma personalidade bem  arrogante e temperamental, era sem dúvida o competidor do reality mais interessante dentre todos e sem dúvida aquele que mais admirei pela maneira com que se posicionava e abraçava quem ele realmente. Seu jeito bem peculiar chamou a atenção de Ryan e Ian durante todo o processo que o garantiu uma vaga na final e mesmo não vencendo, ganhou assim como Lindsay o direito a um arco de dois episódios, sendo o primeiro deste como Wade, aluno do Carmel High e naturalmente, nova figura de destaque do Vocal Adrenaline, este que conta agora como ninguém mais ninguém menos que Jesse St. James como treinador ou diria, ditador? Facilitando o trabalho das mentes pensantes da série, Wade mostrar-se de fato o filho, caso isto fosse possível, de Kurt e Mercedes, sendo ele o combo perfeito de gay, negro e Divo, porém contrário a admiração que sente pelos dois, desabafa que gostaria de poder libertar aquela que realmente é: Unique, seu Alter-Ego, uma Diva com casaco de pele, óculos escuros e cheia de swag and sassiness pra dar e vender.

Tentando trazer o paralelo de Tony, personagem de Travolta no filme, Schue e Sue transformam a sala do coral numa pista platinada branca, estimulando os resistentes alunos a se jogar ao ritmo da brilhantina, por mais cafona que este seja. Disco pode ser um dos gêneros mais bregas existentes, mas de fato não há uma pessoa que não se contagie por ele, seja a usar os passinhos mais banais, este que são herança da John Travolta Fever. Ao som de “Fever Night”, Schuester acompanhado de Blaine e Joe e talvez Kurt (me perdi com tantos falsetos bizarros) estimula a todos a liberarem o Disco Monster que tem dentro de si, rendendo uma cena bem simpática e divertida, mas que ainda me dá arrepios com a engenharia vocal necessária pra transformar Matthew Morrison num Bee Gee de meia tigela ou pior do que isto, este a coordenar passinhos embaraçosos ao lado de Jane Lynch.

O vencedor do desafio de dança é Mercedes, Santana e Finn (para espanto da nação), cujo prêmio final será a disputa pelo icônico terno branco que Travolta usou no filme, por sinal ninguém precisa saber que foi Becky que o costurou. Deixando bem claro quais são suas intenções com os três, Schuester pega na ferida dos três ao dizer que são os únicos que ainda não sabem o que fazer ou que não tem um sonho a seguir, então revela que o real desafio é apresentar uma canção do filme, expondo a todos seus desejos para com o futuro. Pela primeira vez em muito tempo, Mercedes Jones deixa de ser aquela Diva preguiçosa e arrogante, pois assim como diz, podemos ter o sonho, aquilo que queremos ser, mas não sabemos quais caminhos seguir pra chegar lá.

Quando ouvi as Disco Songs semana passada confesso que não me impressionei com metade delas, mas esta em particular destacou o talento vocal de Amber mais uma vez e é com “Disco Inferno” que ela bota tudo pra queimar pelo McKinley, ao lado de Brittana que dançam freneticamente. O que realmente vale aqui, muito mais que a excelente rendição do clássico de Tina Turner, é o discurso sincero da Ms. Jones,mostrando-se vulnerável a seus temores com o futuro, principalmente por que sabe que seu sonho é ser como a  Mariah, Whitney e Aretha, um grande ícones da música. E aqui vale o paralelo que mais uma vez a trama faz entre ela e Rachel, pois quando Mercedes diz que não saberia o que fazer mesmo mudando-se para LA, Rachel abre que dará um grande passo também mudando-se para NY, mas contrário ao apoio e retaguarda que ela tem dos dois pais, Mercedes não tem a mesma segurança, nem mesmo familiar.

“I’m cream in here….What if, out there i’m just skim milk?”

E dando sequência aqueles que tem destaque neste, vemos que Rachel e Finn ainda não se acertaram desde a última discussão e como o próprio “That’s what you miss on Glee” disse: Rachel ainda é centralizadora e Finn ainda é a pessoa mais perdida da face da terra. O grandalhão é confrontado novamente por Puck e desta vez acaba tirando o corpo fora do “LA Pool Dream”, afinal este é o sonho de seu melhor amigo e não o dele. Sentia falta deste Bromance dos dois e foi realmente engraçado ver o badass Puckerman admitindo que tudo seria menos assustador se ele tivesse seu amigo junto a ele em LA, mas sabemos que nada espanta o Bad Boy, terror da mulherada de Lima.  Finn  sempre teve medo de sonhar grande, afinal sempre achou que coisas grandiosas estavam reservas a Rachel, mas o que Puck diz é verdade e só dependerá dele se quiser realmente encontrar-se.

“When you do find your dream, make it as big as you’re. You owe it to yourself and now you owe it to me”

Sue se reune novamente com Kurcedes e ao acusá-los de confraternizar com o inimigo do VA, acaba por ver isto como uma grande oportunidade de escandalizar a participação deles em suas Regionais, afinal Wade tem um alter-ego reprimido e sua grande vontade é se vestir de mulher durante a competição, algo que eles já haviam descartado tratando-se dos padrões de Ohio, mas que a treinadora diz que pode vir a favorecê-los.

Chega a vez de Ms. Lopez entregar sua canção para a turma, escolhendo “If I Can’t Have You”, que curiosamente é o primeiro solo de Naya na temporada, estranho até dizer isto, considerando o grande destaque durante toda ela, principalmente no quesito musical. Enfim, além de belissima visualmente e vocalmente a falar, Santana direciona a canção a sua amada, porém ao término da performance, Schue diz que acha digno sua luta pela igualidade com seu relacionamento com Britt, acreditando até que ela seja uma forte candidata a um curso de Direito, porém mesmo sendo a favor dos direitos da comunidade GLBT,  demonstra que FAMA é o que a motiva e que não descansara enquanto não a ter. Ofensiva como só ela consegue ser, cutuca a todos novamente a dizer que é hipocrisia cada um disfarçar que não querem a fama, só que contrário dos colegas, tem certeza que será alguém.

E já que o querer ser alguém é algo que faria a qualquer custo, Britt resolve dar um empurãozinho. Percebendo os olhares estranhos dos colegas na escola, Satan descobri que sua parceira liberou um vídeo privado intitulado de “Two Girls One Cat”, a famosa jogada da sex tape que já deu fama instântanea a muitas pessoas. A jogada aqui feita foi misturar o vídeo das duas junto com momentos do Lord Tubbington realizando afazeres domésticos, como limpar o banheiro ou guardar a louça. Ai Britt só você mesmo….

Depois da minha dissertação Finchel no review anterior, temos aqui mais uma cena madura e sincera entre os dois, onde Rachel decidi dar o braço a torcer, o que resulta em ambos a admitir não aguentarem mais ficarem sem falar um com o outro. Achei mesmo que ficaria furiosa ao ouvir Rachel falar que se ele não quiser ir pra NYC, eles não precisam. Sim, vai contra tudo o que ela quer e o que torcemos, mas eis aqui, em uma simples fala, ela dá voz aquilo que acredita, mostrando que se estão dispostos a ficarem juntos, deverão sonhar igualmente juntos, torcendo um pelo outro.

“The only reason why we’ve focusing on my dreams is because we haven’t taken time to look into yours”

Por vezes acho que o talento de Lea é maior que a própria série, claro é irônico dizer isto tratando-se da atriz principal, mas são em momentos como este que vemos que ela é e sempre será o brilho e a cereja do bolo de Glee. Sua Rachel Berry arranca qualquer tipo de reação e mesmo aqueles que não gostam de sua personagem, não conseguiriam negar quão especial e única Lea Michele é. Importante ver Rachel abrir seu coração a relevar que durante toda sua vida sempre achou que estava no lugar errado, sentindo-se como uma espécie de alien incompreendida, cuja unica solução seria ir pra Broadway, onde tudo iria fazer sentido. E se muitos ainda pensam que Finn é uma ancora que coloca o potencial e talento de Rachel pra baixo, aqui fica o engano, pois o único a colocar pra baixo seu próprio talento é ele mesmo consigo mesmo, se isto faz algum sentido gramaticalmente falando.

Sua casa, o lugar a qual pertence não é uma cidade e sim alguém, neste caso aquele que ama desde seu primeiro ano do High School, aquele que sempre achou que ao seu olhar, era invisível. Podemos lembrar facilmente quando ela diz em “The Rhodes Not Taken” que os sonhos dela são maiores que ele, porém agora, uma mulher quase feita e muito mais ciente de si, consegui perceber aquilo TUDO que sempre quis. E que mal há em amar, alias não é este o sentimento mais humano de todos, seja qual for a forma e intensidade do sentimento? O desejo e o sonho com seu futuro, este de viver e trabalhar em NYC estão com ela, mas enquanto os sonhos dele não ganharam a mesma chance, nenhuma decisão será tomada, lembrando, decisão tomada em conjunto.

E pra quem torce por estes dois tanto dentro como fora da série, sabe quão natural e espontânea esta cena foi e quão comprometidos Lea e Cory são com suas personagens. Como não se desmanchar quando diz que preparou um número especial e quando ele diz se tem alguma escolha (claro que não). E assim mais uma linda declaração de amor é declamada, agora com a clássica “How Deep Is Your Love”, que prova mais uma vez que Lea não é somente dona de uma das melhores vozes de sua geração, mas também possui uma expressividade e um brilho no olhar, que mesmo se colocássemos a cena no mudo, conseguiria nos “vender” mais um verdadeiro hino de amor de sua personagem. E como negar os olinhos de cachorrinho babão de Cory, oops Finn. Chegamos numa altura que a maneira com que se olham e sorriem um pro outro vai além da ficção, dando muito mais veracidade aos momentos Finchel. Nossa tenho que parar de conviver com as “Monchele Whores” da minha timeline do twitter, brincadeiras a parte meninas e claro, Kiddo.

Mesclando com a cena, vemos Finn e Rachel no escritório de Emma, esta junto a Will, tentando mostrar possibilidades ao futuro de Finn ao entregar panfletos e formulários, tentando de alguma forma fazê-lo descobrir que seu sonho pode estar em algum destes lugares. Sinto falta da Emma e acho que ela poderia ser mais do que simplesmente agora a noiva de Schuester ou a mulher problemática. Gosto deste lado peculiar da estranha conselheira do McKinley High, mas foi bom vê-la envolvida no que se diz respeito a Finn e o que ele quer ou não fazer com sua vida.

E eu achando que Cory Monteith tinha dado seu melhor durante “”The First Time” e Yes/No” e todo o drama que foi a ele enfrentar a realidade de perder a bolsa de estudos ou de quem seu pai realmente era e o quanto isto acabou moldando-o como pessoa. Schuester pode ter errado em diversos momentos como homem e professor, mas uma coisa este sempre acertou: conhecer o verdadeiro Finn, muito por que se vê  nele em sua época de High School. Schuester resolve segui-lo após o momento “Seek for a Future” e vê que estava certo ao ver que o grandalhão estava fingindo entusiamos, pois encontrou na primeira lata de lixo, todo o material que recebera de Emma.

Admito que nunca dei o devido valor ao protagonista masculino da série, alias muitos que assistem Glee ainda não o dão, mas uma coisa sei, Finn Hudson pode ser a personagem mais perdida e sem rumo, mas é a que nos mais nos aproxima da realidade do que é ser um jovem, pois Rachel Berrys da vida são dificeis de se ver por ai e não digo isto somente pela peculiaridade de suas personalidades.

Por vezes temos um lado Hudson de ser ou ao nosso redor conhecemos alguém assim, eu mesma, por mais cabeça dura que seja, sou exatamente assim, insegura e por vezes desconfortável com as escolhas que fiz pra minha vida e principalmente por aquelas que ainda não fiz, o famoso passo rumo ao sonho que tanto queremos, mas não conseguimos, muito disto por que não damos este voto de confiança a nós mesmos. Schuester sempre estimulou Finn a explorar sua confiança, porém ele sempre fora seu pior inimigo e é com esta conversa que percebemos claramente suas limitações.

O pavor de não ser qualificado a nada, de ser o famoso “Lima Loser” emergue, principalmente quando a forma com que se vê entra em conflito com suas aspirações, seja a vibração que senti ao entrar num campo de futebol ou mesmo durante uma performance. E como senti-se fracassado em ambos os campos.

“Feeling of being young. Where is it? Show me.”

Will fala uma grande verdade, que serve como ensinamento pra qualquer um, pois por maior que seja a confusão interna, sabe-se o que quer pra sua própria vida, porém o medo de dizer isto em voz alta toma conta. E é com o filme “Saturday Night Fever” que o mentor mostra a seu pupilo como seria assistir alguém que corre atrás de seus sonhos, trazendo então o paralelo entre Finn e Tony, dando um realismo fantástico a um episódio temático, conseguindo encaixar a brilhantina, as faixas e as cores da Era Disco dentro da trama final desta temporada, dando enfase não aos falsetos e números musicais, mas como estes permitem novas possibilidades para aqueles que acharam não haver alguma. E a frase abaixo me fez lembrar o desesperador momento de Finn em “The First Time”, quando descobre que o olheiro de futebol não o escolheu, quebrando assim o único sonho que imaginou ter.

“It’s not the broken dreams that break us. It’s the ones we didn’t dare to dream”

Esqueçam qualquer número musical que já viram em Glee, pois nada, nada nos preparou para o que viria em seguida. Durante todo o The Glee Project, Alex deixou bem claro que mesmo tendo saído recentemente do armário para todos na sua escola, isto não iria empedi-lo de mostra ali, seja em rede nacional, aquele que realmente é como pessoa, mesmo que este alguém use peruca e salto alto.

Quando Alex cantou “And I’m Telling You I’m Not Going” do musical DreamGirls para se salvar da eliminação, percebi que ali a minha frente, estava não somente um travesti e sim um garoto de apenas dezoito anos tentando sentir-se confortável na própria pele e digo que eu, com meus vinte e cinco anos (não acredito que revelei isto) não me sinto por vezes metade do que ele se senti consigo mesmo, além de deixar muita mulher no chinelo em termos de gingado e auto-controle em cima de um salto de provavelmente mais de doze centímetros. Senhoras e Senhores, apresento a vocês a estrela do Vocal Adrenaline, Unique, esta que transformou o retorno de Jon Groff e seu St. James numa mera aparição (sorry meu amor), apesar de hilária a interação entre os dois.

“Boogie Shoes” junta-se a “Buenos Aires” da sua colega de TGP, Lindsay Pearce, como um dos melhores solos desta temporada. Meu queixo caiu pra baixo da terra quando Unique aparece toda cintilante no palco das Regionais do VA e contrário ao desespero de Jesse que tenta arrancar o traveco de cima do palco, levantei-me da cama pra admirar o quão macho, apesar de gay Alex Newell é. Pois é meus caros, chamei até mesmo meus pais pra assistir tal espetáculo e por mais que estes demoraram a perceber que não se tratava da Mercedes, o que me obrigou a pausar a cena pra rir, foi automática a reação da família, com os três a literalmente aplaudir ao final da performance. É bom saber que não foi só colocar o nome da personagem de unica, mas Glee também pode deixar de ser banal por vezes, mostrando que é Unico, em sua melhor forma, mesmo que esta escandalize.

Os dez minutos finais do episódio concluem a jornada em busca ao sonhos de Finn, Mercedes e Santana, a começar com uma bela cena Finchel. Inspirado após assistir o filme, Finn escolhe sua canção para a tarefa, mas este momento requer o apoio da pessoa que mais precisa. Embalados ao som da romântica “More Than a Woman”, o desengonçado se esforça pra manter o ritmo, inclusive  acaba sendo uma cena também engraçada, pois sabemos que Cory é o pior dos meninos e que Lea é a pior das meninas neste quesito, então por vezes ela esquece até mesmo de sorrir e ele de cantar, com medo de errar os passos, que mesmo assim foram adoráveis, juntamente com Brittana, Klaine e Tike a dividir a pista de dança, mostrando diferentes formas de amor, dando total sentido ao nome da canção.

Apesar de meio que sabemos que este seria o desfeixo, é bom ver que Finn realmente deu voz ao que quer fazer e mesmo que possa parecer que escolha seja mais para Tony Manero e Rachel Berry, ele verbaliza que quer ir pra NYC, assim como os dois e  quer ser grande o suficiente. Confessa para certo espanto de sua amada que se aplicou para o curso do “The Actor’s Studio” e por mais que muitos pensam, “Aham, claro Finn Hudson, ator?”,  isto já é um grande passo pra ele. E quando finalmente diz “I Want to Be a Actor”, parece que um grande peso sai de cima de seus ombros, o que traz também um leveza aos dois como casal e além de serem os heróis um do outro, finalmente seus sonhos estão na mesma página e eles só precisam por a energia certa pra concretizá-los.

“I want to be a great man. I want to see myself the way you see me, like i’m capable of anything”.

 Nunca fui a favor do casal e não é pelo fato de serem Black&White como alguns devem me acusar, mas é pela pura realidade que eles não tem química alguma, romanticamente a falar. Mas foi esta a primeira vez que apreciei uma cena dos dois sem ter que rolar os olhos ou colocar a caixinha do pc no mudo quando um cantava para o outro. Provando que Mercedes pode começar de algum lugar, Sam que havia gravado toda a performance de “Disco Inferno”, coloca o vídeo de sua amada no youtube, o que rendeu a ela diversos comentários positivos, inclusive é sabido que muitas pessoas começaram uma carreira musical graça a esta poderosa ferramenta da internet. E assim como Schuester e Rachel acreditaram em Finn, Sam acredita em Mercedes, naquela que tanto sonha em ser um dia. E chegou a hora do sonho virar realidade, não é mesmo Diva?

Se Schuester voltou a sua boa e velha forma como mentor, principalmente de Finn, Sue mostra seu valor com suas cherrios e é numa clássica cena em seu escritório, que Santana consegue visualizar quem realmente é, muito além da sex fame e da fama que tanto almeja. O grande desapontamento com a situação não é o fato de Satan querer ser famosa e sim o fato de não se importar como chegaria a este status, em termos de caráter e dignidade assim a dizer. E é aí que ela percebe que o caminho não é este e que deseja fazer algo com substância, até mesmo ir para faculdade, algo que antes por medo disse ser uma perda de tempo.

E assim como Tina deu um empurrão no sonho de Mike, aplicando-o a algumas faculdades, Britt com auxilo da treinadora, aplica Santana numa faculdade em Louisville, esta que possui o melhor programa de cherrios do país, claro ela não precisa aceitar a primeira oportunidade, mas sem dúvida já é um começo. O grande agradecimento vai aquela que nunca imaginariamos ter tal idéia, sua melhor amiga/amante/confidente Brittany S. Pearce, mas quando se acredita no potencial de alguém que ama, mesmo sendo a pessoa mais acéfala para tal, tudo é possível.

A grande lição da Disco Night compõe três especiais ingredientes: acreditar, confiar e contar com o apoio daqueles que te amam e foi assim que os Lost Seniors encontraram seu caminho, claro que de uma maneira instantânea a considerar a real dificuldade de um jovem, mas tratando-se do padrão da série é assim que as coisas se resolvem. Provando que todos merecem o saudoso terno branco, o trio que encontrou o caminho das pedras, anda confiante pelos corredores, juntando-se ao grupo para o fechamento do tema da semana ao som de “Staying Alive”, música que permiti liberar de fato qualquer Disco Monster que tente reprimir.

A única grande ironia é que subitamente Quinn Fabray desapareceu de boa parte do episódio, juntamente com o Menino Damião e a Aspenger Girl que nem sequer deram as caras, mas isto deve ser algo haver com agenda deles ou mesmo com o fato de não caber tanta gente e mais uma cadeira de rodas no palco, não é mesmo? Trollagens a parte, após demorarem pra dar a atenção devida a Fabray, espero que compensem a falta de destaque que tem tido desde o retorno do hiatus, fora isto é bom ver Glee novamente sendo Glee.

E semana que veem mais um tributo, este a aquelas que todos irão eternamente amar: Whitney Houston.

Artigo publicado por: Mary Barros

12 thoughts on “Glee (3×16) – Saturday Night Glee-ver

  1. Nunca achei que alguém conseguisse parecer mais ridiculo que o nosso senhor covinha no queixo a cantar e a dançar, mas mesmo tendo este tido momentos vocais terríveis durante o episódio, Sue conseguiu estar pavorosa a danças! Terrível!

    • Sr Covinha nem me incomoda mais, ele sempre será o Tiozinho Vergonha Alheio, mas nada tem me irritado mais que o Sr. Engomadinho Anderson! rsrsrs

  2. Olá Mary *-*

    Foi um bom eps pelo menos dessa vez, nada grandioso, mas até que legal de ver(:

    Rachel salva tudo!

    Unique sambouu, eu sempre fiquei torcendo pra ele, canta demais, e seu lado “mulher” foi muito legal de ver😉

    Não senti nenhuma falta de Damian e Quinn, pra mim sem os dois ia ficar ótimo =)

    Como assim acaba em 22/05? Não vão ser 22 eps essa temporada? ‘-‘
    /confuso

    • Nossa Ray Ray sempre salva né! Eu gostei mais do que imaginaria, bom percebeste claro rsrs!

      Tb n’ao sinto falta de Damian, alias ele s[o preenche espaco, este bem ja tumultuado com tanta gente..Qto a Quinn nao eh das favoriitas, mas precisam dar certa atencao, ainda mais dps que aconteceu…

      Sim, tb achei estranho qdo bati que o season finale ia ser este dia, até que a FOX anunciou que o episodio 20 e 21 seriam exibidos no mesmo dia, ou seja, 1h20 de Glee pelo que entendo com meus botoes rs.

      Abs

  3. Depois da desilusão do episódio passado, este sim foi um bom episódio, com uma história interessante, e não a história para “encher” do passado. Finalmente tivemos a esperada participação de, como já se esperava o “filho” da Mercedes e Kurt, Alex Newell, a qual gostei muito. Acho é tão estranho ver Schuester e Sue a dançarem juntos… Lol.
    Sim, o 22º episódio dá no dia 22 de Maio: http://www.imdb.com/title/tt1327801/episodes?season=3

    Bjs

    • Yeap, dps da patifaria do anterior, eis que um material decente a nos!!!
      Alex ahazou mesmo, apesar de sua personagem em nada acrescentar, eh soh a cria de laboratorio da Mercedes e do Kurt, mas ainda assim foi o AUGE do episodio.

      Sue e Schue, cansei de entender rsr

      Abs

  4. Hi Mama… Look me here again.

    Um bom episódio, sofre as falhas tradicionais de um episódio de Glee, ams ainda assim um episódio que se sobressai a maioria que esta temporada nos apresentou.

    Amei o solo de Rachel, todo o momentos e todas as discussões que geraram tal. E também amei o destaque não dado a Blaine, este só apareceu, cantou uma musica no inicio e ja se despediu…

    Aliás, não entendi por que a necessidade de inserir tantas musicas no episódios, encontrei uns dois momentos que poderião ter sido facilmente descartados, mas ainda assim gostei dos covers, mesmo disco não sendo o meu gênero preferido.

    Enfim, um episódio bom que até desenvolveu de maneira positiva alguns personagens, vamos só ver se Glee consegue manter a qualidade até o final…

    XOXO

    • Eh meu caro amado, nossa graduation esta chegando e conto ctg ao meu lado pra celebrar!!!
      Disco nao eh meu genero either, mas como nao se contagiar com as performances.
      Eu gostei bastante do epi, achei ate q maduro considerando as babozeiras que vemos ultimamente.
      Ainda estou a digerir Finn como ator, mas ok, pelo menos ele fez uma escolha, se eh a certa soh o futuro sabera, mas quando a nossa STAR, essa sim ira brilhar sem duvida alguma…

      Bjss

    • Opinioes diferentes, eh bom pra variar!!

      Tributos e mais tributos, vamos ver se dps da Whitney temos algo diferente, que coloca a serie no eixo, mas se formos novamente analisar Glee isoladamente, a montanha russa sempre sera a maior constante da serie.

      Abs

  5. Olá Mary.
    A Lea é excepcional. Incrível!
    O vocal adrenaline tava meio caidão, por outro lado… Comparado com outras apresentações, até meio deprê!
    Um abraço!

    • Lea é Lea né meu caro, eterno amor e admiração por essa linda!!

      Sim, o VA com a Sunshine foi o GOTA, nada comparável ao Jesse ahazando na Season 1, agora o UNIQUE veio pra mostrar o brilho dos campeos das Nationals não foi?/

      Abssss

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