Supernatural (7×18) – Party on, Garth!


Mil perdões pelo atraso na review, mas quando a faculdade te ocupa, é complicado ela te desocupar. Mas por agora, estou livre e trago o último episódio de Supernatural para vocês!

Depois de assistirmos Me arraste para o Inferno com Lúcifer e Castiel no episódio anterior, agora vimos à continuação de O Chamado. Baseado no culto a uma entidade sobrenatural, Dean e Sam precisam enfrentar esse mal da maneira mais séria possível: bêbados. O fato de Supernatural oscilar entre um episódio muito bom e outro muito fraco já virou um costume que nem precisa ser frisado mais uma vez, pois será extremamente repetitivo. E trazer de volta personagens do passado dos Winchester, pelo visto, se tornou outra “cartada”. Traduzindo melhor, uma cartada que não é vista como um ato de esperteza, pois a trama continua caminhando aos tropeços para a season finale sem nos dar um motivo excelente para ficarmos empolgados.

Garth deu um ânimo ao episódio, isso foi incontestável. O ator realmente é carismático e rendeu boas risadas, mas não achei sua participação muito conveniente. A inserção do personagem foi apenas para anunciar que Bobby “vive” entre Sam e Dean, enquanto ambos resolvem casos atrás do outro. Mesmo com a animação dele, as passagens da trama foram monótonas, a assombração da vez conseguiu me fazer rir do que temer por ela, e colocarem os Winchester para trabalharem bêbados foi uma humilhação que eles não precisavam passar. Por meio dessa brincadeira com álcool, cheguei a conclusão que os irmãos estão à beira de um precipício e ambos precisam de um salvador urgentemente. A única coisa que valeu a pena foi Garth “chapado” com apenas uma garrafa de cerveja, tendo Dean como seu companheiro, enquanto Sam fazia de tudo para fugir das garras do caçador serelepe. Até Dean rendeu alguns risos, mas não foi mais que isso.

You’ve just been Garth-ed.

Teve como não rir da frase-chave de Garth? Uma mistura de You just got Punk’d é a marca registrada do caçador que só tem pose de maioral. Colocando-o ao lado de Dean e Sam, os irmãos se tornam caçadores chatos e velhos, sem nem um pingo de estilo. Mas Garth é um mala, faz parte da personalidade dele e não teve como não se divertir com isso. Eu fiquei me perguntando qual seria a utilidade dele, pois esse episódio foi realmente de outro mundo se comparado ao anterior, tudo porque não teve nexo algum. Foi mais um caso, mais um reencontro, mais uma resolução e um brinde novo no final. Nesse quesito, a surpresa – nem tão surpresa – foi a volta de Bobby como fantasma.

Para quem estava atento aos episódios passados deve ter desconfiado que Bobby, provavelmente, perambulava entre os irmãos. Até porque não foi mostrado a resposta que ele deu ao ceifador, se queria ir para o caminho da luz ou continuar com os pés fantasmagóricos fincados na terra, para se manter perto de Sam e Dean e ajudá-los com as emboscadas que eles vêm se metendo. Entre Frank e Bobby, honestamente, prefiro o velho caçador, pois ele sempre terá uma ligação forte com os Winchester e Frank é apenas uma tentativa de substituir o old man, com atitudes exageradas que por vezes não agradam. Convenhamos que Frank também não tem servido de nada e, pelo visto, vai continuar assim até o derradeiro final.

Enquanto isso, Castiel continua preso na clínica psiquiátrica, sob os cuidados de Meg. Pelo que entendi, ela se enfiou no cargo de enfermeira para protegê-lo, contra o que, por enquanto não sabemos. Pelo jeito que as coisas andam, as informações agirão como uma pancada na cabeça, uma atrás da outra, deixando-nos perdidos e confusos com algo que poderia ser promissor. E temos o caso Bobby, que não aparece para os irmãos e se mostrou mais mal humorado do que nunca por não ser percebido. Como o caçador ajudará os Winchester, provavelmente ao lado de Castiel, é uma curiosidade que me deixa aflita.

Falando em promissor, Sera Gamble saiu do posto de showrunner de Supernatural. Sei que muitos fãs de SN a culpam pelo fiasco que a série se transformou, eu até compreendo, pois adorava culpá-la também, especialmente com essa fissura de colocar flashback na vida dos Winchester sem necessidade. A volta ao passado foi uma ótima ideia a princípio, mas se tornou excessivo e cansativo. Às vezes, sentia que até ela perdia o foco da trama, não sabendo mais onde colocar as coisas. Por isso, não é de se espantar que um monte de personagens tenham voltado, a troco de nada, e os leviatãs continuem sapateando no mundo real em uma causa falsamente ativista. Quem ocupa seu lugar é Jeremy Carver, que assinou os episódios (dentre outros) “A Very Supernatural Christmas”, “Sympathy for the Devil” , “Changing Channels” que, por sinal, achei muito bons. Acredito que dessa vez, Dean e Sam voltam a ter cuidados de uma mão divina e espero que dê certo, embora, eu prefira que a série termine para evitar mais encheção de linguiça no futuro.

 

Artigo escrito por: Stefs Lima

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