Glee (3×15) – Big Brother


I’m still standing yeah yeah yeah

I’m still standing yeah yeah yeah

Once I never could hope to win

You starting down the road leaving me again

The threats you made were meant to cut me down

And if our love was just a circus you’d be a clown by now

Pois é meu caro Sir. Elton John, sua música apesar de belissimamente animada e contagiante, serve como uma também bela ironia e não digo isto somente em termos de contexto para as personagens envolvidas, mas para nós Gleeks, seja por sobreviver a longos hiatus e o pior disto tudo, sobreviver após uma impactante mensagem de texto, então aqui estamos a dizer, sei lá como: “We’re still standing”. Já passei por hiatus piores em Glee, inclusive a vida por si só tem seus impactos e traumáticas pausas, então a Mamma aqui sinceramente nem processou e se importou com estas sete semanas longe de  seus filhotes, mas enfim vamos ao que interessa, neste caso ao que não muito interessa, mas enfim….

Enquanto o elenco e equipe seguem a jornada para o encerramento da terceira temporada, esta que definirá o destino daqueles que se formarão e também daqueles que provavelmente ficarão por mais um ano, eis que a trama resolve assim de um jeito bem habitual, dar um salto temporal em relação ao “To Be Continued” do anterior e se achastes que seria uma continuação, seja bem vindo novamente as trollagens e bipolaridades de nossa amada e ao mesmo tempo odiada série, por que se existe alguém que se debate entre estes dois sentimentos, somos nós Gleeks.

Como se nem pudemos recordar eis que assim como um tabefe na cara nossos queridos criadores já “explicam” o que não acontecera ou  acontecera nos momentos finais que mesclavam o Finchel Weeding com o Fabray Car Crash. Numa sacada super inteligente da trama, eis que a desculpa dada é claro: “Não casamos por causa do acidente”, mas enfim não teria como eles saberem do que aconteceu com a Don’t Text and Drive and of course sleep with Puck, Quinn Fabray, considerando que tudo acontecia na mesma fração de segundos, mas claro se existem duas tramas agonizantes e que fazem todos se descabelar, seja no positivo e negativo são as tramas que envolvem as idas e vindas Finchel e os infortúnios da “Oh Vida, Oh Azar” da Lady Fabray.

“Believed or not, this is the happiest day of my life”

Caboosay se jura que vou acreditar que por maior que seja sua crença ou força sobrenatural,  você está mesmo de acordo com sua situação, levando tudo de uma maneira positiva, deixando todos ao redor orgulhosos? Enfim, para nós que estamos acostumados com o eterno e amado cadeirante Artie Abrams, meu Maridão, é realmente estranho ver alguém ao seu lado, de igual pra igual e por mais que seja indefinida a situação de sua coluna, confesso que a interação entre os dois foi um dos pontos altos do episódio, porém ainda acho que falta e muito a explorar a condição do próprio Artie e não digo isto somente por que es meu favorito, mas por que suas limitações e obstáculos diários deveriam ser tratados com a devida proporção e importância, assim como temas como sexualidade e bullying.

Achando que nenhuma canção fugiria das “Cantoria Sem Fim do Sr. Engomadinho Sem Meias”, eis que logo de cara já temos o primeiro dueto, a enérgica “I’m Still Standing”, do Sir. Elton John. Apesar de por vezes esquecerem que estavam a dublar e performar a canção, meu amor incondicional pelo Kevin e Dianna inundou sorrisos de orgulho de ambos, principalmente do Kev, pela habilidade e naturalidade num dos trabalhos mais exigentes e honrosos que já pude presenciar um ator/cantor na televisão – Mamma puxando saco mesmo, já que ele não tem o destaque que merece – e claro, Lady D fez sua parte e com certeza deve ter tido boas aulas com o expert. Quartie a coreografar passinhos na cadeira pela sala de coral, mesmo com o misto de sorrisos e olhares tristes dos colegas foi marcante. E a promessa daquela que cai, levanta, cai e levanta fica no ar: “Sairei desta cadeira e dançarei com vocês no palco das Nacionais”.  Ps: Nacionais serão em Chicago este ano.

Sue terá que engolir Roz como nova co-capitã das cherrios, pois Figgns está realmente preocupado que a falta de comprometimento e a condição atual da Ex-Evil Coach possa prejudicar as garotas e considerando que elas representam boa parte do retorno financeiro vindo dos patrocinadores, a única chance que teriam agora é de contar com a medalista de bronze e campeã de insultos engraçadíssimos que referenciam a gravidez da treinadora, esta mais velha que Deus segundo Roz para engravidar. E claro que a queridona abraça a ideia de vencer um campeonato nacional mesmo que isto a faça coordenar o Glee BootyCamp, pois se estes vencerem, o dinheiro entraria da mesma forma para o colégio e ela teria suas Cherrios de volta, claro que novamente sozinha a treiná-las. E o blah blah eterno de Sue e Schuester continuam, afinal cada um vê os membros do New Directions de uma forma e cada qual tem sua “tática” de ensino, mesmo que esta as vezes não surtma efeito ou não tenham muita clareza. Irma e Schue fazem sua parte  ao se voluntariarem pra durante sua consulta médica, esta que definirá o sexo do bebê. Ainda não acredito que escrevi Sue + Gravidez + Sexo + Bebê numa mesma sentença, mas….

Longe de mim apoiar qualquer indicio de relação de amizade ou romance entre Rachel e Quinn, alias abomino pois tudo que a trama fez até hoje foi manipular esta ideia, mas enfim desde o acidente e como este ocorreu, sabíamos que nossa Drama Queen iria culpar-se pelo fato de pressionar Quinn via sms a chegar a tempo para seu casamento. Pela primeira vez senti algo verdadeiro na interação entre as duas, com um choro sincero e um abraço verdadeiro, Quinn, que sem seu ácido humor característico, tranquiliza Rachel. Todos continuam a discussão sobre os planos que eles farão para o Senior Year, estes que envolvem cabular aula, curtindo os últimos momentos juntos, inclusive já aviso que entrarei em coma depressivo e recorrerei a posição fetal quando chegar o momento da formatura.

“Because you, Sir, are a Disney Prince”

E é com esta apropriada referência que Matt Bomer (White Collar) faz sua aparição como Cooper Anderson, o Big Bro celebridade de Blaine. Todos ali parecem extasiados com a presença ilustre do morenão, todos menos seu Little Bro, que visivelmente se senti intimidado e desconfortável. Depois de toda a interação cômica com Sue que até rendeu um autografo em seus seios, o grande motivo de sua presença por ali, para além de visitar o irmãozinho acaba sendo aproveitada para que este ensine “Arte da Atuação” para a turma da sala do coral.

Dono de uma deliciosa beleza, confesso que apesar do apelo que a série tenta trazer, não fiquei tão empolgada, nem mesmo nas minhas Lady Parts como Kurt e as meninas ficaram, porém já que a trama escolheu por introduzi-lo neste momento específico, eis que vamos até o fim com mais uma personagem filler convidada dentro de um episódio um tanto filler, que se perde em sua linha, deixando de priorizar e dar o foco a aquela que realmente merece destaque: Quinn Fabray. Sim, estou a defendê-la, não somente por que detesto Blaine Anderson. Mas claro, já sabemos que o drama da nova cadeirante do McKinley irá se prolongar até o final da temporada, então bora ligar o módulo “Go With The Flow”.

“Lazy Idiots”

Ladys and Gays como um presente a vocês, lhes entrego o irmão do Porcelana (oops gay errado), Cooper Anderson. OM-Sue, como sentia saudade de você assim, alias esteve no seu auge como a tempos não estava, então diga a nós, seriam os hormônios que lhe afetam até que bem? O New Directions mais serve para ratos de laboratórios do que outra coisa, pois já passaram pela Sexy Class, Bootycamp Lessons, Spanish Class e agora Acting Class, enfim somente mais um motivo para nos darem mais uma grande celebridade do E! Carpet.  Como Neil Patrick Harris e seu Bryan Ryan vieram para dar um estimulo, depois convertido num massacre “Dreams Don’t Come True”, Cooper e sua presença hipnotizante capturam todos na sala do coral, quase todos repito e é partir disto que começamos a entender – não queria mas tudo bem – um pouco da relação dele com Blaine, que rende mais uma performance autotune farofa que deixaria a princesinha do Pop Brit Bitch orgulhosa e que apesar do dinheiro que o Duran Duran deve ter levado nisto, acho que nem eles sorriram com o mash-up  de “Rio/Hungry Like a Wolf”, muito menos com a dançinha awkward dos Bros. 

Falando em farofa, deve estar em contrato sempre  jantar no Breadsticks ou algo do gênero, sendo que toda a cena serviu para reforçar o tormento que Cooper fez da vida de Blaine, afinal quão duro deve ser ouvir seu irmão mais velho a criticar seus descompassados movimentos ao som de MmmBop, que me fez retomar a minha própria infância quando ouvia os irmãos no looping, no meu primeiro aparelho de som, alias Hanson foi um dos primeiros cds que ganhei.

“I just learned how to walk three years ago”

Apesar da sátira aos atores de Hollywood e principalmente ao esquema de audições, não consigo achar graça com as teorias e conselhos do belezura Anderson, ainda mais quando estes agridem o Hummelberry Dream : “Don’t go to college and don’t go to New York. Theater is lame and Broadway is dead”. Broadway Lovers vamos nós rebelar contra este absurdo!!!

Não sei se meu senso de humor não anda dos melhores, mas apesar da tentativa e até do alcance cômico de Matt Bomer em cena, tudo não passava do mesmo arroz e feijão sem tempero que nos enche os olhos quando olhamos a ser preparado no fogão, mas quando colocamos na boca, o resultado não é tão prazeroso, por mais suculento que aparente. Metáforas bizarras a parte, as aulas de atuação renderam um único e épico momento, este a qual mostra que a trama continua a nos cutucar quando o assunto é Tina, colocando-a como cobaia de vítima na simulação NCIS.

“I can’t tell if you’re talking to me if you don’t point your finger”

Concordo que esse lance todo de “point your finger” apesar de insanamente engraçado, é um tanto exagerado, mas nada que justifique o número musical, por maior que queiram cavar o amago do Little Bro e tudo que este sofreu a sombra de seu irmão, que inclusive fará um teste para o Transformers 4 , vejam vídeo promocional que ele grava para Michael Bay, que gostei mais do que boa parte de suas cenas no episódio. Algo que diz que isto só me faz ser a do contra, pois sei que no fundo todas as Ladys and Gays o amam.

E se vocês que fizeram a burrada de assistir a cena completa (me recusei), mesmo que seja por que tem as Lady Parts fracas pelo Darren, seus pelinhos no peito e toda sua cena molhadinha de revolta no chuveiro (vi gifs no tumblr), só posso dizer que tudo foi extremamente desnecessário, principalmente a considerar o conceito da canção, que serve a dez anos como um verdadeiro hino GIRL POWER de superação e força pra qualquer mulher que passou, passa ou passará por uma situação difícil, seja num relacionamento ou algo que a anulara durante sua vida.

Façam-me  o favor de assistir o clipe da canção original, ok longe de mim comparar a diva Aguilera com o a performance de Darren, alias nada contra ele e tudo contra Blaine, mas fica aqui registrado mais um solo e ainda de uma canção que deveria ter sido entregue as garotas da série, sendo assim nunca irei ouvi-la, como nunca ouvi as versões do Justin Bieber ou a Paltrow a cantar Adele. E tudo que pude fazer na semana passada, quando tentei ouvir 20 segundos da Glee Version foi automaticamente deletá-la e colocar meu “Stripped” no volume máximo, apertando o play na faixa quatro intitulada “FIGHTER”, por que não posso lhe agradecer Blaine, pois a unica coisa que me fortaleces é meu desprezo pelo o que sua personagem se tornou, claro culpa dos criadores e nunca do Darren, a qual gosto muito, principalmente nos tempos cuja cabeleira era enrolada e este vestia cosplays de Harry Potter.

E sabe o que é mais irônico? A cena seguinte. Sim, aquele que luta desde os oito anos para se enquadrar em sua limitação física e aquela que pastou, errou, tropeçou e se esfolou nos últimos três anos que deveriam ser os verdadeiros Figthers e apesar da Lady D não ter gogó pra levar a canção, seria pelo menos de bom tom que esta fosse dedicada a ela, colocando como uma espécie de luta consigo mesma, afinal ela sempre fora sua pior inimiga em boa parte das vezes. Sei que soa estranho a Mamma aqui a proclamar e defender uma personagem que por tanto tempo nutriu uma relação de ódio, mas é como disse no anterior, tenho minha conexão com os Fabray Issues – não não engravidei na adolescência – mas entendo o este Dark Place que vira e mexe ela se encontra e por mais que seja filha única e não sei como é ter um irmão a lhe infernizar, acho que destoa muito as situações, pois uma sempre ficara a pesar na balança da outra.

A partir do momento que RIB decidiu colocá-la numa cadeira, automaticamente iriam movimentar a trama do cadeirante fixo, meu amado Artie e é esta relação que talvez faça jus a tudo que ele precisaria expressar dentro de sua condição, por mais que em um ou dois episódios desde a estréia de Glee tenham tentado abordar. Se fiquei descontente com o arremesso da vida familiar de Blaine neste, muito disto foi por que nitidamente usaram para “encher o pote de raspadinha” e segurar as tramas centrais, sendo que sabemos que Blaine Anderson provavelmente será o protagonista do McKinley na Season 4.

A cena que mais me cativou e emocionou foi a cena da rampa, muito disto por que para aqueles que amam esse elenco, sabem muito bem que tudo ali gritava a fofura e buniteza de Kevin McHale e Dianna Agron, assim cada riso e gargalhada dada era extremamente naturais e mesmo assim ambos conseguiram dar importância aquele momento, que não simbolizava somente o desafio de subir uma íngreme rampa e sim a realidade a qual Quinn enfrenta e as diversas rampas que terá que atravessar, não só literalmente.

Tentando trazer a ela uma experiência diferente, enquanto os colegas escolhem cabular aula num parque de diversões, Artie leva Quinn a uma pista de esportes, toda esta utilizada por cadeirantes ou pessoas com alguma limitação física. Soltos e descontraídos a cantar “Up Up Up” –  por que não tenho duvidas que foi a Lady D que indicara esta canção? Vejam pelo clipe, tudo grita YouMe&Charlie – mais uma vez temos um Quartie dueto, só que enquanto o primeiro número musical deles terminou de maneira positiva, desta vez a realidade se coloca entre os dois quando Artie tenta fazê-la visualizar todas as possibilidades e naturalmente esta se nega e com seu jeito ácido e impensado diz que não é igual a ele e que acreditar sim que irá voltar a andar.

A cena é bem triste se formos pensar no ponto de vista do Diretor Mr. Abrams, principalmente por que sabemos desde a Season 1 que voltar a andar sempre fora seu grande sonho e mesmo ganhando o defeituoso andador que durou um dia, é mais do que concreto que sua paralisia é irreversível. Espero sinceramente que deem a atenção devida e não tentem somente criar um elo amoroso entre eles, ainda mais que parecem querer colocar Joe na outra ponta, este dando uma visão de fé e aceitação divina, sem contar que esta seria a segunda vez que Mr. Abrams disputaria com alguém do Glee Project e mesmo a considerar a possibilidade, é demais pro meu coração pensar em Quartie com uma conotação romântica. #NOPE

Já vi muito absurdo neste vida, muita incoerência e distúrbio, mas nada consegue super o fato: SUE SYLVESTER ESTÁ GRÁVIDA!!! A visita ao médico foi tão absurda quanto a presença de Wemma junto a ela como os “amigos a dar suporte”, algo como a Quinn ir com a Rachel durante ao cirurgião plástico em“Born This Way”. Mesmo com a alegria da revelação que será um menina, um delicado assunto é abordado, dando a entender que há algo incomum com o desenvolvimento do bebê, mas isto soente saberemos mais pra frente, assim como a misteriosa identidade do pai.

Cheguei a um estágio acredito eu de desprezo a personagem de Jane Lynch, mas a cena final dela a conversar com os losers durante o BootyCamp trouxe uma nostalgia inspiradora quando este expressar sinceramente que irá ajudá-los a vencer e apesar de extremamente irritantes, deseja que seu bebê absorva neste período um pouco da decência e otimismo que cada um deles tem. Estaria Sue Sylvester abrindo-se complemente para a alegria que tanto serve de filosofia ao Glee Club?

Voltando ao Bromance, se tem uma relação que queria ver mais a respeito se chama Furt, sim os meio-irmãos mais excêntricos da face da terra. Klaine tem sua primeira cena isolada no episódio com Kurt a dar de presente ao amado um cachorro de pelúcia (um dos vários que Finn pegou para Rachel naquelas máquinas pega-treco). Conversa também sobre sua relação com Finn, este que mesmo não partilhando do mesmo sangue também o tira do sério com as diferenças e que mesmo brigando muito, no fim ele ama aquele grandalhão e é isto que irmãos são um pro outro. Com um leve empurrão, Blaine decide aceitar uma última conversa com seu Cooper e se o diálogo nunca funcionou muito bem a eles, seja então através de uma canção no auditório, algo que Glee sabe muito fazer, pois se não tem palavras ou não sabe como expressá-las, cante-a.

Depois dizem que Glee não converte as pessoas, mas brincadeiras a parte, como não mexer com a cabeça do lado perturbado do fandom, aquele mesmo que possivelmente shipa Faberry. “Somebody That I Used To Know” sempre será pra mim uma canção a falar de um casal e naturalmente de um relacionamento que não existe mais, deixando espaço somente para estranhezas e momentos passados. Pois é, aqui vemos dois irmãos a cantar um para o outro numa espécie de libertação um tanto bizarra da muralha que os separa . E aqui tudo que consigo pensar e processar é o quanto ri com o tweet do @TVGMDamian (colunista da Tv Guide): “Honestly, if the sight of Darren Criss & Matt Bomer on the screen together doesn’t make you gay, it’s definitely NOT a choice”

Agora se querem ver versões dignas, até mais que a original arrisco dizer, assistam este vídeo e conheçam os queridos do Pentatonix, vencedores do The Sing Off 3, competição de corais transmitida pelo canal NBC e também os canadenses Walk Off The Earth , cujo vídeo foi visualizado por mais de 80 milhões de vezes.

Resolvi jogar tudo isto ao fim, pois realmente precisei assistir o episódio novamente para poder processar tudo e fazer minha tese a respeito, pois posso ser Finchel, mas sou pé no chão ao extremo as vezes. Puck sugeriu anteriormente que Finn junta-se a ele como parceiro de negócios na empresa de limpeza de piscinas, cujo destino é a ensolarada California. Tal negócio os transformaria no Jobs e Zuckerberg das piscinas, todos estes jovens subestimados no High School que depois conseguiram pisar em todos com idéias brilhantes em suas áreas de trabalho. E aê Finn qual vai ser o repertório da vez: “De Repente California” do bolha do Lulu Santos ou “New York New York” do incomparável Frank Sinatra? (reparem no meu inflamado patriotismo cof cof cof). A priore NYC é seu destino, afinal é onde sua amada estará, mas e tu Brutus, o que quer e quem quer ser na vida?

Mesmo recusando a proposta, Finn aceita ajudar o amigo a mexer num dos motores de uma das “Cougar Ohio Womans” e lá acaba recebendo uma sacudida do amigo, que o estimula a pensar um pouco em si e não viver tão em torno de Rachel e o que ela quer. Abrir novos horizontes na Califórnia, pode pensar até em investir em sua carreira, ir para faculdade e ter um trabalho promissor junto ao BFF. Noah está coberto de razão, assim como concordei com Kurt quanto estes tiveram uma conversa parecida quanto o pedido de casamento estourou pra todos os lados.

Retomando tudo desde o pedido de casamento, sabemos que antes de tomar um grande passo deste, por maior que seja o amor e o imediatismo da  emoção, tem que entrar em acordo com a realidade de que a vida adulta cobra diferentes atitudes, entre elas saber o que fazer como indivíduo antes mesmo de unir as escovas de dente. O grande empasse entre Rachel e Finn como casal sempre foi e será até o final desta temporada, o excesso de confiança e determinação de um e a falta de segurança e dúvidas do outro e por fim somente um resultado: quanto estão dispostos a ficarem juntos, sem anularem um ao outro?

Quão intimidador e assustador deve ser namorar e agora ser o noivo de alguém por vezes tão focado como Rachel Barbra Berry, principalmente quando passara boa parte de sua vida a tentar superar expectativas dos outros. O grande issue desta relação é que Finn nunca se colocou a frente e isto não é algo que acontece desde que ficou com Rachel, mas bem antes, assim antes mesmo de fazer a pergunta a sua amada: “Você já se perguntou o que irei fazer em NYC?, acho que precisa ter um sincera conversa consigo mesmo.

Meu lado super protetor da Drama Queen sempre falará mais alto e como ela mesmo diz em meio a fervorosa discussão é: “There’s no other option for me here”, tenho que concordar, pois em meio a tantas incertezas e absurdos que a série já despejou sobre nós, uma coisa sempre foi certa: “The Rachel’s Berry Journey to Broadway”, sendo que ela é a personificação do “Dont’ Stop Belivin” e só pelo fato de ter sido Finn a indicar a canção em seu primeiro momento junto com o New Directions, podemos perceber que ele precisa começar a BELIVE mais, principalmente nele mesmo, deixando pra trás aquele garotinho que se escorou por muito tempo na poltrona do pai heroi. Além disto, terá que tapar os ouvidos a qualquer confusão de influências e apontamentos externos de terceiros, para então se posicionar de uma maneira diferente, direta e determinada, inclusive até em para vislumbrar que é bom o suficiente para NYC e que se Puck diz que California lhe dá oportunidades, aquela que ama e o ama mais do que ninguém poderá ajudá-lo a descobrir, encontrando novas novas direções, como o próprio nome de batismo do Glee Club.

Enquanto Finn precisa finalizar de uma vez por todas a “Journey to The Real Finn Hudson”, Rachel volta ao marco zero de sua vida e isto sempre me faz relacionar aquela velha conversa com Schuester durante a Season 1 e como este falou que no fim ela encontraria alguém que a aceitaria exatamente como ela é, ou seja, intensa, determinada, persistente e por vezes egoísta, porém sabemos que no coração desta protagonista, desta  pequena garotinha sonhadora do papai Leroy e Hiram, existe um enorme espaço para todos os teatros da Broadway e também para o seu grandalhão indeciso, alias Finn Hudson só pode ser do signo de Libra, por que vamos combinar pessoa mais pra lá e pra cá do que ele tá pra nascer.

E aqui por fim vai as duas frases que dizem pouco e tudo ao mesmo tempo sobre o que cada um sente sobre si mesmo, principalmente quando um quer tudo e o outro quer que o amem exatamente por aquilo que é :

“I need to be in New York and i need you with me. I can’t do this without you”

“I just want you to be really sure that you’re in love with me and not who you want me to be”

Acho que neste momento podemos colocar um pouco Finn no lugar de Rachel durante aquela conversa com o Mr. Schuester, pois em frente as possibilidades da vida adulta, esta que além de lhe entregar o caminho de sua carreira, também colocou a frente um amor que por muitos é visto como algo juvenil, um certo fogo que logo se apagaria, muito comum no High School, porém quando se tira a Barbie e o Ken de dentro da casinha decorada, cheirosa e perfeita e os coloca a enfrentar a vida real, tudo toma uma forma mais séria e não tão colorida e é neste momento que a batalha começa, provando quem são os fortes que seguem lado a lado até o fim e quem são os fracos, que perante dificuldades e impasses, desistem no meio do caminho. E doam a quem doer e por mais que me irrite com esta agonia eterna, fico orgulhosa com a maneira que Lea e Cory entregaram-se durante toda a cena final e acredito que entregarão até o final desta temporada, esta que será a fase mais decisória de suas personagens e claro que o fato “Monchele is On” contribui e muito para o comprometimento e entrega da cena – Sorry Aspenger.

Casais protagonistas sempre provocaram reações diversas, indo de um extremo da empatia ao extremo da aversão, porém uma coisa sempre percebi, desde o momento em que estes dois dividiram os versos de “You’re the One That I Want”: a garota nerd sonhadora e o quarterback popular inseguro são mais similares do que muitos poderiam apostar, sendo duas crianças que ao fechar das cortinas só desejavam ser ouvidas por aquilo que realmente são.

Fiquei decepcionada com o retorno do hiatus, porém deve-se saber aproveitar alguns raros momentos, principalmente quando estes tem potencial para algo daqui pra frente, mesmo que seja a nos manipular na agonia, como mesmo já disse em relação ao destino do casal protagonista e da antagonista cujos joelhos já estão calejados de tanto tropeçar nas calçadas da vida, mas por fim gostaria muito de saber quais sonhos e desejos os demais perseguirão e só deixo bem claro que se o maior sonho deles não for concretizado, sinceramente não vejo sentido e dignidade de Glee orgulhar-se com sua renovação para a Season 4.

Artigo escrito por: Mary Barros

4 thoughts on “Glee (3×15) – Big Brother

  1. Marikeriiiiiida!!!
    Como é bom estar lendo uma nova review sua, msm que a casa seja nova e eu tenha me embananado um pouco com o cadastro hehehe
    Enfim, vamos ao que interessa: o ep. não foi tão ruim como nós pintamos, mas, sinceramente, seria melhor se Ryan Murphy parasse com tanta fixação em Darren, que é um fofo e talentoso, e soubesse dosar melhor os enredos, e principalmente, as canções.A história toda dos irmãos Anderson foi besta, mas valeu pelo MMmbop dos Hanson (me vi aos 11 aninhos kkkk) e pelo autógrafo no peito da Sue e do Namaste kkkkkkkkk as músicas foram vazias, e eu não gostei não…
    A Sue, como vc bem disse, estava em plena forma como a gente não via há muito tempo (ri muito com a Mercedes no ai, meu Android kkkkkkkkkkk)
    E, OMG, ela tá buchuda!! Surreal Wemma e Sue interagindo, mas foi muito massa, mesmo assim.E a cena do parque foi muito divertida, e, chegando ao que melhor deveria ser abordado na trama: Quinn nunca gostou de ser digna de pena, mas eu acho meio forçado mostrá-la como se só tivesse com a perna no gesso, não completamente paralisada.Mas foi lindo SEU MARIDO, ARTIE ABRAMS, mostrando jovens com deficiência…e, bom, se a Quinn vai ficar boa? Meu palpite é que sim, vai, mas eu tenho cada vez menos esperança de que arrumem sua história com Puck,este, aliás, personagem que faz muita falta quando aparece pouco, na minha opinião.Puck é um canastrão, mas o cara é tão ciente disso,que não tem como não rir até qdo ele ameaça todo o mundo cor-de-rosa do Finchel com a vibe “garota eu vou pra Califórnia”…né, Lulú Santos?! E eu cheguei neles, Finchel.Acho válido Rachel querer seu homem ao seu lado.Acho válido Finn pensar em como levará sua vida pós-High School.Como eles ficarão? É muito complicado…ninguém vive só de amor, e parece que esta é a grande questão para ele, pois ele disse para Rachel que, se aceitasse a proposta de Puck, teria como sustentá-la.E aí? Aguardemos cenas dos próximos eps!! Te adoro amiga, amei sua casa nova!
    #Tina como o cadáver da aula de atuação LOL

  2. Hi Mama!!! Estreando Glee na nova casa hein… E cá estamos para comentar esse seu mais novo fantástico review, pena que o episódio não tenha tido nada de fantástico…

    No começo me irritei por não ter sido um episódio totalmente dramático quando se trata de Quinn, mas compreendi a intenção dos roteiristas e até começei a gostar da forma com que esta trama foi trabalhada.

    Sue também esteve boa, adorei o fato de que sua filha, ou filho, será especial e vejo muito potencial para a evolução da personagem com isso. Mas estamos por falar de Glee e de evolução de personagem, algo que não combina muito…

    Já Finn e Rachel prometem trazer garndes reviravoltas nesta reta final, e recentemente ouvi uma música que desejo tanto que a Ms. Berry a destrua em qualquer momento… ouça e vê se esta musica não combina perfeitamente com a voz de nossa guria http://www.youtube.com/watch?v=6lE6Htee0sA

    Se o episódio fosse estas tramas, tudo estaria resolvido e este poderia ter sido um bom episódio… Mas temos Blaine e seu carisma de mosquito a nos atrapalhar.

    Não entendo como funciona Glee, sinceramente não entendo e não quero mais tentar entender. Acho que está por rolar uma grande de uma orgia nos bastidores e até Matt Bomer fora convidado, pois só assim para darem tanto destaque a Darren Criss… Okay seus covers venderam que nem água na temporada anterior, porém o mesmo feito não está sendo alcançado nesta temporada, cadê os solos de Rachel? cadê até mesmos os solos de Finn? Só tivemos aquele horrivel Girls Wanna Have Fun e nada mais. Enfim, sabes Mama que não suporte Blaine, não suporte sua superficial relação com Kurt, uma relação que ainda não consegui nem descobrir quem é a passiva. Por que não fazer logo um spin off e deixá o Blaine brilhar sozinho lá, pelo menos assim temos a chance de ver personagens que realmente importam e realmente tem histórias para contar tendo algum destaque…

    Como disses Mama, não é culpa alguma de Darren, o garoto é super talentoso, e muito menos de Matt, um dia ainda verei White Collar, mas sim do Troll Murphy, que acha que Glee tem de funcionar igual a suas calças.

    Esperava bem mais e não estou satisfeito com o que vi… Que venha Lindsay Lohan e A Noviça Rebelde, pois depois deste estou pronto para qualquer coisa…

    XOXO

  3. Heeeeeeeeey Mary

    Que saudades das suas gigantescas reviews de Glee (:

    Boooooooom, a montanha russa desceu bem dessa vez não é mesmo?
    Que coisa mais ridícula da Quinn, queria que ela estivesse morta, ia ser bem mais impactante e realista!

    Casamento da minha linda já era mesmo, como todo mundo esperava, e ainda com briguinha depois de tudo agora? Ah não -.-‘

    Nem quero comentar do resto, ainda mais da Sue, se não passo mal aqui.

    Eps muito fracooooooo, último temporada com esse pessoal e nada deles aproveitarem, só trazendo eps como esse não vai fazer eu sentir nenhuma falta -.-‘

    Excelente review! Até a próxima =)
    Bjos’

  4. Oi Mary!

    Um episódio bem mais ou menos. Uma pena se a gente pensar que são só 8 episódios pro fim da série como a gente conhece!

    A história da Quin pode ser interessante pra uma personagem e atriz que merecem mais histórias.

    O pior foi voltar atrás a história do casamento. O que foi desenvolvido de maneira um tanto quanto prematura, ousada, mas bonita e comovente foi ”desdesenvolvido” numa boa…

    Sobre a cena final eu também fiquei impressionado com os atores, mas principalmente com a Lea, somente com olhares ela me transmitiu o medo de que coisas importantes poderiam se mexer sob os seus pés sem que se tivesse controle… Sou só eu que fico tão impressionado com o talento da Lea?

    Esse episódio foi realmente fraco, mas acho que principalmente nessa temporada estamos nos acostumando com episódios pífios e outros incríveis… É se segurar na cadeira e torcer!

    Um abraço!

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