Fringe (4.17) – Everything In Its Right Place


A 5 episódios do final da temporada, notamos que Fringe anda a rematar todas as pontas para aquilo que deve ser mais um final de temporada épico, ao nível da terceira época. De tal forma penso isso que, neste episódio, Altivia, personagem que tenho vindo a gostar cada vez mais, revela que o mundo vermelho está a ficar curado. Lentamente, as áreas que haviam sido lacradas com âmbar e zonas onde a qualidade do ar é quase zero, começam a regressar ao normal e toda a população vê o mundo azul como os heróis.

Outro factor interessante prende-se às cores que temos vindo a ver ao longo da temporada. Ora, no início, predominava o amarelo, predominava a cor que simboliza a união dos mundos que, desde aquela altura, delimitaram uma meta: trabalhar em conjunto para os curar e trabalhar em conjunto para ver atrás das grades um inimigo capaz de tudo para atingir os seus fins. E se reparar bem, caro leitor, notamos esse amarelo nas luzes dos carros da polícia, logo no episódio de abertura. No entanto, neste episódio 17, notamos já a diferença entre o azul e o vermelho que, a meu ver, parece estar a aumentar porque estamos a assistir ao renascer de um mundo devastado pelos eventos Fringe e que aproveitou tal para avançar cientificamente e estamos a ver um mundo azul cada vez mais preocupado com o mundo vermelho e com uma enorme vontade de seguir em frente e deixar o tempo curar todas as feridas.

Ao décimo sétimo episódio da temporada, entramos na espiral descendente até ao episódio 22, o que espero ser um final épico. Entramos na célula mais pequena e dela prendemos Nina Sharp do mundo alternativo, acusada de trabalhar com David Robert Jones nos seus trabalhos de engenharia genética. Pelo pouco tempo de antena desta personagem, notamos uma clara diferença para a nossa: esta é mais sombria, com ideais muito definidos e com vontade de ter o mundo às suas mãos.

Com a ajuda de um shapeshifter que tentava encontrar o seu lugar no mundo, Nina Sharp é, finalmente, apanhada e a maior parte dos dados de Jones é levada até ao FBI.

Por outro lado, observamos uma Altivia diferente, mais ligada à parte emocional. Com um apreço muito especial por Lee, o seu parceiro, ouvindo a notícia da sua morte, foi algo devastador e será, certamente, muito difícil de ultrapassar. No entanto, o Lee do mundo azul, que havia atravessado, permanece no mundo vermelho porque, com a sua Olivia a amar cada vez mais Peter, não encontra um lugar onde se sinta completamente à vontade. É no mundo vermelho que encontra esta paz. E é neste mundo que parece querer ficar.

Não foi um episódio brilhante mas preparou-nos para o que aí vem. Preparou-nos para uma história que está, daqui a pouco, no fim. O capítulo está quase a findar e todas as peças parecem estar no lugar certo. Para onde iremos agora?

2 thoughts on “Fringe (4.17) – Everything In Its Right Place

  1. Achei este um dos melhores episódios desta quarta temporada… Tudo que envolve o mundo B é interessante e fora bom dar um destaque a Lee, que andava bem apagadinho…

    E este episódio ainda nos deixou um eletrizante cliffhanger… O que será que irá acontecer com a Alstrid? Uma vez que tudo indica que esta descobriu sobre Broyles? Estou muito ansioso para o próximo episódio e espero que seja tão bom quanto este.

    Atts

    • Oh pá, isto vai parecer tipo traição ao nosso mundo mas apesar de todo o âmbar que o mundo vermelho tem, consigo gostar taaanto dele! É muito mais…fixe, mais tech-y. 😀

      E concordo contigo: foi um dos melhores. E ao menos Lee tem destaque no outro mundo. E agora que descobriu tanta coisa do Jones, vai ser o supra-sumo daquilo.

      Mas pergunto-me como é que Alstrid descobriu sobre Broyles se é que descobriu…? Ela não estava na mesma sala que o Lee ou a Olivia. O próximo episódio, cheira-me, que será mais uma pérola!

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