Supernatural (7×17) – The Born-Again Identity


Sinceramente, o que salvou esse episódio foi Mark Pellegrino e Misha Collins. Mesmo que fosse essa a intenção desse novo pedaço de trama, foi fácil notar o quanto as histórias de Supernaturalestão escassas, a ponto de colocar dois personagens antigos que foram importantes e possuíram presença forte – Lúcifer e Castiel – durante a quinta e sexta temporada, de volta. Sam e Dean Winchester diante deles se tornaram peças secundárias, perdendo a utilidade e o brilho que ambos costumavam ter mesmo rodeados por vinte demônios.

The Born-Again Identity é direcionado a Castiel. Ou melhor, Emanuel. O anjo do Senhor conseguiu se safar de uma dose extrema de leviatãs saindo do seu corpo, voltando a vida sem nenhum resquício de memórias que remetessem ao seu passado. Claro que, para não desperdiçar a participação de Misha e, talvez, por saber que o ator se tornou anteriormente muito especial para toda à trama, Emanuel akaCastiel ainda possui traços sobrenaturais do reino dos céus e é o único capaz de ajudar Sam com seu pequeno grande problema de ter Lúcifer em sua mente. Podemos dizer que o fato de Dean reencontá-lo foi para pagar uma dívida pendente com relação a Sam, que está preso na ala psiquiátrica de um hospital, sem esperança alguma de se livrar do seu estorvo. Contudo, Emanuel já sabendo que é Castiel paga esse débito da pior maneira, obtendo o inferno propriamente dito preso à sua mente, pelo tempo que só os próximos episódios responderão.

Sam, como sempre, é quem se dá mal na história, não importando quem é o inimigo universal da vez. Lúcifer desempenha um papel sensacional, tendo as melhores sacadas do episódio, com piadas certeiras, sendo impossível levar a condição do Winchester a sério. Não sei bem dizer se isso foi bom ou não, pois às vezes as brincadeiras do diabinho particular do irmão de Dean soavam meio forçadas. Era como se, ao criar esse dilema no roteiro, houvesse uma nota de rodapé: Ok! Traremos Lúcifer de volta, faremos Sam sofrer, mas nada disso nos impedirá de tentar salvar a série, pois os fãs amam as ironias do personagem de Pellegrino. Claro, eu adoro a interpretação de Mark, mas achei a atitude em certos momentos não cabíveis. Sam é dono de um grande carisma, ainda mais por ter sofrido altos e baixos na vida de caçador e não era preciso debochar tanto da sua condição como fizeram. Achei um tanto quanto insensível criar um humor tão pesado em cima de algo que, aparentemente, deveria ser considerado mais grave. A única coisa que achei dispensável foi o pequeno caso de Marin que Sam resolveu. Essa necessidade de colocar os irmãos sempre trabalhando só fortalece a ideia de que manter problemas sobrenaturais no caminho dos Winchester é apenas um artifício para passar o tempo.

Após o retorno desses dois personagens, temos Meg, que saiu do fogo do inferno para atazanar a vida dos Winchester. Para quem não tinha nada, agora Sam e Dean possuem todos os pesadelos do passado em seus calcanhares. Como se eles precisassem de mais peso sobre os ombros, pois já temos o pseudo-Bobby encarnado na figura de Frank, que ficou ausente durante todo o episódio por sinal, e os leviatãs. Se não bastasse a volta de Castiel, Lúcifer e Meg, vimos uma banca de demônios, querendo um pedaço dos irmãos, como sempre, incitados pela curiosidade ou talvez pelo perigo que Castiel representa.

Dean deixou cair a armadura insensível e mostrou que ainda se importa com o que Castiel significava para ele. Gostei da ideia dele carregando o sobretudo do homem que costumava ser seu amigo, dentro do porta-malas do carro, e também a sensibilidade que se dissolve dentro dele quando o assunto é o irmão. Vê-se a mágoa e a dúvida do Winchester mais velho ao lidar com Emanuel aka Castiel, que apenas tem adormecido em sua mente o anjo que foi a melhor ligação afetiva no quesito amizade que ele teve, durante a longa estrada no duelo contra demônios.

Houve uma reviravolta em Supernatural e, como era de se esperar, isso aconteceu um pouco tarde e o objetivo parece meio ilógico. Temos os leviatãs, a empresa de Dick supostamente na luta contra o câncer, Castiel com a mente trancafiada ao humor negro de Lúcifer, e Meg muito interessada no paradeiro do anjo, tornando-se enfermeira no hospital do qual ele está internado. Vimos Sam e Dean lidar com seus fantasmas, mas a troco de quê? Já são muitos personagens na jogada e, apesar de tudo, o episódio foi até bom, pelos motivos que citei no começo dessa review.

Artigo escrito por Stefs Lima

2 thoughts on “Supernatural (7×17) – The Born-Again Identity

  1. Fiquei surpreso ao ver Cas neste episódio e até gostei dele, acredito que daria um nota acima de oito, mas como tú mesmo disseste, as coisas tendem a vir muito tarde a Supernatural e quando chegam não conseguem causar um grande impacto…

    Enfim, poderia ser melhor, mas fiquei satisfeito com o que vi…

    Atts

    • Eu estava ansiosa para ver o Cas, de verdade. Sempre foi meu personagem favorito e eu sou apaixonada pelo Misha huahuahuau Mas se não fosse por uns deslizes, o episódio teria sido bemmm melhor😄

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