The Vampire Diaries (3×17) – Break On Through


Quando você acha que The Vampire Diaries não tem mais trama para desenrolar até a season finale, a série mais uma vez nos surpreende. Não consigo evitar o fato de tremer só de pensar que, conforme as pontas soltas são libertadas, bate o medo e a preocupação sobre a possibilidade do enredo se perder e tudo o que foi muito bem montado a três temporadas, chegue ao nível de inferioridade. Se depender dos vampiros de Mystic Falls isso não acontecerá, pois lá estão eles seguindo firmemente às rédeas do jogo, mudando a posição das cartas mais uma vez. Só que dessa vez, o frente de combate é Damon, Alaric, Rebekah e Sage.

I heart Damon Salvatore com o pior lado da sua personalidade – senão o melhor – vindo à tona. O vampiro voltou a ser o canalha, algo que sempre direi que sentia falta e que estou mais do que satisfeita por ele ter assumido seu lado sarcástico e imponderável, em nome dos velhos tempos. O único
impasse que o persegue e que pesa em seus ombros, por mais que ele não admita, é tentar ajudar Stefan a se controlar quando o assunto é sangue. Porém, Sage retorna ao seu convívio casando com as dúvidas que ele tem com relação ao comportamento suspeito de Rebekah, que se mostra engajada nos eventos históricos que faz parte da cidade que vive com o único intuito de descobrir onde está a árvore de carvalho branco. Como Sage e Rebekah não se dão bem, Damon ganha uma ajuda extra da sua mentora e, mais uma vez, ele aprende que não pode confiar nas mulheres sobrenaturais.

A ponte Wickery ganhou sua relevância. Depois de ter sido cenário para a morte dos pais adotivos de Elena, de um surto terrorista por parte de Stefan, que quase levou a jovem pelo mesmo caminho catastrófico, agora, um dos monumentos mais importantes de Mystic Falls nada mais é do que um antro de carvalho branco, madeira mortífera para qualquer vampiro Original. Por causa dela, Damon, Rebekah e Sage se unem sem saber as motivações
um do outro e, sem ninguém perceber, agem com individualismo. Rebekah quer saber onde está a madeira, Sage quer proteger os resquícios da árvore e Damon quer saber qual é o plano da irmã de Klaus. Era de se estranhar duas mulheres que se detestam na mesma situação de convívio, pois o Salvatore mais velho tem a mesma sorte com o sexo feminino que Alaric. Foi normal pressentir que coisa boa não viria dessa festinha à três. Coletando informações daqui, outras dali, eis que mais uma vez o poder das vampiras falam mais alto e Damon fica, aparentemente, a ver navios. Por causas diferentes, Rebekah quer apenas se proteger da morte e Sage quer mantêr o amor da sua eternidade vivo.

Eu fiquei chocada com esse amor de Sage pelo irmão suicida de Klaus, Finn. A imagem forte da personagem que viveu em 1912 se suaviza, pois como toda mulher, a ruiva tem sua fraqueza e ela é o amor. Citar Finn é o mesmo que cutucar sua ferida mais profunda, algo que anima e assusta Damon, toda vez que tem que se conter ao falar o nome do amado da sua mentora. Mas como o Salvatore mesmo disse, Finn não está nem aí para ela, pois sente vergonha do que se transformou e se prontificou a morrer. Sage precisa e muito aprender que o Original não se importa com ela, o que pode causar danos drásticos no futuro. A pior burrada de Damon foi afirmar que o protegeria, pois Rebekah, por meio do ódio recíproco por Sage, viu que poderia ter uma aliada e contou a verdade. Se um Original morre, todos seguem o mesmo caminho. Enquanto a loira queima a madeira de carvalho branco com o auxílio de Sage, foi difícil cogitar que Damon teria uma carta embaixo da manga. Ora, se a única coisa que mata Klaus e companhia foi destruída, o que os Salvatore farão afinal das contas? Inventar uma outra árvore que os matem?

O fato de Damon se dar bem de alguma maneira nunca me surpreendeu, pois ele precisa ser – por assim dizer – o lado esperto dos Salvatore. Por mais que ele goste de Elena, o vampiro não tem dificuldade em ser frio e irracional. Essa são duas das suas inúmeras personalidades. As soluções dos grandes problemas que dominaram Mystic Falls, na maioria das vezes, ficou nas mãos do Salvatore mais velho. Por vezes se dando mal, ele ainda conseguia sair por cima, mesmo que isso lhe custasse uma perda mais drástica. Eu esperei que ele fosse salvar o dia e isso aconteceu. Rebekah e Sage podem até achar que dormirão em paz, mas lá na mansão Salvatore está a placa da ponte Wickery, cuja a lapidação foi feita com a santa madeira aniquiladora de Originais. Agora, me pergunto, até quando Rebekah e seus irmãos não saberão disso. Sage está à espreita, sem sombra de dúvidas, porque sabe que a existência de Finn está com os dias contados, caso ele cruze caminho com Damon. Para as “novas” amigas, todo cuidado será muito, mas muito pouco.

Alaric ganhou destaque, embora eu esperasse que nada fosse acontecer com ele nesse episódio. Achei que segurariam a manifestação do seu problema para os episódios finais, mas pelo visto, trarão Jeremy de volta para dar um up na season finale. A causa disso será o anel sobrenatural que o irmão de Elena possui e que pode ser ativado de maneira obscura à fim de matar a família dos fundadores. Mesmo com a análise cerebral no “pai” de Elena, mostrada no começo do episódio, vemos que ele possui o que Damon chamou de alter ego. Com crise iminente, Damon e Alaric conseguem soltar piadas e quebrar um pouco da seriedade do momento de maneira dosada. À partir da análise de caso de Samantha Gilbert, Ric na frente das câmeras é o bom homem, que sofreu inúmeras desilusões amorosas e, quando as luzes viram trevas, ele é o inimigo que não pensa duas vezes em matar suas vítimas. Não demorou para Meredith virar um alvo por ser membro da família Fell. No começo, não confiei na bondade e na atitude prestativa dela com relação à Alaric e a Elena. É difícil confiar em uma personagem cuja atriz só faz papéis de psicopata. Mas no final das contas, a dra. Fell foi gravemente ferida. No chão, desmaiada, dando seu último suspiro de vida, Stefan consegue se segurar para não fazer um milk shake com o sangue da mulher e se controla, fazendo-a beber seu sangue para se curar. Um brinde ao autocontrole, Stefan, e um docinho por ter feito isso na frente de Elena.

As cenas entre Elena e Stefan foram muito pertinentes. Fiquei contando os segundos para que eles se beijassem ou trocassem algum tipo de afeto, mas nada disso aconteceu. Ela quer ajudá-lo, como sempre, e ele quer deixá-la fora da sua vida, para variar. Em conversa com Damon, a morena deixa bem claro que ele é a última pessoa que pode ajudar o irmão a criar autocontrole com relação ao sangue. Claro que ela seria a pessoa certa para diminuir a sede do amado, mas o Salvatore mais novo não parece disposto a dar o braço a torcer. Contudo, enquanto estão à procura de informações de Alaric e da aliança que poderá quebrar o feitiço de seu pequeno problema de personalidade, ele conta sobre o passado/futuro de Samantha que pode se refletir no homem que é o responsável por ela e pelo seu irmão. Vasculhando a fundo às gavetas, encontram-se fotos das vítimas e um arquivo especial para Jeremy, com o nome dos fundadores que ele precisará matar, caso ele morra. A cena estava tensa, pois foi o pico do suspense do episódio inteiro, mas Stefan e Elena compartilharam pequenos gestos que demonstraram ainda mais que o sentimento que os unem persiste. Da parte de Elena, com certeza, até de Stefan, mas ele gostou da ideia de ser reprimido. Um momento de consideração é quando ele explica que não está no controle para uma futura aproximação, antes de passar no teste com Meredith. Pelo menos, o Salvatore resolveu ser mais honesto com o que sente e parou de ser um ogro estúpido com quem ama.

Caroline Forbes perdeu qualquer brilho que tinha. A personagem nada mais é do que um estepe para ajudar em outras causas que não são suas e foi arremessada para contribuir com Bonnie e Abby. Ela não tem mais o que fazer na série. Senti que forçaram um pouco a barra em tentarem criar um vínculo forte da loira com Jamie. Honestamente, só há duas opções para a loira: ou a engradecem de uma vez ou a coloquem de molho, pois ela não tem mais utilidade para à trama. Nem com Klaus consigo ver um futuro, pois ao que tudo indica, ele morrerá em breve. Não seria nada justo despedaçá-la mais uma vez, pois a jovem já sofreu e chorou demais por pessoas que eram muito importantes. Enquanto ela fica perdida no meio da situação, sabemos desde sempre que Bonnie e Elena são o vínculo forte e mais próximo de humanidade que a protagonista tem. Por mais que elas também se importem com Caroline, ambas são o verdadeiro símbolo de amizade, não tem jeito. Até hoje, me pergunto o que fizeram com Caroline, pois a reviravolta da personagem parecia promissora.

Enquanto Caroline perde espaço, Jeremy teve seu retorno marcado. Não que eu fique feliz com isso, pois não senti a mínima falta dele. Daí, penso: por que não deram esse anel para outra pessoa? Não consigo suportar o irmão de Elena, não tem jeito. Quando ele tenta agir como uma pessoa madura, a amada dos Salvatore sempre barra suas atitudes, como Bonnie tentou fazer quando o namorava e isso custou sua “morte”. Não consigo vê-lo como psicopata, assassino ou dotado de crueldade. Nem consigo imaginar a probabilidade dele me surpreender, pois simplesmente não consigo botar fé nem no ator e nem no personagem.

Let’s go kill some Originals

As coisas entre os irmãos Salvatore estão finalmente melhores e, mais cedo do que se imagina, Stefan poderá ter aquela vingançinha bem paga contra Klaus. Ao lado de Damon, eles precisarão e muito de cautela. Principalmente em guardar segredo de Elena – algo que nunca funciona – sobre o fato e que, por vezes, coloca tudo a perder, fazendo a jovem sair como a culpada da história. Outro impasse é com relação a Abby. Será que ela vai sobreviver longe de Bonnie, ainda mais porque ela descobriu o gosto do sangue? As coisas prometem em Mystic Falls. Resta aguardar para ver!

Artigo escrito por Stefs Lima

2 thoughts on “The Vampire Diaries (3×17) – Break On Through

  1. Estou e não estou muito empolgado com esta temporada de TVD… Por vezes estou por achar que a série está por demais focar na morte dos originais e poucas novidades apresenta sobre isso… Mas por outro aldo ela está por satisfazer com tais tramas…

    Enfim, esta temporada não está no nivel da anterior, mas só pelo fato de Jeremy manter uma certa distância já é algo positivo..

    Cumpz..

  2. Sim, sim, os Originais acredito que deu tudo o que tinha que dar, porém é o que dá a ação da série. Eu só fico pensando até quando Klaus e cia vão estar prestes a morrer e nunca morrem. Sempre quando eu acho que vai, nunca vai, e uma solução milagrosa aparece. Mesmo assim, eu espero que mantenham TVD nesse nível, pq se estragarem será uma perda e tanto.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s