Awake (1×02/03) – The Little Guy/Guilty


Antes de tudo, queria comentar que li uma entrevista com os responsáveis pela série e algumas coisas se destacaram: a série não vai buscar responder qual realidade é a verdadeira; não há elementos de ficção científica na série (imagino então que vai girar tudo ao redor de conspiração e psicologia); Britten não vai acordar um dia e descobrir que TUDO foi um sonho (reparem no “tudo” em destaque). Então, não vejo motivo para ficar discutindo qual realidade é verdadeira ou o que realmente está acontecendo com Britten, já que tivemos poucas dicas sobre a conspiração ainda. Mas vamos aos episódios.

As melhores cenas da série são, de longe, as que Britten compartilha com seu filho e sua esposa. No segundo episódio, foi interessante ver como Hannah e Britten estão em estados emocionais muito diferentes quando a caixa do correio que Rex havia encomendado é trazida por Britten. E não poderia ser diferente, claro: enquanto que para Hannah, Rex morreu, para Britten ele ainda está vivo. Por isso, achei ótimo que a única coisa que os aproxima nessa situação, o amor que sentem pelo filho, foi usado para aproximá-los, assim como para aproximar Britten de Rex na realidade verde. Nesse caso, no entanto, foi o terceiro episódio que avançou significativamente, explorando profundamente as emoções e pensamentos de Rex sobre o acidente e sobre seu pai e, embora utilizar um sequestro para aproximar os dois personagens tenha soado um pouco clichê, a execução beirou a perfeição, inclusive com a subtrama do ex-parceiro de Britten.

Os casos do segundo episódio, no entanto, foram chatos. O do médico, se não me engano, Fringe fez algo parecido há pouco tempo, e o do mendigo, eu entendo que serviu para introduzir a conspiração e possivelmente dar uma dica para Britten se lembrar do que aconteceu, mas todas as cenas de investigação nesse caso foram uma perda de tempo. Se ao menos os casos tivessem servido para conhecermos melhor os parceiros de Britten, talvez tivessem sido mais interessantes. Por isso gostei mais do terceiro episódio, pois o caso foi ligado diretamente com Britten e pudemos conhecer mais sobre ele e seu filho. Espero que os roteiristas continuem nesse padrão.

Embora ainda ache interessante as cenas com os psicólogos, eles estão perdendo relevância. Os roteiristas optaram por não apenas fazer com que ambos defendam a sua realidade como real, mas que ambos tenham opiniões inversas sobre os benefícios e malefícios da situação em que Britten se encontra, o que mantém as discussões interessantes, mas o problema é que essas discussões estão tendo pouco ou nenhum efeito na vida e nas indagações de Britten.

Não gostei muito da ideia de uma conspiração, acho que seria muito mais interessante acompanharmos os efeitos psicológicos e emocionais que essa situação teria em Britten de maneira mais profunda, com mais discussões com os psicólogos, do que ficar numa trama de conspiração. Claro que, por enquanto, não foi dito muito sobre a conspiração, exceto que o alvo aparentemente era Britten, que o homem responsável pelo acidente era baixo e que a chefe de Britten está envolvida, então talvez isso se torne em algo excelente.

Por fim, é impossível não destacar as atuações de Jason Isaacs e Dylan Minnette no terceiro episódio, embora Laura Allen não fique atrás. E a parte técnica da série também é impecável, conseguindo fazer com que uma realidade tenha sempre tons de vermelho e a outra tons de verde sem dar a impressão de que isso é artificial.

Pequenas observações: * Achei que a série afundaria na audiência, mas embora não tenha começado muito bem com apenas 6 milhões, a série se manteve estável, tendo 5 milhões de espectadores no terceiro episódio

. * Após o segundo episódio, li que algumas pessoas cogitaram que, como a cena final (a que apresentou a conspiração) se passou sem a presença de Britten, isso indicaria que a realidade vermelha é verdadeira e a verde seria sonho. Mas pergunto o seguinte: vocês nunca tiveram um sonho em que não estavam presente? Eu já, vários, então não acho que essa cena seja indicação de qualquer coisa além de que o acidente foi provocado por alguém que não quer Britten vivo. Sem mencionar que no terceiro episódio tivemos diversas cenas sem a presença de Britten, o que só prova duas coisas: os roteiristas dessa série não são idiotas e não vão entregar uma resposta tão importante de forma tão descuidada; não adianta ficar tentando ler nas entrelinhas, a série já deu todas as indicações de que vai responder diretamente os mistérios e não ficar dando dicas em objetos no fundo da cena ou algo assim.

Artigo orinalmente escrito por Vinicius Vinera e publicado no Portal de Séries.

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