Alcatraz (1×08/09/10) – Resumo


Uma informação: a ordem de exibição dos episódios nos EUA foi 1.09, 1.10 e 1.08, mas aqui vou comentar na suposta ordem original (aliás, esse tipo de troca de ordem não depõe positivamente).

Alcatraz tem me decepcionado. A premissa da série é ótima e eu esperava muito mais do seu desenvolvimento. A série é um procedural, tudo bem, mas é um procedural que teria um potencial maior do que o normal: os criminosos da semana eram presos de Alcatraz e alguns dos mais perigosos do país. Isso poderia ter sido aproveitado de forma incrível se os roteiristas tivessem optado por mergulhar na psicologia, nos pensamentos e nas emoções desses personagens de maneira mais profunda. Mas quando há uma pequena tentativa de se fazer isso, tudo é detalhadamente explicado e mastigado, como se fossemos incapazes de entender sozinhos. Eles pelo menos poderiam ter alguma relação maior com os mistérios da série, não apenas ter pego a chave errada.

Outro grande problema da série é o desenvolvimento dos personagens principais, Hauser, Soto e Rebecca. Com o passar dos episódios, nós aprendemos mais sobre eles, sim, mas os personagens em si não evoluíram, não se desenvolveram, continuam falando as mesmas coisas, fazendo as mesmas coisas, agindo da mesma maneira. Rebecca é o caso mais crítico: para alguém que está tão envolvida nessa história como ela, por que ela não faz nada? Por que não confronta Hauser ou vai procurar seu avô?

Mas a série não é de todo ruim, como talvez tenha parecido nos últimos paragráfos. As cenas do passado, na cadeia, continuam sendo as melhores da série. Além disso, se as ações dos criminosos no presente não tinham ligação com o mistério da série, ao menos possuíam um objetivo claro nos últimos três episódios. E a questão de o criminoso do episódio 8 ser inocente e de o episódio 9 se passar inteiramente na cadeia foram variações interessantes.

Não vejo mais o que comentar sobre as tramas e os personagens destes três episódios, pois as três ficaram entre esquecíveis e irrelevantes, e até peço desculpas pela review curta. Não houve muitos avanços nos mistérios, então não farei a seção especial. Acho que o mais importante foi descobrirmos que Hauser realmente não estava envolvido na conspiração e não sabia o que o diretor estava fazendo.

Além disso, tivemos a parte do sangue dos prisioneiros ser alterado para que eles fiquem mais saudáveis, mas não sei se devemos levar isso a sério por dois motivos: logo no episódio em que isso é descoberto, o prisioneiro não tinha nada de diferente no sangue; se no episódio 10 é dito que todos os prisioneiros até o momento tinham o sangue alterado e estavam em perfeitas condições de saúde, inclusive se recuperando de doenças que tinham no passado, no episódio 8 Rebecca só consegue rastrear o prisioneiro por que ele estava tomando um remédio para uma doença que ele tinha desde os tempos de Alcatraz, então cadê a coerência?

Enfim, devo dizer que a parte que mais gostei dos três episódios foi quando Hauser diz que quer os prisioneiros vivos e Soto responde “mas ele é o único que mata eles”. Com mais três episódios na temporada, espero muito que Alcatraz de um salto de qualidade ou que ao menos aborde mais os mistérios principais.

Pequena observação: A audiência do último episódio exibido (o oitavo nessa review) chegou a metade da audiência da estreia, atingindo 5 milhões. O futuro da série não parece muito bom.

Artigo originalmente escrito por Vinicius Vinera e publicado no Portal de Séries.

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