Fringe (4×13) – A Better Human Being


As abelhas (e a forma como elas se organizam em sociedade) é, talvez, das mais intrigantes e interessantes associações que encontramos na Natureza. Elas, unidas, fazem crescer uma colónia que é governada por uma Rainha, cuja única função é procriar. Sem ela, a colmeia não existe. Sem ela, sem essa parte indissociável daquela sociedade, não existiria o mel, não existiria aquele padrão hexagonal dos seus favos e não saberíamos, provavelmente, que aquele padrão é o mais estável e o mais energeticamente favorável na Natureza.

Olivia é isto mesmo: uma Rainha de uma colmeia, uma parte indissociável da sociedade que, sem ela, não prosperaria. De facto, já nos colocámos, nem que seja por uma vez, nos seus sapatos e sentimos o enorme peso que ela tem nas suas costas para salvar esta união de mundos, para salvar todos aqueles que ela ama e, sobretudo, para ser aquela rapariga especial que todo o mundo quer que ela seja devido às suas habilidades.

Por mais que o caso da semana tenha pecado pela inconsistência e pela falta de explicações coerentes para as intenções do doutor que alterou, geneticamente, as crianças para que estivessem em sintonia, este caso da semana leva-nos a perceber que, este (novo?) mundo é, todo ele, ausente de sintonia. Ele, para muitos de nós, é algo que não faz sentido, que tem coisas e pessoas que não deveriam existir, que tem outras que já deviam existir, que tem paradoxos, à primeira vista, impossíveis de resolver e, sobretudo, tem Observers e um David Robert Jones que ainda ninguém conseguiu bem perceber que raio andam eles a fazer.

E mais uma vez somos levados a pensar que Peter é a chave de todo este indecifrável mistério, deste puzzle com 17892 peças de cor azul que formam o céu de uma belíssima paisagem. É Peter que, com Olivia, formam o casal que virá a resolver tudo isto e dar ao mundo amarelo a sincronia e a estabilidade de que tanto se precisa. E já antevendo um pouco da minha review ao próximo episódio, será o bebé Henry derivado do amor de Peter e Olivia (do mundo azul) que trará, finalmente, a calma que se espera?

Artigo originalmente escrito por Jorge Pontes e publicado no Portal de Séries.

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