Alcatraz (1×07) – Johnny McKee


Dessa vez, o procedural me irritou um pouco. A Rebecca foi de novo pega como refém e, claro, conseguiu escapar. E de novo o prisioneiro foi capturado. Aliás, sobre a cena em que ele é capturado, foi bastante interessante ver Rebecca tocar McKee imediatamente depois de ele levar um choque, indicando que no universo da série, o corpo humano não conduz corrente elétrica (isso é ironia e, crianças, não façam isso em casa). E já que estamos falando de Rebecca, ela poderia ter um pouco mais de vida e personalidade. Por que ela não insistiu no interrogatório de Sylvane? Por que ela aceita tudo de forma tão pacífica e não questiona Hauser em nenhum momento?

Outra coisa que não gostei muito nesse episódio foi Soto, que depois de alguns bons episódios, está se tornando uma enciclopédia ambulante apenas. Sobre o prisioneiro da semana, Johnny McKee é exatamente como os outros prisioneiros: um passado ligeiramente interessante e que, em termos, “justifica” os assassinatos, e um método mais ou menos original de matar (me pergunto quando os métodos originais vão se esgotar). Ao menos vimos pela primeira vez um dos prisioneiros ficar no mínimo um pouco confuso pela nova tecnologia. Acho que esse foi o episódio que menos avançou na mitologia da série. Sim, houve algumas cenas interessantes com Sylvane, mas ele não nos disse nada que não sabíamos. O que foi interessante, no entanto, foi a questão dos sonhos (que comento abaixo), embora isso só tenha introduzido mais perguntas e nenhuma resposta, nem mesmo um indício de uma. Enfim, o episódio não foi ruim, foi apenas um procedural bem executado, mas pouco interessante.

O quê? Como? Onde?

…:: Nessa semana, vi que os responsáveis pela série deram uma entrevista dizendo que teríamos algumas respostas nos próximos episódios e que, até o final da temporada, teríamos alguma ideia do que estava acontecendo. Mas o que achei mais interessante foi que eles confirmaram que existem facções dentre os prisioneiros que sumiram e estão reaparecendo, o que comprovaria, inicialmente, uma das minhas teorias, de que os que voltam e não realizam suas missões estão “fugindo” ou se recusando a cumprir a missão.

…:: Além dessa questão que veio de fora da série, a única coisa interessante sobre a mitologia foi a introdução do tema “sonhos”. Parece que os sonhos eram uma parte importante das técnicas da doutora Sengupta e que ela, no presente, não sai do coma porque prefere continuar sonhando do que lidar com a realidade. E, ainda, como Sylvane informa, parece que os prisioneiros que voltaram não conseguem sonhar. Embora essa parte dos sonhos pareça ser interessante, não faço ideia de como pode se encaixar na mitologia da série.

Artigo originalmente escrito por Vinicius Vinera e publicado no Portal de Séries.

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