Person of Interest (1×13) – Root Cause


Vou pular a parte onde elogio a série, que não é mais novidade, e ir para a parte interessante. A volta de Zoe, a única Person of Interest que apareceu na máquina e conseguiu me convencer, veio num perfeito timing e ajudou o time na resolução de outro caso muito bom. Sua excelente atuação e a capacidade de ironizar qualquer frase foi, mais uma vez, uma ótima adição ao episódio, e já me deixou contando os minutos para sua próxima participação especial (será que ela vai voltar?), apesar de ter tido pouquíssimo tempo na tela.

O caso dessa semana foi, de longe, o melhor até agora, além de ter sido bem menos complicado de entender do que os anteriores. Essa nova vilã, Root (na ciência da computação significa uma conta que tem privilégios, num sistema operacional, maiores do que o próprio dono), promete voltar e espero que não desiluda. Quem mais pensou que Root pode ser apenas uma máquina criada por Nathan, o ex-parceiro de Finch? Aquele cabelo longo e as unhas pretas podem ter sido apenas um truque. Aliás, gostei muito de Finch perdendo o controle da máquina, mostrou que nem ele é invencível, além de ter sido uma excelente introdução da vilã. É melhor acumular antagonistas do que ter que enfrentar apenas um vilão que quer acabar com o mundo, é mais maduro e compreensível. Não tenho nem esperanças de que Root vá aparecer nos próximos episódios, assim como Elias, mas é sempre bom ter uma carta na manga. Os roteiristas podem trazê-los de volta sempre que decidirem.

O desempregado e pai de família Scott foi mais uma simples vítima (e é por isso que gosto tanto da Zoe), mas o caso que o envolveu foi o melhor da série até o momento. Acusado de matar o deputado Michael Delancey, o coitado do Scott foi apenas incriminado pelo político Matheson, não satisfeito com os feitos de Michael. O plano de Matheson foi incrivelmente diabólico, se preocupando com todos os detalhes, e sem o sistema de Finch eles nunca desvendariam o caso. E aí entrou Zoe, que, para ajudar Finch, finge interesse em ajudar Matheson só para gravar uma confissão.

Carter foi quase inútil nesse episódio, tendo servido apenas para receber a confissão ao final, esperei um pouco mais dela agora que está no time. Fusco nem apareceu, mas foi melhor assim do que ter aparecido só para ligar para Reese e dizer “Carter está tramando alguma coisa”. Não senti sua falta.

Depois de um caso tão complexo e inteligente como esse, espero que o nível siga crescendo e não resolva decair, o que dificilmente vai acontecer… As mentes criadoras por trás dessa série são incrivelmente perfeitas.

P.S.: E a fama continua crescendo, Person Of Interest chegou (pela terceira semana seguida) à maior audiência da série até agora.

Artigo originalmente escrito por Caio Machado e publicado no Portal de Séries.

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