House (8×11) – Nobody’s Fault


They decided that you being stabbed was nobody’s fault. They’re wrong. I’m sorry.

Estou sempre a reclamar, pereço mais uma daquelas pequenas princesas eu não encontraram o seu príncipe encantado ou seus desejos atendidos, porém viso sempre reclamar porque desejo melhoras, não desejo que as coisas permanecem em uma situação onde nada está por me agradar, onde nada está por funcionar como deveria. Quem acompanha meus reviews de House sabe o tanto que estou frustrado com a série, sabe o quando está sendo torturante acompanhar esta se deteriorando ao decorrer dos anos. Porém estes também sabem o quanto aprecio um bom episódio quando a série é capaz de apresentá-los, sabem o quanto aprecio quando esta nos faz lembrar o quanto já fora fantástica e o quando já fora merecedora de diversos prêmios e nomeações. A razão pela qual vivo por reclamar da série é a rotina e o comodismo que esta se adaptou, uma razão que fizera um grande número de telespectadores a desistir da série, porém no meio de tantos comodismos e episódios sem relevância alguma somos presenteados com algumas pérolas e tenho que apenas lamentar por aqueles que não conseguiam superar os momentos obscuros da série, pois episódios como The Tyrant na sexta temporada, Bombshell e After Hours na temporada anterior e este espetacular Nobody’s Fault merecem serem visto e revisto quantas vezes forem necessárias.

Bastam apenas os segundos iniciais deste épico episódio para o interesse despertar e este interesse continua a crescer no decorrer do mesmo, a falta de abertura, a seca e obscura cena inicial e a sensação de algo realmente bom está por vir nos deixaram antenado a cada segundo, a cada frase e a cada momento tenso, na esperança de alguma resposta ou alguma dica sobre o que estaria por vir fosse nos entregue e fora assim todo o momento no decorrer dos vinte minutos iniciais do episódio. Este episódio, além de contar com um magnífico roteiro, contou com uma direção precisa, espetacular e que soube registrar cada momento com clareza, fazendo transparecer a atuação fantástica de cada membro do elenco, sobressaindo no talento excepcional de Hugh Laurie. A direção também fora capaz de nos fazer sentir a trama, de nos fazer sentir os conflitos que estavam por surgir e por nos fazer acreditar e desacreditar no que estava por ser dito ou por ser mostrado. Um episódio de House onde todos os elementos foram trabalhados de uma maneira excelentemente, tornando todo o conjunto da obra um dos melhores episódios desse começo de ano e, absolutamente, o melhor episódio da temporada.

A série sai de sua rotina e nos apresenta os acontecimentos de uma forma diferenciada. Todo o caso semanal e as conseqüências que estes trouxeram foram apresentados em formas de flashback por quase todo o episódio, conseguindo assim nos prender mais facilmente em relação ao que ocorrera esta semana. Outro fato que também me prendera nos inicio do episódio fora a ausência de Chase durante as entrevista, estava por sentir que algo de errado acontecera com o personagem e cheguei até pensar que estávamos por perdê-lo. A participação de Jeffrey Wright como Walter Cofield fora excepcional e este excelente ator deu a aura exata que seu personagem necessitava e nos contemplou com o seu talento em diversos momentos.

O episódio girou em torno de um grande acontecimento, a acidente que ocorrera com Chase, e as conseqüências que este trouxera. Temos Cofield a entrevistar todos os médicos envolvidos e House, buscando de alguma forma encontrar quem fora o culpado pelo acontecimento. As cenas deste com Taub, Foreman, Park e Adams foram satisfatórias, mas as cenas deste com House é que foram o grande ponto do episódio, cenas onde House fora descrito exatamente como o vemos, cenas onde o método deste trabalhar com a sua equipe foram questionados, cenas onde o próprio médico se questionou sobre suas atitudes e se estas estariam certas ou erradas.

Não é de hoje que digo que House é um dos melhores personagens televisivos e todo o turbilhão de emoção que este presenciara neste episódio apenas confirma isso. Na cena onde Cofield o absolve após o depoimento de mulher do paciente que este salvou, House finalmente deixa sua mascará de arrogância cair e finalmente expõem alguns de seus sentimentos. A frase Ninguém é culpado é uma mera desculpa para que este não sinta culpa por suas atitudes, pela maneira investigativa que trabalha com sua equipe e pela forma arrogante e desnecessárias que os trata, o ocorrido com Chase fora apenas uma forma deste idealizar que durante todos esses anos sua personalidade egocêntrica está por machucar as pessoas, afastou Stacy, Cuddy, Cameron, fora responsável pela morte de Amber e não percebeu o que estava por ocorrer com Kutner, era questão de tempo até outra pessoa ser ferida ou sumir de sua vida devido aos seus intensos e maquiavélicos jogos mentais. Mas será que o ocorrido com Chase será capaz de modificar toda essa complexa personalidade de House? Sinceramente, não sei. Mas que a cena final, o emocional pedido de desculpas que este dá a Chase fora um dos melhores momentos da série nestes últimos anos e por alguns minutos realmente acreditei que este poderia ser uma pessoa completamente arrependida do que fizera e que usará todos os meios possíveis para mudar.

A ausência total de Wilson neste episódio me fez questionar qual está por ser a importância deste para a série. Não me entendam mal, adoro Wilson e a química que este possui com House, mas sinto que o personagem é menosprezado e que poderia oferecer-nos muito mais do que oferece e a sua ausência neste que fora um dos melhores episódios da série em muito tempo nem fora sentida, mostrando que apesar de ser um personagem interessante e com potencial, este se encontra no momento mais do que dispensável para a série.

Só há um pesar ao acompanhar um episódio com tamanha qualidade de House, a certeza de que na próxima semana teremos um retorno a nossa rotina semanal, um retorno ao comodismo e ao tédio. Sinceramente espero que isso não ocorra, mas sei que irá porém enquanto houver episódios excelentes, próximos a perfeição como este, perdido no meio das temporadas continuarei a assistir, pois esta é a razão pela qual assisto House e esta é a qualidade que me fizera apaixonar pela série.

Artigo originalmente publicado noPortal de Séries.

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