Fringe (4×11) – Making Angels


Diga-me, caro leitor, se algum dia pensou que esta fusão iria resultar em episódios tão peculiares…? E é, finalmente, a meio da temporada, que descobrimos um pouco mais desta personagem tão mal aproveitada, Astrid… muito embora seja a do mundo vermelho.

Ainda no outro dia, uma grande amiga minha confessava-me que são as grandes escolhas da vida que criam esta imensidão de mundos paralelos. São estas grandes escolhas que a vida nos coloca à nossa frente para crescermos, para evoluirmos enquanto seres humanos, para que possamos ter o melhor nas nossas vidas e o passamos dar livremente àqueles que se atravessam no nosso caminho. De facto, e retiro esta directriz da nova série “Touch”, diz-se que os Deuses ataram um fio vermelho aos nossos calcanhares e em todos aqueles que estamos destinados a tocar e a mudar a vida e que, por mais que este estique e se enrole, nunca partirá… E de uma coisa podemos ter a certeza, quer seja hoje ou amanhã ou mesmo daqui a 10 anos, iremos mudar a vida de alguém se já não a mudámos no passado.

Diferentes escolhas colocaram as duas Astrid em ambientes totalmente diferentes. Uma desenvolveu autismo e a outra nada desenvolveu. Uma tem pai a outra, infelizmente, já não. Uma dá-se bem com Walter e a outra dá-se menos bem. O que aqui importa são as escolhas que cada uma fez, as escolhas que as respectivas famílias fizeram para se ter chegado a este ponto.

Astrid (mundo azul): You shouldn’t regret that you could have been more for him. It wasn’t you…

Da mesma forma, olhamos as Olivias. Uma, de cabelo louro, que foi obrigada a crescer num mundo com dor, sem ansiar e sonhar muito, na sua infância. A outra, de cabelo ruivo, é mais alegre, mais jovial, menos taciturna; vive o momento, tem uma mãe que a apoia e fez escolhas, em momentos importantes, que a determinam como é hoje.

E nós? Que escolhas fazemos quando chega aquela hora? E se tivéssemos escolhido doutra forma? Como seríamos? Para onde iríamos? Com quem falaríamos amanhã?

Fringe volta-nos a colocar, à nossa frente, diversas perguntas que nos fazem pensar sobre a fragilidade humana e quao limitado é o nosso pensamento e quão ilimitados são os nossos limites. De facto, Peter podia ter optado pela destruição do mundo vermelhoe evitado este novo mundo amarelo. Os Observadores, mais propriamente September, podia ter escolhido ter destruído a energia de Peter que pairava nas dimensões que separam estes mundos.

A vida de Astrid, do mundo vermelho, seguiu o caminho que tinha de seguir. Ela veio ao mundo azul quer descobrir mais sobre a sua homónima. E juntamente com Altivia, devidiram ficar até fecharem um caso, no mínimo, assustador.

Como disse na review anterior, os olhos são a nossa maior fraqueza. Este novo veneno, que à partida nunca poderia ter sido criado, num outro tempo, foi possível. Em algum ponto da nossa Era, aquela mistura de moléculas foi possível e foi conseguida. Era, pois, uma arma dos Observers e, por sinal, a envolvida pertencia a September, o que foi baleado há alguns episódios atrás. Resta saber se este homem, que andou a salvar civis de uma vida de sofrimento, na crença de estar a levá-los para o Paraíso,  matou September e se a arma que tinha na sua posse foi realmente roubada.

Pergunto-me ainda, que implicações no mundo amarelo teve a escolha de September, no início da temporada. Pergunto-me o que é este mundo amarelo. Pergunto, caro leitor, se seria feliz, no mundo vermelho, onde o café é um luxo.

O que é certo é que Fringe me deixou contente, mais uma vez, com um episódio que ultrapassou os limites da minha imaginação. A série, lentamente, vai-me chamando à resolução final, vai-me deixando a salivar para o que vai acontecer a seguir. Esperar até sexta? Vai ser difícil.

Artigo originalmente escrito por Jorge Pontes e publicado no Portal de Séries.

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