Once Upon a Time (1×11) – Fruit of the Poisonous Tree


Sem o mesmo charme e o romantismo do episódio anterior, Fruit of the Poisonous Tree tenta trazer um pouco mais de conhecimento e apimentar ainda mais a trama de Once Upon a Time e para conseguir tais feitos nos apresenta o seu episódio mais falho, que poderia ter nos entregue muito mais dinamismo e conteúdo, ao invés disse nos entregou apenas quarenta minutos de enrolação e uma história bem meia boca para se acompanhar.

A trama se desenvolveu em torno da nova relação entre Sidney e Emma no mundo real, já no mundo da fantasia temos a história de como o gênio da lâmpada se tornou o tão conhecido espelho mágico. No fundo, quero acreditar que foram justas as intenções dos roteiristas em nos apresentar tal história, que em si é até interessante, porém deram um tom monótono e as outras diversas falhas a este episódio trouxerae isso não ajudara este a descer mais suavemente pela garganta.

A trama no mundo da fantasia começa com o Rei, pai de Snow, a libertar o gênio da prisão que é sua lâmpada e logo em seguida é lhe oferecido estadia no palácio real e uma posição como o mais novo homem de confiança do Rei. É aos poucos começamos a perceber a relação que este está por criar com a Evil Queen, principalmente quando esta está por manipular os sentimentos do rapaz apenas para que este realize o seu desejo de assassinar o Rei.

Quem em são consciência iria assassinar um Rei e deixar as provas do crime no mesmo local em que o corpo inerte deste reside? O pior é que a prova do crime pode ligá-la o assassinato diretamente a ti. Sei que dizem que o amor nos deixa cego e tal, mas nunca ouvi um sequer ditado que este é capaz de nos deixar burro. Mas o pior ainda estava por vir, mesmo após tudo que Evil Queen lhe fez, o ex-gênio ainda faz um ultimo sacrifício em nome do amor que sente pela Rainha e se prende novamente, só que dessa vez em um espelho, apenas para ficar sempre ao lado do seu tão esperado amor.

No mundo real as coisas são ainda mais ridículas, em termos dos acontecimentos pois até gostei do rumo que as coisas tomaram e acredito que esta parte do episódio tenha sido bem mais interessante do que toda a lamuria amorosa dos acontecimentos ocorridos no mundo da fantasia. Primeiramente critico como Emma acreditou tão facilmente na revolta de Sidney. Qual argumento será que este utilizou para convencer a tão desconfiada xerife? Porque, vamos ser bem sinceros, aquele argumento que este apresentou não convenceu a ninguém. Mas o pior não fora isto, fora o fato de que esta nem desconfiou quando todo o seu plano saiu pela culatra e apenas a atingiu, estava por esperar um pouco mais de inteligência de Emma e um pouco mais de atenção do roteiro. Ainda há o fato de explicar como aquele parquinho fora construído da noite para o dia, mas deixo isso para outro momento.

Não se enganem, até gostei da iniciativa de Regina armar todo um plano para colocar um espião em cima de Emma, realmente achei toda a idéia interessante. Porém estou por encontrar pequenos problemas com a forma que esta trama fora trabalhada, cheia de clichês banais e reviravolta nula, faltou algum grande fator para realmente acreditarmos que Sidney estava por trair Regina, faltou algum fator que nos fizesse comprar tal idealização. Digo o mesmo para os acontecimentos do mundo da fantasia, faltou algo em toda esta estrutura que apenas prejudicou a trama, acredito que venha ser o excesso de preguiça que os roteiristas estavam por ter ao desenvolver o roteiro do episódio.

O episódio também nos mostrou pequenos detalhes sobre as tramas que foram mais discutidas no episódio anterior, como a relação de Mary e David e o novo visitante que Storybrooke está por receber. Já estou por acreditar que o romance de Mary e David se tornará aquela bela ladainha de marido que não larga a esposa para ficar com a amante, mas pouco me importa, até o momento este casal usou e abusou de todos os clichês e mesmo assim me agradou e tenho a certeza que continuaram a me agradar no futuro.

Já o que está por me intrigar é aquele estranho visitante, que segundo diversas suposições, minha incluída, na verdade este é o escritor do livro Once Upon a Time, o livro que dita toda a história que estamos por acompanhar. Mas neste episódio temos este a roubar o livro e isso me fez perguntar quais serão as suas intenções e qual o seu propósito em ter o livro em sua posse.

Enfim, um episódio que tinha todos os méritos para ser ao mínimo interesse, porém este se perdeu logo em seu inicio ao apresentar uma preguiçosa trama ao seu telespectador e em algum momento na jornada que fora acompanhar este episódio os roteiristas esqueceram-se da magia que nos fez ficar apaixonados pela série. Resta a nós apenas acreditar que melhores episódios virão e que a série volte a nos surpreender novamente…

Artigo originlamente publicado no Portal de Séries.

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