Once Upon a Time (1×10) – 7:15 A.M.


Devido à ausência da Thais, esta review de Once Upon a Time ficará a meu cargo. A série voltou para mais um episódio que dá destaque à história de amor entre a Branca de Neve e o Príncipe Encantado. “7:15 A.M” foi assim um episódio que voltou aos primórdios desta bela história que todos conhecemos, mostrando que há um longo caminho a percorrer do “Era uma vez…” até ao “Viveram felizes para sempre!”.

O “jogo” entre o mundo real e a fantasia foi um dos principais factores para que este episódio resulta-se. A conexão entre os mundos foi sem sombra de dúvidas muito boa pois conseguiu mostrar o que aquele romance proibido entre Branca de Neve/ Mary Margaret e o Principe Encantado/David significava em cada realidade e nisto acho que estamos todos de acordo!

Falando primeiro do mundo da fantasia, o cenário não mudou muito desde a última vez que o “visitamos”. O Príncipe Encantado vive uma guerra com o seu “pai”, o Rei, que o obriga a escolher as necessidades do Reino (e dele também…) sobre a ideia que ele tinha para consumar um casamento (o verdadeiro amor), casando-se com a filha do Rei Midas. Contudo, James não desiste facilmente do seu “verdadeiro amor”, a Branca de Neve, e guarda essa esperança numa carta que lhe envia pedindo-lhe que se encontrasse com ele para provar que o seu amor é correspondido. No seu lado, Branca parece querer desistir da sua paixão e a sua amiga Capuchinho aconselha-a a visitar o único que a poderá ajudar, o Rumpelstiltskin e a sua magia negra.

Mas, mesmo depois de trocar um fio do seu cabelo por uma poção de esquecimento, a Branca acaba por ir ao encontro de James. É lá que vemos pela primeira vez os sete anões (que antes eram oito) e percebemos como é que a relação entre estas personagens começou, bem lá no fundo das masmorras do castelo com Grumpy (Zangado) e a Branca como vizinhos de sela. Gostei da maneira como a Branca e o Grumpy estabeleceram uma ligação através do motivo que os prendia naquelas cela ser igual para ambos, o amor. No final dos momentos no mundo da fantasia a Branca é pressionada a rejeitar o James para o manter a salvo, depois da ameaça do Rei, e parte de coração partido com os sete anões.

No lado do mundo real, a Mary Margaret e o David vivem em silêncio o amor que sentem um pelo outro através dos pequenos “encontros” que as suas rotinas do dia-a-dia proporcionam. Neste lado da história, o casal não vive um amor impossível mas talvez proibido quando a mulher de David pensa que está grávida. Apesar de tudo não passar de um “susto”, esta hipótese aterradora fez perceber ao casal que talvez nunca poderiam cair nos braços um do outro. Sendo para mim o grande impulsionador para termos o final que tivemos.

Mas antes de lá chegar, convém referir a cena da pomba branca e de todos os momentos que foram proporcionados graças ao animal, como o salvamento da Mary Margaret pelo David ou a tentação de se beijarem na cabana onde se abrigaram da chuva. A história da libertação da pomba branca para partir com o seu bando senão iria acabar por morrer foi uma excelente analogia à relação de ambos que também acabaria por morrer se não “libertassem” o que sentiam um pelo outro. É com isto que nos últimos momentos do episódio Mary Margaret e David se beijam apaixonadamente para o azar de Regina que assistia a tudo. Já no outro lado da história, o amor parece estar longe de acontecer com a Branca a cair no esquecimento depois de beber a poção do Rumpelstiltskin enquanto que o Príncipe Encantado parece estar disposto a fazer de tudo para a reconquistar. Parece que chegamos ao ponto da história em que a série e o clássico conto começam a ter semelhanças…

Antes de dar como terminada esta review, preciso de falar de várias pontas soltas que nos foram mostradas neste episódio e ao qual procuro ansiosamente uma resposta:

  • O papel do homem mistério em Storybrooke continua a ser uma incógnita. Contudo já sabemos alguns factos importantes. Primeiro, se ele pode ficar em Storybrooke (cidade onde ninguém fica e ninguém saí) é porque tem algum significado para o mundo da fantasia. Segundo, a máquina de escrever começou a dar pistas sobre a possível função desta personagem que tanto incomoda Regina. Será o escritor do livro de Henry que regressou para continuar a escrever o conto? E porquê é que ele voltou, será que a Emma estará mesmo a alterar o rumo de Storybrooke para o grande azar de Regina?
  • O fio de cabelo que Rumpelstiltskin exigiu à Branca, para que é que servia? Para algum negócio futuro com a madrasta da Branca? É a minha melhor teoria agora…
  • O aparecimento do Capuchinho Vermelho na história da Branca neste episódio deixou-me a pulga atrás da orelha para conhecer melhor a história desta personagem e compreender finalmente aquele dialogo entre ambas onde falam do passado da Capuchinho.

Artigo publicado originalmente no Portal de Séries.

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