Grey’s Anatomy (8×12) – Hope For The Hopeless


Depois de um episódio em que a qualidade decaiu, Grey’s como que renasce e apresenta-nos um episódio interessante, contudo as coisas só começam a aquecer mais para o meio do episódio. O foco do episódio foi sem dúvida as ligações familiares sejam elas sanguíneas ou ligações criadas com o tempo. Um dos aspectos negativos do episódio foi a metade inicial, onde Shonda resolveu perdeu tempo precioso com pormenores e histórinhas dispensáveis, como por exemplo a vida amorosa de Mark, aos poucos e pouco Shonda vai preparando o regresso do espectável casal Sloan/Lexie. Outra história dispensável foi a cirurgia das irmãs, que caso mais chatinho. Parecia que o episódio estaria destinado a decepcionar, manchado por histórias irrelevantes e que pouco fazem lembrar a nossa querida Grey’s.

Mas o rumo do episódio mudou com a entrada de Wes e Adele, confesso que fazer a mulher do chefe ter Alzheimer depois de Ellis é karma mesmo, mas mesmo achando algo repetitivo a cena acabou por proporcionar-nos bons momentos. A história de Wes representa bem a relação maternal, ambos querem que o outro seja feliz e se a felicidade para os três meses que faltam é baseada na ignorância de que o outro sabe o que passa, que assim seja. Lexie esteve muito bem aqui, já sentia saudades da emotividade da litle grey que tinha andado algo apagada e desaproveitada. Mas as estrelas do episódio foram Teddy, Cristina e Owen. Depois de clarificar as coisas com Cristina chegou a vez de Owen ser julgado por Teddy, e o julgamento dita desprezo. Teddy resolve concentrar as suas frustrações no trabalho ficando sem tempo para pensar no futuro sem Henry, chegando mesmo a passar por cima das decisões de Owen. Mas o ponto alto do episódio estava mesmo guardado para o fim.

Após o aborto sempre me perguntei para quando a conversa sincera entre Cristina e Owen e a verdade é que esta nunca chegou a acontecer, ficando apenas a magoa acumulada em Owen que precisava apenas de um gatilho para explodir. Numa conversa explosiva Owen demonstra todas as frustrações, todo o descontentamento pela falta de opção, pela falta de poder de decisão e acima de tudo toda a mágoa pela morte de um filho desejado apenas por ele. O adiamento da conversa fez com que em vez de uma conversa calma onde os sentimentos viriam naturalmente ao de cima com as convicções de cada a prevalecerem tivéssemos uma guerra titânica, que certamente ainda causará mais danos nos próximos episódios. Se inicialmente critiquei veemente Shonda Rhimes pela falta de confrontamento entre estes dois, se a história for bem aproveitada como espero, pode resultar na perfeição e o que inicialmente considerei uma decisão errada tornar-se-á numa opção acertada.

Pior: Algumas histórias algo chatas e sem interesse.

Melhor: Finalmente a esperada conversa entre Owen e Cristina.

Artigo inicialmente publicado em Portal de Séries.

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