Person of Interest (1×12) – Legacy


Finalmente um episódio mais focado nos personagens do que no caso semanal! Estava mais do que na hora de criar uma tensão entre os protagonistas, e mesmo que uma discussão de fato só aconteça daqui a algumas semanas, as investigações de Reese sobre a vida de Finch já mostra a falta de confiança que um tem no outro. Harold nunca foi inteiramente verdadeiro com John, sempre demonstrando ser bem fechado e discreto, então não foi surpresa nenhuma vermos ele começar a investigar o chefe. Mas o que será que vai acontecer quando Finch descobrir? Ou será que o próprio Reese vai enfrentá-lo, fazendo perguntas e exigindo respostas? Por enquanto não vejo necessidade para isso, tudo que John viu foi Harold sendo amigável com o filho de seu ex-parceiro… E na verdade espero mesmo que ele pesquise mais sobre isso, porque ele descobrindo significa que nós também descobrimos.

Aliás, esse plot de Nathan, o ex-parceiro de Finch, está sendo melhor do que todos os outros até agora. A confirmação de sua morte me deixou levemente desapontado, já que esperava uma participação ativa dele na série, futuramente, sem ser em flashbacks. Mas pode sempre haver um twist, e prefiro pensar que ele pode voltar a qualquer momento. A única fonte que nos informou sobre sua morte foi a boca de Finch, ou seja: Tudo pode mudar. Sempre confiei no “Bodies, or didn’t happen.” Estou extremamente curioso para saber como essa trama vai se desenrolar.

Como sabíamos há algum tempo (ou pelo menos desconfiávamos), Carter decide entrar no time. Gostei do modo que os roteiristas se preocuparam em fazer essa introdução bem lentamente, nada muito radical ou aleatório. Apesar de previsível, ela entrando no time pode contribuir muito para a trama, principalmente se começar a confiar mais nos parceiros. Por enquanto Carter está num modo de transição, um pouco desconfiada, mas esse episódio serviu para termos uma ideia do que vai acontecer daqui para frente. Já Fusco continua se mostrando inútil, apesar de ainda ser fiel aos chefes, mas será que é uma ideia boa ele continuar no escuro? Reese devia contar de uma vez que Carter está trabalhando com eles, e não contra eles, ou Fusco pode decidir fazer alguma bobagem irritante.

O caso da semana foi… só mais um caso da semana. Conseguiu ser bom, claro, mas agora que estão sendo introduzidas várias tramas paralelas interessantes minha atenção só vai para elas. O número da semana foi o de uma advogada (esqueci o nome dela, não me culpem, a personagem foi meio chatinha) com passado duvidoso que é famosa por defender presidiários. Se a intenção era rolar química entre Reese e ela, não deu certo. A atriz não fora muito convincente, e perto da atuação severa de Jim Caviezel ela pareceu um patinho perdido. Essa trama da advogada só começou a ficar mais interessante bem no final, quando descobrimos o verdadeiro motivo do crime. Incriminar pais inocentes só para seus filhos irem parar no sistema de adoção? Quão doentio foi isso? Mas são ideias criativas como essa que me dão vontade de continuar assistindo a Person Of Interest.

Porém tem algo me incomodando. É só comigo, ou os casos estão ficando cada vez mais complicados? Tudo bem que os twists são legais, mas a grande quantidade de pessoas envolvida no caso chega a ser confuso. O twist final foi realmente só saber o motivo de todas as incriminações de inocentes, mas eu no momento nem lembrava quem era aquele assistente (que armou todo o esquema), e só fui lembrar depois. Se era para chocar, que fizesse algo mais bem bolado, tendo mostrado um pouco mais do assistente. Ele só teve uma cena no episódio inteiro, como os roteiristas esperavam que eu ficasse surpreso? Mas, como disse antes, pode ter sido só comigo. Afinal, eu demorei três episódios para decorar todos os nomes das personagens de Game Of Thrones, e só gravei o nome da protagonista de The Killing no dia da Season Finale.

E apesar desses defeitos que apontei no parágrafo acima, não consigo mais largar Person Of Interest. Essa segunda parte da temporada está sendo bem mais interessante do que a primeira, focando nos personagens e em suas devidas tramas, item extremamente necessário para uma série procedural não ficar entediante. Já aceitei o fato de que vai ser para sempre o “CPF da semana”, então estou aproveitando melhor cada excelente episódio de POI… Mas onde diabos está Elias?

Artigo originalmente escrito por Caio Machado e publicado no Portal de Séries.

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