Fringe (4×09) – The Enemy of My Enemy


Entregando-nos uma ótima continuidade ao também ótimo Back to Where You’ve Never Been, The Enemy of my Enemyé o episódio responsável por nos ditar qual será o rumo da temporada e o responsável por nos prometer a qualidade que a série terá daqui adiante. Fora um episódio, assim como o seu antecessor, recheado de dinamismo, emoção e grandes surpresas, um episódio que soube manipular toda a mitologia da série e utilizar-se dela para nos trazer grandes momentos e este também é responsável por favorecer uma das grandes duvidas que acercavam os fãs da série.

Muitos ainda estavam divididos com a idéia de que estaríamos presentes em novos universos paralelos, um possível Lado C e D. Já estou por descartar totalmente esta possibilidade, cada vez mais tenho a certeza de que estamos em um mundo sem a presença de Peter e, conseqüentemente, um mundo sem os resultados dos atos que este fizera, o maior exemplo disso é o grande vilão deste episódio e, conseqüentemente, da temporada.

Jones está exatamente como eu o lembrava, uma pessoa precisamente calculista, cheia de planos e um ser humano frio, incapaz de ficar intimidado com certas situações e incapaz de ter alguma compaixão em seu coração.

 Nesse episódio descobrimos o que haveria de ter acontecido caso Peter não o matasse, temos Jones a dar continuidade a um plano iniciado na primeira temporada da série e esse plano está cada vez mais surreal e fantástico. Jones possui um plano arquitetado com uma perfeição única, primeiro se deixa ser capturado pela Fringe Division e depois consegue manipulá-los e enganá-los, estando sempre um passo a frente da agência e de suas mentes. Jones possui um plano que funcionaria perfeitamente na realidade que este se encontra atualmente, porém este universo está por sofrer mudanças diariamente e há um fator capaz de destruir todo o seu plano. Não, não há um fator, há uma pessoa: Peter Bishop.

A dinâmica do tenso dialogo entre Peter e Jones no interrogatório e as cenas que se seguiram após essa fato foram excelentes, o jogo de gato e rato protagonizado por Bishop e Jones nos transportou por universos e nos trouxe uma ação inesperada para a série, sem mencionar as grandes questões que todo esse tumulto está por causar.

Passei todo o episódio por ansiar a captura de Alter- Broyles, por alguns minutos achei que Peter estaria pro realizar tal faceta, mas para o final do episódio tive a certeza de que Lee iria desmascarar o shapeshifter. Mas nada disso aconteceu, apenas nos deram dicas de que tal acontecimento em breve poderá ocorrer e estou com a quase certeza de que o nosso Lee será o responsável.Também descobrimos outra coisa interessante, Nina está a trabalhar com Jones, mas será Nina uma shapeshifter assim como Broyles ou será que está esta por fazer tudo sóbria de suas ações?

E tudo está por indicar que uma das peças chaves na realização dos planos de Jones é Olivia, ou quem mais será que pode ser a tal She que este estava por se referir em sua conversa com Nina? Já tivemos o Observer a ditar a futura morte da personagem e agora temos uma referência clara de que Jones está por planejar algo, será que estas duas coisas estão conectadas ou todo o jogo de gato e rato com Jones é apenas uma prévia do que realmente estará por vir?

Agora sim a guerra está declarada, a guerra contra Jones. Toda essa caçada ao vilão apenas serviu para unir os dois mundos, a estes perceberam que há mais inimigos do que si próprios e de que é necessária a união, a confiança para que tais inimigos sejam destruídos. Não podemos dizer que há união e confiança entre ambos os lados, acho que isto será algo que estes adquiram com o tempo mas apenas a iniciativa tomada neste episódio, de se unirem para enfrentar um inimigo em comum, já é um passo dado em direção ao caminho que manterá ambos os mundos seguros.

Saindo um pouco dos caos que está por se instalar no mundo e dos planos maquiavélicos de Jones, somos apresentados a aquela que considero uma das mais belas, emocionante e sentimental cena que Fringe já nos entregara. A conversa franca, sincera e emocionante de Walter com Alter-Beth fora extremamente sentimental, uma cena que conseguiu transpor ao telespectador a aflição, a dor que ambos personagens estavam por sentir, para completar a grandeza de tal cena tivemos atuações fantásticas, Noble e Orla Brady estavam simplesmente fantásticos, apresentando uma química e um sentimento incrível ao telespectador.

E Fringe acertou novamente ao apresentar mais este grande episódio, um episódio que trouxera todos os componentes necessários para a continuação de uma ótima história. Não há como não ansiar pelo próximo episódio da série, que se souber manter esse alucinante ritmo nos dará mais excelentes episódios pela frente.

Artigo originalmente publicado no Portal de Séries.

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