Fringe (4×08) – Back to Where You’ve Never Been


E Fringe finalmente retornou… Sei que muitos, assim como eu, não estão surpreendidos ou até mesmo fascinados com a qualidade que esta quarta temporada estava por apresentar em seus episódios iniciais mas duvido que haja alguém que acompanha a série que não estava ansioso por este retorno. Fringe já nos provara que é uma das melhores séries da atualidade e esta quarta temporada, devido aos acontecimentos ocorridos na Season Finale da terceira, seria como uma temporada de estréia, teria a função de nos apresentar um mundo sem Peter Bishop. E como esperado, ao menos por mim, a série levou algum tempo para se adaptar a esta nova realidade, para a nova versão de personagens que já conhecíamos e para criação de um terceiro mundo completamente diferente daquilo que já havíamos presenciado e era óbvio que encontraríamos algumas dificuldades para nos adaptar a esta terceira dimensão, ao mundo sem Peter Bishop. Sim, os episódios passados não foram tão bons como esperado mas estou por acreditar que a fase de adaptação está por ser finalizada e Back to Where You’ve Never Beennos dá a prova de que Fringe continua por ser uma fantástica série e se torna facilmente o melhor episódio da temporada, até o momento.

Com um título bem sugestivo, Back to Where You’ve Never Been fora a grandiosa estréia da série em 2012 e fora um episódio excelente. Centrado em Peter e em Lee, o episódio soube mesclar a mitologia dos três mundos, nos introduziu um terceiro inimigo e nos emocionou nos momentos em que este decidira ser dramático, além das pequenas surpresas que encontramos em seu decorrer. É a utilização de todos os elementos que consagraram a série que este se torna um excelente episódio de Fringe.

A trama inicia-se básica, apenas a ausência de um possível caso semanal já chamara meu interesse. Temos Peter a requisitar novamente a ajuda de Walter e a novamente ser ignorado pelo mesmo, sem opção este pede ajuda para Olivia para atravessar o portal entre os mundos e pedir a ajuda de Walternativo para voltar para aquilo que acredita ser o seu lar. Olivia aproveita a situação para mandar Lee investigar a origem dos novos shapeshifters e quais são os planos de Walternativo.

Fringe é uma série que não julga nossa inteligência, não apela para soluções fáceis e sempre nos mostra uma realidade cruel dentro de sua mitologia. Pode até ter sido fácil para Peter e Lee invadir o outro mundo mas não fora fácil para eles conseguirem cumprirem os seus objetivos, sendo presos logo na primeira tentativa de encontrar-se com Walternativo.

A partir deste momento a série nos impressiona a cada segundo e aos poucos vamos ganhando pistas sobre o que está realmente por ocorrer. Descobrimos que os shapeshifters também estão por invadir o Lado B e que este mundo ainda possa estar mais afetado por esta ameaça do que o Lado A. Em nenhum momento consegui acreditar na desculpa de que Walternativo estaria por ordenar o assassinato de Lee e Peter, apesar de ser algo que este aparentemente seria capaz de fazer, tinha a sensação desde o inicio de que algo maior estava em jogo e realmente estava.

Emocionei-me com as pequenas cenas de Peter com sua mãe, foram sentimentais e as emoções aqui presenciadas foram realmente capazes de alcançar o telespectador. E é através desta que Peter consegue acesso a Walternativo, onde é apresentava um bom clima de tensão, deixando a reviravolta que estava prestes a acontecer ainda mais eletrizante. Walternativo prova a Peter que não está relacionado com o surgimento dos novos shapeshifters, mostrando a este que até mesmo o seu braço direito, Brandon, era na verdade um shapeshifter infiltrado em seu departamento.

O que também me surpreenderá positivamente no episódio fora a dinâmica encontrada entre os dois Lee’s e Bolivia. É fácil perceber o amadurecimento de Lee desde que este conheceu Olivia no inicio da temporada e as cenas deste com o seu outro eu foram bem parecidas com as cenas em que tivemos as duas Olivias presentes em episódios anteriores.

Antes de comentar os fantásticos eventos finais do episódio tenho que fazer uma ressalva sobre o que mais me estranha nesta temporada. Estamos perante um lado C e D ou apenas estamos-nos mesmos lados A e B, só que sem a existência de Peter? Confesso que forço minha teoria na segunda opção, é a mais credível e apesar de ainda haver muitos fatores a serem explicados sinto que cada vez mais estamos perante tal explicação e cada vez mais estamos perante ai retorno da realidade que tanto conhecemos.

O final do episódio trouxe-nos duas grandes surpresas. Na primeira viemos a descobrir a origem da nova espécie de shapeshifters e a descobrir quem é o grande traidor da Fringe Division do Lado B. Há duas hipóteses declaradas, ou Broyles é um shapeshifter ou ele esta realmente a trabalhar com David Robert Jones, o vilão da primeira temporada. Apesar de apresentar tal revelação, a série guarda para si qual a razão da criação destes shapeshifters e, principalmente, quais são as intenções de Jones e o que ele deseja ao colocar infiltrados em ambos os mundos.

E para completar a excelência do episódio, a série não podia nos deixar sem um interessante cliffhanger, afinal quão interessante fora aqueles pequenos diálogos entre Olivia e September, o Observer principal, no final do episódio? Aliás, antes de qualquer coisa já me pergunto o que teria sido capaz de machucá-lo? Estou realmente curioso com isso e ainda mais em saber quais foram as intenções deste ao dizer que em todos os possíveis futuro Olivia estará morta, que Olivia tens de morrer. Fora uma cena que durou menos de dois minutos e mesmo assim fora capaz de nos deixar diversas perguntas que roeram nossas mentes por um bom tempo.

E é dessa maneira que Fringe volta a brilhar, volta a ser aquela série muito mais do que inteligente, aquela série que nos faz sentir cada vez mais ignorantes perante a tantas informações que nos são dadas e, sinceramente, adoro quando a série faz exatamente isso comigo. Que venha o restante da temporada, pois este promete muito, muito mesmo.

Artigo originalmente publicado no Portal de Séries.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s