Grey’s Anatomy (8×10) – Suddenly


Grey’s Anatomy voltou com tudo, depois de nos deixar em suspense durante algumas semanas, o primeiro episódio de 2012 faz abrir boas perspectivas para o resto da temporada já por si bastante consistente e interessante. Grey’s consegue apresentar-nos um episódio emotivo mas sem grandes exageros, não tentando tornar tudo demasiadamente dramático, conseguindo a doce certa de emoção e seriedade. A fórmula mais fácil seria colocar uma Teddy altamente desesperada, uma Cristina irredutível, um acidente em que a ajuda tardaria, mas antes disso Shonda Rhimes optou, muito bem, por criar drama sem floreados, tornando as situações mais realísticas e emotivas, não precisamos de uma Teddy a chorar desesperadamente, a conversa curta e sincera entre Cristina e Teddy e os momentos sozinhos com Henry valem mais que os floreados ultra dramáticos que muitas vezes as séries tem a tendência de utilizar, Grey’s escapou ao exagero e conseguiu a perfeição.

Teddy nunca conseguiu destacar-se muito pelo brilhantismo da representação,  sempre foi vista como uma personagem para encher vagas abertas por saídas   inexplicáveis, e a verdade é que nunca chegou ao brilhantismo de outras   personagens mas soube agarrar a oportunidade. E neste episódio Teddy esteve à   altura do desafio, o salto da descontracção e da alegria de uma vitória, de uma   vida salva para o sofrimento e a dura realidade da perda do marido foi muito  bem  conseguido e trabalhado, sem gritaria, sem muitas lágrimas derramadas a   verdade é que tanto Teddy como Cristina conseguiram transmitir a emotividade   na sua forma mais pura. Mas o episódio teve outros momentos preciosos, vários   focos de drama. O acidente rendeu óptimos momentos, a escolha da filha mais velha foi acertada, apesar de apenas agora conhecermos a personagem, rapidamente nos identificamos com o seu sofrimento e choramos com ela. Meredith esteve brilhante neste episódio firme, decidida mas ao mesmo tempo emotiva, e no fim que melhor surpresa que o regresso da pequena Zola, os olhares trocados entre Derek e Meredith e o sorriso contagiante final foram momentos onde as palavras não eram necessárias.

Karev também esteve bem depois da conversa sincera com Meredith, vemos novamente o Karev algo bruta montes mas que todos nós conhecemos e adoramos. Achei curioso o súbito esquecimento e atrapalhação de Karev, será só mesmo choque? Sempre pensei que Shonda fosse causar danos a algum dos nossos meninos favoritos, mas acabou pelo menos para já por optar pela fórmula certa. Até April me conseguiu emocionar com os olhos emotivos e a tristeza de ser a arma secreta de Cristina para escapar à conversa de Henry. Adorei confronto entre Owen e Callie, dois orgulhos feridos, consistentes das decisões tomadas. Certamente haverá consequências para Callie veremos quais, a única coisa que não me agradou nesta história foi a apatia e despreocupação de Avery, não demonstrando compaixão e qualquer pingo de arrependimento. Mas o episódio soube balançar bem os momentos de tensão com algumas pérolas cómicas, como a entrada da nova namorada de Sloan, a tensão entre Bailey e o anestesista e a imitação de Kepner. Um óptimo episódio de Grey’s, que não podia começar melhor o ano de 2012.

O melhor: O episódio como um todo, as interpretações, os dramas.

O pior: A insensibilidade de Avery.

Artigo inicialmente publicado em Portal de Séries.


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