Person of Interest (1×10) – Number Crunch


Como sempre, ao terminar de ver um episódio de POI não consigo ficar insatisfeito. Todo caso semanal é tão perfeito, tão inteligente, que arrisco dizer que chega ao nível de Breaking Bad. Tudo bem, admito que está longe de ser uma BB, mas individualmente os capítulos são bons, a série em geral é que é descartável. E honestamente não sei até quando vão nos fazer esses casos semanais, já que daqui a algumas temporadas não haverá histórias novas para contar, e acabará ficando repetitivo como Law & Order, House e até mesmo Supernatural.

Então a partir de agora deixo de me preocupar com o futuro da série, e aproveito o episódio nosso de cada semana. Acredito que nenhum de vocês saiba o significado da expressão Number Crunch, mas aqui está: “uma pessoa que calcula diversos números” ou “máquina poderosa e inteligente”. Desde o pilot me pergunto como trabalha essa tal máquina de Finch, e não acho que receberemos maiores respostas. Tudo bem, ela ouve conversas, lê emails, vê evidências e então prevê um ataque. Mas e se a pessoa a cometer o crime decidiu fazê-lo de última hora, como é que a máquina já tinha previsto? O famoso J. J. Abrams é conhecido por séries de ficção científica e sobrenatural (Lost, Fringe), e apesar de não ser o criador de Person of Interest, é o produtor executivo, e o maior nome da série. Graças a essa reputação dele, juro que a cada minuto que passa fico esperando algo absurdo acontecer e a magia começar. Será que a máquina é simplesmente tecnologia altíssima (mesmo tendo sido criada em 2002… Exijo explicações!), ou ficção científica? Só saberemos depois… E aqui fica a frase que mais me assustou durante o episódio inteiro: “I broke the space-time continuum”. Por vir de Ben Linus (sorry, esse papel vai ficar para a eternidade), quase acreditei, mas esse pensamento só durou dois segundos. Ri muito depois.

Então, vindo finalmente para o episódio, foi outro excelente caso da semana, como já deve ter ficado claro nos parágrafos acima. Dessa vez a máquina mostra o CPF de quatro pessoas, e isso confunde os protagonistas, que não têm idéia de qual delas vai ser a vítima. Enquanto isso, Carter é interrogada pela polícia (adoro esse tipo de ironia), que não acreditou no fato de um criminoso procurado (John Reese) ter salvado ela da morte no último episódio. Espero que isso tudo envolvendo a detetive seja uma tentativa de trama mais original no futuro (algo como eles trabalhando juntos), porque honestamente pensar em casos semanais por temporadas e temporadas me deixa desanimado. Voltando.

John vai até a casa de Claire, cujo CPF apareceu um milissegundo antes dos outros, e encontra-a morta. Detalhe para o nosso vingador se fingindo de policial e entrando na cena do crime, eu simplesmente amo a técnica “hide in plain sight”, ou se esconder à plena vista, o que funcionou bem na sequência. E de novo questiono o poder da máquina: Como ela sabia que a professora iria morrer antes de todos os outros? Explicações, ou assumirei que é magia.

E então outra pessoa morre, uma das que a máquina previu. Fusco e seu novo parceiro (Carter estava sendo mantida na delegacia) descobrem que ambas as vítimas (Claire e Matt) andavam gastando muito depois de certo acidente de carro, onde foram encontradas impressões digitais dos dois. Já Finch e Reese descobrem que não só esses, mas Wendy (outra previsão da máquina) também esteve na cena do crime. Logo somente um CPF não teve conexão com os outros: Uma garota anti-social chamada Paula.

Mas essa suposição está errada. Reese encontra Wendy e Paula juntas em uma casa e descobre que são irmãs adotadas, mas há pessoas atrás delas. Bom ver que ele deixou de ser o super-invencível dos primeiros episódios, mas acho que teria vencido o oponente se não tivessem atrapalhado ao atirarem do carro. Enfim. Looooser.

Nas ruas, Carter percebe que está sendo seguida por agentes da CIA e logo os confronta. Acontece que eles trabalharam com John Reese por um tempo, e querem ajudá-la a encontrar seu “Vingador de terno”, já que estão procurando pela mesma pessoa. A razão é que John matou muitas pessoas, incluindo sua antiga parceira, e a CIA acredita que ele confia em Carter. Seria essa uma tentativa de história paralela aos casos semanais? Vai durar muito tempo? Espero não ser decepcionado, algo que só aconteceu em um episódio da série: O pilot, quando descobri que seria estilo caso da semana.

Ao invés dos flashbacks, ao longo do episódio foram mostradas filmagens que, aos poucos, nos fizeram juntar os pedaços do quebra-cabeça. Wendy, Paula, Matt e Claire foram as quatro pessoas que encontraram o carro de Jaime após o acidente, e ao verem que ele transportava muita cocaína e tinha uma mala com um milhão de dólares, dividiram entre si. Por isso estavam gastando tanto dinheiro recentemente. E a única razão pela qual Finch não viu que Paula esteve ali foi porque provavelmente não estava segurando o celular, ou seu aparelho não tem Wi-Fi. De qualquer modo, Jeeeeez, que anti-social.

Jaime tinha criado uma espécie de ONG para ajudar o Haiti, recebendo mais de 30 milhões de dólares, mas todo o dinheiro estava indo para a máfia do pai. Caso resolvido. Mas a melhor parte do episódio veio bem no finalzinho… Quando John quase morre. Admito que foi uma sequência de cenas muito bem editada, a trilha sonora me deixou tenso pelos três minutos finais, e tudo foi muito bem feito. A CIA e Carter chegam ao estacionamento onde Reese salvou Wendy e Paula (que, btw, ficaram com o dinheiro) e após uma breve conversa, dão dois tiros no vingador. Não sei como o atirador perdeu John de vista e nem como este saiu tão rápido com uma bala na perna (Acredite no que digo, no final vai ser tudo ficção científica!), mas tirando isso tudo foi perfeito.

Ao chegar ao térreo, Reese encontra Finch, que rapidamente tenta botá-lo dentro do carro. Mas, antes disso, Carter aparece e fica em dúvida se os prende ou os libera… Nós já sabíamos o que iria fazer, certo? Ela é boazinha. E assim termina mais um excelente episódio, e, mesmo sem cliffhangers diretos, nos deixa várias perguntas. A detetive irá continuar a defender os protagonistas? Agora que já conhece seus rostos, será mais fácil achá-los. John Reese ficará bem? Seu destino ficou ao acaso, mas se quisessem o matar fariam com um tiro na cabeça. Ele ficará ótimo.

Até o final de janeiro!

Artigo originalmente escrito por Caio Machado e publicado no Portal de Séries.

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