Fringe (4×07) – Wallflower


Este Wallflower que a série nos apresenta como Fall Finale é um episódio que termina uma história de forma muito prematura. De facto, se o leitor concordar comigo, o cliffhanger podia ter tido um pouco mais de sumo (perdoem-me a expressão popular) e devíamos ter tido algo tão ou mais épico quanto o da temporada passada. No entanto, como a história nem sempre o permite, terminamos esta primeira sensação de que neste mundo, para além dos shapeshifters, há algo mais em Nina e nas suas intenções para com Oliv…

“WOW, WOW, WOW, Jorge! Mas já a falar do final?! E o resto?” – pergunta-me o caro leitor que tem estado muuuito atento.

Comecemos pelo princípio, então.

A semana passada fomos levados a um caso que batia no limite daquilo a que chamamos a Ética e, mais concretamente, fomos levados a conhecer uma história de amor que se perdeu, há quatro anos atrás, e que alguém quis tanto recolhê-la que acabou por magoar todos aqueles que não mereciam. Hoje, o problema não é ser (re-)conhecido por um acto ingénuo. Hoje, o problema é ser visto por aquela pessoa especial que encontramos, todos os dias, no elevador e que não nos vê porque somos invisíveis. E é por isso que o rapaz em questão (e volto a dizer, não vou referir o seu nome porque esta história pode ser a história de cada um de nós) se aproximava de algumas pessoas acabando por roubar os seus pigmentos com a finalidade de ele próprio ganhar a habilidade de poder ser visto… Afinal, ele não teve a culpa de nascer sem pigmentos, de nascer com uma anomalia genética que o impedia de ser alguém na vida.

Sem dúvida que, para ele, ser visto por ela era o que mais interessava em toda a sua vida. Mas roubar pigmentos era veneno para si. Não podia fazer tal. Mas fez e continuou a fazê-lo até àquele dia em que, finalmente, no elevador ela o viu e lhe deu dois dedos de conversa. Saindo num andar diferente do dele, após aquele encontro que o encheu de alegria, sentou-se no chão do elevador e expiro, feliz, pois o seu objectivo tinha sido atingido. Ele próprio se reconheceu. Ele próprio abraçou a morte pois nada mais o prendia ali e foi-se.

Extrapolando ao nosso arco, também Peter quer ser visto por aqueles deste mundo que não o conhecem. Também ele quer que o vejam como alguém capaz de ajudar e que só quer ir para casa. Mas também ele quer que a sua Olivia o volte a ver. Mas todos, por mais que os tenha ajudado na resolução de algum caso, o acham que ele não é ninguém pois ele não pertence àquele mundo. O paradoxo existe e não existe e é por isso que ele é invisível aos olhos de todos.

Mas no fim, o que não está mesmo aos nossos olhos são os motivos de Nina por ter deixado Oliva no meio do chão após a injecção de uma substânica por nós desconhecida. Afinal, que planos estão reservados para Olivia? Que deseja Nina dela? O Cortexiphan? E Peter, que fará em relação à máquina que ele agora recomeçou a estudar e a analisar? Que vai acontecer?

São tudo perguntas que quero ver resolvidas nesta segunda parte da temporada. Perguntas que não só a mim me ocupam a mente mas a mente do caro leitor que me lê. E, de facto, à medida que o plano da história começar a alargar, tudo fará sentido e alguns dos episódios que foram exibidos não passaram de brincadeiras de criança. Estão dispostos a seguir, comigo, este caminho armadilhado que é a temporada quatro de Fringe a partir de 13 de Janeiro? Prometem ficar aí desse lado? Então, não estarei sozinho nesta jornada.

Antigo originalmente escrito por Jorge Pontes e publicado no Portal de Séries.

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