Person of Interest (1×09) – Get Carter


Voltamos do hiato com estilo em POI. Adorei a atmosfera de tensão que conseguiram transmitir ao redor da detetive Carter, cada cena em que apareceu fiquei temendo a sua morte. Seu CPF aparecer na máquina de Finch foi uma excelente trama, apesar de um pouco previsível, e nos trouxe mais um ótimo episódio.

Depois do assassinato do adolescente Ronnie Middleton num bairro tenebroso, Carter volta a investigar o mafioso Hector, principal suspeito de diversos crimes, incluindo a morte de Ronnie. Enquanto isso, John e Finch mantêm câmeras escondidas no carro e no escritório de Carter, para ficarem sabendo de tudo que ela faz, podendo assim protegê-la.

Todos os criminosos têm interesse em matar a detetive, e mantê-la viva é um trabalho difícil para os protagonistas. Elias, Hector, o “Capitão” (não peguei o nome dele) amigo de Fusco, e milhões de outros, sentem que Carter sabe demais, não entende as regras da corrupção e é ruim para os negócios (palavras do capitão). O único jeito é a morte silenciosa e limpa.

“Every door she walks through can have a bullet behind it”. – Fusco

Carter também ajuda uma dona-de-casa a não morrer, já que o marido dessa mulher, Mr. Kovach, a espanca e é um assassino em potencial. Ao ir conversar com Kovach, ele ameaça mata-la (que cena tensa) e Reese escuta tudo. Afinal, como Carter ainda não percebeu que John está em praticamente todo lugar que ela aparece? Apesar de cega, essa detetive boazinha ganha pontos comigo a cada episódio que passa, é impossível não simpatizar com sua atuação sarcástica e métodos de investigação.

Fusco finalmente pergunta a Reese por que ele está protegendo Carter, já que ela planeja encontra-lo e prende-lo. E é verdade, se não estivesse por perto, todos seus problemas acabariam. John responde que a detetive é uma boa pessoa, e se algo acontecer com ela, Fusco está morto. Ou algo do tipo.

Ao ver que Hector é uma ameaça eminente, John vai até sua oficina e mata seus homens, dando o recado de que não quer mais ver o mafioso. Ao saber da invasão à oficina, Carter me fez rir pela primeira vez com o diálogo:

“Ele estava vestindo um terno?”

“Não, uma roupa de motoqueiro.”

“Talvez esteja na lavanderia.”

Reese e Finch descobrem, graças à câmera escondida no escritório de Carter, que ela vai ao encontro de Hector. E então finalmente têm a resposta de onde ela vai ser atacada, logo John tem que acha-lo antes para proteger a detetive.

Some people the world can’t afford to lose.” – John Reese

E é então que o roteiro nos oferece uma deliciosa reviravolta. Enquanto Reese está indo em busca de Hector, achando que Carter irá ao seu encontro, ela recebe uma ligação da Mrs. Kovach, dizendo que seu marido tem uma arma e está querendo matá-la. Finch intercepta a ligação mas não consegue se comunicar com John, que provavelmente já está bem longe dali e não teria a mínima chance de salvar a detetive… E nos surpreendemos novamente. Quando ela chega à casa dos Kovach, Reese já passou por lá, tendo amarrado o marido louco.

Elias aparece na delegacia (Como é que ninguém reconheceu o criminoso mais procurado de NY?) e deixa uma flor para Carter com o recado “Condolências pela perda da detetive Carter”. O roteiro conseguiu nos deixar tenso, QUEM AFINAL VAI TENTAR MATÁ-LA? Não costumo escrever com letras maiúsculas, mas morri de curiosidade durante o episódio e senti que devia expressar isso aqui. Continuando.

Com a equipe tática invadindo o depósito de Hector e, consequentemente, prendendo-o, fica a pergunta: Ela já está salva? Só resta Elias como suspeito… E todos os outros criminosos de New York. E então o roteiro me surpreende novamente; Seu informante? Nunca tinha pensado nele, e realmente não pareceu uma ameaça, mas Elias o convenceu a mata-la. Carter recebe dois tiros no peito, mas como estava usando um colete, sobreviveu sem maiores danos.

Não tenho nada a reclamar da Taraji P. Henson em sua personagem, apesar de ter lido algumas críticas à sua atuação continuo adorando suas caretas sarcásticas.

Espero que Elias tenha mais destaque nos próximos episódios, e sua trama como novo Manda-Chuva do crime tenha um fim decente. Os flashbacks, nesse episódio, foram focados em Carter e seu passado na guerra. Não me interessei muito neles, mas pelo menos mostrou a realidade dos soldados e seus atos impulsivos.

P.S.: Mais alguém percebeu que Reese está se apaixonando pela detetive, e ela por ele? Hum, interessante caso de amor proibido.

P.S. 2: Ele trocou o terno pelo casaco de motoqueiro. Será que foi só nesse episódio, ou sua marca registrada mudou para sempre?

Artigo originalmente escrito por Caio Machado e publicado no Portal de Séries.

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