Once Upon a Time (1×06) – The Shepard


“Você terá o título de herói, mas não a tarefa.”

Será que posso começar a review com todos os elogios possíveis? Ou dando uma nota de “perfeito”? Não, tudo bem. Perfeito, talvez seja um exagero. Mesmo se estivermos considerando o padrão Once Upon a Time de qualidade, talvez seja um exagero. Ainda assim, não tira o mérito do episódio. Foi o melhor lançado até agora.

Quando eu já sentia falta do Prince Charming/David e da Snow White/Mary Margareth (aliás, nem senti tanta falta assim da Mary Margareth), ganho de presente um episódio totalmente focado no casal. E, como se isso já não fosse muito bom, foi um episódio que veio revelar mais sobre o que já foi revelado. Talvez, se os roteiristas de Once tivessem optado por mais um episódio focado em algum outro personagem, a série acabasse apresentando algo cansativo. Ou, no mínimo, algo que não chegasse ao nível de The Shepherd. Ter um episódio focado no príncipe foi quase que a resposta imediata ao episódio focado na Snow White.

O desmemoriado David foi recebido com festa por sua esposa Kathryn e pelos antigos amigos, além de Emma e Henry. Mesmo com todas as pessoas presentes, o moço recém-saído do hospital tratou de fugir para a casa de Mary Margareth, por quem começou a ter “fortes sentimentos”. Não sei o que acontece quando o ator que faz o David/Prince Charming entra em cena, nem entendo porque gosto quase tanto dele quanto da Jennifer Morrison. Quando o rapaz começa a interagir com a Mary, ela nem fica com cara de duende o tempo inteiro. A química do casal é enorme e as cenas dos dois juntos são encantadoras. São daquele tipo em que a telespectadora romântica como eu começa a suspirar.

As voltas ao conto de fadas não poderiam ter sido mais perfeitas. Acho que já devo ter dito que o passado fantasioso me deixa com um pé atrás, às vezes, com a sensação de que estão desperdiçando tempo demais para contar algo que poderia ser contado em menos tempo e com efeitos especiais menos lastimáveis. Dessa vez, entretanto, sinto que todas as incursões foram mais do que bem utilizadas. O Prince Charming, como nos foi revelado, era o irmão gêmeo do verdadeiro príncipe. O irmão que conhecemos ocupou o lugar do outro depois que o verdadeiro herdeiro do trono morreu em uma luta. O rei recorreu ao maldito Rumpelstiltskin para trazê-lo de volta e conseguir o ouro do rei Midas. Acho que vou reconsiderar o que disse na review anterior. Rumpelstiltskin tem o potencial da trepadeira ainda maior do que Regina. Não sei se até o fim da temporada vai ter alguém que não fez um acordo com o infame mafioso.

“Você está no caminho do verdadeiro amor.”

O irmão gêmeo perdido, vulgo nosso Prince Charming, acaba realmente assumindo o lugar do outro. Particularmente, não gosto de histórias com irmãos gêmeos. Tirando as séries e filmes dos anos 90 das gêmeas Olsen, que só gosto porque são bonitinhas, nenhuma história sobre gêmeos tem qualquer inovação. Quando vi que eram gêmeos na história, quase pedi para sair. Por que, Deus, por quê? Felizmente, Once conseguiu se sair bem com isso. E o principal: antes que eu terminasse de perguntar a mim mesma em que ponto esse irmão conheceu a Snow White e em que cronologia esse episódio se encaixa com o outro, a série acalmou minhas angústias. Explicar sutilmente que esse sexto acontecera pouco antes do nosso terceiro foi a melhor saída que eles poderiam ter pensado. Mais um ponto para os roteiristas de Once Upon a Time.

Saindo do fairytale, mas sem nunca sair dele de fato, Mary Margareth e David quase tentam uma aproximação de verdade, mas são atrapalhados pela esposa com voz de cachorrinho e pelo dedo podre de Regina. Não é que a bruxa conseguiu fazer com que o moço se lembrasse de tudo? Isso foi um pouco frustrante. Me incomoda ver como tudo relacionado a Regina tem que dar certo (para ela, no caso. Errado para os outros). Essa coisa de “os bons só ficam juntos no final” já deu o que tinha que dar. Ainda que, aos poucos, estejam nos dando amostras de qual a real dinâmica da relação entre Snow White e Prince Charming, alguma amostra diferente da evolução do namorinho de Mary Margareth e David também é indispensável. E não estou falando de cenas com os dois com olhar de peixe morto, se martirizando porque não podem estar juntos. Dessas, a gente não precisa mais.

E, opa. Impressão minha ou a Emma ficou com ciúmes do xerife com a Regina? Coitada. É certo que Storybrooke não lhe ofereceu muitos pretendentes convidativos até então, mas se apaixonar pelo amante da prefeita? Não pode ser algo bom. Para ela. Para nós, acho que só tende a melhorar.

E Once Upon a Time conquista seu primeiro 9. Good job, guys.

Artigo originalmente escrito por Thais Borges e publicado no Portal de Séries.

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