Once Upon a Time (1×05) – That Still Small Voice


“O que seria forte o suficiente para abafar sua própria consciência?”

Após ser muito bem substituída pelo Well, estou tentando voltar para as reviews, ainda que com considerável atraso – pelo qual peço minhas mais sinceras desculpas. Tinha passado um tempo longe de qualquer série e esse quinto episódio de Once Upon a Time foi o que primeiro me recebeu na volta para casa. E fez isso muito bem.

Mais uma vez, a história nos transporta para o mundo mágico, numa das cenas sobre teatro de marionetes na Idade Média mais lindas que já vi. A fotografia, aqui, quase não foi manchada pelos defeitos especiais da trama, de modo que a sequência do garotinho roubando os pertences da multidão conseguiu me cativou logo nos dois primeiros minutos iniciais. Fiquei feliz quando percebi que a história que seria contada era do Jiminy Cricket, vulgo Archie (mais conhecido também como o “terapeuta de Henry”). Até então, todos os personagens que tiveram suas histórias contadas foram os personagens centrais. E acredito que deva ser quase um consenso que Storybrooke tem muito mais histórias individuais para contar.

O pobre Jiminy, o garotinho que roubava as pessoas, vivia em um dilema para ser bom, mas sempre acabava se rendendo aos pais desonestos. E o garotinho se transforma em um homem amargurado, cujo maior desejo era ser alguém diferente, melhor. A fraqueza de Jiminy, já um homem, mas ainda preso aos pais, foi responsável por destruir a família de outro garotinho, que, pouco antes, lhe deixara experimentar a gentileza. Não sei descrever o que senti quando vi o jovem casal transformado em marionetes. O dilema de Jiminy era bastante previsível (não que isso tenha sido um problema. Não foi), mas a dor do garotinho me fez esquecer de todo o resto.

“Então, por que não faz algo diferente?”

Eis que Emma começa a trabalhar como assistente do xerife. E quando a moça prende o distintivo na calça, um tremor atinge a cidade. Era um acidente na mina (e que, só por um segundo, me lembrou toda a história dos mineiros chilenos). Para Henry, aquilo não era mais do que a chance de ter uma confirmação de que encontraria as provas que precisava para validar sua teoria fantástica. Depois de uma briga com Archie, qualquer um veria que a criança estava indo para a mina.

O terapeuta se une a Emma para tentar encontrá-lo, mas, tendo o próprio Archie entrado nos túneis da mina, Emma acaba aliando-se a Regina. Não foi totalmente absurdo, já que as duas estavam mobilizadas pelo resgate do garoto. No entanto, não posso dizer que isso soou natural para mim. Ainda não estou convencida do amor da prefeita pelo filho. Por mais que tenha parecido preocupada e angustiada durante todo o tempo, Regina ainda é Regina. E é difícil esquecer tudo que fez, mesmo com os atenuantes da gravidade da situação e que, no momento seguinte ao resgate do garoto (por Emma, diga-se de passagem), a prefeita voltou a atacá-la.

“Tudo isso não pode ser como é.”

Quanto a Archie, ficar preso no túnel lhe trouxe algo bom. Anos e universos depois, o terapeuta pôde, finalmente, ser a pessoa que sempre quis ser. Com a ajuda de Henry. Talvez, assim, o terapeuta aceite fazer parte da Operação Cobra do garoto. O que me deu arrepios, contudo, foi ver as marionetes do casal prejudicado por Jiminy entre os pertences de Mr. Gold. Se Regina/Evil Queen consegue ser uma trepadeira e se infiltrar em todos os lugares e na vida de todos, Mr. Gold/Rumpelstiltskin é um concorrente de peso.

E o melhor foi ver que os roteiristas não abandonam totalmente seus personagens só porque estão contando a história de outro. Mas já devo ser suspeita para falar sobre o quanto gosto das cenas de Mary Margareth e David.

A verdade é que tenho preferido, em Once, as sequências mais… sentimentais. Sei o quanto algumas podem ser ridículas, mas, quando bem exploradas, são os momentos marcantes da série. Sim, as tramas de Regina, as conversas de Emma e Henry, e a bondade chata de Mary Margareth não chegam aos pés dos momentos carregados em sentimentalismo. Nem os defeitos especiais estragam isso.

Ainda assim, Henry é o meu segundo personagem preferido, depois da Emma. E, só para variar um pouco, não é que o garoto estava certo?

Artigo originalmente escrito por Thais Borges e publicado no Portal de Séries.

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