Community (3×09) – Foosball and Nocturnal Vigilantism


Uma característica de Community é revezar entre episódios focados em referencias culturais, e outros focados nos personagens e pequenos arcos de transformação entre eles. Não que esses dois tipos não se cruzem, esse é apenas um foco que os episódios tendem a tomar.  Como o ultimo episódio foi o ótimo Documentary Filmaking: Redux, focado em referencias, essa semana foi focada em dois plots de transformação.

Outro elemento recorrente, a conversa inicial em que todo o grupo faz piadas entre si, funciona muito bem ao incluir piadas aos personagens que ficaram de fora dos dois plots (Britta e Pierce), e inserindo os elementos principais das tramas: o jogo de “totó” (“pebolim” na minha terra natal) e o dvd de Batman: O Cavaleiro das Trevas.

No maior plot tivemos a estranha dupla Shirley e Jeff, que se reúne para ensinar uma lição aos alemães malvados que dominam a mesa de pebolim. Esse plot acerta em vários níveis, primeiro por colocar um jogo tido como infantil como uma atividade capaz de fazer aflorar o que há de pior nas pessoas. Outro acerto foi dar um lado cruel para Shirley, que vinha sendo utilizada apenas em sua religiosidade, isso trouxe complexidade à personagem. Além desses dois acertos, houve também a ótima evolução da trama que fez com que os dois dividissem um trauma, ele por ter sido vitima e ela por ter sido a agressora em uma situação de bullying.

O crescendo desse primeiro plot é muito bom, levando a uma disputa entre Jeff e Shirley. A disputa final foi muito engraçada, principalmente por mudar dos personagens em live-action para uma versão anime. Os elementos do anime estavam lá, como às auras de poder, as telas divididas, a ação, os poderes dos jogadores e das bolas. Com o fim da disputa, ambos abandonam o jogo de totó e vão assistir a um filme juntos. Um plot muito bem realizado.

Um pouco pior foi, por incrível que pareça, o que se foca nas diferenças entre o jeito bagunceiro da dupla Trobed e a organização de Annie. Ao limpar a televisão da casa, Annie quebra o DVD mega especial de Batman e tenta desesperadamente esconder isso de Abed. A jornada de absurdos que levaram Annie a confessar para a versão Abed do Batman, funciona, mas fica a impressão de não ser tão divertida quanto poderia ser. Troy foi pouco aproveitado no plot, o vizinho que rouba sapatos não foi uma das melhores revelações. Foi Abed como Batman que rendeu as melhores piadas. Nesse plot fica clara a atenção que a equipe de arte de Community da aos detalhes, espalhados pelo apartamento está os cartazes de Inspector Spacetime e Kickpuncher, que é muito condizente com o ambiente que se espera de Troy e Abed. Por falar nisso…. há um cartaz no apartamento que não reconheci a fonte, se alguém souber, por favor me diga.

Enfim, foi um episódio leve de Community, com um plot que funcionou muito melhor que o outro. Mesmo assim, o balanço é positivo.

P.S: O restaurante mexicano em que Jeff e Shirley jantam é o mesmo de “Studies in Modern Art”.

Artigo originalmente escrito por Murillo Martins e publicado no Portal de Séries.

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