Person of Interest (1×08) – Foe


Infelizmente, por conta de compromissos acadêmicos, o Caio não pôde elaborar essa review, cabendo a mim essa responsabilidade.

Depois do excelente ultimo episodio, Person of Interest volta à estrutura procedural. E dos estilos de procedurais, a série vai tomando aquele que mais me agrada: aonde os casos são formas de os personagens amadurecerem opiniões e conhecerem melhor a si mesmos.

Inicialmente somos apresentados ao antagonista Kohl, um antigo espião que procura vingança dos ex-companheiros que o traíram, uma premissa simples que vai se complicando conforme o episódio avança. Colocar antagonismo simples entre Reese e Kohl foi uma ótima escolha, pois não havia motivo para perder tempo colocando-o entre vitima e assassino quando as motivações de Kohl são tão interessantes.

Desde o começo era obvio que essa motivação de Kohl tinha algo com Ania, sua mulher dada como morta em um acidente de carro, e durante boa parte do episódio essa visão dos fatos é o suficiente para manter a tensão. Afinal, buscar vingança sobre aqueles que ele considera os responsáveis é o suficiente para compreender toda a jornada do personagem por todo episódio, mas a evolução da trama foi tão bem construída que se tornou imprevisível. Pôr Ania viva e como parte do complô responsável pela prisão de Kohl foi uma virada excelente e muito crível.

A cena em que Reese é torturado é ótima e serve para dar falibilidade ao personagem principal, tornando-o muito mais humano. Reese é ótimo no que faz, porém é apenas um homem, portanto, passível de derrotas. Cenas de sofrimento, como esta, dá a oportunidade de Caviziel mostrar talento, já que escolheu representar Reese mais focado nas expressões e em poucos diálogos.

Outro ponto positivo é a montagem da série que vem se encontrando com o passar dos episódios, as imagens de vigilância estão sendo usadas de forma muito mais natural que nos primeiros episódios, não mais quebrando o ritmo.

Apesar de tantas qualidades, alguns pontos da série ainda me incomodam. Por exemplo, a variação de fotografia ao mostrar o passado dos personagens, que é um recurso clichê e a série poderia explorar o passado dos personagens usando outros recursos, ou melhor, estender variações das cores mesmo nas cenas focadas no presente. A relação entre Resse e Finch é ótima e funcional, porém, falta um episódio focado em Finch e na forma como ele se tornou um fantasma, afinal, como um genial multimilionário que criou uma das máquinas mais incríveis já feitas se esconde de tudo e todos? Além desses problemas também há a impunidade das ações do grupo, que chama a atenção da policia e criminosos, mas não tem nenhuma força tarefa atrás deles? Nada além curiosidade de uma policial obstinada?

Enfim, “Foe” é um ótimo episódio, mas ainda é preciso cuidar de detalhes para tornar Person incrível.

Artigo originalmente publicado no Portal de Séries.

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