Once Upon a Time (1×03) – Snow Falls


“Você me salvou.”

Se no último episódio, as cenas do passado mágico me deixaram com uma sensação desconfortável de vergonha alheia, em Snow Falls aconteceu exatamente o contrário. Dessa vez, o fairytale conseguiu ser ainda melhor do que o presente, que são minhas cenas preferidas, geralmente. E, dos três episódios que vieram até hoje, esse foi o meu preferido.

Quando vi o Prince Charming na carruagem com uma mulher insuportável, precisei olhar de novo, para ter certeza de que não era outro ator muito parecido com o que interpreta o príncipe. Não era. E a chata era sua noiva. Por sorte, a carruagem é assaltada em uma emboscada. O principezinho, com toda a sua valentia, tinha que sair correndo atrás do malfeitor. Quão surpreso ficou quando descobriu que o assaltante era uma linda mulher – Snow White. Aqui, preciso registrar minha indignação fútil sobre a aparência da atriz: por que, Deus, por que não deixam a Ginnifer Goodwin usar sempre aquelas extensões de cabelo da Snow? Porque Snow é tão linda e Mary Margareth parece um elfo?

Enquanto isso, Mary Margareth está tendo um encontro desastroso. Decepcionada com o pretendente, a professora deixa o restaurante. Na rua, encontra Emma dormindo em seu fusquinha amarelo. Mary, como toda garota boazinha, compadece-se da situação da outra e a convida para morar em sua casa. É óbvio que Emma não aceita. Ainda. E, como toda garota boazinha até dizer “chega”, Mary Margareth também leva seus alunos para fazer uma visita ao hospital onde trabalha como voluntária. Na ocasião, Henry encontra o “Desconhecido” em coma e descobre que ele é o Prince Charming, o grande amor de Mary Margareth e o pai de Emma.

Emma acaba embarcando na descoberta de Henry, ainda que somente para tentar fazer com que ele abandone as idéias. Juntos, convencem Mary Margareth a ler o livro para o homem sem nome. O rumo que as coisas tomaram foi maravilhoso. Fiquei surpresa com a velocidade com que tudo aconteceu – o desconhecido, ainda letárgico, pega na mão de Mary Margareth; o médico revela-se como parte da conspiração de Regina; o desconhecido acorda e desaparece da clínica e Regina surge como seu contato de emergência, além de, mais ao final, trazer uma mulher que, supostamente, é a mulher do desconhecido. Ah, agora, o desconhecido tem um nome. É David.

Adorei ser surpreendida com essa sequência de eventos. Quando o médico ligou para Regina, já comecei a preparar minha paciência. Dois pensamentos tomaram conta de mim: primeiro, a prefeita parece um câncer em metástase, que se espalha por todos os lugares (com o perdão pela comparação sofrível). Existe alguém em Storybrooke que não está sob a influência dela? E, principalmente, achei que Mary Margareth fosse realmente desistir e que a trama se arrastaria, só para variar um pouco. Não podia ter ficado mais feliz. Enquanto procuravam pelo desconhecido, quase senti adrenalina! Sim, assistindo Once Upon a Time.

É bem verdade que a sensação de adrenalina pulsante foi mais forte porque as cenas de Storybrooke no presente se entrelaçavam às cenas do passado de conto de fadas. Snow White e Prince Charming tentam recuperar as jóias do príncipe, que Snow vendeu para os trolls, logo após roubá-las. Até chegar na área dos trolls, o futuro casal enfrenta os soldados da rainha, numa luta emocionante demais para um fairytale. Não que eu me incomode com isso. O único problema é a maquiagem dos trolls. Vou ser chata e reclamar novamente, mas alguém precisa dizer aos responsáveis pela maquiagem dos seres do mundo mágico e do submundo que não dá para não ter vontade de rir, olhando para os monstrinhos. Se essa for a intenção, tudo bem. Mas acho que não está na lista de prioridades.

Acredito que Snow Falls tenha sido decisivo para a história. A reconstituição da história de Snow White e Prince Charming (que, aliás, “tem um nome e é James”) e a ligação de Regina ao desconhecido, além da chegada da mulher suspeita só firmaram a ligação de Mary Margareth, Emma e Henry. As mulheres estão mais receptivas às idéias do garoto. E, afinal, alguém tinha dúvidas de que “mãe e filha” acabariam morando juntas? E, principalmente, foi aqui que Snow White admitiu que arruinou a vida da Evil Queen. Não consigo imaginar como isso pode ter acontecido, mas estou louca para descobrir.

Artigo originalmente escrito por Thais Borges e publicado no Portal de Séries.

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