Desperate Housewives (8×07) – Always in Control


Finalmente, depois de seis 5 episódios a enrolar de forma mais ou menos agradável, Desperate Housewives parece ter vontade de começar a explorar aquilo que realmente nos interessa. As quatro histórias exploradas são relevantes para a temporada e finalmente temos um episódio cujo tema central é precisamente o mistério da temporada. Depois de um cliffhanger soberbo e de um episódio que deixou no ar bastantes e boas hipóteses para explorar no futuro, é caso para dizer que a temporada final arrancou finalmente.

Lynette voltou a ter um episódio dedicado ao seu divórcio e pode-se dizer que, também pela primeira vez, achei o tema muito bem explorado. Com a sua mente possuída pelo ciúme e seguindo mais uma vez os insensatos conselhos de Renne e manipular Penny, que tem andado muito próxima da nova possível madrasta, de forma a separar Tom do seu novo interesse amoroso. Mas claro que o plano não corre bem e Lynette percebe que esta a afastar Tom da sua filha e não tem tal direito. Assim, numa cena emocionante, vemos Lynette dentro do carro, a chorar enquanto observa o seu ex-marido a brincar com a sua filha, sem perspectivas de que voltem a ser a família feliz do passado.

Gaby  e Carlos, preocupados com a possibilidade de poderem parar na prisão e com medo que as filhas fiquem sozinhas, decidem pedir a Bob e Lee que fiquem como guardiões das pequenas se algo acontecer. Claro que o casal gay não fica nem um pouco feliz com a tarefa e o episódio rendeu óptimos momentos de comédia no jantar (Juanita a receber dinheiro para falar foi hilariante) e na interacção de Gaby com as filhas, que é sempre muito realista. Mas o momento mais importante do episódio surge no fim, quando Juanita expressa os seus medos e conta a Gaby que sente medo que os pais a abandonem, devido ao comportamento estranho que tem tido ultimamente. Claro está que Gaby consegue iludir a filha, contando-lhe que está tudo bem, mas nem por isso deixamos de ficar com  sensação de que de facto está tudo numa corda bamba frágil que a qualquer momento rebenta, levando todas as donas de casa para o abismo.

Bree foi e tem sido o pilar de acção desde o crime e neste episódio, mesmo contra vontade, é ela que tenta em vão perceber como e quando o corpo de Alexandro foi desenterrado. Ao saber que as obras de Ben foram interrompidas por causa da descoberta de algo estranho, a ruiva despacha-se a correr até ao local onde Ben lhe revela que fora durante as escavações que o corpo fora descoberto e que tem de contar o sucedido à polícia. Desesperada e sem saída, Bree conta-lhe a verdade e pede-lhe que não conte nada, mas Ben recusa. Mais tarde, já em casa, recebe uma visita de Chuck, cada vez mais cego de ciúmes, que a acusa de saber o que se passou com Alexandro, mas não me parece que ele saiba de algo, simplesmente é um homem cheio de ciúmes a tentar reaproximar-se da mulher da sua vida. Felizmente, e quando Chuck começa a tornar-se perigoso, Ben a parece e afasta-o, dizendo a Bree que ajuda-la com a questão do corpo. E quem fica responsável pela tarefa é Mike, que enterra o corpo no local da escavação que no dia seguinte é coberto pelo cimento do novo edifício, ficando assim oculto para sempre. Estranho é o clima que pareci ter reconhecido entre Bree e Ben (e que espero que seja só impressão) e o facto de Ben ter dito que ajudou Bree pelo facto de um dia, poder ser ele precisar de um favor. É óbvio que em breve ele vai cobrá-lo, agora é esperar para saber quando e como.

Finalmente a história de Susan e das suas chatas aulas de pintura enquadra-se no plano geral. Continuamente humilhada pelo professor de não conseguir expressar a sua arte de forma natural e furiosa por saber que Bree, Gaby e Lynette haviam tentado desenterrar o corpo sem lhe dizer e que Bree recebera uma carta de ameaça, ocultando-a, decide pintar um quadro que expresse todo o seu sofrimento recente. E o quadro é precisamente uma representação  do momento em que enterraram o corpo de Alexandro, criando claramente um perigo para quem vir o quadro e possa desconfiar da situação (e o professor de pintura é já um dos grandes perigos).

Se tivéssemos tido um pouco mais de Renne, sem dúvida que o episódio teria sido perfeito. É pena que a temporada não tivesse começado logo assim e que tenhamos perdido tanto tempo antes de chegar e este ponto que realmente interessa. Agora é esperar que no futuro próximo estas histórias continuem a ser explorados desta forma e no próximo episódio não voltemos às histórias banais.

O melhor – O episódio de uma forma geral. Juanita!

O pior – Aquela pseudo-clima de Bree e Ben não me agradou. Espero que não seja nada…

Artigo originalmente escrito por Rui Alvites e publicado no Portal de Séries.

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