Once Upon a Time (1×02) – The Thing You Love Most


“Eu sei que o herói nunca acredita na primeira vez. Se acreditasse, não seria uma boa história.”

Acho que já posso adiantar logo que esse segundo episódio conseguiu me deixar com vergonha alheia uma quantidade considerável de vezes. Jennifer, não me leve a mal. Eu continuo adorando você. Continuo sendo sua fã incondicional e reafirmando o que disse na review passada: você é o melhor de Once Upon a Time. Ah, e ainda acho que o Henry é uma graça, e estou com vontade de ver os próximos episódios. Mas The thing you Love most decepcionou em tantos aspectos…

O tempo voltou a existir em Storybrooke e a cidade acordou para mais um dia. Depois de ir até o hotel de Emma e ameaçá-la com (lindas) maçãs, Regina vira, novamente, a Evil Queen e nos leva ao casamento de Snow White e Prince Charming. Até aí, tudo bem. Estamos no nível dos contos de fada que eu gosto, aceito e incentivo. O problema está em quando a Rainha volta para seu castelo negro e presenteia quem está assistindo com uma seqüência de defeitos especiais que fazem com que eu questione a sanidade mental de quem produz esse negócio. O chroma key é péssimo e o espelho mágico faz com que eu tenha saudades do episódio da Branca de Neve do Chaves.

E tudo ainda piora. Acontece que a Evil Queen pegou a maldição para que Snow adormecesse com a Maleficent (sim, a bruxa de A bela adormecida). Essa foi uma boa tirada, especialmente quando a Queen argumenta que a maldição é tão fraca que foi quebrada com um beijo. Foi quase revigorante ver um conto de fadas fazendo piada da falta de criatividade de sua categoria. Porém, infelizmente, a cena não pára por aí. Em seguida, Maleficent e Evil Queen começam a lutar. E a provocar risos de escárnio em quem assiste.

“Não faça isso. Essa maldição. Existem linhas que nem nós podemos atravessar. Todo poder vem com um preço e aviso que você pagará um preço bem alto. Causará um imenso vazio dentro de você, um vazio que nunca será capaz de preencher”. (Maleficent)

E o show de horrores continua. A Evil Queen segue para uma reunião com aqueles que parecem ser todos os vilões do mundo mágico e recebe a frustrante notícia de que, para que a maldição funcione, precisa usar um “coração vencedor”. A palhaçada continua com um duende pavoroso e uma velha com a pior maquiagem que vi nos últimos tempos (ainda pior que as de Grimm e Supernatural). O duende, por sua vez, só faz algo de bom – me livra daquela reunião e me leva de volta para o presente, para o jardim de Regina, onde a prefeita enamora-se de suas maçãs e desfruta da capa do jornal da cidade, que trata da prisão de Emma e de seu acidente com a placa na estrada.

São as cenas da atual Storybrooke que salvam o episódio. Tenho vontade de suspirar todas as vezes em que Henry aparece, como quando impede Emma de comer a maçã, ou quando vai resgatá-la na delegacia, após ter sido presa numa armação de Regina e do terapeuta do garoto. E as armações de Regina não param por aí. A prefeita convoca Emma para uma conversa sincera em seu escritório, com a única intenção de ser flagrada por Henry e de colocá-lo contra a moça.

Enquanto isso, a Evil Queen vai ao encontro de Rumpelstiltskin na prisão, quando o homem infame revela que, para que a maldição seja eficaz, a bruxa deve usar o coração de quem mais ama. E esse alguém é o senhor que me enganou todo o tempo. Enquanto achei que o velhinho do castelo era algum tipo de mordomo, era ninguém menos do que o pai da Rainha. Talvez tenha sido o único flashback que me agradou mesmo. Se as próximas cenas do passado continuarem a ser tão caricatas quanto as desse último episódio, não sei se vou conseguir levar a história a sério por muito tempo. Mesmo no presente, Once Upon a Time conseguiu beirar a infantilidade. Regina precisa mostrar que sabe fazer alguma coisa além de armações de novela mexicana. Depois disso, o que vier é lucro.

Artigo originalmente ecrito por Thais Borges e publicado no Portal de Séries.

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