Once Upon a Time (1×01) – Pilot


“Essas histórias… Os clássicos? Existe uma razão para nós os conhecermos. São uma maneira de lidar com o nosso mundo, um mundo que nem sempre faz sentido…”

Eu sabia que a Jennifer Morrison não me desapontaria. Obviamente, não se trata apenas da ex-Cameron. Mas, ei, alguém aí conseguiu lembrar que a Cameron existiu, enquanto assistia a esse piloto? Ok, se alguém pensou em se manifestar, não se manifeste. Discordar de algo assim é coisa de chatos. Cheguei a admitir que tinha medo de vê-la como protagonista. Talvez a moça fosse dessas que está destinada a ser uma coadjuvante para sempre. Felizmente, ela não é. Era esperado que Once Upon a Time começaria com uma narração digna dos filmes da Disney. A expectativa foi confirmada, seguida por um príncipe em seu cavalo imponente, percorrendo os arredores da floresta para dar um beijo de amor em sua Snow White (Ginnifer Goodwin). Quando sua princesa volta à vida e levanta do caixão de vidro, os incorrigíveis fãs de contos de fadas e romances água-com-açúcar (como eu) são presenteados com um diálogo bobinho, mas capaz de arrancar alguns suspiros. São os anões os responsáveis por me trazer de volta à realidade.

Ainda não consegui decidir se aceitei todas as cenas do “passado” de faz-de-conta. Para mim, uma cena de fantasia, de qualquer tema, só funciona quando consegue me fazer acreditar totalmente que o absurdo é possível e natural naquela realidade. Se uma narrativa qualquer faz com que eu me pergunte se os roteiristas tem macarrão instantâneo no lugar do cérebro, temos problemas. Isso não aconteceu com Once Upon a Time, é verdade. Os anões, contudo, quase cruzaram a linha ténue entre o possível e o ridículo. Quase. A transposição da cena para o casamento é maravilhosa, bem como a introdução da Rainha Má/The Evil Queen (Lana Parilla, excelente), no melhor estilo A bela adormecida. E daí começam as cenas do presente, sempre intercaladas com os flashes do passado. Construída e organizada lindamente, essa inversão cronológica constante talvez tenha sido uma das melhores coisas do piloto.

Somos apresentados, finalmente, a Emma Swan (Jennifer Morirson), uma mulher solitária que ganha a vida descobrindo quando as pessoas estão mentindo. E não é nada do tipo Cal Lightman (da saudosa Lie to me). Na noite de seu aniversário, Emma faz um pedido: que não fique sozinha naquele dia. E sua campainha toca. Surpreendemente para ela, notícia antiga para nós, o garotinho que está diante de sua porta naquela noite é Henry, filho de Emma, que a moça dera para adoção dez anos antes. Henry é o responsável por arrastar Emma para Storybrooke, a cidade em que todos os moradores são personagens de contos-de-fadas, mas não se lembram disso. O garoto, por um tempo, parece ser o único que sabe da verdade, já que os outros estão sob a maldição da Rainha Má, que agora atende pelo nome de Regina Mills, prefeita da cidade e sua mãe adotiva. Aos poucos, os personagens foram apresentados e identificávamos seus contos-de-fadas – o grilo falante, a chapeuzinho vermelho e sua vovó (do hotel), Mary Margareth, a doce professora de Henry (que é ninguém mais, ninguém menos do que a Snow White de Ginnifer Goodwin, que parece um elfo sem a peruca longa) e o assustador Mr. Gold, o Rumpelstilskin (Robert Carlyle). O que mais me incomodou foi o príncipe “morrer”.

Quando o Prince Charming (Josh Dallas) enfrenta os comparsas da Rainha Má, para tentar deixar a bebé Emma dentro da árvore encantada que a salvaria da maldição, o príncipe recebe o que parece ser um golpe fatal na luta de espadas. Foi irritante e triste, ao mesmo tempo – já que nenhum conto-de-fadas que se preze consegue sobreviver sem um príncipe, mesmo que seja um príncipe que, aparentemente, não acrescenta muito à história. Por sorte, o moço não vai desaparecer, tendo se transformado em um “anônimo” em coma no hospital em que Mary Margareth, como toda mocinha nauseante, faz trabalho voluntário. Once Upon a Time é adorável e me deixou realmente ansiosa para assistir seu novo episódio. E isso já é mais do que a maioria das estreias que assisti nessa fall conseguiram fazer. Fiquei fascinada e/ou curiosa por alguns personagens, como o lindo Henry, o misterioso xerife Graham e, obviamente, pela Emma. E, bom, talvez não seja confiável o suficiente para dizer isso, mas o melhor de Once Upon a Time é Jennifer Morrison.

Artigo originalmente escrito por Thais Borges e publicado no Portal de Séries.

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