Desperate Housewives (8×04) – School of Hard Knocks


Desperate anda a engonhas um pouco e numa altura em que são tantas as séries por esse mundo fora que se fartam de engonhar demasiado, não posso deixar de reclamar. Não quero dizer que a temporada está má, ou que os episódios não entretêm porque até temos tido bons momentos no geral, mas a verdade é que para uma temporada final que se comprometia a terminar esta série em grande, as coisas estão demasiado paradas. O mistério não teve qualquer avanço e exceptuando um tímido e previsível cliffhanger final, o assassínio foi quase esquecido durante o episódio.

Susan foi de facto a única que teve a sua história relacionada com o arco principal. Depois da conversa que teve com Mike no episódio anterior, o marido decide perdoar-lhe a mentira e ajuda-la nesta altura difícil, apesar de lhe explicar que não ser fácil passar por esta situação. Para se distrair, Susan decide inscrever-se em aulas de pintara na universidade, mas para seu horror o professor acusa-a de ser uma dona de casa armada em pintora e que os seus desenhos são básicos e sem qualquer tipo de sentimento dentro deles. E claro que Susan liberta a sua raiva e parte o atelier todo, só para nos mostrar mais uma vez o quanto está perturbada internamente pelo segredo que está a guardar. E claro que o pintor decide aceitá-la na sua aula. E que ganhamos com isto a longa prazo? A não ser que deste arco advenham situações muito específicas, parece-me demasiado aleatório e inconsistente para funcionar.

Gaby foi a rainha da comédia, como tem sido costume desde há muito. Desta vez mete-se em problemas com as responsáveis pela segurança da escola, Dana. Farta de ver a latina a ir contra as regras de estacionamento no zona verde da escola, Dana envia Gaby para um estacionamento longínquo obrigando-a a chegar demasiado cedo à escola todos os dias. Gaby decide realizar um motim para destituir a maquiavélica mulher mas não consegue, acabando por atropela-la acidentalmente quanto tenta provoca-la mais uma vez. No fim do episódio temos Dana a nomeá-la nova responsável da escola e sentimos medo pelas possibilidades desinteressantíssimas que podem vir deste arco.

Lynette e Renne partilham o arco esta semana. Depois de ver Tom arranjado a vestido de forma moderna, Renne avisa Lynette que o mais provável é que o marido esteja a traí-la com alguém. Lynette não acredita mas quando o vê a falar com uma rapariga novíssima através do ipad de Penny, decide entrar em acção. Assim, com Renne, participa numa das aulas da rapariga apenas para confirmas que de facto esta é demasiado jovem e demasiado vazia para que tom esteja com ela muito tempo. O pior acontece quando Tom a descobre na aula e a informa que de facto está a sair com alguém mas que essa mulher não é a professor de ginástica mas sim a sua mãe, uma médica muito mais série. Lynette fica chocada e desorientada, ao perceber que está de facto a perder Tom.

Bree recebe a visita da sua filha Danielle que se separou recentemente do marido. E a picardia entre as duas, que nunca se deram bem, não tarda a recomeçar, quer seja quando Bree tenta controlar de imediato a filha pondo-a a trabalhar, ou mesmo quando Danielle acusa a mãe de ser manipulador a tentar sempre que tudo corra como pretende. Discussões à parte, Danielle decide iniciar um negócio caseiro e com ajuda do dinheiro da mãe abre uma loja online onde vende brinquedos sexuais complexos. Claro que quando Bree descobre fica furiosa ralha com ela, mas no fim acaba por aceitar e promete continuar a ajuda-la, apesar de as suas doações monetárias terem de se manter incógnitas.

E pronto, assim se passa um episódio oco e com pouco sumo. No fim do episódio descobrimos que Chuck, ainda perturbado por ter sido abandonado por Bree é encarregue de procurar o corpo do padrasto de Gaby, o que certamente o colocará em rota de colisão com Bree e as amigas. De resto, nada de relevante aconteceu. Espero sinceramente que os próximos episódios tragam algumas novidades relevantes porque como já disse no início, para séries de encher chouriço, já há mais que muitas por aí.

O melhor – O regresso ou participação de Danielle. É bom ver personagens antigos voltar à série de vez em quando.

O pior – Pouquíssimo desenvolvimento. Renne volta a ficar para segundo (ou terceiro) plano.

Artigo originalmente escrito por Rui Alvites e publicado no Portal de Séries.

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