Desperate Housewives (8×03) – Watch While I Revise the World


Ao terceiro episódio a temporada parece fazer uma pausa e avança pouco no mistério principal, e apesar de as restantes histórias nem terem sido muito más, faltou algo, um um cliffhanger ou uma qualquer revelação importante para não termos a sensação de monotonia excessiva. Seja como for não foi um mau episódio e levantou algumas questões interessantes a para explorar no futuro.

Vamos falar no pior: Carlos e Susan. Tal como previ no episódio anterior, alguém teve a estúpida de criar um pequeno clima de romance entre os dois devido ao facto de serem, de todos os participantes no segredo do assassínio, os mais afectados. Começa com a ajuda que Carlos deu a Susan na prisão, depois vêm os passeios à noite, as visitas no trabalho e o temeroso momento do quase-beijo… enfim, um conjunto de cenas sem sentido, uma vez que, tal como Mike disse, eles mal se conheciam antes e de repente estão quase aos beijos. Mike percebe que algo se passa e começa a desconfiar de algo, ficando ainda mais certo de uma relação entre os dois quando os encontra dentro da carrinha, quase a beijarem-se. Qual a única forma de explicar o sucedido? Contar a verdade sobre os segredos que guardam. Não sabemos ao certo como Mike reage à situação uma vez que o vemos sair da sala no fim do episódio deixando para trás um Susan lavada em lágrimas, mas a adição de um novo membro à irmandade dos segredos deverá levantar questões interessantes nos próximos episódios.

Lynette voltou à rotina da temporada anterior: uma história por episódio, sem ligação clara entre elas, apenas para ocupar espaço. Desta vez recebe a visita da irmã alcoólatra que tantas vezes apareceu no passado para chorar no seu ombro mais uma separação e agora surge resplandecente com um namorado novo e aparentemente perfeito. Lynette, triste e afectada pela recente separação não vê com bons olhos o estado de felicidade da irmã e  acusa-a de estar a viver uma utopia, levando a irmã aos extremos e o namorado desta a ficar chocado com o ambiente e a pedir um tempo à rapariga. Arrependida Lynette fala com o instrutor de ioga, auxiliando o reatar da relação e confessa que sentiu ciúmes da irmã. Mas não é só: além disso, Lynette percebe pela primeira vez que ao longo dos anos, foi manipuladora e dura com Tom, obrigando-o a fazer sempre o que ela quis, e que se chegaram àquele ponto, foi culpa dela. Um óptimo momento, e um bom diálogo, que esperamos venha a ter boas consequências em breve.

Estou a gostar do destaque dado a Renne nesta temporada. Neste episódio teve uma participação tão grande como qualquer outra dona de casa, e a sua história com Lee e a filha rendeu óptimos momentos cómicos. Lee não sabe como ajudar a filha a comprar os seus primeiros soutiens e pede ajuda a Renne que o ajuda contrafeita. O problema é que a rapariga gosta tanto da companhia da dondoca que começa a passar mais tempo em casa dela do que na casa de Lee, deixando-o furioso. Discussões e confusões à parte, Renne acaba por explicar a Lee que ele e Bob são óptimos pais e que não faz mal nenhum que a filha passe algum tempo com ela de vez em quando. E também nos mostra que Renne não daria uma mãe assim tão má como poderíamos esperar (apesar de como pessoa continuar um pequeno monstro: chique, mas horrível).

Os momentos de Gaby e Bree foram interessantes até meio do episódio mas desiludiram no fim. Bree encontra-se num impasse depois do que Paul lhe disse no episódio anterior. Pensando que Chuck lhe enviou a carta, decide revistar a mala deste e fica chocada ao ver uma foto da sua mão e um envelope com o seu nome lá dentro. Pedindo ajuda a Gaby, chegam *à conclusão que Chuck sabe a verdade e que a foto serviu para lhe analisar as impressões digitais (algo impossível, claro) e dentro do envelope está algum objecto do morto. Eu não sei em que momento a minha cabeça deu um clique, mas fiquei muito desiludido quando percebi que quando Chuck chegou a casa e disse a Bree que a ia levar a um lugar especial, não a levou ao local do enterro mas sim a um restaurante chique para lhe dar um anel de noivado, e ao ter percebido de antemão o conteúdo do envelope, as manobras de Gaby e Bree para o roubar a Chuck não me pareceram minimamente engraçadas. Engraçado pareceu-me a reacção de Chuck quando Bree lhe deu com os pés (foi maldosa, convenhamos). Este Chuck frio e magoado ainda vai trazer problemas no futuro, de certeza, e talvez seja agora, e não antes que Bree se deve preocupar por ter namorado um detective.

E assim acaba mais um episódio. Como disse no início não foi brilhante, mas cumpriu os seus propósitos como episódio de transição. No mistério não avançamos nada e ficamos a saber que se Chuck sabe do segredo, não o quer revelar já. Vejamos se as coisas começam a aquecer nos levantam um pouco mais o véu do que está para vir.

O melhor – Renne e Lee brilharam.

O pior – Susan e Carlos. Não repitam a gracinha, por favor.

Artigo originalmente escrito por Rui Alvites e publicado no Portal de Séries.

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