Nikita (2×03) – Knightfall


You can’t beat them. You belong to them. They made you, Nikita. They’re the only family you ever had…

É com um enorme pesar que inicio este review de Nikita, sim, meus caros, os americanos continuam estúpidos e não dão valor a séries que realmente merecem. Nikita alcançou o mínimo histórico de sua audiência tornando-se a série menos assistida da The CW no momento. E como Nikita conseguiu atingir a esse mínimo? Apresentando-nos um excelente episódio, um episódio que se sobressaiu em todas as maneiras possíveis, ou seja, quanto melhor a série fica pior é a sua audiência. Será esse o futuro que estamos destinados ao depender diretamente do telespectador americano? Sim, meus caros, infelizmente este é o futuro que estamos destinados e há muita pouca coisa que podemos fazer para evitá-lo.

Knightfall, como já dito anteriormente, é surpreendente em todos os motivos, seja em sua trama principal, na sua trilha sonora e em seu roteiro muito bem desenvolvido, ouso a compará-lo com episódios com Pandora e Echoes em seu nível de qualidade. Honestamente não estava à espera de um episódio fantástico, achei que por agora a série daria um acalmada para nos apresentar grandes episódios mais a frente porém o planejamento que tinha em minha cabeça estava totalmente errado, Nikita não possui tempo, nem força de vontade, de acalmar as coisas, a série está a saber manter seu foco e utilizar suas tramas da melhor maneira possível e se depender da qualidade dos episódios que foram apresentados até o momento essa segunda temporada será ainda mais explosiva do que a anterior. E quem não gosta de um pouco mais de explosão seja o primeiro a reclamar.

O roteiro inicialmente nos entrega duas tramas, dois caminhos a serem percorridos por diferentes personagens. De um lado temos Nikita e Michael, juntamente com Birkhoff, a continuar atrapalhar as missões da Division. Dessa vez temos o grupo a ir atrás de Ramon, assassino contratado pela Division para cumprir algumas missões mais complicadas, politicamente falando. Acontece que Ramon assume total culpa dos atos em vídeos que são liberados após os atos criminosos, sendo assim reconhecido pela mídia como uma espécie de guerrilheiro moderno porém isso é apenas uma distração para que os assassinatos não levantem suspeitas contra nenhuma organização governamental, principalmente contra a Division.

Essa missão provoca o retorno de algumas memórias a Nikita, como o fato de que esta fora responsável pela captura de Ramon e o entregou com vida, uma vez que sua missão era matá-lo, nas mãos de Percy. O episódio nos entrega poucos flashbacks porém estes foram o suficientes para compreendermos todo o drama que a missão traz a personagem principal, um drama que envolve a revolta e o sentimento de vingança que Nikita carrega contra a Division. Após decidir que Ramon deva ser capturado, Nikita, Michael e Birkhoff começam a colocar em pratica seus planos para a captura do assassino e o primeiro passo é dado quando é descoberto onde este se esconde, então uma viagem inesperada a Colômbia é realizada.

Paralelamente temos Alex a receber uma missão de Amanda, uma missão que envolve assassinar Anton Kochenko em mando da Oversight, Acontece que Kochenko fora um dos responsáveis pelo assassinato da família de Alex, tornando esta uma missão particular para a garota. Assim como Nikita, Alex também possui seus pequenos flashbacks, onde descobrimos que a pequena Alexandra inocentemente passou os códigos de segurança da casa para Kochenko e este os entregará a Division para que a equipe tática pudesse adentrar a mansão e completar a missão de assassinato da família Udinov. Acho que no meio de tanto ódio e o sentimento de vingança que Alex carrega está a culpa, acredito que de alguma forma a personagem se culpa pelo ocorrido, por não ter feito alguma coisa ou por ter deixado todo o império de seu pai nas mãos do mentor de seu assassinato e de alguma forma ela pensa que se conseguir sua vingança esse vazio em seu peito será preenchido, que apenas após sua vingança poderá ser feliz.

Estou gostando da dinâmica que está a acontecer com Alex e Sean, apesar das muito poucas cenas entre os personagens estes se mostram ter bastantes coisas em comum e é Sean que ajuda a garota a bolar um plano mais seguro de matar Kochenko, facilitando assim a sua missão.

Surpreendeu-me o fato de trama de Nikita estar ligada com o planejamento de assassinato de Alex e uma vez que a moça atrapalha os planos da Division Alex se encontra em espera para conseguir completar a sua missão. Acontece que Nikita e Michael conseguem encontrar Ramon descobrem que sobre os planos da Division de assassinar Kochenko e esse plano é temporariamente interrompido uma vez que o disfarce de Ramon fora descoberto. O interessante é que descobrimos que nem era Ramon que cometia os assassinatos e sim a Division, este que se encontra paraplégico apenas fazia os vídeos e possui um alto sentimento de repudia, principalmente em relação a Nikita uma vez que esta fora a responsável pela sua captura a seis anos atrás em Paris e , inocentemente, fora responsável pelas atitudes de Percy que o deixaram deficiente.

E as conseqüências não tardam a acontecer uma vez que Amanda decide revidar o ataque de Michael e Nikita, esta encurrala Michael em uma sala segura, onde uma escapatória soa-se impossível, e ameaça lançar um míssel e destruir toda a instalação da Division uma vez que Nikita não mate Ramon, sendo a única maneira de salvar Michael é acabando com a vida de Ramon.

O fato de que Ramon ter vendido toda sua filosofia de vida pela oportunidade de continuar vivo perturba Nikita e após esse tentar fugir um grande debate é iniciado entre esses dois personagens e é nesse embate que vemos o roteiro de Nikita brilhar, uma discussão brilhantemente escrita e muito bem interpreta, temos a revolta de uma lado e a comodidade de outro se digladiando em busca da razão. Nikita e Ramon demonstram os dois lados da moeda que se encontram em jogo e podemos perceber que nenhum dos lados possui uma razão absoluta, ambos possuem os seus pesares e suas conquistas, seus momentos de glória e seus momentos de dor, tudo de isso de como as conseqüências serão encaradas. E Nikita não consegue cumprir a condição exigida por Amanda e parte em uma missão suicida para tentar salvar o seu amado.

I’m dead without him.

Amanda cumpriu o que ameaçara e explode toda a instalação sem deixar nenhum sobrevivente no local. Era óbvio que a morte de Michael não seria algo que esse episódio estava por abordar então quando este apareceu vivo não fora surpresa alguma mas fora muito interessante observar algumas reações mediante a morte do rapaz, Nikita ficou a beira do desesperado ao visualizar os destroços e o fogo que queimava a sua frente, pela primeira vez podemos encontrar um Birkhoff mudo e poderia jurar que até Amanda sentia pela morte do rapaz.

Com a Nikita a estragar seus planos, Amanda se encontra sem saída a não ser abortar o assassinato de Kochenko. Mas será que Alex perderá uma ótima chance de iniciar a sua vingança? Não, ela não perdeu e mesmo contra todas as ordens ela assassina Kochenko deixando-nos um interessante cliffhanger pois esse seu ato de rebeldia contra a Division não será facilmente esquecido, nem por Amanda e muito menos por Sean.

E assim Nikita apresenta um episódio fantástico, cheio de ação, drama e todos os elementos que tornaram a série algo especial. Não posso negar a tristeza que é acompanhar as audiências da série e, infelizmente, acredito que esta será a última temporada porém ainda temos diversos episódios para aproveitar até maio, E que venham mais episódios como Knightfall pois quanto mais episódios fantásticos melhor, certo?

Artigo originalmente publicado no Portal de Séries.

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