Desperate Housewives (8×02) – Making the Connection


Depois de um episódio inicial mais parado e com o claro intuito de nos prender definitivamente a este último ano da série, o segundo episódio chega como uma clara introdução à personagem nova mas continua o trabalho do antecessor no que toca à forma como as donas de casa lidam com segredo que guardam entre si.

Susan continua muito afectada pelo crime que esconde com as amigas e nem a conversa em grupo parece ter-lhe acalmado os ânimos. Neste episódio, em momentos de loucura que só poderiam vir dela, decide que já que não pode contar a verdade a ninguém, vai arranjar forma de ser castigada pelas autoridades por crimes menores até se sentir suficientemente bem consigo própria. Desde ser algemada por se esquecer de pagar uma caixa de refrigerantes, até insultar um polícia e acabar na esquadra, foram vários os momentos hilariantes que arranjou para tentar ser punida, mas no fim do dia, depois de algumas horas na prisão, é a Carlos que telefona para a retirar da cela, já que sabe ser este o único que está a lidar tão mal como ela com o segredo. Apesar de achar saudável a interacção de Carlos com outras personagens que não só Gaby e as filhas, fiquei preocupado com o tom meloso que notei entre os dois. Espero que não venha por aí alguma invenção idiota dos guionistas de juntar os dois, porque sabemos muito bem que não vai funcionar bem e que é desnecessário nesta altura do campeonato.

E já que falamos em Carlos… as coisas andam mesmo más para o lado do macho latino. Não chegando as crises de mau humor e as noites sem dormir por causa do remorso, agora a sua virilidade também foi afectada. Sim, Carlos Solis não está a fazer um bom serviço ao lado de Gaby nos momentos mais íntimos. Até percebi o desespero de Gaby em relação à situação, afinal se pensar bem no passado do casal, a verdade é que a relação sempre foi muito carnal e os problemas resolveram-se vezes sem conta entre os lençóis. Sem cruzar os braços, Gaby procurar métodos alternativos para “animar” o marido e contrata uma streapper para lhe ensinar a dança do varão, ideia que corre terrivelmente mal porque Carlos fica furioso ao perceber que Gaby andou a espalhar o seu problema. E mais uma vez se refiro à cena final entre Carlos e Susan: sem ser compreendido em casa e com Susan a atravessar igualmente uma situação complicada, temo pelo futuro próximo das duas personagens.

Lynette e Tom dão os primeiros passos oficialmente separados, e o resultado é mais que óbvio: começou a luta para conquistar os filhos. Tom, livre das amarras que sempre o prenderam tornou-se num homem mais animado, liberal e divertido com os filhos, e Lynette ressente-se da situação com os seus tradicionais ciúmes e tentativas de manipulação. A discussão que gerou com o marido para deixar o filho ir à festa não foi uma jogada sensata e colocou a segurança do miúdo em causa para tentar dar uma lição a Tom. Eu não gostava de Tom no passado, mas desde os problemas que surgiram entre o casal na temporada passada que apoio totalmente a personagem: Lynette terá de aprender a ceder um pouco os seus caprichos e a valorizar a falta que tom lhe faz para que resolvam a situação e fiquem juntos de novo. Mas isso não parece estar planeado para um futuro próximo.

Bree é sem dúvida a líder de toda a operação em torno do segredo, mas não está a ter a tarefa facilitada. Depois de receber a carta que obviamente lhe lembrou a mesma que Mary Alice recebera no passado (e que nos deu direito a um óptimo flashback relembrando alguns dos momentos marcantes da série), Bree fica paranóica para tentar perceber quem lhe enviou a carta, e sua primeira suspeita é mais ou menos óbvia: Paul. Confesso que não li spoilers e como tal não sabia que Paul iria aparecer no episódio, mas até percebo o propósito. Paul confessa que não foi ele a enviar a carta, mas no fim do episódio diz a Bree que um detective (que Bree identifica de imediato como sendo Chuck) estava a par da carta que Mary Alice tinha recebido. E Claro que Bree entra em choque pensando que o seu namorado, que por sinal tem andado muito desconfiado pelo seu comportamento, lhe enviou a carta e conhece o crime que cometeram. É mais ou menos óbvio que não foi Chuck a enviar a carta e que esta história só surge para levantar suspeitas e gerar pânico entre as senhoras, mas não deixa de ser uma boa jogada.

Afastada desta história toda temos Renne e o seu novo interesse amoroso, Bem. Não composta com a resposta recebida no episódio interior, Renne tenta a todo o custo arranjar algo que possa usar para se aproximar do novo vizinho. As cenas com Mrs. McCluskey e no lar foram muito boas e estou a gostar do progressivo tempo de antena que tem sido dado à personagem. Bem ainda não me conseguiu cativar, mas neste episódio conseguimos perceber algumas coisas sobre ele: é brincalhão (obrigar Renne a trabalhar no lar foi de génio) e esconde um segredo (como não poderia deixar de ser) que não conhecemos ainda. E esse segredo vai envolver Mike que foi convidado a trabalhar com ele. Esperam-se mais desenvolvimentos.

Com um episódio que se manteve estável e eficaz, Desperate confirma que este oitavo e último ano tem tudo para ser brilhante. O humor está em alta, as personagens estão com bons desenvolvimentos e as histórias são interessantes. É esperar para que os próximos episódios tragam mais desenvolvimentos para Ben e que não surja nenhuma reviravolta mirabolante que estrague tudo (por favor, Susan e Carlos não!)

O melhor – Gaby no varão; Renne a ter algum desenvolvimento.

O pior – Nada a apontar de particularmente mau.

Artigo originalmente ecrito por Rui Alvites e publicado no Portal de Séries.

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